Estado democrático de direito e o senhor caladinho de bandeira ao peito

O que aflige não é tanto ouvir hoje  Barroso voltar a pressionar o TC, explicando (ao TC) as consequências trágicas de um chumbo das medidas orçamentais.

O que aflige não é ver Barroso afirmar no mesmo discurso que nunca pressionou o TC.

O que aflige é ver um senhor ao lado dele, a escutar a lição, caladinho, sem um protesto, mas por acaso primeiro-ministro de um Estado soberano com uma Constituição e com órgãos de soberania, como o TC, que a garante.

E o senhor anda com a bandeira na lapela. Está tudo explicado.

 

 

12 thoughts on “Estado democrático de direito e o senhor caladinho de bandeira ao peito”

  1. De um lado está mesmo quem sabe fazer contas e do outro uns patetas alegres, como esta Isabelinha Borboleta e os seus teóricos e “poetas” colegas, que incentivam a via do calote e de forma irresponsável , querem convencer os Portugueses que podemos ter o deficit que nos apetecer , pois há quem tenha a obrigação de nos emprestar , sem terem o direito de exigir o retorno , do dinheiro que cá colocam .

    A redução dos custos de trabalho tem a ver com o facto de termos um PIB per capita em Portugal de 22.413 UDS\ano , inferior ainda ao da Grécia que é de 27.073 , os Alemães são responsáveis por 44.008 USD cada um em PIB individual, é quase o dobro do que produz cada Português .O custo trabalho e os “direitos adquiridos ” são demasiados , para um País que quer ir “rumo ao socialismo” com o dinheiro dos outros e que ainda por cima tem gente que promove a miséria intelectual dizendo ” que se lixe a troika ” , que é quem nos está a pagar o ” estado social ” .

    Contrair o consumo interno e as importações, são duas inevitabilidades para resolver o problema de quem viveu acima das possibilidades . Garantir a competitividade ajustando os salários à produtividade , ajustar o sector público à realidade Portuguesa , reduzindo em 30% o numero de funcionários ( pois são estes estão em excesso dos quais só 50 mil são professores ). É uma estratégia arrojada , dolorosa , mas a única possível para deixar de mão estendida a pedir empréstimos para viver acima das possibilidades reais do País .

    Não estamos perante inevitabilidades económicas e financeiras? Quando devemos mais de 100% do valor do nosso PIB , quando a nossa produtividade é tão baixa que para manter o nivel de Estado Social , nos endividamos por via de um deficit que nos estrangula a cada mês que passa .

  2. Portugal saiu hoje do “clube” das 10 economias com maior probabilidade de entrar em incumprimento num horizonte de cinco anos, segundo dados da S&P Capital IQ. Foi ultrapassado por El Salvador, que ocupou essa ultima posição, com um risco de 27,28%. A diferença que separa o risco dos dois países é muito pequena. Também a Grécia viu, hoje, a sua posição de risco melhorada, descendo para a 9ª posição no referido “clube”.

    Portugal entrou no referido clube em 22 de abril de 2010 com uma probabilidade de incumprimento de 21,5% e logo para a nona posição. As yields da dívida a 10 anos registavam, então, 5,1%, um valor mais baixo do que o atual.

    É a segunda vez desde o início do plano de resgate em maio de 2011 que Portugal sai do “clube”. A primeira foi a 21 de maio passado, duas semanas depois de o IGCP – a agência de gestão da dívida – ter realizado a emissão de dívida a 10 anos, a segunda operação de “regresso aos mercados” obrigacionistas em 2013.

  3. @Nuno Manel,

    Você tem que se instruir melhor, porque a economia não funciona como você pensa que funciona. As perdas de competitividade serão superiores ao benefício da baixa de salários. Se não acredita nisto, vá à América do Sul; vá ao Chile — que é considerado o país mais desenvolvido da zona — e observe, como eu fiz…

    Quanto à questão legal-constitucional. Os “líricos”, como você os classifica, são de facto pessoas sensatas, que defendem que os contratos e os princípios elementares de um estado de direito são para cumprir. Mas há quem ache que a opinião de Al Capone sobre a interpretação da lei é que vale. Só assim o ex-Banco Português de Negócios pôde operar como operou.

    Mas, vejamos um outro exemplo. Este governo decretou que um utente do passe social (que é parte contratante de prestação de serviço de transporte) não tem direito a indemnização por incumprimento do contrato, se esse incumprimento resulta de uma greve. É um precedente interessante… Eu estou mesmo a ver um banco a recusar a reembolsar um crédito interbancário na data acordada, por motivo de greve dos seus trabalhadores…

    Por outro lado, diz-nos o senhor Nuno Manel que os contratos de dívida pública — alguns dos quais contraídos em condições fraudulentas, através da manipulação dos mercados da responsabilidade de Schauble — são para cumprir religiosamente. Então, em que é que ficamos? Os contratos são para cumprir?! Ou não?! Ou será que só os contratos em que um popular é parte interessada é que nada valem?! E para onde vai o país, quando a população mais desfavorecida perder completamente o fé no estado de direito?! Irá, decerto, para o lugar para onde os jacobinos levaram a França, em 1789… E para onde os bolcheviques levaram a Rússia, em 1917…

    Pois há por aqui uns indivíduos que, imbuídos de uma genialidade “norteada pela procura do conhecimento permante” (Miguel Relvas), se convenceram que o capitalismo sobreviverá, em Portugal, à irresponsável destruição do estado de direito, bem como à perda generalizada de confiança da população no valor dos contratos de que são parte interessada.

    Não vão por aí. É conselho de amigo…

  4. @Nuno Manel,

    Você tem que se instruir melhor, porque a economia não funciona como você pensa que funciona. As perdas de competitividade serão superiores ao benefício da baixa de salários. Se não acredita nisto, vá à América do Sul; vá ao Chile — que é considerado o país mais desenvolvido da zona — e observe, como eu fiz…

    Quanto à questão legal-constitucional. Os “líricos”, como você os classifica, são de facto pessoas sensatas, que defendem que os contratos e os princípios elementares de um estado de direito são para cumprir. Mas há quem ache que a opinião de Al Capone sobre a interpretação da lei é que vale. Só assim o ex-Banco Português de Negócios pôde operar como operou.

    Mas, vejamos um outro exemplo. Este governo decretou que um utente do passe social (que é parte contratante de prestação de serviço de transporte) não tem direito a indemnização por incumprimento do contrato, se esse incumprimento resulta de uma greve. É um precedente interessante… Eu estou mesmo a ver um banco a recusar a reembolsar um crédito interbancário na data acordada, por motivo de greve dos seus trabalhadores…

    Por outro lado, diz-nos o senhor Nuno Manel que os contratos de dívida pública — alguns dos quais contraídos em condições fraudulentas, através da manipulação dos mercados da responsabilidade de Schauble — são para cumprir religiosamente. Então, em que é que ficamos? Os contratos são para cumprir?! Ou não?! Ou será que só os contratos em que um popular é parte interessada é que nada valem?! E para onde vai o país, quando a população mais desfavorecida perder completamente o fé no estado de direito?! Irá, decerto, para o lugar para onde os jacobinos levaram a França, em 1789… E para onde os bolcheviques levaram a Rússia, em 1917…

    Pois há por aqui uns indivíduos que, imbuídos de uma genialidade “norteada pela procura do conhecimento permanente” (Miguel Relvas), se convenceram que o capitalismo sobreviverá, em Portugal, à irresponsável destruição do estado de direito, bem como à perda generalizada de confiança da população no valor dos contratos de que são parte interessada.

    Não vão por aí. É conselho de amigo…

  5. nuno,nos sabemos que a direita está do lado que “sabe fazer contas”,e por isso tivemos o bpn,bpp,a madeira e agora alguns concelhos madeirenses sem luz porque os derrotados não a pagaram e o “social democrata” joao jardim naõ aceitou a derrota.a direita tambem sabe fazer contas como se viu no brasil, argentina, chile,e restante america latina e em todos os paises onde a miseria prolifera (toma nota:mesmo num pais pobre, pode e deve haver um minimo de dignidade). durante seculos, estivemos às ordens de uma monarquia que tirava aos pobres para sustentar a fidalguia. mais tarde sai-nos na rifa, um homem de esquerda chamado salazar.com estes lideres democraticos durante “muitas vidas”, e´normal que se procure recuperar o atraso mesmo com 70 % de analfabetos e sem direito a bilhete de identidade.nuno aconselho-te a comprares o livro do pedro adaõ e silva para compreenderes melhor as razoes desta crise, onde não há inocentes, mas onde o papel principal nas responsabilidades coube e continua a a caber à gente de direita, como:politicos,banqueiros construtores civis empresarios de merda e até a um ex pm, que hoje, para mal dos nossos pecados é presidente da republica .não esqueças que a divida privada é o dobro da publica.a tua prosa cheira a bafio e por isso defendes a chularia deste pais, que quer escolas e hospitais à custa dos nossos impostos. queremos melhorar a nossa vida e a do pais, mas não queremos regressar ao primado do privado, que é o que a direita pretende. o povo anda anestesiado com tanta mentira e tanto mentiroso por metro quadrado,mas quando acordar novamente, não vai ser com cravos nem com “foice nem martelos” mas com a força e a dignidade dos humilhados e ofendidos!

  6. @nuno cm
    A conversa de nuno manel é idêntica à de margarida rebelo pinto. Segundo João Pedro Jorge, esta “escritora” de romances de cordel revela graves deficiências como escritora, por exemplo, na sua insistente caracterização unidimensional e grosseiramente tipificada de personagens de extratos sociais mais desfavorecidos. Deste grave defeito, nuno manel também padece.

  7. NUNO MANEL: EMIGRA, PÁ!

    Antes que seja demasiado tarde.

    Olha que, no final, as tuas contas vão-te sair furadas.

    Quemtavisa…

  8. Manel, a direita sabe fazer tão bem as contas que se vangloriam com uma diminuição da TAXA de desemprego, quando o desemprego de facto subiu.

    Mais um da “seriedade, responsabilidade” e agora “fé extrema”

  9. Cara Isabel, as figuras feitas pelas figurinhas /figurões que
    cita no seu “post”, trabalhadas por um realizador cinemato-
    gráfico dariam um excelente momento de humor, não fosse
    a gravidade da situação que vivemos.
    Ver o p. ministro de Cavaco Silva enrolado numa explicação
    que ninguém percebeu tendo ao lado o sr.Borroso a gozar
    rindo descaradamente da falta de jeito do rapaz é o máximo!!!

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