Dar voz aos desempregados, uma e outra vez, contra quem os insulta

Os dados do INE sobre o desemprego em Portugal são trágicos. Ultrapassam as piores previsões, e nem uma reflexão sobre a política de austeridade desmedida do Governo.
Estamos a falar de uma taxa de desemprego de 14,9 por cento da população ativa no primeiro trimestre de 2012, sendo o nível mais alto de sempre.
Percebe-se melhor explicando que se trata de 819,3 mil trabalhadores no desemprego – mais 48,3 mil pessoas que no trimestre anterior, e mais 130,4 mil pessoas do que no primeiro trimestre de 2011.
Para o PM este descalabro deve ser visto como um aumento de “oportunidades”.
Se este discurso ofende, como já escrevi, confessa sem vegonha uma ideologia segundo a qual uns têm emprego e outros não, sendo que quanto a estes é como o lixo: alguém há de tratar daquilo.

6 thoughts on “Dar voz aos desempregados, uma e outra vez, contra quem os insulta”

  1. À hora do almoço vi que o “lambretas”foi entrevistado ou antes levemente perguntado sobre os números catastróficos do desemprego,é de lá veio a eterna resposta de chapa e pelos vistos a que deve estar autorizada,a da “grande preocupação”do (des)governo,mas que já estavam em curso “medidas especiais”para resolver o problema.Claro que não acorreu ao brilhante profissional perguntar “quais medidas?”o que seria óbvio,ou se calhar não estava licenciado para entrar em detalhes escabrosos.

  2. Colocar um indivíduo do CDS a tomar conta do Ministério do Trabalho e da Solidariedade é o mesmo que escolher uma raposa para tomar conta das galinhas. É o esplendor do absurdo…

  3. Ó Senhora Deputada, ajudemos então quem necessita, partilhemos, pratique-se o socialismo. Como? Repartamos os vencimentos, as reformas, essas coisas todas. Aqui entre nós, os direitos dos trabalhadores, não alimentam a barriga de ninguém.

  4. “Aqui entre nós, os direitos dos trabalhadores, não alimentam a barriga de ninguém.” – Neoliberalismo de pacote, menos ainda.

  5. É que quando não havia direitos parece que os trabalhadores andavam muito bem alimentados. Uns mal agradecidos, esses trabalhadores!

  6. Ó pazinhos, pois é, mas pra haber direitus, meus morcões, tem de haber empresas pás, e estas precisam de fazer dinheiro para os gajos cumprarem o leitinho prá ceia, faço-me entender, pás, pois é. A produçãoe pazinhas tem de ser feita, e há uns quantos que preferem o subsidiozinho e ficarem em casa, marrecos. Ataoe, a terra não é de quem a travalha, hum? cum carago, eu só bejo silvas na terrrra, debe ser das lunetas, mas tá bem, bamos comer a CRP ao pequeno almoço, o códigode trabalho ao almoço e á noute podemos assistire ao circo das têbês e cum pedaço de suerte, se huber eleissões antecipadas bamos em excursões apoiar os paralamentares, ganhar umas croas e apoiar os gajos que afundam cada bez mais o país. Estão todos no parlamento. alguma dúvida?!

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