Cavaco, sem um minuto de reflexão, colou-se ao Governo, aderindo a um injustificado não-pagamos governamental

A promulgação à velocidade da luz da lei que adia o pagamento de subsídios de férias, seguida de mais um apontamento por parte de Cavaco acerca da agricultura, não tem explicação. Ninguém sabe por que razão o subsídio não é pago no mês legalmente previsto. Há dinheiro, há uma decisão do TC e, sem explicar a quem programa uma vida, decide-se não pagar.

Nada foi explicado. A desculpa da avaliação trimestral não convence ninguém, porque parece razoável imaginar que os examinadores não teriam dificuldade em perceber uma situação mentirosa e apenas adiada. À proposta de se pagar os subsídioos em Julho, já fora da avaliação trimestral, o Governo teimou: não.

Mais uma vez sem  explicar, sem comunicar, no verdadeiro sentido do termo, a quem tem direito ao subsídio e à segurança jurídica, ao respeito pelas suas legítimas expetativas jurídicas.

Esta decisão, que é uma lei-não-pagamos, anunciada a meio do mês em que o suubsídio deve ser pago, é a tradução de uma atitude de desprezo pelas pessoas. Desprezo, sim. Não se paga e não se explica.

O PR  promulgou a dita lei sem considerar o veto político. Precisamente, como vem sendo tradição, temos na presidência alguém que não faz o uso constitucionalmente previsto, e de acordo com o espírito subjacente à CRP, dos seus poderes.

O veto político existe, não para discordar de uma lei por “razões  pessoais” ou por mera “opinião”, mas para travar uma decisão que aos olhos do PR causa, por exemplo, alarme social, consequências políticas e económicas graves, enfim serve para travar uma o que, prejudicando milhares de pessoas, surge sem justificação suficiente, no caso aumentando a insegurança que se  instalou na sociedade portuguesa.

Acontece que Cavaco usa dos vetos ao contrário do espírito dos mesmos, seja o político seja o jurídico (recorde-se que, por razões de inconstitucionalidade vetou politicamente (!!!) o Estatuto dos Açores), assim como os não usa.

Foi o caso e assim, se restava algum olhar perdido sobre Cavaco como o Presidente de todos os portugueses, esse olhar perdeu-se de vez.

Cavaco, sem um minuto de reflexão, colou-se ao Governo, aderindo a um injustificado não-pagamos governamental.

One thought on “Cavaco, sem um minuto de reflexão, colou-se ao Governo, aderindo a um injustificado não-pagamos governamental”

  1. É com estas atitudes concretas que se “devolve a Esperança” ao Povo português, certo, cavaquinho?

    És tão boçal e tão incompetente – mesmo como Pruf. Inconumista -, que nem te deste conta de que esta injecção de liquidez nas famílias portuguesas, neste momento, valeria mais à saúde económica e à confiança no Futuro do País do que mil e uma declarações inócuas do maduro podre, ou um milhão de “planos estratégicos” serôdios “à la” sôr Álvaro. Ou mesmo muito biliões de crédito às Empresas. SEM CLIENTES NÃO HÁ NEGÓCIOS, PALERMA!

    És um inútil, um velhaco, um cobarde, um inepto e um fantoche, armado em Palhaço.

    Espera pouco.

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