16 thoughts on “Cavaco, o democrata”

  1. O Prof. Cavaco Silva simboliza na perfeição aquele merceeiro tacanho, sempre de lápis atrás da orelha, que deu origem ao célebre aforismo das “contas de merceeiro”, precisamente por se ter notabilizado por preferir “poupar nas linhas e gastar no pano”. Sempre que ele nos vem assim a despropósito alertar para “os custos”, tema recorrente no seu limitadíssimo discurso político, ao longo dos últimos já trinta e um anos (safa…), e seja isso a propósito de campanhas eleitorais ou de coisas ainda mais sérias, como foi o caso da Regionalização, dá-nos mais razão para concluirmos que, uns mais depressa do que outros, todos um dia chegaremos à mesma conclusão de que o Povo acerta em cheio quando proclama, sábiamente, que “o barato sai caro”! Desgraçadamente, este tipo de “barato”, mesquinho e sem horizontes, saíu mesmo bastante caro a Portugal, como está bem à vista de todos. E, porém, vamos continuar a depositar esperanças no maior responsável por esta terrível conclusão?

  2. Já que se fala aqui nesse tal inquérito eu gostava de saber o seguinte – qual foi a amostra utilizada? É que, a acreditar nos censos,quase metade da população portuguesa deve ter menos de 50 anos portanto em que se baseia essa malta para poder decidir se a vida era melhor ou pior antes do 25 de Abril? É que assim como assim a minha até era melhor, tinha menos de dez anos andava na escola e as chatices eram quase nenhumas… Ou será que toda a gente sem excepção com mais de 40 anos – vá, eram crianças precoces – acredita que antigamente a vida era melhor?

  3. Teresa,

    esquece a questão da idade, trata-se mesmo de uma questão de ignorância e do discurso reactivo à portuguesa:quando descontente, volta-te para o passado, qualquer que ele seja. Esta deve vir a ser, mais coisa, menos coisa a base eleitoral do Cavaco.

  4. Edie, se esqueço a questão da idade então `bora lá escolher o tempo de D. Manuel I ou assim… Eu percebo o discurso pessimista de que falas mas a mim o que me irrita e dá urticária são os títulos – metade dos portugueses etc e coiso…

    Tens razão quando dizes que esta metade deve ser a base eleitoral do Cavaco – vai ser eleito por mais de “metade dos portugueses”, não é?

  5. Esta objecção metodológica tem toda a razão: para poder responder com fidelidade à pergunta do Inquérito, a Amostra deveria ter sido extraída e dimensionada a partir de um universo de pessoas capazes de responder-lhe ainda objectivamente. Que sentido faria perguntarem-me a mim, por exemplo, se eu “acho” que se vivia melhor no Estado Novo ou na 1ª República?

  6. Partindo do mais que real principio que a abstenção vai andar na melhor das hipoteses nos cerca de 30%, e que o ilustre “alfarrobas” será sufragado por uns penitentes e esforçados 56% a 58% de portugueses ainda “crentes” que votem, direi que o homem não tem sequer metadea dos portugueses com ele… mas como a democracia portuguesa funciona desta forma atabalhoada, vai cantar loas, e fazer uma festa e tanto com os votos reais de cerca de 35% a 40% dos portugueses, os outros 60%, a maioria, vai ter que comer e calar…
    Nem mais nem menos que mais uns anos de cavaquices… ganhos virtualmente, e esperemos que em definitivo sejam os ultimos, pois até mesmo eu já estou cansado de tanta falta de senso em Portugal!!!

  7. Só há um tipo de gente capaz de ter a desfaçatez (e se calhar justa causa) de afirmar que há 40 anos se vivia melhor em Portugal e esses são a elite de privilegiados que parasitava a esmagadora maioria sob o beneplácito do regime.
    Se virmos pela perspectiva materialista, quantos portugueses podiam sonhar com casa própria ou carro novo há 40 anos atrás?
    E se virmos por qualquer outra perspectiva, nomeadamente a da liberdade efectiva para fazer escolhas e tomar decisões, a coisa nem se oferece a discussão.

    Qualquer que tenha sido o critério e a metodologia, um estudo que apresenta tais resultados só tem duas opções: ou foi feito por ou foi feito a gente estúpida.

  8. Estes inquéritos não são muito diferentes daquelas reportagens de rua que as televisões teimam em passar. Perante um microfone e interrogados sobre a vidinha, é certo e sabido que os portugueses respondem automaticamente: «Ai isto está muito mal, muito pior do que no ano passado, as vendas vieram por aí abaixo, estou mesmo decidido/a a fechar as portas», etc.
    Aposto que, se alguém se lembrar de perguntar hoje se acha que a repressão policial é pior agora do que no antigo regime, as respostas vão ser afirmativas! Sobretudo na sequência daquela micro-manifestação «pop-up» de ontem, convocada, só pode, para provocar «vítimas da repressão policial». E o que dizer da cobertura televisiva? Pois nem sei.
    À pergunta «Acha que não sei quando lá para trás se vivia melhor do que agora?» a resposta é, portanto, «Oh! Muito melhor! Nem tem comparação!».
    Já os romanos acreditavam que tinha existido algures no passado uma «Idade de Ouro».
    Por isso, estes inquéritos são uma burrice e quem os publica deixa muito a desejar.

  9. João Massapina, só por curiosidade e para que o seu exemplo possa servir a outros, quando e porquê deixou de ser apoiante do Cavaco? É que eu tinha a impressão, que fui confirmar, que o João sempre se moveu na área dele e até foi candidato à Assembleia da República pelo PSD e mais tarde, e passo a citar, candidato à “Assembleia Nacional” pelo CDS-PP ? Um dois em um, portanto.

  10. Estimada Teresa

    Se tivesse tido o cuidado de investigar mais um pouquinho teria evitado a pergunta, mas como não gosto de a decepcionar dizer que se isso tivesse acontecida saberia por antecedencia que desde 1995 que não sou militante do PSD, e mais do que isso, saberia que já em 1991, a quando do Congresso realizado no Porto eu mesmo fui um dos poucos (apenas 3) que manifestamos a nossa posição contra o cavaquismo então reinante no PSD.
    Mas mais importante que isso, será dizer-lhe que nunca fui cavaquista, e sempre manifestei nos locais proprio, no interior do partido, a minha posição independente de carreirismos.
    Mas nunca é tarde para saber, e então aqui fica o devido esclarecimento.
    Saudações amigas.

  11. João Massapina, lá está, hoje em dia chama-se investigação a tudo até a um passeio pela net. De qualquer forma agradeço o seu esclarecimento apesar de continuar com uma dúvida – se não apoia o Cavaco apoia quem?
    (já agora, e se não lhe parecer abuso, mude lá aquilo da assembleia nacional…)

  12. Estimada Teresa

    Para sua tranquilidade não apoio nenhum dos candidatos, e espero que a maior opção seja realmente a abstenção dos portugueses, para ficar provado o fim deste regime que esta mais do que podre, e que alguns continuam a alimentar votando, deixando nos cofres dos candidatos as subvenções por voto obtido.

    Assembleia Nacional deve ser porque jamais temos um parlamento com tamanhas alimárias lá sentadas!!!

    Saudações amigas

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