Wishful thinking

Jardim perdeu votos, é verdade, mas atingiu o seu objectivo de vencer com maioria absoluta. E atingiu-o em condições que nunca tinham sido tão adversas como as que agora se verificaram. Apesar disso, muitos dizem que com o emagrecimento da maioria perdeu margem de manobra, e que foi Passos Coelho quem saiu vitorioso. Que nada será igual, que acabou um ciclo e a arrogância exibida durante mais de trinta anos. Até parece que não conhecem o Alberto João.
Claro que terá de negociar medidas difíceis, mas o Governo de Passos pode esperar sentado por um Alberto João mais humilde. Não acompanharam a campanha eleitoral? Apesar de tudo o que veio a público, vislumbraram algum sinal de mudança no seu discurso? Parece-me que a notícia da ocultação das contas era motivo mais do que suficiente para uma mudança de postura, e tal esteve longe de se verificar.
No discurso de vitória avisou que governará sozinho, sem necessidade de coligações, e é só isso que lhe interessa. Portas pode festejar à vontade, ladeado pelos seus ministros, o que, aliás, me pareceu um recado mais dirigido ao PSD nacional do que ao regional, que é para o lado que Jardim dorme melhor.
Cavaco também não teve uma votação muito famosa, mudou alguma coisa?

16 thoughts on “Wishful thinking”

  1. Independência para a Madeira, já!
    Acabou-se o bailinho e a brincadeira.
    Alguém está disposto a iniciar uma petição para se fazer um referendo com vistas à independência da Madeira?
    O primeiro voto é meu!

  2. Ó faxavor, eu confesso a minha ignorância, mas o Miguel Sousa Tavares acaba de chamar a atenção para o facto de a Madeira não pagar um euro de impostos para a República. Como ele diz, a “solidariedade” aqui é totalmente unilateral.
    Há, no entanto, algo em que concordo com a reivindicação de Jardim: sacrifícios iguais, benefícios iguais. Estão a imaginar, a malta aqui no contenente, com comparticipação do Estado a 100% em todas – todas – as despesas de saúde? Isto entre outras regalias, que nem na Suíça…Isso é que era lindo.
    Espero, porém, que o Portas faça alguma coisa de jeito com este resultado do CDS…

  3. Independência só depois da Madeira pagar a obra que tem.
    Jardim vai tentar manter a governação que tem tido, contudo, no seu íntimo intelectual já sabe que nada será como antes. O seu discurso, eleitoralista, seria em grande medida para consumo interno do arquipélago.
    Quando se refere a igualdade com o continente, está a pedir que na Madeira se paguem taxas moderadoras nos serviços de saúde, que o IVA passe a 23%, que se portagem as vias rápidas, que se terminem subsídios de insularidade e a zona franca, e já agora, se não for pedir muito, que existam presidentes com discursos, posições coerentes, não estando a posicionar-se, conforme a maré e o vento, como madeirense independente ou como português.

    http://blogdosdesassossegos.blogspot.com/

  4. Então não faz, edie. O Portas só faz coisas com jeito. Ontem ia rebentando de contentamento, fez um discurso tão longo que, lamentavelmente, as televisões tiveram de o interromper. E não é para menos, um partido que, vá lá saber-se porquê, não tem expressão a nível autárquico, a não ser coligado com o PSD, tem mesmo de se pôr em bicos de pés com esta vitória. Hoje o candidato maravilha do CDS avisou que vai suspender o seu mandato como deputado na Madeira, não sei é se os seus eleitores acharam alguma coisa de jeito, lá está…

  5. Eh malta, eh portugas adormecidos, acordem! Portugal pode deixar de existir, como país independente que é hoje, dentro de “30, 50 ou 100 anos” (porque não 17 ou 132?). Quem o diz é o presidente da fundação Pingo Doce – passe a publicidade – António Barreto, razão de sobra para ficarmos alarmados. Em apoio da sua tese, o conhecido ex-neo-presidenciável alega o caso da Ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico, cujos habitantes desapareceram “pelas decisões tomadas e pela maneira como viviam”. Isto foi dito hoje com toda a solenidade, mas sem sobressalto, aos reformados da Academia de Ciências de Lisboa. Júlio Dantas não pôde comparecer devido a uma ligeira indisposição intestinal, mas acho que viram por lá o Almada.

  6. Guida, what???? Era só parlapié de campanha? Eu continuo a pedir desculpa pela minha ignorância, ingenuidade, sei lá…Pronto, mas assim, sempre ganham mais poderzito aqui no governo do contenete, num é?

  7. Alerta Vermelho , não me puxes pela língua sobre esse Dantas dos nossos tempos. Creio firmemente que o homem enlouqueceu e cada vez cheira mais mal da boca.

  8. O xéxé (re-)animador contratado pela Academia dos reformados declarou ainda:

    “A verdade é que se escondeu informação e se enganou a opinião pública.”

    Toda a gente está a pensar no chulo-aldrabão Jardim, não? Desenganem-se, simplórios. O xéxé foi peremptório:

    “A acreditar nos DIRIGENTES NACIONAIS, vivíamos, há quatro ou cinco anos [antes da crise], um confortável desafogo.”

  9. Segundo o presidente da Fundação Pingo Doce, depois de uma situação que permitia “fazer planos de grande dimensão e enorme ambição”, passou-se, “em pouco tempo, num punhado de anos”, a uma “situação de iminente falência e de quase bancarrota imediata”.

    O xéxé já não se lembra de que, quando passou pelo governo, Portugal não tinha sequer divisas para pagar a importação de géneros essenciais. Terá sido por culpa dele próprio? Pela lógica actual do gajo, foi isso mesmo que aconteceu

  10. er, o resultado ps madeira a mim faz-me vagamente lembrar o resultado que tinha a oposição em Portugal nas eleições maradas do salazar-caetanismo. Mas olha que os madeirenses se calhar têm razão: o cabrão que fez a merda que a resolva com os seus amigos de Lisboa. Se não resolver, está o problema resolvido e vai-se o palhaço embora merecidamente. Se resolver, também se vai embora, porque está com os pés para a cova.

  11. Então segundo o Inspector Clouseau o Sócrates devia de ter ficado no poder para reparar a merda que fez…. que ideia de génio.

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