Temos o melhor SNS do Mundo

Creio não estar enganada se disser que o civismo que os portugueses têm demonstrado se deve em parte à confiança que têm no nosso Serviço Nacional de Saúde. Parece surpreendente, mas ao contrário dos diagnósticos catastrofistas feitos pelos partidos da oposição e pela comunicação social, ao longo dos últimos anos, o que se tem visto é um SNS que, perante o maior desafio que já enfrentou, se reorganizou e que consegue dar resposta aos problemas que vão surgindo. E consegue fazê-lo de um dia para o outro, literalmente. Não se parece nada com o tal SNS caótico descrito por tantos “especialistas” na matéria. Claro que não é nem nunca foi um serviço em que tudo funciona na perfeição, mas isso é válido para todos os outros serviços públicos e também para os privados, já agora. E uma coisa é criticar e chamar a atenção para o que funciona mal, outra, bem diferente, é fazer um tipo de exercício que se tornou banal: pega-se num caso que corre mal, ignoram-se os milhares que no mesmíssimo dia correram bem, e arrasa-se todo o SNS, o Governo e tudo o mais que se lhes atravesse no caminho. Há inúmeros exemplos, mas destaco este, em que um jornalista pega num episódio ridículo, a falta de uma bisnaga de pomada num Centro de Saúde, que ele não teve a menor curiosidade em saber por que razão aconteceu, mas que lhe serviu para concluir que temos um SNS do Terceiro Mundo. Calculo que, por esta altura, este jornalista já esteja em segurança, protegidíssimo do vírus, num qualquer país do Primeiro Mundo.

Dir-me-ão que a pandemia está no início e que o sistema ainda pode colapsar. Infelizmente, é verdade. Mas pelas contas de muitíssima gente, o SNS, de tão caótico, já devia ter colapsado há muito tempo, bem antes do pico da epidemia. Além disso, por estes dias, em que país os governantes podem garantir aos seus cidadãos que o sistema de saúde não corre o risco de colapsar?

26 thoughts on “Temos o melhor SNS do Mundo”

  1. Concordo. Mas no DN ( citado) tirando o Director, ninguém escapa sejam Anselmos, Leonildos, Gonçalves ( não sei se este ainda anda por lá) e muito outros são tudo menos jornalistas

  2. “Creio não estar enganada se disser que o civismo que os portugueses têm demonstrado se deve em parte à confiança que têm no nosso Serviço Nacional de Saúde.”

    eu confio em mim para não me infectar e não ir parar ao hospital. quando a coisa apertar médicos e enfermeiros entram em baixa ou fazem greve por “melhores condições de trabalhos e falta de material de protecção”, basta ouvir o guimarães ou a cavaca para adivinhar o que aí vem.

  3. O Guimarães mudou de registo e passou a comportar-se com dignidade. Tem nível.
    A Cavaca mantem o chinelo, não vai mais longe.
    É o que temos.

  4. Esse senhor, injustamente acusado de ser jornalista, tem direito a defesa.
    A defesa e a uma bisnaga, e que guarde a bisnaga X XL onde a luz não chega!

  5. O nosso SNS, notícia de hoje:
    António Costa disse na entrevista à TVI que nada falta no SNS para acudir à pandemia, enquanto os profissionais de saúde dizem exactamente o contrário: faltam coisas básicas.
    Tira-se a bissetriz?

  6. ” … os profissionais de saúde dizem exactamente o contrário: faltam coisas básicas.”

    os sindicalões da saúde argumentam o mesmo que as outras corporações quando os mandam trabalhar, faltam máscaras, algemas, seringas, pistolas, quem faça o trabalho, dinheiro e sobra trabalho, doentes, criminosos e ainda acresce o risco da profissão, ninguém lhes paga para trabalhar com infecções ou levar um tiro. quando fazem horas no privado e gratificados na discoteca não falta nada nem fazem greve e se for preciso até levam as máscaras e luvas que gamaram no hospital público e não conseguiram vender no olx.

  7. beatriz antrax:
    Olhe, eu acho que devia ter mais respeito pelos profissionais dos hospitais públicos que nestas últimas semanas fazem um esforço titânico para tratar os doentes com COVID 19, com os limitados meios de que dispõem.

  8. o “eu mesmo” pertence ao deplorável grupo daqueles que gostam de vender a ideia corporativa de que aos profissionais de qualquer sector só cabe o desempenho em condições idilicas: aos policias bandidos cordatos, aos médicos doentes com torcicolo, aos profs alunos inteligentes e bem comportados, aos canalizadores canos sem ferrugem e de fácil acesso, e por aí adiante. desça à terra, camarada: nas guerras, qd se acabam as balas usam-se as baionetas e depois vai à mão e a pontapé. quem não percebe isso faz parte do problema, não da solução. capice?

  9. a afluência às urgências diminuiu 50% ( acidentes de trabalho , tráfico e pancadas na escola e outras coisas que acontecem quando andamos por aí , e medo de ir ao hospital) e diminuiu 90 % nos centros de saúde ( os velhinhos têm de fazer sala em casa) , o que já dá uma folga num sistema que tem doentes em corredores em macas dias e dias , como foi o caso do senhor que infectou meio santa maria.
    Também foram adiadas todas as consultas , menos as oncológicas.

  10. o civismo que os portugueses têm demonstrado

    Eu não vejo um civismo assim tão evidente. Vejo montes de gente na rua. Vejo montes de lojas abertas, e em muitas pode-se entrar (um caso interessante são as Padarias Portuguesas, nas quais as pessoas entram e são atendidas ao balcão como usual). Em frente a um hospital, vejo uma dúzia de ciganos acampados, todos juntos sem que ninguém os incomode. E polícia a vigiar, não veho absolutamente nenhuma.

  11. Olhe, eu acho que devia ter mais respeito por si mesmo, os profissionais dos hospitais públicos são pagos por si e fazem o que querem e lhes apetece. nas últimas semanas fazem um esforço titânico para entrar em quarentena e não tratar tratar os doentes com COVID 19, os limitados meios que dispõem servem para se tratar a si próprios e respectiva família.
    que merda de profissionais são estes que se deixaram contaminar e contaminam os outros? aparentemente são 20% dos 2000 infectados ou dos 13.000 suspeitos, a este ritmo os hospitais fecham em breve por falta de quorum. claro que vai ser difícil para eles e doloroso para nós, mas as palmas são no fim e só para os que não desertarem. farto de piegas merdosos que se apropriam do que é público e quando lhes pedem para exercer a profissão respondem que isso são outros 500.
    respeitem a quarentena, fiquem em casa e livrem-se de ir ao hospital, que aquilo só funciona para os que lá trabalham, tirando 1/2 dúzia de ingénuos que ainda não percebeu onde está metida. se a coisa engrossar espero que o costa requisite pessoal médico chinês, cubano e russo e mande os nossos para lá fazer turimo, sempre nos poupa aos emplastros reivindicativos dos guimarães, dos cunhas, das cavacas & sucedâneos que fazem da saúde uma luta política para acabar com o sns.

  12. Vejo muitos comentários a dizer que os profissionais de saúde são uns heróis e outros a dizer que se deviam abster de trabalhar por falta de condições. Mas numa pandemia, numa guerra, quem tem condições? É nestes momentos que se deve dar tudo, mas tudo, ao serviço do bem comum.
    Quantos sacrifícios outrora foram pedidos aos portugueses pela Pátria! E quantos pereceram e quantos ficaram feridos para o resto da vida! Outros com distúrbios mentais para todo o sempre. Refiro-me às Forças Armadas.
    Porque eram elas que estavam preparadas para essa causa. Agora quem está preparado para debelar este problema é o pessoal médico e enfermeiro. Por isso lhes é pedido esse esforço.
    Como dizem os portugueses que em tempo de guerra não se limpam armas é chegado o momento de médicos e enfermeiros dizerem sim a esta pandemia.
    Mas quem quer “limpar armas” em lugar de fazer a guerra são os sindicatos dos médicos e a bastonária dos enfermeiros.

  13. Por acaso temos o melhor SNS do mundo.
    Estamos em Março e ainda não foi registrado um único caso de gripe. Só para se ter uma ideia só o ano passado morreram mais de três mil pessoas.

  14. o civismo que os portugueses têm demonstrado

    Não vejo civismo nenhum no açambarcamento maníaco que se tem verificado.

    Ainda hoje (mais de uma semana depois!) fui ao supermercado e, mais uma vez, os ovos estavam totalmente esgotados.

    Parece-me que não há civismo nenhum. Há apenas a atitude geral dos portugueses: proteger-se a si e à sua família (e marimbar-se para todos os outros).

  15. Snr. Lavoura, o seu comentário das 15:41 merece-me a seguinte reflexão :

    “Não vejo civismo nenhum no açambarcamento maníaco que se tem verificado.”

    Caso se esteja a referir ao papel higiénico, a meu ver, está a ser injusto, e este é plenamente justificado .
    Pense comigo . É que basta alguém espirrar, para que, de imediato, toda a gente ao redor, se borre de medo.

    “Ainda hoje (mais de uma semana depois!) fui ao supermercado e, mais uma vez, os ovos estavam totalmente esgotados.”

    Pois … estava a contar com ovo no cu da galinha … não é ?
    Se tivesse pensado melhor antes de teclar, veria que os trabalhadores dos aviários, são eles também, um grupo de risco . Ora, aquilo que menos precisamos nesta altura, é uma gripe das aves, em cima da covid 19 .

    “Parece-me que não há civismo nenhum.”
    Sim, concordo em parte, mas não concordo na totalidade ( pese embora eu seja um adepto da defesa não só do meio-ambiente, mas do ambiente todo ) . Eu também tenho visto muita gente a sair de casa para ir comprar raspadinhas . E noto que são maioritariamente mulheres e de meia-idade . Curioso, não é ? Eu chamo-lhe, e penso que bem, um grupo de riso .
    Mas como Costa permite que tabacarias estejam abertas, penso que será também para manter os fluxos financeiros da Santa Casa, que tanta falta fazem agora, para a “solidariedade social “.
    Seja como fôr, estamos ainda longe de nuestros hermanos do país vizinho, onde ainda ontem, foi detido um jovem de 67 anos, que tinha saído de casa, para ir para um jardim público apanhar pokemons .

    Foi um gosto, aproveitei esta escapadela do loony bin, para onde de imediato regresso .

    É que este tempo está propício a todo o tipos de tolinhos e de radicais, como esse que alguém aqui classificou, e bem, como prolixo, ( querendo dizer pró-lixo ) comentador P .

  16. Aqui está um verdadeiro tema que vale sempre a pena discutir todos os dias. Quem como eu nasceu e cresceu numa família de médicos com várias gerações já o faz há muito tempo mas já vou lá. Entretanto também não podia concordar mais em enaltecer o nosso SNS e agradecer aos seus profissionais o trabalho fantástico perante um desafio da enormidade da pandemia que estamos a viver. De que estou certo, saberá debelar conduzindo todos os portugueses a bom porto. Salvo como é óbvio infelizmente todas as vítimas a quem os cuidados de saúde nunca bastarão. Sobretudo e como diz a Guida e muito bem, depois de toda a pancada a que foi sujeito nos últimos anos em Portugal no espaço público. Sabemos bem com que propósito. Nomeadamente num país que também já deixou de ter uma comunicação social livre e independente há muito tempo. E este sim um problema ainda muito maior em qualquer Estado de Direito Democrático.

    Na verdade uma pandemia não é só um problema de saúde mas um problema de saúde pública. De que nenhum Estado Soberano pode como é óbvio abdicar sob risco de poder mesmo desaparecer. A Saúde Pública de um Estado está ao nível de qualquer órgão de soberania como a Justiça. A Defesa ou a Administração Interna. Não deve ser por acaso que ao contrário do que os portugueses estão habituados a identificar como SNS, não conheço nenhum Estado Soberano que tenha abdicado da sua saúde pública para os privados. E sobre a expertise acumulada da nossa DGS basta ver exemplo recente da superioridade com que acabamos de lidar com o episódio do cruzeiro atracado em Lisboa que mais nenhum porto aceitava. São atitudes e expertises destas que já elevam hoje o nome de Portugal no Mundo. Muito mais deviam orgulhar os portugueses. Os países não se avaliam só pelo tamanho da economia. Quem sabe, sabe. A pandemia está a ser combatida em várias frentes do Minho ao Algarve. Os hospitais são só a última linha. Como aliás, deverão ser sempre num SNS ideal.

    Temos o SNS que queremos. Ou que a grande maioria dos portugueses merece e uma minoria nem o actual SNS merece. Como todos deveríamos saber se Portugal deve o seu SNS à visão de humanistas como António Arnaut, entre muitos, não o deve menos aos seus profissionais que o souberam construir nos últimos 40 anos. O SNS devia ser sempre um tema suprapartidário mas infelizmente Portugal nunca optou por esse tipo de discussão. Sabemos bem que forças políticas sempre apoiaram o SNS e que forças políticas andam a votar no Parlamento contra o SNS desde a sua fundação. Ao ponto do exposto claramente na lei de bases da saúde de 1990, revogada na última legislatura. Sim um bom exercício já hoje era pensarmos todos que SNS estaria a combater esta pandemia depois de duas legislaturas pafiosas? E a resposta chega-nos através de burgessos neo-liberais populistas como Boris Jonhson. Ou o que estaria guardado para a peste grisalha em Portugal? Com estes lares privados mais vocacionados para esmifrar a prestação mensal que para planos de contingência. Voltando ainda à lei de bases do gang do Cavaco e do seu ministro da saúde, entretanto condenado, Arlindo de Carvalho, que clamava a alto e bom som na AR, que o SNS nunca passou de uma doença infantil da Democracia. E que pariu a lei 48/90 que visou essencialmente a descaracterização constitucional do SNS para reduzi-lo ao objectivo de um serviço público de índole caritativa para os mais pobres. Basicamente de regresso ao Estado Novo, com os Mello a encherem os bolsos e os portugueses a morrerem à porta das Misericórdias. Sempre em prol do desenvolvimento do sector privado da saúde. E agora é vê-los todos a chamar pelo SNS!

    E é aqui e apesar de não ter nada contra a iniciativa privada, muito pelo contrário, que faço mesmo questão de separar as águas que um tema civilizacional, (um direito fundamental inscrito na carta dos direitos humanos) como a Saúde, como outros do Estado Social, obrigam. Em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos reconheceu a saúde como direito inalienável de toda e qualquer pessoa e como um valor social a ser perseguido por toda a humanidade. A partir de então e progressivamente, diversos Estados passaram a incluir este e outros direitos humanos em suas Constituições, convertendo-os em direitos fundamentais derivados do pacto social estabelecido em cada país. Em Portugal tivemos todos que esperar pelo 25 de Abril. Os direitos humanos nunca se alienam e muito menos se negoceiam! Ganhar dinheiro à conta da miséria alheia não era digno ontem, não é digno hoje nem vai ser digno amanhã. Até porque a primeira certeza da entrega do SNS aos privados era que nem todos os portugueses passavam a ter acesso aos mesmos cuidados de saúde. Como acontece nos EUA, por exemplo, onde ainda agora cada americano tem que pagar 3 000 dólares por cada teste. Imaginem oito semanas com ventilador e oxigénio num quarto de pressão negativa. Ou como a esmagadora maioria dos famosos seguros de vida em Portugal que nem 3 dias seguidos de internamento asseguram. E para arranjar as unhas ainda não é preciso cartão nenhum em Portugal. Quem negoceia direitos fundamentais não está no mesmo patamar civilizacional de quem defende um SNS público, universal e tendencialmente gratuito! Tão simples como isto.

    Mas nem o trabalho fantástico todos os dias desenvolvido pelos profissionais da saúde no SNS durante a pandemia devem fazer esquecer anos e anos a fio de sub-orçamentação, um parque hospitalar envelhecido ou a falta de recursos de quase todo o tipo. Aliás, por ironia a pandemia chega precisamente com o primeiro OE com uma dotação decente na área da saúde. Ainda assim não anulou toda parasitagem e as múltiplas sangrias a que está sujeito o SNS por todos os lados e de há muito tempo a esta parte. Muitas vezes no seu seio através de convenções e acordos quase sempre ruinosos para o erário público. E é também por aqui que temos o SNS que merecemos. E mesmo os profissionais que se mantiverem sempre fiéis ao SNS também não ficaram imunes à sociedade em que vivemos. Em Portugal, sobretudo desde o último resgate, onde a despesa pública do Medina Carreiras infelizmente fez escola. Sempre a olharem para a coluna dos descontos e nunca para o que ainda assim levam para casa. Quando na verdade nunca foi tão fácil explicar um resgate em Portugal. Como muitos portugueses a quem a dura realidade não permitiu emprenhar pelos ouvidos também sabem. A verdade é que muitos à conta dos juros de um simples empréstimo à habitação também acordaram de um dia para o outro como o país. À beira da bancarrota, como alguns gostam tanto de enfatizar. Tenho muitas esperanças que esta pandemia possa ao menos mudar o sentido dessa agulha.

    Precisamos todos de um SNS ainda muito melhor. Com um parque hospitalar moderno, com economias de escala e sem sangrias de recursos estúpidas de todo o género. Que possa inclusive e de uma vez por todas acomodar também todos os utentes da ADSE. Porque se fez todo sentido proteger os funcionários públicos quando ainda não havia SNS hoje deviam ser os primeiros a dar o exemplo, em vez de andarem a minar a universalidade e a financiar o sector privado. Sem ADSE não havia uma única unidade de saúde privada em Portugal. Para se ter uma ideia melhor do seu real valor. E afinal, porque já vai longo e ainda não abordei metade dos problemas que afectam realmente o nosso SNS todos os dias, também já não volto aos exemplos familiares. Mas onde basicamente também há jovens médicos que exercendo no privado, depois de alguns anos no público como todos os médicos em Portugal, há muito que deixaram de acreditar numa solução para o SNS. Com a mesma lenga-lenga da falta de gestão e que progressivamente vai servir só os mais pobres. E de repente à custa de dois casos de Covid viram a DGS fechar-lhes a unidade de saúde privada xpto com altos níveis de produtividade com gestores que transitaram do público, com os melhores cérebros especialistas que transitaram do público, etc, etc, etc!!! E já se fala de mais uma negociata dos Mellos. Enquanto o Centro de Saúde de Sacavém, no meio da Quinta do Mocho, só precisou de uma tarde fechado com os mesmos dois casos de Covid, para reabrir em todo o seu esplendor no atendimento aos seus utentes. Viva sempre o nosso SNS! Sem dúvida, um dos melhores do mundo como diz a Guida. Que todos devíamos estimar e acautelar muito mais. Também quando vamos votar.

    P.S. Ainda mais producente que discutir o SNS durante uma pandemia era não permitir comentários só ao nível de um qualquer burgesso como o careca do Obs.

  17. o sns melhoraria muito se os profissionais de saúde trabalhassem só em regime de exclusividade. faz tanto sentido ter profissionais com rendimento garantido pelo estado a fazer manhãs no público e tardes para a concorrência no sector privado como ter um piloto de avião a fazer as manhãs no cockpit de um f16 e as tardes num A320 da tap. assim é porreiro para os médicos, enfermeiros, respectivas famílias e as sobras para as cunhas. pago um almoço no gambrinus ao artolas acima se me conseguir arranjar uma consulta para a minha médica de família com menos de 3 meses de espera pelos métodos legais e ao dispor do utente.

  18. “ Sem ADSE não havia uma única unidade de saúde privada em Portugal. “

    Talvez . Nem haveria o SNS, porque não aguentava coma sobrecarga dos funcionários públicos.

    António Arnault e o omnipresente ex- DG da Saúde, Francisco George, defendiam a abolição da ADSE .

    Pelo contrário, eu defendo a extensão de sistemas diversificados para todos . Desde que paguem, claro . O que implica ordenados decentes, obviamente .
    Agora andar a pagar para os outros, que ficam isentos embora exibam celular topo de gama, não sou adepto .

    É consabido que a ADSE é auto-sustentável, não necessita de injeção se dinheiro do Estado, e gera um superavit de tal magnitude que várias vozes já disseram que podiam construir hospitais, e entidades privadas já abordararm a Adse para parcerias com os privados .

    O SAMS já tem um hospital . E é um sistema dos empregados bancários, subsidiado pelo Estado .

  19. E esqueci-me de referir, que parte do dinheiro da ADSE, é desviado para pagar o SNS da Madeira . Os senhores insulares não querem se incomodados com descontos . O “ Contenete paga “ .
    Não sei se parte da receita da ADSE ( que é uma receita consignada ) é também desviada para ajudar o SNS .

  20. O caro manifestamente não concorda com a universalidade do SNS. Gosta mais de capelinhas privadas e acha que a saúde é um bem transacionável como o arroz ou a massa e daí o apelo para o princípio de utilizador pagador. A capelinha dos bancários já arreou. Está fechada neste momento. Aliás o exemplo que referi em comparação com o Centro de saúde de Sacavém era mesmo o SAMS.

    P.S. E sabe muito pouco, para não dizer nada, sobre a ADSE.

  21. Havia de ser bonito. Chegava à ADSE, como um belo ordenado ou com uma bela reforma e dizia logo que não estava para pagar para a maioria que ganha menos. Aliás, o ideal mesmo era que os pobres nunca adoecessem.

  22. “ O caro manifestamente não concorda com a universalidade do SNS. “

    Sobretudo, não concordo com a universalidade associada a gratuitidade .
    Porquê, não posso ?
    Que obrigação têm os contribuintes portugueses de assegurar o tratamento de estrangeiros –
    guineenses, africanos das ex-colónias, brasileiros, paquistaneses, etc., – que pouco ou nada pagam de impostos em Portugal, e que não têm tais benefícios sociais nos países de origem, nem sequer subsídios de desemprego ?
    É por isso que toda essa gente gosta de vir para Portugal .
    Os benefícios custam dinheiro, os que pagam impostos é que suportam o regabofe, e para além disso, as coisas regem-se pelo princípio da reciprocidade . Logo, tais benefícios somente seriam de assegurar aos cidadãos de países que assegurassem iguais direitos e benefícios a cidadãos portugueses.

    “ Gosto mais de capelinhas privadas e acha que a saúde é um bem transacionável como o arroz ou a massa e daí o apelo para o princípio de utilizador pagador. “

    Isso da saúde ser um bem transaccionável, diga-o aos tóxico-dependentes, aos fumadores e a outros descuidados, que vendem a sua próprio saude, a troco de “comprarem a doença “ .

    Capelinhas privadas ? Negócio ?
    O governo actual está a enviar para o privado, os utentes do SNS, seja para cirurgias, seja para análises, seja para outros tratamentos . Chegam com um cheque do SNS, geralmente, chorudo . Dizem os responsáveis, que mesmo assim , fica mais barato, do que tratar os pacientes, no SNS público .
    Está a insinuar que estão a mentir ?

    “ Havia de ser bonito. Chegava à ADSE, como um belo ordenado ou com uma bela reforma e dizia logo que não estava para pagar para a maioria que ganha menos. “

    Sobretudo, diria que não estava para pagar para quem ganha tanta como eu, e desconta tanto como eu, e que tem benefícios acrescidos, por os familiares, esposas e filhos, – que nada descontam – estarem também abrangidos, como se fossem contribuintes da ADSE .
    E não estou só nesse desiderato : foi corrigida a situação, e, actualmente, os familiares que beneficiem por agregação familiar, tem também que descontar . É um pequeno desconto, mas seja como fôr, é uma importante derrota para os defensores do “parasitismo social “, a que curiosamente, chamam de solidariedade social .

    “ P.S. E sabe muito pouco, para não dizer nada, sobre a ADSE. “

    Pois, eu não sei nada . Você é que sabe e de tudo .
    Tem andado para aqui a pontificar, e já mais que um comentador, o apodou de prolixo .
    Eu acho que quase tudo o que escreve é, para o lixo, ou pró lixo .
    E também acho que o seu moniker, P, é “P” de PATETA .

    PS : Pé de atleta, tem cura .
    Já quanto a P de Pateta, não me consta …

    Vicente Mais ou Menos de Souza .

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