Pires de Lima, muita parra e nenhuma uva

A entrada de Pires de Lima no Governo, aliada à promoção de Portas, levou a que muitos acreditassem que a remodelação ocorrida no Governo iria, de facto, mudar o rumo das políticas seguidas até aí. Seriam eles os principais obreiros do novo ciclo. Portas a coordenar as negociações com a troika e Pires de Lima a impulsionar o crescimento económico. Era o triunfo do CDS dentro da coligação. Um triunfo que durou pouco. Portas não teve argumentos e não alterou uma vírgula na forma de actuar da troika, tendo sido derrotado na sua pretensão de alterar a meta do défice. E quanto a Pires de Lima, tem sido uma nulidade, a única coisa que o vimos fazer desde que tomou posse foi aparecer durante a campanha para as autárquicas a alimentar a esperança dos empresários da restauração de que o IVA desceria para aquele sector, nem que fosse só a partir do segundo semestre de 2014. Tirando isso, e umas visitas a umas empresas, não se dá por ele. Ou seja, o ministério da Economia que antes estava entregue a um ministro cujas ideias mais pareciam anedotas, está agora entregue a um ministro sem ideias absolutamente nenhumas. Se as tem, não teve argumentos para as passar para o Orçamento. Será que a sua simples presença, talvez menos apatetada do que a do seu antecessor, é suficiente para se dizer que a pasta da Economia está em boas mãos? Duvido. Mas não duvido que a conversa da descida do IVA, em plena campanha eleitoral, naquilo que parece ter sido uma útil e oportuna “fuga de informação”, contribuiu para o “penta” que tanta alegria deu a Portas e ao CDS. Para os restantes portugueses, fica a tristeza de não se aproveitar um único ministro deste Governo.

13 thoughts on “Pires de Lima, muita parra e nenhuma uva”

  1. Há momentos num noticiário ouvi este espantoso ministro dizer “fiz tudo o que era possível para convencer o (des)governo,presumo no que respeita ao que se fartou de prometer nas campanhas das autárquicas.E ainda acrescentou,possívelmente adiantando-se à óbvia questão do então porque é que se não demite,esclareceu,”sou um soldado cumpridor fiel e leal ao (des)governo!Para lá de ter evidenciado ser uma nulidade como aqui foi dito,mostrou ser possuidor de uma coluna vertebral gelatinosa imune a qualquer terapia.

  2. ele era das cervejas por “via orinaria”.a familia da mulher tem grandes interesses na cervejeira, como na compal, onde foi gestor.pires de lima é calculista.só entrou no governo,com o reforço dos poderes de portas,e depois do governo bater no fundo.ele reconhece que entrou na altura em que a europa esta a melhorar,com obvios resultados para portugal(como as exportaçoes)se tivesse deçencia,batia o pé pela reduçao do iva da restauraçao,caso não fosse satisfeito o seu pedido batia com a porta,pois foi filado no iva que ele foi para o poder.

  3. jalvaro cunhal,era mais inteligente,mas não deixou de subscrever a certidaõ de obito para a lina ventura(destacada militante do pcp,que condenou a invasaõ da checoslovaquia onde vivia.espero não voltar a usar a G3 para defender a democracia!

  4. com a aforistico-proverbial guedes percebe-se, mas de acordo com as vias é tudo muita (parra, uva, palha, cevada,….). mas a do soldado disciplinado é muita…

  5. O pessoal ligado ao negócio das cervejas mostra ser, acima de tudo, muito desprendido
    das benesses materiais inerentes às altas funções que inscrevem nos cartões de visita!
    Sendo administrador por via marital, e com mais de vinte anos de experiência, pires de lima
    achou por bem melhorar o seu currículo com uma passagem por um governo, isto de ter
    sido ministro dá prestígio … nos verdadeiros e competentes governos logo, irá sair pior
    do que quando entrou, porque soldados há muitos e ele não passará na recruta!
    Já o outro cervejeiro aliciado pelo facilitador relvas, o tal da ponte deixou um alto cargo,
    dizem as más línguas uma prateleira dourada, para vir governamentalizar a RTP, para já
    vamos pagar mais na taxa do audiovisual e guedes já lá está a trabalhar!!!

  6. As verbas da PAC são distribuídas pelo Ministério da Agricultura (CDS), faltava distribuir as verbas e os subsídios da Indústria (ora aí está: CDS também).

  7. Campus, darling:
    O querido líder quis dizer que a direita não tem líderes que prestem, entendeste?
    Vendeu-se o mito que os de direita é que são competentes e pragmáticos como o Sócras, tájaver?
    Assim como tu, que tens a mania que és esperto, a direita vive uma ilusão que não tem forma de se materializar devido á falta de massa crítica ( no teu caso, cinzenta), capiche?

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