Para os que não vêem diferenças entre Passos e Sócrates

Durante os seis anos da governação de Sócrates, assistimos a uma verdadeira revolução na Educação. Desde o prolongamento do horário escolar no primeiro ciclo, facilitando, e muito, a vida aos pais, passando pela introdução do inglês, música, etc., até à remodelação das escolas, fez-se muito pela igualdade de oportunidades no acesso à Educação. E ainda se aliou a tudo isto uma forte aposta na Ciência e Tecnologia. Percebia-se a estratégia: arrepiar caminho, para que se reduzisse o colossal desnível que, em matéria de escolaridade, separa Portugal dos países mais desenvolvidos. Inexplicavelmente, ou talvez não, esta estratégia teve opositores para todos os gostos. A começar pelos professores e pela extrema-esquerda e a acabar na direita em peso. Tudo gente que vive muito melhor com a triste realidade da Educação em Portugal do que com a simples ideia de que é possível, com as medidas certas, melhorar o desempenho do País.

Se não gostaram da estratégia de Sócrates, talvez prefiram o plano de Passos e companhia. Talvez apreciem a frieza, e o alívio, com que o actual primeiro-ministro diz que a Constituição não é empecilho para que se alterem as regras de financiamento do ensino público. Ignorando por completo as dificuldades que as famílias já sentem para manter os filhos na escola, mesmo sem essas novas medidas. E omitindo as inevitáveis consequências negativas de tal decisão.

Agora, sim, vai fazer sentido falar em festa. A festa do abandono escolar e a grande festa que vai ser ver Portugal cada vez mais na cauda do Mundo.

21 thoughts on “Para os que não vêem diferenças entre Passos e Sócrates”

  1. julgo que estamos a dispersar energias por varias frentes.O alvo nas manifs tem que ser o PM,”o resto” não conta. ontem estive a falar com um amigo que politicamente quando vota o faz na direita. perguntei-lhe pelo seu neto que já tem 8 anos, respondeu-me desta forma: está otimo.dá gosto ve-lo falar ingles .não digo mais nada.

  2. esta estrategia é deliberada. estes “FCP” com esta politica, querem ver-se livres da concorrencia aos lugares que antes eram dos seus filhos .esta agenda ideológica, poe-me mais doente do que o roubo do subsidio de ferias e 13. mes.

  3. As diferenças politicas entre Sócrates e Passos resumem-se assim:
    Um construiu, outro destrói.
    Aos que dizem mal da vidinha que estava tão boa antes de Junho de 2011, enquanto enchiam avenidas contra essa enorme maldade que foi a avaliação de desempenho, aos que contestavam a melhor politica de ensino jamais implementada em Portugal, a esses apetece-me dizer, é muito bem feito.
    O pior é o que vai acontecer aos filhos deles e aos filhos dos outros que nada fizeram para merecer isto, sendo isto a destruição de tudo o que tínhamos de melhor e o incapaz que preside ao conselho.

  4. Eu vejo diferenças entre Sócrates, o ditador e Passos Coelho, o benfeitor:

    1º – No tempo de Sócrates reinava o medo nas Escolas, os professores eram maltratados e OBRIGADOS a passar os alunos para poderem ser bem avaliados. Ou é mentira ?!

    2º – Os desvios na Parque Escolar não fez melhoramentos que se vissem, só “programa de intenções para inglês ver” ..e o povo pagar.

    3º – Hoje nota-se que há alegria nas Escolas, tanto alunos como professores sabem que o trabalho é devidamente recompensado e reconhecido.

  5. Só mesmo um dos Amnésicos podia chamar benfeitor a Passos.
    Medo?
    Para veres os melhoramentos da PE tinhas de tirar as palas.
    Alegria nas escolas? És algum estalinista refundado?

  6. A esquerda radical contribuiu para o derrube dum governo socialista que se via obrigado a tomar medidas de direita. O governo PS que saiu não foi o que fez (e bem) o que está descrito no texto. Esse tinha Maria de Lurdes Rodrigues (contestado pelos professores por 3 razões, essencialmente: dividiu-os em titulares e não titulares, estabeleceu quotas e tomou todas as decisões com base apenas no conflito), que foi uma ministra competente e com espinha dorsal. O mesmo não posso dizer da que estava no governo derrubado, A PRIMEIRA a destruir o trabalho da antecessora. Todas as medidas de Isabel Alçada foram para desfazer o que havia sido feito.
    A questão da alegria nas escolas é uma piada, acho eu. A magreza decorrente da fome pode parecer um sorriso, mas é muito mais um esgar.

  7. Amnésicos ,

    nas escolas agora é que tanto alunos como profesores sabem o que o trabalho é ser devidamente recompensado e reconhecido???

    Cada vez há mais notícias de alunos com fome nas escolas, é uma alegria a fominha, até se pode dizer que se estimula a partilha, o colega partilha a sande mal amanhada que leva com o outro que nada comeu em casa e nada levou porque não tem.

    Os professores estão felicissimos porque pagam mais impostos e sabem que a educação está a ganhar com isso, em investimento e valorização.

    é uma alegria!

    é preciso estômago

  8. A diferença entre o Governo PS e o Governo atual está na existência de uma estratégia de desenvolvimento versus uma estratégia de empobrecimento. As opções e medidas resultantes dessa diferença estão à vista. Vai acentuar-se o elitismo no acesso a ensino qualificante agravando as desigualdades e isso é uma medida de política. Esperemos que este povo se vá apercebendo dos seus efeitos e que de uma vez por todas, mais ytarde ou mais cedo varra a direita do poder por largos anos.

  9. ontem fiquei a saber que o governo socrates, apresentou uma lei na assembleia para os trabalhadores de estiva e a direita votou contra .O ps votou agora a favor na generalidade,e vai propor alteraçoes na especialidade.Foi com as dificuldades inerentes de um governo minoritario que socrates se debateu. espero que os estivadores fiquem contentes com a versão da direita.

  10. Só posso presumir que desconhece a realidade das escolas portuguesas. Sócrates terá tomado algumas medidas benéficas, mas, infelizmente foram mais numerosas as prejudiciais. Não imagino com que autoridade pode afirmar que os professores são ” gente que vive muito melhor com a triste realidade da Educação em Portugal “. Na minha qualidade de aprofessor aposentado (prematuramente, em virtude da degradação do ensino, situação que não melhorou durante o anterior governo, e do mau ambiente que se instalou nas escolas em virtude de algumas medidas do mesmo) sinto-me ofendido pela sua afirmação. Já agora, permita-me que lhe chame a atenção que o essencial do seu texto não passa de uma grosseira falácia, conhecida por falso dilema (não aprendeu isso na escola?): não ter gostado da estratégia socrática não implica apreciar-se a de Passos Coelho. Os dois membros da alternativa não se excluem mutuamente e, na minha opinião, são até ambos verdadeiros. teria sido, porventura, mais adequado lançar mão do princípio do mal menor. De resto, porque insistem os socráticos em queixarem-se da oposição que, justamente, tiveram que enfrentar, em vez de se concentrarem na oposição ao actual governo? Descobririam bem cedo que essa estratégia lhes garantiria um apoio bem maior do que aquele de que acham ter sido merecedor o anterior primeiro ministro.

  11. Não há diferenças entre PS, PSD, CDS, banqueiros e sindicatos.

    Hoje já ouvimos um homem honrado considerar-se responsável pelos próprios erros: GUTERRES.

    Este Homem deu o pontapé de saída, que os outros responsáveis tenham a mesma dignidade e humildade.

    Talvez ajude a sairmos do atoleiro.

  12. luis gomes a realidade da escola conheçemos todos.agora recusam-se a avaliar colegas.anteriormente a bandalheira era total e foi por isso que o senhor professor se reformou.entrar no ensino publico por concurso não é uma boa medida? entram os que o estado precisa e se os inspectores forem serios entram os melhores.o senhor para se reformar cedo não precisava de estar chateado,era só pedir e vinha -se embora com o ultimo ordenado.Sócrates acabou com essa merda.eu para ter 80% do salario na reforma de uma media a sair dos melhores 10 dos ultimos 15, tinha que trabalhar 40 anos. senhor professor. procurar tornar portugal um pais mais justo e igualitario para o seu povo tem o seu preço e foi esse que ele pagou e o que nós estamos a pagar por culpa dos maus profissionais deste pais.

  13. é díficil ao professorado, sobretudo os jovens professores, admitir que exageraram no combate ao sócrates e que tendo gasto nesse combate toda artilharia disponível ficaram sem armas para combater o actual governo que lhes está a por em causa a própria dignidade. tal como é bem ilustrado pelo comportamento do camarada mário nogueira, os professores fartaram-se de protestar de barriga cheia e agora que começa a ficar vazia só temos silêncio da sua parte. já se começa a ouvir algum mea-culpa por parte de um tal sindicato de professores contratados porque já perceberam que foram enganados pelo nogueira ao irem na carneirada da demonização de quem lhes arranjava emprego e condições de trabalho.

  14. “Na minha qualidade de aprofessor aposentado (prematuramente, em virtude da degradação do ensino, situação que não melhorou durante o anterior governo, e do mau ambiente que se instalou nas escolas em virtude de algumas medidas do mesmo) sinto-me ofendido pela sua afirmação.”

    oh meu! deves pensar qu’isto é o atl da tua mulher, vai contar estórias da carochinha pró caralho. aposentado prematuramente porque és calão e a lei permite, enquanto andaste em autogestão não te queixavas e o ensino era uma maravilha até que a lurdes te mandou trabalhar e quis avaliar se tinhas competência para ordenado que ganhavas, aí foi uma chatice, ele é mau ambiente e ofensas à dignidade por todo o lado.

  15. LuísG, pois, presume mal. E quanto à falácia ou falso dilema, não digo que quem não gostou de Sócrates tem obrigatoriamente de gostar de Passos. Digo ‘talvez’ prefiram, ‘talvez’ apreciem. O que aprendi na escola foi que o ‘talvez’ indica uma hipótese, uma possibilidade e não uma afirmação. Nem poderia fazer uma afirmação neste caso. Sei bem que ainda está para nascer um primeiro-ministro ou ministro da Educação que agrade aos professores.

  16. Não tenho contemplações de qualquer espécie para esta gentalha. Os professores, comunistas e outros escarros do género, tiveram o seu papel a representar e foram úteis. Mais nada!

    Cumpriram a missão que era ajudar a derrubar o falso engenheiro e colocar no Poder quem realmente está a fazer tudo para melhorar o país.

    Nesta fase da tarefa os professores sabiam que parte tería de ser sacrificada. O resto é conversa fiada. Têm é de aguentar. E se não estão contentes que emigrem, que se ponham a mexer daqui para fora, como bem disse o nosso 1º.

  17. Desculpem lá a perguntita:
    Voces têm a certeza que o Amnesicos não é alienigena??? Não terá ele chegado de Marte, Venus ou quiçá da Nuvem de Magaglhaẽs, esta semana???

  18. a mim parece-me que o amnésicos presta um serviço importante: pela via do absurdo põe mais a nu aquilo que com análises políticas sérias não chega ao ouvinte/leitor, porque à partida está de acordo. Acho mesmo que se está a criar um empedernimento por causa da concordância universal que se conforta a si mesma e daí não passa. O que o amnésicos defende é que a saída é dar-lhe(s) nos cornos com outras armas. Quanto ao discurso de que isto não serve, estamos todos de acordo.

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