Em que estado se encontra a credibilidade da Nação?

Uma das principais preocupações dos opositores de Sócrates era a credibilidade. Caluniaram-no, insultaram-no, perseguiram-no de todas as formas possíveis e impossíveis e depois acusaram-no de falta de credibilidade. E resultou. Rapidamente, políticos, jornalistas e comentadores de todo o tipo sempre que abriam a boca era para exigir um governo que devolvesse a credibilidade ao País. Deve ter sido a palavra mais repetida durante a campanha eleitoral. Bastava isso para mais de metade dos nossos problemas se resolverem como que por magia. Com um governo credível enfrentar a crise internacional seria uma brincadeira de crianças. Obviamente, um governo credível podia ser qualquer um desde que não fosse liderado por Sócrates. Com a chegada da direita ao pote muitos respiraram de alívio, Portugal era de novo um país credível. E apesar de cedo se ter percebido que os mercados não se impressionaram com os lindos olhos dos novos governantes, dos mesmos fazerem exactamente o oposto do prometido, de mentirem descaradamente, a credibilidade do Governo parecia inabalável. Mas, passado um ano, curiosamente, já mal se ouve falar de tal coisa. Ainda há uns resistentes, Cavaco, por exemplo, quando confrontado com a derrapagem do défice, garantiu que a troika teria em conta a credibilidade do País. Lá está, para o PR, as políticas do Governo podem revelar-se um verdadeiro desastre, os ministros podem ser autênticas anedotas, algumas de muito mau gosto, que nada disso afecta a credibilidade do País. É uma coisa à parte, assim como se tivesse saído na Farinha Amparo. Mas e os outros, como é que em tão pouco tempo se esqueceram da palavrinha?

18 thoughts on “Em que estado se encontra a credibilidade da Nação?”

  1. Pois é,
    de todo o texto ressalto um fragmento de uma frase, “com a chegada da direita ao pote”, pois é exactamente isso, o pote, e é o pote que tem de ficar inacessivel a alguns passando para a mão de todos os cidadãos.

  2. A “credibilidade” deste País é agora exactamente igual à da “gente séria”, isto é, à do Cavaco Silva, do Vítor Gaspar, do Paulinho Portas, do pintelho Catroga, do Ant.º Borges, do A. João Jardim, do Durão, do Santana, do Marques Mendes, do Dias Loureiro, do sôr ângelo correia, do Marco Ant.º Costa, do Duarte Lima, do Luís Filipe Menezes, da Paula Teixeira da Cruz, do Montenegro, do Adão e Silva, do Adolfo Mesquita Nunes, do Passos “Coelha” e do dótor Relvas. Ou seja, NULA.

  3. A “credibilidade” deste País é agora exactamente igual à da “gente séria”, isto é, à do Cavaco Silva, do Vítor Gaspar, do Paulinho Portas, do pintelho Catroga, do Ant.º Borges, do A. João Jardim, do Durão, do Santana, do Marques Mendes, do Dias Loureiro, do sôr ângelo correia, do Marco Ant.º Costa, do Duarte Lima, do Luís Filipe Menezes, da Paula Teixeira da Cruz, do Montenegro, do Adão e Silva, do Adolfo Mesquita Nunes, do Passos “Coelha”, do dótor Relvas e da generalidade dos banqueiros. Ou seja, NULA.

  4. Pela actuação da direita desde que alcançaram o almejado Pote, verificamos que a sua
    primeira medida foi atirar para o lixo o programa eleitoral com que, enganaram muitos
    portugueses que nele votaram!
    São especialistas em baixa “política”, na impossibilidade de combaterem com lisura o
    anterior Governo por falta de verdadeiros argumentos, optaram pelo caminho da calúnia
    e da mentira, com a magnânima colaboração das esquerdalhas, comunicação social bem
    amestrada e, os muitos avençados instalados nos lugares chave, construiram a grande
    onda da asfixía democrática!
    Quanto à credebilidade creio que estamos conversados…basta ouvi-los na A.R. pior do
    que os charlatães de feira, apregoam reformas montes delas mas, ninguém as vê ou
    sente…qualquer despacho para os apendizes é uma reforma, lá expeditos eles são!
    Veja-se o aumento de estudantes vindos de toda a Europa para tirar as licenciaturas
    na hora…está em estuda avançado o lançamento de mestrados numa semana!!!
    CREDIBILIDADE !?!?!?

  5. Ó J.Madeira também não é assim à “fartazana”, para tirarem os mestrados numa semana têm de estar inscritos no rancho folclórico da sua área curricular.

  6. Credibilidade do governo = 0. Da nação, a aproximar-se vertiginosamente do 0. Tudo depende de quanto mais tempo esta corja que nos governa se vai manter. No fim, pode já não restar nada. Zero. Por isso, e como sabem de tal, cada um trata agora de garantir o seu futuro o melhor que puder. Há sempre favores a cobrar.
    Ah, é verdade, outra para a credibilidade: assessores dos gabinetes ministeriais não têm cortes de subsídio de férias e Natal, mesmo em 2012. Não é bom?

  7. pois é, isto é um país historicamente cheio de hierarquias em termos de direitos: há os cidadãos de 1ª, 2ª e 3ª em termos de direitos como a segurança de emprego, saúde, pensões, remunerações e taxas. Mas depois, dentro dos de 1ª ainda há os que são excepção às regras de excepção. Também são poucochinhos, uma pequena elite, esses subsídios representam uma gota de água. Paguemos, pois.

  8. nota positiva, réstea de esperança: o grupo profissional dos médicos (eu sei, sou chata, insisto neste assunto) fez, de facto, uma greve histórica: pela adesão dos profissionais, pela adesão/compreensão dos utentes e pelos motivos: não se tratou de defender aumento de regalias, mas de condições dignas para o funcionamento do SNS. Não defenderam a corporação, defenderam o serviço. Que bom, que nobre, que justo. E o povo entendeu.
    E até saiu à rua, também.
    Estive hoje com um jovem médico que trabalha muitas horas grátis porque não consegue deixar os seus doentes do IPO para o dia seguinte – é nesta ética que se baseia o Macedo para a exploração sem limites – levava a bata debaixo do braço, não deu para conversar muito tempo porque os olhos brilhavam-lhe de pressa para ir à Manif.

    Desejei-lhe sucesso e sorte – se os conseguir, serão nossos também.
    http://www.youtube.com/watch?v=cWopJ3ptGyE

  9. cidadãozinho,
    isso nunca vai acontecer: como explicou a Isabel lá atrás , o Estado são os funcionários públicos, portanto isso do resto dos cidadãozinhos não interessa ao menino jesus, só na medida em que são pagantes e ainda por cima, se abrem o bico, são pagantes politicamente incorrectos (no mínimo, os epítetos aqui só pararam em filhos da p*, o que é uma agressão de género a que a Isabel deveria estar atenta).

  10. O ministro macedo, é o mesmo que para vir para os impostos onde fez bom trabalho,exigiu os 20 mil euros que recebia por mes na banca.Regressou à banca desta vez para o bcp.para espanto dos portugueses, aceita o lugar de ministro,onde o ordenado nem a 1/3 chega do que recebia como adm do bcp. o que o move? o ter interesses na saude privada onde já andou ou o curriculum? lamento quem faz este tipo de exigencias admita salarios a 3.96 euros /hora a enfermeiros.se a moda pegasse o privado aproveitava a logo deixa para explorar…

  11. Credível perante a Srª Merkel é bastante diferente de credível perante o povo português.
    Pena é que Passos Coelho e o seu governo escolham a primeira opção.
    Se Passos Coelho fosse tão escrupuloso no cumprimento das promessas que fez ao povo como quer demonstrar que o é em relação à troika…

  12. Caríssima Guida, há no teu texto uma ligeira desadequação à realidade histórica: a maior parte da quadrilha dos amigos do pote não acusou o Sócrates de falta de credibilidade, mas sim de “credebilidade”. Fui agorinha mesmo consultar uma folheca que instalei junto à televisão e onde fui registando os nomes de alguns adeptos da neologística bojarda.
    O mais ilustre é, sem dúvida, o analfa vaidoso de Boliqueime, que quase ejacula de cada vez que a asneira lhe sai libidinosamente da bocarra, sempre na companhia de chilreantes cardumes de perdigotos. Mas da lista (longe de exaustiva) constam ainda o pavão de Massamá, o Michael Corleone Grass (ou Grasses), o Carlos Moedas, o José Rodrigues dos Santos, a Judite de Sousa e o Miguel Sousa Tavares.
    Tirando o último, que às vezes lá vai acertando uma ou outra, tudo o resto é gente bué de “credével”, como podes ver.

  13. Oh Senhores da minha terra!!!! Passos coelho, RElvas e o resto, não emprestam, nem tiram credibilidade ao País!!! ( Um cagalhoto, é sempre um cagalhoto….) Quem tirou credibilidade ao País, foi/ É , CAVACO SILVA!!!! por todos os motivos que o obrigam a estar em “liberdade condicional”….

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