13 thoughts on “Jeito para tudo”

  1. Bastonada,

    Suprimi a sua transcrição integral do artigo. As pessoas sabem clicar. Além disso, é mais picante ler no sítio original…

    Só não percebi a ligação com o «post». Mas admito que haja alguma.

    Voltarei ao seu tema.

  2. estes andam a catrapiscar-nos. Um dia destes vou dar uma mordidinha à galiza, já agora deixa cá ver

    Mas já fui cheirar lá para trás e foi um tal Afonso VI, o Bravo, que era de Leão e conquistou Castela e fundou capital em Toledo. Depois a vaga veio para trás.

  3. Bastonada,

    Um primeiro comentário. O autor do artigo reescreve aí uma comunicação por ele mesmo feita em Anadia em Novembro de 1984, ainda Rodrigues Lapa vivia. Compreende-se. Os materiais são os que há.

    Mas você (quem quer que você seja) deveria perguntar-se o que é que andaram os galegos a fazer durante estes anos todos para Lapa ser, ainda hoje, a sua grande – e única grande – ligação intelectual a Portugal.

    [Esta mesma pergunta foi colocada no site galego original]

  4. Bastonada,

    Eu francamente não sei o que anda você a sugerir com estes links. Se é para aventar que Malaca Casteleiro seria a «ligação» ideal, ou mesmo viável, da Galiza reintegracionista a Portugal, lembro-lhe que o referido professor (leia o texto da conferência no PGL) põe o galego, em relação ao português, na mesma exacta posição do «crioulo» cabo-verdiano. Não é a concepção mais reintegracionista…

    Leia e tenha juízo.

  5. Tem toda a razão, Ernesta. Desculpe.

    Deixo pra ler:

    «De modo que na Academia Brasileira de Letras, tenho a certeza, nós vamos introduzir a preocupação dos nossos colegas galegos quanto à inclusão mais concreta (pelo menos com o apoio da Academia Brasileira de Letras) do Galego numa posição que lhe compete como nosso grande traço antigo e grande traço moderno dos anseios da juventude, do povo galego e dos professores que na Galiza lutam por uma projeção merecida da nossa língua, que faz parte perfeitamente desse conjunto da Lusofonia.»

    Evanildo Bechara, da ABL.

    Novembro de 2007
    Compostela (Galiza)

  6. Gosto da parte dos “anseios da juventude, do povo galego e dos professores…..” Muito abrangente, convincente, producente e mais “mentes” que não me lembro….
    Bengala que não sei quem seja, não acredito nessas proto-associações, que a língua que se quer língua está viva e multiplica-se, sem precisar de anseios e cátedras.
    Sabe, há muito anos atrás vi um programa da TV Galizia. Era um aniversário qualquer e tinha música, muita música. De Cabo-Verde, Angola, Moçambique, Brasil, Portugal, Galiza e tantos outros cantos do mundo onde se fala assim uma espécie de português que todos nós entendemos ou, pelo menos, tentamos por tudo entender. Se ainda hoje me lembro é porque achei que esse programa podia ter feito mais para percebermos o que é isso de muita gente, com muitos sotaques, a falar a mesma língua, que dúzias de professores catedráticos reunidos numa associação.
    Desculpe o mau jeito, mas sou lá das bandas de Coimbra e, se em baixo de cada pedra há um doutor, o catedrático é a própria pedra….. Pouca produção e muito imobilismo. E demasiado umbigo para o meu gosto, que cátedra é cátedra e depois da borla e do capelo é sentar à sombra e encaminhar os filhos…

  7. Antela*

    Sei que fui água repousada
    Fui carícia da Terra…

    Mas agora sou só ferida aberta…

    Já não é eu quem me define
    É só minha inexistência a falar por mim…

    Aonde foram as aves que eu criei?
    Os cantos das rãs…
    Os nenúfares bulideiros…
    O rumor das gôndolas…
    Os passeios das moças da Ribeira…

    Aonde os teus olhos que vinham a te ver comigo?
    Aonde eu?
    Aonde eu?

    Concha Rousia

    *A Lagoa da Antela está na Lima galega, em Ourense, formou-se entre as eras geológicas do Terciário e Quaternário e os romanos quisseram canalizá-la sem sucesso, mas foi seca nos anos 1950.

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