Era?

Rui Ramos (historiador), hoje no Público, a propósito de Luiz Pacheco e dos nossos anos 60:

«O grande segredo da cultura literária portuguesa era que, em privado, pouca gente do chamado “meio” levava a sério os “grandes autores” do momento. Em público, porém, todos faziam as esperadas genuflexões.»

4 thoughts on “Era?”

  1. Ainda bem que hoje em dia é tudo tãaaaaoooo diferente…

    E deixaram um gajo transcrever “genuflexões” para uma página do Público? Ora aí está um jornal que de gratuito não tem nada.

    Eu ando a fazer um inquérito de rua em que pergunto “quantos livros de José Saramago já leu?”. As respostas mais frequentes são: “Um quarto”, “dois terços”, “metade”, “0,66%”, “li todos os 52 do princípio ao fim”, “não sou apreciador(a) de policiais” e “eu votei por SMS para a Blimunda ser expulsa do Convento”.

    Até já.

  2. Hipocrisia e snobismo sempre os houve em todos os “meios”. Rui Ramos é uma acaciana figura bem lá do meio do “meio”. Diz o que diz, mas faz exactamente o mesmo de que acusa a gente do “meio”. A sua gente.

  3. Pois, de nada.

    Um dia destes monto estaminé à laia de Aspirina H. Que rir é o melhor remédio. A menos que se caminha numa rua cheia de cocós de todas as cores. Aí, o melhor é dar à sola antes que a sola nos dê a nós. ;)

    Até já.

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