Carlos Queiroz, ex-seleccionador nacional, garante que a selecção portuguesa já estaria apurada para o Europeu do próximo ano se o próprio não tivesse sido demitido.
“Comigo, já estávamos no Euro. A qualificação teria sido natural”, disse o actual seleccionador do Irão, em declarações à Antena 1, acrescentando que foi despedido devido às “turbulências criadas pelo senhor Laurentino Dias e pelo senhor Amândio de Carvalho e seus pares”.
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Esquerda fácil, direita difícil
É muito mais difícil ser de direita do que de esquerda. Em relação à riqueza, a direita justifica e protege as desigualdades quanto à sua posse, enquanto a esquerda defende a sua diluição pelo maior número, acabando na abstracção comunista da abolição da propriedade privada. Justificar racionalmente uma desigualdade material é tarefa difícil, defender a partilha do que não é nosso é apetite fácil. Em relação à moral, a direita justifica e protege uma ordem imperativa e punitiva, enquanto a esquerda defende o relativismo e a subjectividade. Justificar racionalmente um qualquer código social coercivo é tarefa difícil, defender a liberdade individual é apetite fácil.
Por estas razões a esquerda é maioritária e mais diversificada do que a direita, incluindo no seu espectro a social-democracia. Marx chegou a pretender fazer da evidência quantitativa uma suposta ciência, ao imaginar que não faltaria muito para o número de proletários ser suficiente para a então inevitável revolução. Saiu-lhe o sector terciário pela culatra e lá se foi a utopia para o galheiro. Já a direita tende a uniformizar-se colectivamente, cultivando as diferenças na dimensão da privacidade e do estilo de vida. Entre a esquerda e a direita há variados pontos de contacto e de fusão , há baldios que podem ser ocupados à vez ou ao mesmo tempo e há migrações, como é o caso dos liberais, que podem ser de direita ou de esquerda consoante as épocas e lugares. O mínimo denominador comum entre a esquerda e a direita, todavia, é a muralha da Cidade – isto é, o respeito pela Lei que garante os direitos e estabelece os deveres, e, last but not least, o zelo pela coesão da comunidade.
À luz do que se passou nas duas últimas legislaturas, onde a elite do PSD e CDS conspirou abertamente com vista ao derrube do Governo através de assassinatos de carácter e tentativas de criminalização, podemos perguntar se existe direita em Portugal pois não se pode reclamar de direita quem faz da calúnia uma ideologia. Neste dois partidos não se vê nem um exemplar para amostra, tendo de se recorrer a comentadores avulsos e figuras de referência actualmente afastadas da vida política activa para identificar genuínos representantes da direita. Mas ainda mais interessante é o caso da esquerda, onde muitos dos que nela encontram a identidade política por falta de status, ou por acaso intelectual, não resistiriam às primeiras e mais básicas tentações do poder. A História tem mostrado uma e outra vez as propriedades transitivas da natureza humana.
Acessoria jornalística
Mas há ainda uma outra lição a tirar, que muitos resistem a aceitar: é que, do lado dos privados, a acessoria jurídica de que se dotaram soube blindar os termos dos contratos celebrados. O que significa que qualquer tentativa de renegociação acabará, com alto grau de probabilidade, por redundar em aumento de custos para o Estado. Os erros do passado pagam-se caros. De futuro, não podem repetir-se. E fica por se saber quem é verdadeiramente responsável por não saber salvaguardar capazmente nessas PPP passadas o interesse público, em nome do qual foram realizadas.
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Há unanimidade partidária à volta desta questão. PSD e CDS fizeram campanha contra o anterior Governo usando as PPP como prova do despesismo irresponsável e fatal dos socialistas e ainda da corrupção de Sócrates e seu bando. PCP e BE consideram que qualquer acto governativo que não vá no caminho da abolição do capitalismo é um acto corrupto, pelo que para eles as PPP serão criminosas logo no plano conceptual. E o actual PS inscreveu uma espécie de combate à corrupção nas suas prioridades, o que, a juntar a várias declarações ao longo dos anos de Seguro e de quem o apoia, sustenta a hipótese de também vir a alinhar numa caça às bruxas nas PPP que consiga satisfazer o desejo manifesto no editorial: identificar aqueles que não foram capazes de salvaguardar o interesse público – que o mesmo é dizer, descobrir os maiores corruptos das maiores corrupções, gritam em coro canalhas e broncos.
Claro que estamos perante uma falácia embrulhada num sofisma. Nem a actividade governativa é imune ao erro, bem pelo contrário, dadas as dificílimas condições em que se tomam decisões e a complexidade dos problemas, nem é suposto que as empresas deixem de tentar alcançar as melhores condições contratuais só porque estão a fazer negócios com o Estado, bem pelo contrário, pois é essa a sua obrigação em todos os contratos celebrados seja com quem for. Logo, colar eventuais pressupostos muito questionáveis ou mesmo errados com o facto de se blindar os termos dos contratos celebrados tanto pode servir para introduzir um problema ainda a ser dilucidado ou para impor uma conclusão da qual se espera obter vantagens.
A opção do Marcelino, ao pedir para rolarem cabeças, é a de continuar a estratégia da difamação contra os governantes que deixaram as suas assinaturas nas parcerias. Caso contrário, usaria os recursos do DN para investigar as infames PPP e fazer luz sobre o assunto com objectividade e profissionalismo jornalísticos. Se o fizesse, até a palavra acessoria, que continua sem ter sido corrigida à hora em que escrevo, passaria a merecer entrar no léxico corrente com o significado de auxílio no acesso aos factos.
Resultado injusto
Da vida louca nas escadas rolantes do Porto
Homem apanhado a masturbar-se nas escadas do metro
A PSP apanhou hoje um homem de 56 anos a masturbar-se numa escada rolante da principal estação de metro do Porto, na Trindade, disse uma fonte policial.
O indivíduo, residente na Póvoa de Varzim, estava a masturbar-se cerca das 11.40, enquanto circulava numa escada rolante atrás de uma mulher com quem aparentemente não tinha qualquer afinidade e que entrou apressadamente numa carruagem do metro.
Polícias que seguiam noutra escada rolante, em sentido contrário, deram a volta a apanharam o homem. Levaram-no para a Divisão de Investigação Criminal, onde foi elaborado o respectivo auto de notícia.
Fait divers passivo-agressivos
O vídeo não mostra o início do episódio. Antes de Seguro falar, Anabela Neves entrou na emissão a dar conta da sua surpresa por ainda ter trabalho a fazer quando o PS já tinha mandado todos os jornalistas embora. Depois de Seguro proferir a sua declaração, lançou-lhe uma pergunta armadilhada que pretendia obrigá-lo a reconhecer a anomalia daquela sua intervenção imprevista e tão tardia na noite eleitoral. A resposta de Seguro é um fartote de sonsice.
Começa por mostrar que não admitia à jornalista a alusão à possibilidade de ter cometido qualquer falha. Isso foi transmitido apenas com o corpo, primeiro através de um esgar que simulava espanto quando ouviu a palavra “erro”, e depois através de movimentos incontroláveis dos olhos e dos lábios quando a pergunta foi repetida ipsis verbis. Mas donde veio a necessidade de se repetir a pergunta? Veio do ataque de Seguro à própria Anabela, insinuando que ela tinha sido tão confusa na formulação da questão que nada se tinha percebido. Esta táctica é poderosa, especialmente em contextos tão marcados pela efemeridade dos diálogos, pois obriga o interlocutor a refazer a questão, usando outras palavras num contexto onde recebeu censura pública de uma figura com autoridade. Trata-se, pois, de uma humilhação. Do lado de quem assim se defende, o propósito é o de evitar responder à pergunta inicial e ainda exibir controlo.
O momento mais significativo desta lógica afectiva e subtextual acontece quando Anabela Neves procura reconstruir o que tinha dito segundos antes só para ser interrompida assim que Seguro viu um brecha para lhe anular a tentativa. Felizmente, ela não se intimidou e conseguiu reproduzir exactamente o tinha dito. Seguiu-se uma justificação manhosa que deu razão à intuição da jornalista: Seguro terá levado um puxão de orelhas de alguém por não ter aparecido a dar a cara pelos resultados na Madeira e veio falar a toque de caixa.
Esta mulher é uma deusa portuguesa
Diabo à solta
Um resultado explicado por um sentimento de desânimo, designadamente de apoiantes da CDU, que fustigados de forma mais particular pelo agravamento exponencial das injustiças, do desemprego, da pobreza, não acreditaram que com a sua decisão e o seu voto podiam contribuir para penalizar quem lhes agravou as condições de vida e reforçar aqueles com quem contam para construir uma vida melhor. Mas também resultado da dispersão de votos em candidaturas inconsequentes, e até provocatórias, que embora sem projecto, nem valor próprio, beneficiaram de uma generosa mediatização destinada não só a favorecê-las mas a impedir o crescimento da força mais consequente e capaz de se opor e dar combate ao programa de exploração que atinge os madeirenses.
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É tão raro o PCP admitir qualquer derrota que essas ocasiões são oportunidades imperdíveis para observarmos os monopolistas da História a terem de lidar com mais uma situação em que a realidade se engana. Eis o que os camaradas teólogos puseram Jerónimo a debitar:
– Que o desânimo, quando na forma de um sentimento, tem profundas consequências eleitorais.
– Que os apoiantes da CDU na Madeira foram fustigados de forma particular pelo agravamento das injustiças, do desemprego e da pobreza, mesmo que não haja notícia de tal agravamento selectivo ter acontecido em qualquer parte do território nacional e muito menos na gastadora Madeira onde o nível de vida não tem parado de subir.
– Que o alegado agravamento é exponencial – ou seja, geométrico – não tendo o PCP a necessidade de explicitar em quê, desde quando, como e porquê.
– Que os apoiantes da CDU na Madeira não acreditam que a CDU da Madeira contribua seja para o que for de politicamente válido para os seus interesses.
– Que a existência de outros partidos para além do PCP e seus aliados, especialmente se forem pequenos ou novos partidos que calhem ter mais votos do que a CDU, configura uma provocação.
– Que a comunicação social faz o que pode para diminuir o poder do PCP porque só o PCP está em condições de salvar os madeirenses, assim se revelando o que a CDU pensa da inteligência e liberdade dos cidadãos e eleitores da Madeira.
O PCP nunca tem nada para investigar, reflectir, descobrir. Já sabem tudo, carregam às costas milhares de anos de opressão e imperialismos. Depois de tão sacrificial caminhada, o mundo tornou-se simples, viver é agora fácil: existem os comunistas e os seus livros, as suas memórias e a sua fé – o resto é o Diabo à solta, esse mestre do ultra-liberalismo que nem Deus consegue domar.
A democracia será linda
Centro, volver
«O faz e o desfaz da acção governativa é absolutamente devastador para a realidade de um país», adianta.
Olhando para trás, Luís Amado analisa os erros: «Por preguiça política e institucional ao longo desta década, mesmo percebendo que estava aí o nó do problema. Os Governos com capacidade reformista e com autoridade política para fazer as reformas que era absolutamente necessário fazer para garantir essa competitividade foram protelando essas reformas até ao momento em que caimos no buraco em que caimos».
E enquanto estavamos a cair no buraco, uns estavam mais atentos que outros: «Vivi talvez com mais angústia do que outros colegas de Governo a situação em que paulatinamente o país foi caindo».
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Amado foi o ministro mais ao centro no anterior Governo. Ou ainda melhor, é a única figura do universo socialista que não se inibe de reclamar o centro como o lugar da boa governação. Embora ultra-discreto debaixo dos holofotes mediáticos durante o tempo em que assumiu a pasta, as suas opiniões chegavam ao público através do aproveitamento e manipulação pela oposição à direita, numa natural tentativa de abrir brechas no Executivo e aumentar o desgaste de Sócrates. Quando finalmente falou a respeito da queda do Governo e da vitória do PSD, apresentou um vasto horizonte de responsabilidades e possibilidades, focando-se com rigor e zelo exemplares no interesse nacional. Tal e qual como volta a fazer nestas recentes declarações.
Seria fascinante, para os apaixonados pela política, poder participar num seminário com Luís Amado, Santos Silva, Pedro Silva Pereira, Lourdes Rodrigues, Correia de Campos, Vieira da Silva, Teixeira dos Santos e Sócrates a respeito da sua experiência governativa num período de desafios internacionais impensáveis há 6 anos e num contexto nacional marcado pelas suas consequências e pela decadência do PSD e influência de Cavaco a partir de Belém. Sem surpresa ouviríamos diferentes diagnósticos e perspectivas, e seria possível aprofundar e esclarecer o que Amado apenas deixa como aceno vago e ambíguo. Que preguiça é essa de que fala? Qual a sua origem e dinâmica? Como se evita? Teria sido ele capaz de fazer diferente caso fosse primeiro-ministro ou o mal é insuperável venha o mais corajoso e visionário? Enfim, será “preguiça” o conceito adequado? Esta discussão, com este elenco, daria para um ano de sessões absolutamente imperdíveis e de interesse histórico.
Luís Amado fez um trabalho magnífico à frente do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Os elogios choviam de todos os quadrantes. O nome de Portugal nos círculos diplomáticos ganhou um brilho de que nos podemos, e devemos, orgulhar sem qualquer embaraço bacoco. A diplomacia é uma área crucial para o desenvolvimento económico, a paz social, o avanço cultural e a coesão entre cidadãos, povos, regiões e países. Sócrates acertou em cheio quando o escolheu. E Sócrates deixou mais uma marca do seu carácter ao ter mantido uma lealdade imaculada com um ministro que se prestava a ser usado como aríete da oposição só por causa da sua liberdade de pensamento.
Assim por alto, quantos corruptos há no PS?
Esclareço ainda não ter, de modo nenhum, afirmado que o Secretário Geral do PS “não quer combater a corrupção”, como me atribui o seu jornal, erradamente. O que disse – e mantenho – é que há no PS pessoas que não querem combater a corrupção. Mas não é de maneira nenhuma essa a minha “sensação” sobre o actual Secretário Geral do PS, muito pelo contrário.
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Esta famosa militante do PS, eurodeputada desde 2004, actual membro da Comissão Política de Seguro, formada em Direito, com uma vida dedicada à diplomacia, regular presença na comunicação social onde diz o que lhe dá na gana sem qualquer censura, afirma que há no PS pessoas que não querem combater a corrupção. Ora, o PS é tão grande que terá todo o tipo de pessoas, incluindo essas supracitadas mas também pessoas que cospem na sopa, pessoas que mentem a freiras, pessoas que dizem palavrões à frente dos seus animais de estimação. Qual o problema de existir no partido quem represente a enormíssima maioria da população portuguesa que nem sequer no último lugar da sua lista de pequenos interesses colocou o combate à corrupção precisamente porque, em maior ou menor grau, pratica, ou deixa praticar, actos de corrupção?
Impressionar no emprego, brilhar nos jantares, seduzir em festas
‘Benevolent Sexism’ Is Not an Oxymoron and Has Insidious Consequences for Women, Experts Argue
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Wash Away Your Troubles
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The Decline of Violence
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Babies Show Sense of Fairness, Altruism as Early as 15 Months
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Reducing Iron May Lower Age-Related Brain Disease Risk
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Why Does Conflict Arise When Social Identity Is Threatened?
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People Without Cars, Financial Assets Less Likely to Marry: Study
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Illusory Memories Can Have Salutary Effects
Comemorações do Dia Mundial da Saúde Mental 2011 / 5º Aniversário da ENCONTRAR+SE
Partindo do tema proposto pela World Federation for Mental Health (WFMH) para o Dia Mundial da Saúde Mental de 2011, “The great push : investing in mental heath”, que tem como principais pressupostos de acção a importância da Unidade, da Visibilidade, dos Direitos e da Recuperação das pessoas com doença mental, a ENCONTRAR+SE – Associação de Apoio a Pessoas com Perturbação Mental Grave em parceria com a Câmara Municipal de Matosinhos, desenvolveu um programa de Comemorações que decorre entre os dias 9 e 12 de Outubro.
O programa das Comemorações engloba iniciativas que tratam aspectos ligados à saúde mental ao longo do ciclo da vida, dirigidas a diferentes grupos e actores sociais, com o objectivo de responder ao grande desafio proposto pela WFMH para as Comemorações deste ano – o de alertar para a necessidade de investir na saúde mental.
Para dar início às Comemorações e contribuir para dar visibilidade ao tema da saúde mental, combate ao estigma e discriminação associados à doença mental, o programa começa com a Caminhada UPA – Unidos Para Ajudar. Este evento terá lugar no dia 9 de Outubro, pelas 10 horas, na marginal de Leça da Palmeira e contará com a presença de inúmeras figuras públicas, entre as quais o Sr. Vice-Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Dr. Nuno Oliveira, o Sr. Presidente do Conselho de Administração da ULSM, Dr. Vitor Herdeiro, o Sr. Presidente do Futebol Clube de Leixões, Sr. Carlos Oliveira.
Estará também presente o Padrinho do Movimento UPA, o músico Zé Pedro dos Xutos e Pontapés, entre outros convidados.
[texto da organização]
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Para todos aqueles interessados em proteger as pessoas com doença mental, a ENCONTRAR-SE é uma ajuda e uma esperança.
O maioral de Portugal
Nós, os ingénuos, ficamos perplexos com o deserto de publicações – monografias, ensaios, meras divagações – a respeito do Cavaquismo. Nem académicos, nem politólogos, nem curiosos, muito menos jornalistas, ousam verter um linha que seja na investigação e análise metodológica do fenómeno político mais longo, e mais influente, após o 25 de Abril. É um ciclo que já ultrapassou os 25 anos, o qual subsume as matrizes que passaram intactas do Estado Novo para o regime democrático. Compare-se com o panorama norte-americano, mutatis mutandis, onde todas as semanas sai um livro acerca de Obama. Este silêncio generalizado reflecte um efeito do próprio Cavaquismo, o resultado de uma cascata de censuras e, acima de tudo, auto-censuras.
Contudo, tendo a esquerda, especialmente a extrema-esquerda, tantos professores universitários e jornalistas sabidos nos seus bornais, a situação atinge o nível do escândalo – ou, então, o do absurdo. Que estará a impedir aos fogosos revolucionários e impantes defensores do povo a dissecação de uma força tão poderosa como aquela que Cavaco Silva exibe e frui? Não faço ideia. Mas constato a factual proximidade entre o Cavaquismo e o comunismo português. Por um lado, houve eleitorado comunista a votar Cavaco para as presidenciais. Por outro, o PCP nunca hostilizou o boliqueimense desde que este entrou em Belém, nem sequer aquando da Inventona das Escutas. Neste quadro não podem faltar as declarações dos cavaquistas a apelarem a uma coligação PSD-CDS-PCP para derrubarem Sócrates no frenesim que antecedeu e envolveu o chumbo do PEC IV. O argumento sustentava que os comunistas eram sérios como eles… Ou seja, cavaquistas e comunistas estariam bem uns para os outros, conheciam e respeitavam as mesmas regras; o mal estava com aqueles que pretendiam aplicar regras novas.
Aqueles que os deuses amam
Hoje, se alguém morre aos 70 anos, podemos ouvir dizer que morreu novo. Morrer aos 56 é morrer na segunda ou terceira juventude. E quando se é genial, é morrer na infância.
Não devia haver no Mundo um só médico, especialista, equipa de médicos, equipa de especialistas, magotes de prémios Nobel que não largassem tudo para ir a correr tentar salvar Steve Jobs. E nem seria pelo dinheiro, ilimitado, à disposição para a investigação, tratamento e recompensa. Seria pela imperdível oportunidade de entrar na História junto de tão icónica figura da cultura popular global no auge da sua produtividade e influência.
O desaparecimento prematuro daqueles que os deuses amam humilha a nossa necessidade de sentido. A nossa necessidade de sentido, porém, devia sentir-se ainda mais humilhada por não conseguir sequer despertar um mísero olhar de curiosidade a esses mesmos deuses amadores.
Cavaco deixa aviso a todos aqueles que se encheram no BPN e na Madeira
Durante alguns anos, foi possível iludir o que era óbvio, pese os avisos que foram feitos dos mais diversos quadrantes.
Perdemos muitos anos na letargia do consumo fácil e na ilusão do despesismo público e privado.
Acabaram os tempos de ilusões.
Não podemos agarrar-nos a soluções fáceis que a realidade depressa irá desmentir.
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Intervenção do Presidente da República na Enésima Cerimónia de Comemoração da Rambóia Cavaquista
Passividade boa e passividade má
“São dois anos de sacrifício, depois virá a ‘terra do leite e do mel’. Nada de mais demagógico para levar as pessoas à passividade. Daqui a dois anos estaremos com a economia afundada e, mesmo qualquer crescimento que se viesse a verificar parte de um nível tão baixo e seria tão incipiente que não tinha significado, nem em termos económicos, nem em termos financeiros, nem de criação de emprego”, afirmou Jerónimo de Sousa, na abertura das jornadas parlamentares do PCP, a decorrer em Torres Vedras.
Com a manifestação de sábado da CGTP, “a operação resignação sofreu um revés”, afirmou, alertando para futuras operações a desenvolver perante a “ofensiva contra o povo português e os trabalhadores”. “O verniz e as falas mansas vão começar a estalar”, adverte.
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É por estas, e por muitas outras, que a direita adora o PCP. Para além de serem completamente previsíveis, como inveterados conservadores que são, ficam felizes sempre que enchem as camionetas para trazer a malta até Lisboa a passeio. A lógica é exactamente a mesma das paradas militares, por isso os desfiles são organizados com disciplina férrea e os camaradas não suportam miúdos armados em revolucionários da montra partida e do gás lacrimogéneo.
Jerónimo diz que a “operação resignação” sofreu um “revés”. Jerónimo combate a demagogia declarando que a passividade consiste em não participar nas manifestações do PCP e da CGTP. Jerónimo é um dos mais simpáticos pilares do sistema.
Os paneleiros não merecem misericórdia
Alberto João Jardim contrapôs dizendo que “eles [Sócrates e Portas] é que são muito parecidos, eu não tenho nada a ver, nem com um, nem com o outro”.
E acrescentou, à margem da inauguração da primeira fase da reabilitação do Bairro de São Gonçalo erigido em 1943 durante o Estado Novo, que “além de serem muito parecidos são cúmplices, porque o dr. Portas absteve-se na Lei de Finanças Regionais, foi cúmplice na roubalheira que o engenheiro Sócrates fez à Madeira”.
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Como o vídeo comprova caso restasse alguma dúvida, Jardim ao falar da parecença com Portas está a convocar o boato da suposta homossexualidade de Sócrates lançado pela campanha de Santana para as eleições de 2005. Estaremos perante um exercício de estilo, diria Cavaco mais dado à promoção de boatos doutro calibre, e perante um novo capítulo da Política de Verdade, diria Ferreira Leite azougadamente. Aguardemos curiosos para ver o que dirão os eleitores da Madeira.
Entretanto, urge chamar à pedra Santana Lopes. Que eu recorde, e apesar das evidências, este homem nunca foi interrogado por algum jornalista a respeito da origem desse boato que até metia o Diogo Infante à mistura. Poderá não ter nada de nada de nadinha de nada a ver com o seu lançamento, clarinho. O que já não poderá negar é ter cavalgado o tema da vida familiar e relacional de Sócrates, porque existem documentos que o registaram. Assim, eis-nos perante a inferência clássica onde se identifica o suspeito principal pela vantagem obtida ou procurada com o dano em causa.
O mais radical manifesto contra o racismo
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Journalists Prefer Twitter, According to a New Study
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Majority of Journalists Use LinkedIn, though Many Ask, “What’s the Value?”
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Americans Move Dramatically Toward Acceptance of Homosexuality: Young People Lead the Changes
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Non-Verbal Clues Guide Doctor-Patient Relationships, Clinical Judgments
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Increased Caffeinated Coffee Consumption Associated With Decreased Risk of Depression in Women
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Role of Gender in Workplace Negotiations
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Women Have Stronger Immune Systems Than Men — And It’s All Down to X-Chromosome Related microRNA
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