Vale o desvio

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Quem, descendo o mapa, vai para Monte Gordo, ou para toda a metade leste do Algarve, pode deixar a auto-estrada e ir conhecer mais um recanto do país: Mértola, o maior museu do Alentejo. Ali o espera, há bem dez séculos, uma das maravilhas de Portugal.

O autor do «post» é, concedamos, suspeitíssimo. Calhou-lhe nascer lá. Mas vá, você mesmo, tirar teimas.

19 thoughts on “Vale o desvio”

  1. É muito lindo, sim. Ainda tem lá na dobra da esquina do rio aquelas minas de pirite abandonadas?

    Noutro dia em Tavira deu-me uma revelação: consegui ver nas principais igrejas os traços da fundação em mesquita, ora essa história não é contada, a não ser em Mértola.

    E tem um belo ensopado de borrego, com uma ervinha.

    Agora cá para mim é mais no Outono, que agora dá estorricanço…

  2. Valupi,

    Obrigado. Sim, faltava ela, a volta.

    Z,

    As minas abandonadas são no concelho de Mértola, mas bastante longe da vila. Trata-se das Minas de São Domingos, a uns vinte e tantos quilómetros (estamos a lidar com o segundo maior concelho do país), na estrada para Serpa. É outro lugar a descobrir, cheio de mistério, caído ali do «outer space».

    Quanto às temperaturas, tens razão. Os 42 graus de hoje em Beja são alguns mais em Mértola. Mas aponta-se na agenda. Mesmo no Inverno (ou sobretudo no reverdescente Inverno) a visita é um sonho.

  3. Já sei, não era as minas, era os restos de um porto cheio de coisas de metal, vagões, carris, coisas e loisas. Ou fui eu que sonhei?

  4. Aqui chove e como a terra está cansada de absorver água surgem inundações. Afinal o mundo não é tão pequeno como parece. Um abraço ao «nativo» como se diz aqui…

  5. «Aqui», JCF? Onde? Em Lisboa, no Alentejo, em Inglaterra (como suponho, mas sou um privilegiado), na Cochinchina? A malta é suposta – desculpa o anglicismo – seguir-te agora os passos?

  6. Aqui é mesmo Blackheath Park, algures entre o Parque de Greenwich com a casa de Newton e Lewisham, um lugar onde no passado havia ciganas a ler a sina porque aqui não mandava nenhuma Câmara Municipal. Só em 1986 ficou a divisão clarificada. De um lado Greenwich; do outro Lewisham. Um abraço

  7. Este Zezito das passetas londrinas anda às voltas por Blackheath e só vê ciganitas. Filho, debaixo dessa relva de Blackheath estão enterradas milhares de vítimas da Peste Negra, daí essa vasta área não ter sido urbanizada.

    Busca uma cigana para te exorcizar quando chegares a Lisboa, senão vamos temos que aguentar mais montes dos teus posts negros. Amen, cruzes canhoto!

  8. É tudo mentira: no tempo da peste negra não vivia aqui quase ninguém e isto nunca foi um cemitério. Foi sim uma «terra de ninguém» nos limites dos terrenos do Duque de Gloucester. O Heath serviu para jogos de futebol a partir de 1862, exercícios militares, desfiles, golf, feiras e etc. Tão terra de ninguém que só em 1986 ficou definido o que era de Lewisham e de Greenwich. Não é nada disso: é uma lenda mal enjorcada. Safa!

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