Seja maricas, preto, judeu ou comuna, eu mato quem eu quiser

Jorge Ferreira está indignado. Diz ele:

«Uma das novas ideias do Bloco de Esquerda é criminalizar o “ódio homofóbico”. (…) A ir por diante, o que já não se exclui, dado o carácter gelatinoso da maioria absoluta socialista e as ramificações do chamado “lobby gay” por todos os partidos, pergunto: até onde é que a liberdade de expressão pode ir na crítica à homossexualidade para os iluminados dirigentes do Bloco? Quem disser ou escrever por exemplo, que a homossexualidade é imoral, vai preso? Será que o Bloco quer prender, entre outros, João César das Neves? Mais uma vez não se discute o conteúdo da opinião de cada um, mas apenas a possibilidade de a expressar. Para o Bloco a liberdade é selectiva. Só se pode criticar sem risco de cadeia quem e aquilo que o Bloco, de cima do seu supremo julgamento de opinião, determinar. Cruzes canhoto!»

Das duas uma, ou Jorge Ferreira não sabe ler ou Jorge Ferreira é perigoso. Ou não leu que «o BE quer ainda ver o ódio homófobo ser incluído na moldura de homicídio qualificado, a par do ódio racial, religioso ou político» (“Público” de terça-feira) e fala do que não sabe, ou leu e está a pensar usar da sua «liberdade de expressão» à navalhada. Venha então a correcção, senhor Jorge Ferreira, antes que os homossexuais da sua rua fiquem um pouco preocupados. Bem sei que é da Nova Democracia, mas, apesar de tudo, não o tenho em tão má conta. Será pouco informado e razoavelmente demagógico, mas seguramente pacifico.

PS: Outros blogues, como de costume, seguiram o diz que diz. Para eles uma notícia: ler blogues ajuda, mas não chega.

22 thoughts on “Seja maricas, preto, judeu ou comuna, eu mato quem eu quiser”

  1. O BE quer efectivamente prender João César das Neves. Por esse motivo, o economista tem um processo-crime proposto por difamação contra homossexuais. De referir que uma das testemunhas é dirigente bloquista e até foi mandatário do Anacleto nas últimas presidenciais.

  2. Eu espero que acima de tudo não interfiram com a liberdade de expressão do senhor JCN, porque aquelas crónicas dele dão-me uma vontade de rir do caraças. Ou dariam se os assuntos que nela se discutem não fossem tão sérios.

  3. Mas há alguém que queira “prender” o JCN? Meteram-lhe um processo, e então? Apelar aos tribunais — em vez de incendiar embaixadas — não era uma das formas de protesto considerada legítima para responder aos cartoons?

  4. Uma coisa é um cartoon que pode ser considerado insultuoso, outra é processar alguem por ter expressado determinada opinião.
    Posso não concordar com JCN mas a ideia de processa-lo por discordar do que ele diz é tipica de um espirito censorio, limitiador da liberdade de expressão e de opinião.
    Amanha estão a processar os dirigentes de determinado partido porque discordam das ideias dele. Dissolvem o partido B porque se opoem ao casamento de homossexuais, logo descrimina-os. E por aí adiante.
    O que me lembra o inicio de regimes totalitários.
    Este modo de pensar e agir do BE parece-me profundamente doentio e perigoso para a democracia.

  5. Rui Castro, o facto de um dirigente bloquista ser TESTEMUNHA num julgamento não tem nada a ver com o Bloco QUERER PRENDER o acusado nesse julgamento.

    De qualquer forma, discordo que alguém, seja quem tiver sido, ponha João César das Neves em tribunal pelas suas ideias retrógradas. Mais, eu discordo de seja quem fôr que mova um processo por difamação a outrem.

  6. E lá voltamos nós à redução da Liberdade de Expressão, que o BE tanto censura noutas ocasiões… Não creio que alguém deva ser condenado por palavras. Mas apenas por acções. Abrir a torneira, é dar o exemplo aqueles que no Mundo Islâmico radical querem amordaçar o Ocidente.

  7. Tenho 3 processos por opiniões publicadas e aqui estou sem me sentir censurado. Por isso, tenham juizo, ninguem quer prender ninguém.

  8. Noto a incapacidade do senhor Jorge Ferreira assumir um erro factual:

    Ao contrário do que escreveu no seu bvlogue, eu não disse que o Bloco também quer criminalizar o ódio religioso, político ou racial. Como o senhor Jorge Ferreira deveria saber, já que foi deputado e legislador, os homicidios por motivos religiosos, políticos ou raciais são considerados homicidios agravados. Já o são, não foi o BE que o propôs. O Bloco defendeu apenas que a estes fossem acrescentados os homicidios por motivo de orientação sexual. Estamos a falar de HOMICIDIOS, não de opiniões. E o senhor Jorge Ferreira sabe que se enganou. Nem Cesar das Neves e nem o senhor Jorge Ferreira, que eu saiba, praticaram nenhum assassinato, por isso a sua liberdade de expressão parece-me estar assegurada. Depois de lhe explicar a notícia a que se referia, noto que prefere Jorge Ferreira insistir na asneira a dizer que se enganou. É pena. Não sou, ao contrário de Jorge Ferreira, daqueles que acham que as qualidades humanas e éticas têm cor partidária. No caso de Jorge Ferreira, revelou-se uma triste desilusão. O que escreveu estava factualmente errado. É só aceitar isso e podemos começar o debate sobre a matéria a que se referiu. Simples

  9. Mas ó Daniel, você ainda tem pachorra para aturar esse Jorg Ferreira, o braço-direito do outro, do Escuteiro?
    Não fala isso, porque por essas bandas cheira a bafio e a patrioteirice saloia…

  10. Mas ó Daniel, você ainda tem pachorra para aturar esse Jorge Ferreira, o braço-direito do outro, do Escuteiro?
    Não fala isso, porque por essas bandas cheira a bafio e a patrioteirice saloia…

  11. Caro Daniel:
    à luz do nosso Código Penal é perfeitamente possível a condenação por homicídio qualificado de um agente que mata por motivos de ódio homófobo. As circunstancias susceptíveis de revelar a especial censurabilidade e perversidade – que caracterizam a qualificação do homicídio -, e que vêm descritas no número 2 do art.º 132 do CP, são meramente exemplificativas. Um crime nesses moldes pode e deve ser punido como crime qualificado desde que, in casu, o ódio homófobo revele a tal especial censurabilidade e perversidade.
    É claro, no entanto, que nada obsta a que se acrescente tal segmento.

  12. Não tenho nada contra o BE usar este caso para chamar a atençao acerca da homofobia em Portugal. Mas estejam conscientes de uma coisa: o caso é mais complexo que isso!

  13. Noto que o sr daniel gosta muito de usar uma linguagem de dono da verdade e de arrogância para com as outras pessoas. É sem dúvida um bom cartão postal do partido que comprou a verdade (ou devo ser pravda?) na loja dos trezentos. Um verdadeiro exemplo da tolerância!

  14. REVOLUÇÃO QUILOMBOLIVARIANA !
    A COMUNIDADE NEGRA AFRO-LATINA BRASILEIRA
    APOIA E É SOLIDARIA AO POVO PALESTINO.VIVA A PALESTINA!
    Viva! Chàvez! Viva Che!Viva! Simon Bolívar! Viva! Zumbi!
    Movimento Chàvista Brasileiro

    Manifesto em solidariedade, liberdade e desenvolvimento dos povos afro-ameríndio latinos, no dia 01 de maio dia do trabalhador foi lançado o manifesto da Revolução Quilombolivariana fruto de inúmeras discussões que questionavam a situação dos negros, índios da América Latina, que apesar de estarmos no 3º milênio em pleno avanço tecnológico, o nosso coletivo se encontra a margem e marginalizados de todos de todos os benefícios da sociedade capitalista euro-americano, que em pese que esse grupo de países a pirâmide do topo da sociedade mundial e que ditam o que e certo e o que é errado, determinando as linhas de comportamento dos povos comandando pelo imperialismo norte-americano, que decide quem é do bem e quem do mal, quem é aliado e quem é inimigo, sendo que essas diretrizes da colonização do 3º Mundo, Ásia, África e em nosso caso América Latina, tendo como exemplo o nosso Brasil, que alias é uma força de expressão, pois quem nos domina é a elite associada à elite mundial é de conhecimento que no Brasil que hoje nos temos mais de 30 bilionários, sendo que a alguns destes dessas fortunas foram formadas como um passe de mágica em menos de trinta anos, e até casos de em menos de 10 anos, sendo que algumas dessas fortunas vieram do tempo da escravidão, e outras pessoas que fugidas do nazismo que vieram para cá sem nada, e hoje são donos deste país, ocupando posições estratégicas na sociedade civil e pública, tomando para si todos os canais de comunicação uma das mais perversas mediáticas do Mundo. A exclusão dos negros e a usurpação das terras indígenas criaram-se mais e 100 milhões de brasileiros sendo estes afro-ameríndios descendentes vivendo num patamar de escravidão, vivendo no desemprego e no subemprego com um dos piores salários mínimos do Mundo, e milhões vivendo abaixo da linha de pobreza, sendo as maiores vitimas da violência social, o sucateamento da saúde publica e o péssimo sistema de ensino, onde milhões de alunos tem dificuldades de uma simples soma ou leitura, dando argumentos demagógicos de sustentação a vários políticos que o problema do Brasil e a educação, sendo que na realidade o problema do Brasil são as péssimas condições de vida das dezenas de milhões dos excluídos e alienados pelo sistema capitalista oligárquico que faz da elite do Brasil tão poderosa quantos as do 1º Mundo. É inadmissível o salário dos professores, dos assistentes de saúde, até mesmo da policia e os trabalhadores de uma forma geral, vemos o surrealismo de dezenas de salários pagos pelos sistemas de televisão Globo, SBT e outros aos seus artistas, jornalistas, apresentadores e diretores e etc.
    Manifesto da Revolução Quilombolivariana vem ocupar os nossos direito e anseios com os movimentos negros afro-ameríndios e simpatizantes para a grande tomada da conscientização que este país e os países irmãos não podem mais viver no inferno, sustentando o paraíso da elite dominante este manifesto Quilombolivariano é a unificação e redenção dos ideais do grande líder zumbi do Quilombo dos Palmares a 1º Republica feita por negros e índios iguais, sentimento este do grande líder libertador e construí dor Simon Bolívar que em sua luta de liberdade e justiça das Américas se tornou um mártir vivo dentro desses ideais e princípios vamos lutar pelos nossos direitos e resgatar a história dos nossos heróis mártires como Che Guevara, o Gigante Osvaldão líder da Guerrilha do Araguaia. São dezenas de histórias que o Imperialismo e Ditadura esconderam. Há mais de 160 anos houve o Massacre de Porongos os lanceiros negros da Farroupilha o que aconteceu com as mulheres da praça de 1º de maio? O que aconteceu com diversos povos indígenas da nossa América Latina, o que aconteceu com tantos homens e mulheres que foram martirizados, por desejarem liberdade e justiça? Existem muitas barreiras uma ocultas e outras declaradamente que nos excluem dos conhecimentos gerais infelizmente o negro brasileiro não conhece a riqueza cultural social de um irmão Colombiano, Uruguaio, Venezuelano, Argentino, Porto-Riquenho ou Cubano. Há uma presença física e espiritual em nossa história os mesmos que nos cerceiam de nossos valores são os mesmos que atacam os estadistas Hugo Chávez e Evo Morales Ayma,Rafael Correa, Fernando Lugo não admitem que esses lideres de origem nativa e afro-descendente busquem e tomem a autonomia para seus iguais, são esses mesmos que no discriminam e que nos oprime de nossa liberdade de nossas expressões que não seculares, e sim milenares. Neste 1º de maio de diversas capitais e centenas de cidades e milhares de pessoas em sua maioria jovem afro-ameríndio descendente e simpatizante leram o manifesto Revolução Quilombolivariana e bradaram Viva a,Viva Simon Bolívar Viva Zumbi, Viva Che, Viva Martin Luther King, Viva Osvaldão, Viva Mandela, Viva Chávez, Viva Evo Ayma, Viva a União dos Povos Latinos afro-ameríndios, Viva 1º de maio, Viva os Trabalhadores e Trabalhadoras dos Brasil e de todos os povos irmanados.
    O.N.N.QUILOMBO –FUNDAÇÃO 20/11/1970
    quilombonnq@bol.com.br

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