Relvas agrava a crise do crédito malparado

O curso de Ciência Política e Relações Internacionais da Universidade Lusófona, de 6 semestres, tem 36 disciplinas, correspondentes a 180 créditos. Admitindo boamente (não estou a dizer que acredito) que o Relvas passou em 12 exames em 2006-2007, restavam 24 cadeiras, correspondendo mais ou menos a 120 créditos.

O Público analisou os regulamentos para reconhecimento de competências de outras instituições de ensino, como a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, a Universidade do Algarve e a Universidade Autónoma e verificou que, nestas instituições, a creditação de competências originárias da “experiência profissional” não podem ultrapassar os 30 créditos, no caso da primeira, e de 60 créditos, no caso das restantes.

Como é que foram atribuídos os tais 120 créditos (se não foram mais) a Relvas?

A Lusófona não quer explicar, por isso vou imaginar:

30 créditos – valiosa “experiência profissional” adquirida como secretário de Estado no governo de Barroso.

30 créditos – simpatias maçónicas da Lusófona.

10 créditos – bónus de manteigueiro.

10 créditos – prémio de chico-esperto.

10 créditos – cartão do partido laranja.

10 créditos – cunha de Silva Carvalho.

10 créditos – comprados na candonga.

10 créditos – surripiados num cacifo da Lusófona.

Cenas dos próximos capítulos: a licenciatura de Passos Coelho em Economia na Universidade Lusíada (2001).

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7 thoughts on “Relvas agrava a crise do crédito malparado”

  1. A Miserável Campanha Subversiva em Curso contra Sua Excelência o Ministro Miguel Relvas (MCSCSEMMR), visando desacreditar a solidez das suas graníticas habilitações académicas, tem de parar, custe o que custar, e deve ser severa e exemplarmente punida.
    Em verdade vos digo que apenas fariseus de 3.ª, 4.ª e 5.ª categorias, promiscuamente amancebados nessa perversão diabólica a que se convencionou chamar esquerda (vade retro!), se atrevem a pôr em dúvida o percurso académico do Senhor Ministro.
    Assim, atesto por minha honra que, no dia 30 de Fevereiro de 2007, testemunhei com os meus próprios olhos a atribuição de 30 das 32 equivalências que lhe foram muito justamente reconhecidas, garantindo o rigor académico do processo e seu elevadíssimo grau de exigência. As duas restantes disciplinas foram-lhe creditadas no dia seguinte, 31 de Fevereiro do mesmo Ano do Senhor. Recordo, aliás, perfeitamente que se tratava de Culinária para Jagunços e Tricot para Chicos-Espertos, em que Sua Excelência ultrapassou a classificação máxima.
    O inédito e auspicioso acontecimento foi celebrado por bandos de milhares de andorinhas, que nessa ocasião se peidaram milagrosamente em uníssono nos céus azuis da Lusitânia, e milhões de ratazanas, que durante três dias percorreram as ruas de cidades, vilas e aldeias tocando violino e dançando o cha-cha-cha, numa alusão metafórica ao Senhor Ministro, sobejamente conhecido pelos hectolitros de chá que bebeu desde que chegou a este mundo.

  2. doze exames? parece que foram quatro (32 equivalências por experiência profissional). só falta agora ver o conteúdo dos ditos…
    saber que a matilha andou a malhar no socras só porque a nota da cadeira de inglês técnico (eheheheh, a cadeira + difícil, de longe, em qualquer curso de engenharia…) foi lançada num domingo (o meu diploma tem a data de um sábado de 1991) e que agora estão calados ou dizem baboseiras, ilustra bem a miséria a que estamos entregues. dois casos são disso bem exemplificativos (não, não vou falar do silêncio do correio da manhã):
    a) o expoente da velhacaria do pessoal do bloco que aproveita o caso não para censurar o relvas (amigo, de facto, do bloco) mas para atacar de novo violentamente o socras.
    b) o passos (não, não vou falar como ele obteve o curso) e o seu ataque às novas oportunidades. fosse eu um formado nas no fazia-lhe uma espera e pedia-lhe que se retratasse ou então que demitisse o relvas.

  3. gostei de ouvir o reitor da universidade lusofona dizer que isto é uma cabala por causa da privatização da rtp.percebemos agora,por que motivo acreditou nas “petas” de relvas.gostei de ouvir o politologo Maltez defender Sócrates, quando antes o criticou, para vir agora defender relvas.quem diz que frequentou o 2. ano de direito,quando do 1. só fez uma disciplina,(com 10 valores) fácilmente se percebe o que terá sido o curriculum apresentado ao ” reitor” da lusofona, para dar aquele salto de cavalo digno de tripla medalha de ouro nos jogos olimpicos.perante este caso, (há mais? Narana diz que não!) há que pedir desculpa a todas aqueles profissionais que apos muitos anos no exercicio das suas funçoes (comprovadas facilmente) se viram no desemprego, com competencias mas sem habilitaçoes exigidas para voltar ao mercado.recorrer às novas oportunidades para certificar esses saberes,foi bom para eles e para o país. para concluiro, sugiro à ERC que reabra o inquerito por eles abortado,por constatarem que o homem que lá foi depor sobre a chantagem a maria josé oliveira do publico, é capaz de fazer isso e muito mais. O caracter é a resultante de todas as nossas vivencias.Relvas pelos vistos teve azar…

  4. o homem já veio dizer que foi lapso e que daí não resultou prejuízo público, portantes de acordo com os cro-magnosos é reprovável mas mão é ilícito. podem mudar de assumpto que o disco já está riscado e o resultado prático será a recapitulação do processo moderna com malhação no socras.

  5. Acho que isto também é resultado de fazer exames ao Domingo (dá mais créditos).

    Só falta agora o Bloco e o PC. Mas acho que o Louceiro até estudou e o Jerónimo completou a quarta classe antes de trabalhar como electricista.

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