Perguntas de algibeira

Sobre as notícias que dão conta do aumento do número de pais que não têm dinheiro para pagar as refeições dos filhos nas escolas, Cavaco Silva disse apenas que essa é uma das razões porque tem «sublinhado tantas vezes o papel das instituições de solidariedade social, das misericórdias, da Cáritas e de outros voluntários».

«Devemos continuar a demonstrar um espírito de solidariedade e em particular apoiando essas instituições que estão a minorar significativamente o sofrimento dos cidadãos», defendeu.

Fonte

Quanto é que o Primeiro Cínico da Nação declara, em sede de IRS, em donativos a instituições de solidariedade social e a que instituição ou instituições consigna 0,5% do IRS liquidado?

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8 thoughts on “Perguntas de algibeira”

  1. Num país onde houvesse mesmo um partido que se reclama do socialismo democrático, esta tomada de posição pelo mais alto magistrado da naçâo seria suficiente para uma conferencia de imprensa a denunciar a mais alta traiçâo ao juramento feito na tomada de posse presidencial de respeitar e fazer respeitar a constituiçâo. Na verdade, este miserável presidente quer fazer prevalecer a esmola sobre os direitos legítimos dos cidadãos ao mínimo dos mínimos que é a sobrevivência, ao defender que esta deve ficar dependente da vontade esmolar dos afortunados ou, simplesmente, ladrões de colarinho branco.
    Mais fundo não podiamos ter chegado. Não pela miserável prestaçâo do presidente Cavaco, mas pelo silêncio do partido do socialismo democrático.

  2. Sobre esta triste figura, com claros sintomas de senilidade precoce e ao pé de quem o Américo Thomaz pareceria um Einstein, fiz ontem um comentário no Público a propósito da promulgação do Código do Trabalho, que foi zelosamente eliminada pelos censores de serviço.

    Cavaco é, de um ponto de vista cultural e político, provavelmente o pior presidente da República que Portugal já teve, desde 1910. E conseguir tal lugar perante tão forte concorrência, é obra.

    P.S. Fernando, também eu subscrevo o comentário

  3. Já nem falo de um mínimo de noção das suas responsabilidades como Presidente de República, falo apenas do mais elementar bom senso e de um mínimo de inteligência, para não perceber o ridículo da posicão que tomou apelando à “caridadezinha” dos portugueses, quando chefia, de facto, um partido que é responsável pelo roubo mais despudorado de que há memória na nossa história, roubo de que ele próprio beneficiou à grande, um partido que com todas as letras declarou ainda não ser “tempo de ir ao pote” para pouco depois se arrepender e gritar: “Ao assalto! ao assalto!”.

    Apetece gritar com Almada Negreiros:

    “PORTUGAL,PORTUGAL INTEIRO HÁ-DE ABRIR OS OLHOS UM DIA SE É QUE A SUA CEGUEIRA NÃO É INCURÁVEL E ENTÃO GRITARÁ COMIGO, A MEU LADO, A NECESSIDADE QUE PORTUGAL TEM DE SER QUALQUER COISA DE ASSEADO”!

  4. Esquecendo os direitos constitucionais que deveria defender para cumprir o mandato, Cavaco Silva promulgou as alterações à legislação laboral, tem feito a apologia da caridade, tem permitido a perda de soberania. Na minha opinião tem realmente sido um mau presidente da república como, aliás, já tinha sido um mau primeiro-ministro, com graves responsabilidades na destruição do nosso aparelho produtivo.
    Cavaco Silva é, no entanto, o que sempre foi, antes e depois do 25 de Abril.
    Apesar de divergências ideológicas profundas (que nunca impediram sãs relações de amizade e solidariedade em momentos difíceis da vida) custa-me ver muitos dos companheiros das lutas contra o fascismo, por uma sociedade mais justa e solidária, adoptarem uma atitude de passividade ou até de alguma cumplicidade perante a política de desastre nacional que este governo tem levado a cabo.
    Quantas abstenções, quantos silêncios, quantos compromissos, quantas contradições entre as palavras e os actos.
    Estão à espera que o desastre seja completo? Não sentem miséria e a injustiça que alastra a todo os cantos do país? Não sofrem com os que sofrem a discriminação e a miséria?

  5. João Figueiredo, dizes que o gajo é “provavelmente o pior presidente da República que Portugal já teve”. Além de o “provavelmente” estar a mais, em verdade te digo que o faniquento de Boliqueime é, sem margem para qualquer dúvida, o pior chefe de Estado que Portugal já teve desde Afonso Henriques.

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