Os Dois Onésimos

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Na mais recente festa de formatura da Brown University, de Providence (costa leste dos Estados Unidos), coube a Onésimo Teotónio Almeida ser – nas suas venerandas palavras – «o portador oficial do símbolo do poder da universidade, à frente da reitora nas procissões». E recorda o seu estatuto de ex-seminarista (acontece aos melhores), suspirando: «Para o que havia de estar guardado quem há muito despiu a batina!»

Julga você que se trata do mesmo Onésimo Teotónio Almeida, autor das descontraídas crónicas de Que Nome É Esse, ó Nézimo, e Outros Advérbios de Dúvida, 1994, de Rio Atlântico, 1997, de Viagens na Minha Era, 2001, e de Livro-me do Desassossego, 2006?

Esfregue os olhos. Pode estar a sonhar.

11 thoughts on “Os Dois Onésimos”

  1. Repito o que já havia dito ao próprio”despisse a batina de seminarista, mas olha que darias um lindo bispo!Pois, agora…Basta ver o jeito garboso com que porta o “bastão do poder acadêmico”.
    Um abraço da Ilha de Santa Catarina
    LÉLIA

  2. Grande descoberta! Ao tempo que não ouvia falar do Professor Fernando Venâncio!!! Tantos anos!
    A memória fez-me recuar no tempo para o nosso encontro nas flores com José Cardoso Pires (saudoso amigo), Adelaide Baptista, Vamberto Freitas e outros num encontro de literatura periférica.
    Coisa linda!
    Um abraço amigo e esta foto do Onésimo vale ouro. Fantástica!
    Um abraço de mar
    Gabriela Silva

  3. Sim, Gabriela. Andei por aí uns anos incógnito. Vá lá, consegui.

    Abraços, com saudades das Flores.

  4. Reparem no olhar, entre o comprometido e o sacrista, e observem a boca entreaberta, que deixa escapar para o lado, num silvo: «Leonor, não entres em pânico! Prometo que é só por hoje…»

  5. Fica-te bem e até recordo as massanetas da Sé, um pouco mais pequenas, que o Pe Barcelos entregava aos cónegos titulares…
    Mas esse barrete é de morte! desde o seminário, nunca aprendeste a orientar o chapéu, aliás os teus levavam vida de cão…quanto ao resto, o título melhor seria o de Monsenhor, ou prelado doméstico,salvo seja!da magnífica reitora. A quanto obrigam as cátedras e as cátedras…Venha daí nova crónica sobre essa liturgia em sábado do espírito santo pelas ruas da Brown!

  6. eheh, esse ficou todo ofendido comigo, num congresso agora há pouco tempo, sentei-me ao lado de um amigo meu num almoço, que era o presidente da coisa, e só depois percebi que era o lugar disputado pela frenética. Chutei-o para o lado, por causa da dendrofobia e assim ficámos, inacessíveis, graças a deus

  7. «Esse», quem? Estás basto sucinto. A gente procura o antecendente, e dá com o Pe Barcelos, com o Onésimo, com o Espírito Santo. Diz já quem foi, que eu estou de cinto em punho.

  8. As leituras que as pessoas fazem dentro da sua cabeça!
    Não tenho a menor ideia do que aí vai descrito ter acontecido.
    Viva a imaginação humana!
    onésimo

  9. Cinto em punho? Fernando, olha que eu vomito lava quando é preciso. No entanto não é o caso, so long…

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