Os archotes apagados na livraria de Fernanda

Tudo pode ser simbólico. Depende do nosso olhar. Com uma vida inteira passada entre livros, Fernanda resolveu abrir uma livraria na Calçada do Combro, perto de outros alfarrabistas com nome na praça. Mas que praça? Uma praça que permite um apuro de 3 euros ao fim de um dia de trabalho. Três euros não pagam a água nem a luz, muito menos o trabalho de quem atravessou os arredores da grande cidade num comboio matinal e sonolento. E completou a viagem até à Baixa Chiado num Metro a abarrotar de gente. Mudou o sentido da vida das pessoas.Há quarenta anos era vulgar as pessoas do meu círculo de amizades uma certa tristeza perante um livro importante que ainda não tínhamos lido, um compositor cuja música ainda não tínhamos descoberto, um filme que não tínhamos ido ver ou uma peça de teatro da qual só tínhamos ouvido falar. Um velho alfarrabista sintetizou a ideia numa entrevista ao «Correio da Manhã» no Verão do ano passado: «antigamente as pessoas tinham orgulho dos livros raros e antigos que tinham em casa; hoje procuram ter uma casa de férias no Algarve e se possível uma outra casa de férias no Brasil.»  O ter ganhou a corrida ao ser – parece fora de dúvida esta certeza enunciada assim de chofre. Quando fundou a livraria, Fernanda teve a ideia de colocar dois archotes à porta. Ela sabe, a sua intuição diz-lhe, que o fogo é a palavra. Os archotes apagados na porta da livraria são um sinal dos tempos. Ter a porta aberta durante um dia para apurar três euros é também um sinal dos tempos. Tempos difíceis para a palavra, para a escrita, para a alegria. Tudo submerso no ruído da cidade. Um ruído que tudo envolve e tudo ajuda a ficar esquecido na monotonia dos dias sucessivos e cinzentos.

17 thoughts on “Os archotes apagados na livraria de Fernanda”

  1. fui em quem assinou o texto, joão. mas, de facto, aparece logo o autor, vou retirar. a formatação está feita, mas tive que alterar os códigos um a um…

  2. Parece-me que a historia esta mal contada.

    Ha quarenta anos, o pais contava mais de 20 % de analfabetas. Portanto parece-me bastante improvavel que os portugueses comprem menos livros hoje do que ha quarenta anos (em que é que se baseia para dizer isso ?). O que ha é que as pessoas compram livros de qualidade duvidosa e sempre os mesmos (H. Potters etc.). E sobretudo, compram na FNAC ou nas cadeais de livrarias, que têm interesse em vender a sopa supramencionada. Eis o problema da Fernanda, e de muitos outros livreiros (e editores) que continuam a tentar fazer um trabalho de qualidade. Ora esse fenomeno ha de durar enquanto continuarmos a ir alarvemente à FNAC (e outros) comprar os livros da moda (entre os quais os livros de cronicas, ja publicadas nos jornais ou em blogues, lamentando… o desaparecimento de livrarias “à antiga”).

    Mais do que esse tipo de lamentações, gostava (como leitor que sou) de ver mais pessoas apostadas em tentar inverter o movimento descrito acima, que não tem nada de fatal. Por exemplo, gostava de ouvir mais acerca de livrarias independentes, inclusive neste blog. Gostava também de saber porque é que a oferta de livros de bolso de qualidade é tão pobre em Portugal (quando são o meio indispensavel para desenvolver a pratica da leitura de qualidade)….

  3. Bullshit. A livraria da Fernanda vende livro usado e antigo, não concorre com uma livraria de novidades e best-sellers, como a FNAC. E há alfarrabistas que se safam muito bem com o livro usado e antigo em Lisboa. Para quem sabe do que estou a falar: Arquimedes, Bizantina, Nova Eclética, etc. O problema da livraria da Fernanda tem várias causas, sendo a 1ª a má localização da sua livraria. Quase ninguém sobe a Calçada do Combro a pé e poucos mais a descem, só mesmo pessoal sem dinheiro para o eléctrico – que também não o tem para o livro, como é óbvio. Também não é possível estacionar um carro na dita calçada nem em toda aquela zona a qualquer hora, excepto no silo, que é caro. 2ª causa, a grande concorrência: em Lisboa há mais de 60 alfarrabistas (alguns sem loja aberta), mais as feiras e os leilões periódicos. Há 30 anos eram metade. É gente de mais a vender e a comprar para depois vender. A talvez maior dificuldade para um alfarrabista está precisamente em conseguir comprar bons espólios. 3ª causa: a livraria da Fernanda não vende por catálogo nem em leilão e não tem uma carteira de clientes fixos, privados ou institucionais, como alguns têm. 4ª razão: a livraria da Fernanda não tem uma especialização adequada, é praticamente generalista, com excepção para certo livro político que se vende mal. 5ª razão: a livraria da Fernanda não vende livros na internet, por exemplo, em http://www.iberlivro.com, onde vendem já 13.500 livrarias de livro novo, antigo e usado do mundo inteiro.

    E fico-me por aqui, embora pudesse continuar. Assim, é melhor avisarem a livraria da Fernanda de que se não mudar nada neste panorama, nunca mais se irá safar. Os compradores de livros não caem do céu.

  4. Sapkaj : infelizmente a Fernanda esta em concorrência com a FNAC. Por uma razão simples : o porta-moedas do consumidor não é sem fundo e quem compra um best seller, ou um dvd, ou um par de calças, fa-lo em vez de comprar um livro a sério (novo ou em segunda mão)…

    O desaparecimento das livrarias (de livros novos ou antigos) em beneficio dos supermercados (a FNAC, as cadeias de livrarias ou os supermercados propriamente ditos) deve preocupar os leitores, pois é nas livrarias que se descobrem os livros, que se folheiam os livros e que, finalmente, se compram os livros (incluindo aqueles que o cliente não contava adquirir antes de entrar).

    Bem sei que a resposta pragmatica que se tem arranjado para responder a este problema é a venda por internet, mas não me parece que a tela seja um bom substituto à livraria.

    Quanto aos compradores não cairem do céu, estou plenamente de acordo, mas o argumento tem limites : afinal, ainda ha restaurantes no bairro alto, mesmo em sitios onde é dificil estacionar um jipe, e provavelmente todos nos lamentariamos se desaparecessem em beneficio de uns Mc Drives…

  5. Dizem-me que aprendi a ler com quatro anos e acredito. Não por não duvidar nunca de quem me diz estas coisas, mas porque não me lembro de um único período da minha vida que não esteja associado a livros – o que li quando tive sarampo, os que estava a ler quando as minhas filhas nasceram, aquele da tarde na rede na véspera do exame de filosofia, a fase das biografias, dos ensaios, da poesia, dos ingleses, dos russos, dos sul americanos e a constância da ficção científica e policiais para as tardes de miúda nas praias do algarve. E tantos tantos tantos outros. Em 44 anos anos – menos 4, pelo que dizem – devo ter lido uns bons milhares de livros e ganho uma estante quase vazia – leva que é bom, ainda não conheces, não podes perder este, a quem foi que emprestei aqueles?

    Tenho duas filhas e nenhuma delas lê. Pronto, ler até vão lendo, mas nunca me parece opção por prazer e sim opção para mãe ver. Fiz tudo o que mandam as regras e o defunto Dr. Spock. Contei histórias, nunca deixei passar natal ou aniversário sem meter uns livros no meio dos embrulhos, fugi de traduções manhosas e comprei livros em português, sempre tiveram quartos onde os livros ocupavam mais espaço que o resto dos brinquedos, levo-as a livrarias e bibliotecas, enfim fiz mesmo tudo o que me pareceu que as iria levar a, se não a leitoras compulsivas, pelo menos leitorazinhas de de vez em quando. Não resultou e declarei-me vencida pela televisão, jogos de vídeo, internet e afins. Comecei a tentar perceber o que se passava e encontrei uma explicação reconfortante com um tal de Steven Johnson. Não, não é pediatra e muito menos guru das novas tecnologias. É escritor, formado em Semiótica e Literatura Inglesa, professor na N.Y. University, escreveu para a The New Yorker e Harper’s Magazine e escreveu também o livrinho que comprei. O título é sugestivo – ” Tudo o que é mau faz bem”. Passo a citar:

    ” O alimento intelectual proveniente da leitura está tão profundamente arreigado nas nossas convicções que é difícil equacionar um ponto de vista diferente. Mas, segundo a famosa observação de McLuhan, o problema de julgar novos sistemas culturais em si mesmos é que a presença do passado recente influencia inevitávelmente a nossa visão das novas formas emergentes, salientando os seus defeitos e imperfeições”

    “A cultura popular pode não estar a mostrar-nos o caminho certo. Mas está a tornar-nos mais inteligentes.”

    “A cultura popular não literária está a desafiar cada vez mais diferentes competências mentais, tão importantes como as que são exercitadas pela leitura.”

    Estou vencida e não convencida, mas pelo menos mudei a minha atitude e tento agora perceber qual é a realidade delas, realidade que acaba por ser também a minha.
    Sempre pensei que o mais importante electrodoméstico era uma boa enciclopédia. Era-me difícil pensar que não tinha um livro à mão para tirar as minhas dúvidas. Agora? Agora nem pensar em ocupar uma das escassas paredes da minha casa com um monte de livros ordenados alfabéticamente, quando tenho o google por perto. Rendi-me? Continuo a ler e a comprar livros, mas sim, rendi.

  6. Viegas,

    as livrarias de livro antigo não estão a desaparecer, é o contrário: o número aumentou para mais do dobro nos últimos 30 anos e não mostra sinais de descer. Quanto às de livro novo, não sei. E você, sabe?

    A FNAC pouco ou nada concorre com os alfarrabistas, o artigo que uma e outros oferecem é completamente diferente. O problema do porta-moedas de que fala é o do poder de compra da população, do seu nível cultural e das suas prioridades, não é concorrência. O que faz maior concorrência aos alfarrabistas é a internet (por várias maneiras) e… os outros alfarrabistas.

    Nas livrarias on-line também se descobrem (e até já se folheiam) livros. A escolha é muito maior, praticamente infinita; a busca é mais rápida e os preços são por vezes mais baixos. Mas, afinal, em que é que uma livraria de bairro é melhor? Poucas ou nenhumas vantagens tem para o comprador, a não ser ler livros de borla e manter dois dedos de conversa com o livreiro, mas este não vive disso!!

    Nos super-mercados também se folheiam livros… sem ter os olhos do livreiro em cima!

    O Bairro Alto/Chiado é um bom bairro para vender livros, para comer, para beber um copo, para comprar roupa e antiguidades, etc. É central e de acesso fácil por Metro. Mas os donos dos jipes não se importam de pagar o estacionamento.

    As livrarias, se querem sobreviver, têm de se adaptar, têm de inovar e não ficar à espera dos tais clientes que não caem do céu. A internet será o carrasco da livraria se esta não souber usá-la em seu favor.

  7. Quase totalmente de acordo consigo Sakpaj,

    Em primeiro lugar é evidente que seria desejavel termos numeros, mas em Portugal, infelizmente, não os temos (ou se estou enganado diga-me onde podemos encontra-los). Ha sem duvida que começar por ai (quanto mais não seja para acabar com a conversa do pretenso desaparecimento da leitura, como frisei acima).

    Quanto à internet : é obvio que devemos utilizar, e que as livrarias também. Não vamos remar contra a maré.

    Ja quanto à escolha dada pelos grandes distribuidores, o problema todo esta ai : os supermercados não vivem da venda de livros e consideram-nos somente como um produto de apelo para vender iogurtes. As FNACS e as cadeias de livrarias estão vocacionadas para vendas em larga escala, o que implica sacrificarem a qualidade da oferta : veja o que eles poem nas mesas.

    Finalmente não se esqueça que o livro é também um objecto, com qualidades tipograficas, de ilustração, etc. Sera que a Internet mostra mesmo os livros… não sei.

    Quanto aos donos dos jipes, compram manuais de instruções, portanto não contam…

  8. Não acham que as bibliotecas itinerantes da Gulbenkian fizeram mais pela tal de literacia dos portugueses que todos os alfarrabistas juntos? E não acham que será dificíl aos miúdos hoje em dia verem os livros como objectos a apreciar quando os próprios manuais escolares, os livros que muitos deles tocam pela primeira vez, são blocos de apontamentos?

    Não vejo grande mal que o livro se tenha massificado e apareça exposto em prateleiras de supermercado e livrarias como a FNAC. Acredito que muita gente começou a comprar livros porque lhe apareceram no meio do feijão verde ou ao lado dos últimos êxitos do André Sardet. São os “livros certos”? Não sei, nem sei mesmo o que é isso. Parece-me é que será difícil alguém descobrir o prazer de ler com o Ulisses do Joyce – mesmo que seja uma primeira edição, encadernada em fina carneira, titulo gravado a ouro e ex-libris de artista famoso. No entanto, se um em 20.000 leitores do Codigo da Vinci descobrir que afinal ler um livro não mata e se a partir daí se abalançar para outros livros sem anjos no titulo, já me parece que valeu a pena.

    Falar na morte dos livros “a sério” dando como exemplo o declinio dos alfarrabistas na calçada do Combro, Bairro Alto ou Rua de São Bento é reduzir um país inteiro a três ou quatro esquinas. Apesar dos últimos suspiros de alguns, em Freixo de Espada à Cinta podem-se agora consultar as obras digitalizadas da Biblioteca Nacional ou aqui, no Algarve por onde páro, encomendar na FNAC os livros que não encontraria numa livraria de Campo de Ourique ou ter entregues à porta por express mail as últimas encomendas feitas na Amazon.

    Se por aqui se discute coleccionismo e comércio tradicional desfraldo já as bandeiras em defesa dos alfarrabistas. Se estamos a falar de literatura então convenhamos que venham mais FNACs e supermercados com livros – que, perdoe-me João Viegas, não são um apelo para a venda de iogurtes. Compra-se um livro porque se entrou no supermercado para comprar dois pacotes de arroz e se tropeçou no escaparate e não o contrário.

    Quanto aos donos dos jipes que não contam- e eu até nem tenho um mas não me importava muito… – parece-me um tipo de conclusão tão intelectualmente elitista que não a consigo imaginar num amante de livros. Ou talvez sim e aí volta tudo ao princípio, reserve-se a entrada no Grémio Literário aos verdadeiros intelectuais e segrede-se ao ouvido a morada das livrarias.

  9. Eu costumo visitar vários alfarrabistas em Lisboa.

    Ainda hoje deixei uns euros em dois deles…

    O que noto é que a oferta destas casas também acompanha a crise, ou seja, há muito poucas novidades. É tudo muito igual.

    Claro que a internet pode ser uma boa saída, mas a maior parte dos alfarrabistas que conheço, têm alguma idade e é provável que não tenham grande confiança nas novas tecnologias…

  10. Gostava que a Teresa tivesse razão (e muito do que ela diz esta certissimo), mas não estou convencido.

    Hoje, a logica do supermercado (produzir muito e depressa, na esperança de alcançar o tal best seller, codigo Da Vinci ou outro, que vai permitir rembolsar os custos dos 99 outros produtos baratos produzidos e vendidos a martelo) contaminou toda a cadeia de produção e venda de livros.

    Ha um lado positivo : as pessoas lêm mais e (nisto a Teresa tem toda a razão) tal não aconteceria se a unica oferta de livros fosse a das livrarais do Chiado que vendem o Ulisses.

    Mas o supermercado (e aqui entra a FNAC, quando deixa de lado o espirito original com que foi criada para entrar numa logica puramente comercial) absorve também o publico “tradicional” das livrarias, incluindo o das livrarias da provincia (que são as que têm mais dificuldades em subsistir, pelo menos ao que elas proprias dizem). Ora isso é perigoso porque (e eis onde discordo da Teresa) o supermercado não se interessa minimamente pelo livro. Não estamos, infelizmente, perante filantropos que decidiram subitamente utilizar o seu espaço comercial para colocar livros à disposição do grande publico. Estamos perante pessoas que, por vocação (o que não tem nenhum mal em si, a grande distribuição não é um mal em absoluto) vão utilizar o livro para dirigir mais pessoas a comprar fruta, iogurtes, roupa, etc.

    Isto tem custos : a oferta de livros é cada vez menos diversificada (em termos qualitativos, claro, e não quantitativos) e, como sempre, os que pagam as favas são os que procuram satisfazer algumas exigências de qualidade.

    O preço unico do livro foi criado precisamente para responder a esse tipo de problemas. Ninguém é contra a grande distribuição. Trata-se apenas de proteger espaços que não obedecem à mesma logica e que não estão em condições de competir, embora ofereçam bens que todos valorizamos.

    A internet permite com certeza atenuar, mas tem muitas limitações. A começar por esta : a Internet é sobretudo util para o utilizador minimamente (in)formado. E o que dizia num post anterior : a internet não permite folhear livros como numa livraria. Todos nos nos lembramos de olhar para as estantes das livrarias com assombro, de pegar em volumes de autores de que so vagamente tinhamos ouvido falar, na escola, ou em conversas, ou em outros livros. Isso não acontece na internet…

    Dito isto é evidente que as biliotecas publicas da Gulbenkian e, de uma maneira geral, uma politica séria de desenvolvimento e apoio da leitura é a pedra essencial, e muito mais importante do que o problema das livrarias.

    E finalmente, é possivel que haja algum elitismo na minha posição (mas quanto aos jipes, sem nenhuns problemas de consciência)…

  11. O mercado não se compadece do pequeno livreiro de rua. Nem do pequeno comerciante. Nem da pequena empresa. É assim em todas os sectores da economia e não há outro caminho.
    Porquê culpar unicamente as grandes superfícies (que não vendem o livro para conseguirem vender mais fruta, mas porque o livro é outra “peça de fruta” que também ali está à mão)? Os alfarrabistas sobrevivem exactamente porque não se encontra noutro lado *aquele* livro. A razão é simples: as editoras também querem sobreviver e só sobrevivem (num país que lê mais, mas lê pouco e isto é apenas uma estatística de rua, não se vêem pessoas a ler livros) se produzirem livros em massa para o grande público e os venderem em grandes superfícies. Também não editam coisas que sabem que não se vendem porque não existe um número suficiente de leitores que justifiquem esse investimento.
    Em última análise, ganha o consumidor, que tem mais fácil acesso a livros, a preços mais convidativos. Perde a “qualidade” (seja lá isso o que for, para mim um livro tem qualidade se alguém gostar de o ler, porque a “qualidade” não é um adjectivo imparcial)? Como tudo o resto. Também só temos “políticos de grandes superfícies”…

  12. Catarina, essa de «políticos de grandes superfícies» é de mestra.

    De resto, uma discussão interessantíssima que, daqui de longe (muito longe), vou seguindo. Com uma certa malícia biográfica. Em puto, fiz quilómetros de Calçada do Combro.

    Não, aquilo não é convidativo. Mas o ‘convidativo’ também se inventa.

  13. Os editores e distribuidores vendem os livros, às FNACs e às Grandes Superficies, com descontos muitissimo superiores aos descontos feitos às livrarias independentes, razão porque não é possível vender ao mesmo preço ou mais barato. A concorrência é pouco leal. Apesar do preço fixo do livro o facto das Fnacs e Grds Superficies beneficiarem de descontos incomparáveis na compra dos livros permite uma outra lógica do comércio livreiro que pretende ter como oferta livros para além das novidades que brotam todos os dias.
    Também uma outra coisa que acontece é que os fundos editoriais são vendidos às livrarias com o mesmo desconto que as novidades ou seja os editores preferem a venda directa através das feiras, de pontos de venda nos eventos que vão aprecendo, e, se mais não for, deixam-nos a apodrecer nos armazéns… fazer descontos dos fundos editoriais no sentido de promover a venda nas livrarias de todos os títulos, e não só as novidades é politica muito escassa…

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