O pantomineiro de Belém

Ontem na Feira do Livro do Porto, o Presidente da República Portuguesa, ao mesmo tempo o Chefe de Estado e o mais alto magistrado da Nação - professor catedrático na FDUL, onde até ensinou maioritariamente Direito Constitucional e/ou a atual Constituição da República Portuguesa, onde as suas funções constitucionais e os seus limites como órgão de soberania não podiam ser mais claros - quando interpelado por uma cidadã completamente fora de si ou já muito perto do Chega - quiçá até uma repórter do you tube do Ventura - que basicamente questionava o PR porque não tinha que comer, ouviu este populismo, sempre muito apreciado em tempos de crise económica, da boca do PR: - “Porque os portugueses votaram neste Governo. Diga aos portugueses para votarem noutra…”.

Presumiu-se outra força política. Talvez a mesma mudança que ocorreu em 2011 para outra força política que prometia baixar os impostos e depois de eleita, até aos bolsos dos reformados foi. E quanto a impostos... Agravando ainda mais a crise económica. Rendimentos que o atual Governo ainda conseguiu repor antes da pandemia, invertendo também por essa via a trajetória calamitosa da economia do país. Talvez porque não convinha ao PR explicar à cidadã desesperada em causa, empresária segundo a própria, que não é o Governo que estabelece o seu rendimento. E que até vinha a aumentar muito significativamente o ordenado mínimo, contra todos aqueles que verdadeiramente o praticam - o patronato. Sem dúvida, ainda com muito trabalho pela frente no que às prestações sociais diz respeito. Que além de assegurarem a dignidade da pessoa humana dos seus beneficiários também são fundamentais para sairmos de qualquer crise económica. E que ao contrário do que afirmam outras forças políticas, ninguém em Portugal recebe € 1 000 de RSI. Nem metade. Nem os ciganos. Prestações sociais onde aliás Portugal ainda revela muito atraso no que à média da UE diz respeito. Portugal afecta menos de metade da média da UE com prestações sociais. Ficando-se o PR mais uma vez pelo populismo e pelo mais puro ilusionismo, como foi sempre uma das principais características do Marcelo. Além de mais uma violação clara da Constituição da República Portuguesa por parte de um Órgão de Soberania, no caso o PR, que também jurou solenemente cumprir e defender a Constituição.

Mas como nem a múmia foi tão longe em discurso directo, presumo que mais uma vez quem visitou a Feira do Livro do Porto não foi o PR mas o pantomineiro de Belém a fazer de PR. Era bom que os portugueses pensassem nisto nas próximas presidenciais.

P.S. Igual só outro pantomineiro. O bastonário da Ordem dos médicos. Quando ainda há poucos meses - aquando do bebé que nasceu sem rosto numa clínica em Setúbal, depois de dezenas de queixas que já pendiam sobre o médico que realizava as ecografias - garantiu aos portugueses que afinal a Ordem dos Médicos não pode realizar auditorias.

Repórter P

22 thoughts on “O pantomineiro de Belém”

  1. Para mim, é uma ironia !
    Em quem raio é que se vai votar para ter coisa melhor no Governo?
    No PPD ? No Chega ? No CDS ? Nos Uninominais ?
    Quem conseguiu melhores resultados neste País que a Geringonça ?
    Gente de pouca fé, que fica atarantada com uma graçola…

  2. Como diz o aforismo, ao PR de vez em quando foge-lhe a boca para a verdade. Como bom ator ao longo dos anos de Presidência, tem representado um papel excecional. Honra lhe seja feita. Contrariamente ao que aparenta a sua equidistância partidária é uma ficção. Muito dissimuladamente de vez em quando vai deixando a sua mensagem de incómodo com as soluções politicas que se têm encontrado, para nos governar nos últimos anos. Mas face aos resultados obtidos, não tem tido outro remédio, mesmo contrariado tem de levar a cruz ao calvário. Quem nasce e cresce, no seio da direita, nunca pode ser outra coisa.

  3. finalmente fazes um poste como deve ser. o resultado da operação já estar a render no facebúke dos nazo-fachos e o banana ainda há-de levar com a “fome” num debate presidencial. só faltou tirar uma selfie com a gaja e dizer que teria muito prazer em dar posse ao andré como primeiro-ministro da coligação de direita que o expresso vai eleger nas próximas legislativas, desde que ele seja presidente qualquer merda serve para governo.
    https://www.facebook.com/PartidoChegaOficial/photos/a.1989937304406135/3364542343612284

    o miguel macedo não é pantomineiro, é filho da puta: não tem escrúpulos nem palavra. isso é outra novela que só acabará se e quando os cobardes de reguengos e o presidente da ordem forem a tribunal.

  4. “Quando o Costa chama cobarde aos outros, isso não é pantomineirice…!”

    o juramento de hipocrates é para salvar vidas e não para relatórios manhosos a justificar o injustificável: não fomos lá porque aquilo não cumpria as normas. a soldado que não luta por medo de morrer chama-se cobarde e desertor ao que foge. o que é que ainda não percebeste?

    “Devia ter dito, era: diga ao Povo que se revolte e mude de regime .”

    onde é que isso se vende? todos os partidos e associações independentes anti-partido representam povo revoltado que ambiciona mudar o regime a seu favor e é o que se faz ou tenta fazer com eleições democráticas cada 4 anos ou menos, caso o governo caia. incitações ao povo para se revoltar e mudar o regime feitas por um presidente da república cheiram a golpe de estado. o cavaco fez isso em discursos oficiais contra o sócras, conseguiu unir o país contra o ps e depois foi mentir e roubar à descarada com passos & marilús. fica aqui o link para um dessses discursos muito elogiados que deram origem à frente nacional de resistência aos socialistas formada por psd+cds+pc+be+geraçãorasca e comunicação social.
    https://sol.sapo.pt/artigo/13730/geracao-a-rasca-elogia-discurso-de-cavaco

  5. Valupi: o senhor PR com duas coisinhas fodeu o António Costa e a tralha dos seus ajudantes de merda.

    – É, sim, quer trocar comigo? Como é que o senhor PR consegue viver com 500 euros, trezentos e quarenta durante a pandemia?

    Pois é, isto está bom é para os bacanos como tu e os outros que têm ajustes directos indecorosos na CML da troupe do Fernando Medina, os abichanados que estão espalhados pelos gabinetes ministeriais, dos secretários de Estado, das direcções-gerais, chefes de gabinete, adjuntos, assessores a pontapé, especialistas de 20 anos com um curso de merda nas nalgas e muito gin à pala das festas das AE’s da maltinha da JS que ganham cinco vezes mais do que os pais, os rapazes e as meninas solteironas que, depois de anos de favores sexuais à malta graúda do PS, vêem há anos reconhecidos os seus esforços (se não morreram de gonorreia ou se não sofrem de uma inoportuna DST, que Deus os proteja entretanto) e toma lá um lugarzinho para fazer nada, é desta gentinha que a senhora que interpelou o Marcelo estava a falar. 340 face a 3000 euros, 4000 euros, 5000 euros mensais para o bolso dos avançados deste enorme polvo que é o aparelho do PS, e nem falo dos seniores…

    E o Avante!, pá? Tudo isto assenta como uma luva no perfil manhoso do PM, estarás de acordo… Afinal de contas, o António Costa é que era o cobarde e não dizias nada?

    Estais fodidos, olá Camacho és um burro.

  6. tou a ver que a pomba tamém é micro-empresária por conta do estado e o ordenado não lhe chega para a prestação do telemóvel. para a próxima encenem melhor a peça e escolham outro autor que esse tresanda a ventura.

  7. “… o senhor PR com duas coisinhas fodeu o António Costa e a tralha dos seus ajudantes de merda.”

    tás a ver mal a coisa. o tio marcelo fodeu votos da parte ps que não vai à bola com o folclore presidencial e agora fica mais dependente do costa, não foi por acaso que voltou com arrufos a despropósito e a garantir que não dissolve o parlamento por causa da crise (ler: da sua reeleição).

    “Pois é, isto está bom é para os bacanos como tu e os outros que têm ajustes directos indecorosos na CML da troupe do Fernando Medina, os abichanados que estão espalhados pelos gabinetes ministeriais, dos secretários de Estado, das direcções-gerais, chefes de gabinete, adjuntos, assessores a pontapé, especialistas de 20 anos com um curso de merda nas nalgas e muito gin à pala das festas das AE’s da maltinha da JS que ganham cinco vezes mais do que os pais, os rapazes e as meninas solteironas que, depois de anos de favores sexuais à malta graúda do PS, vêem há anos reconhecidos os seus esforços (se não morreram de gonorreia ou se não sofrem de uma inoportuna DST, que Deus os proteja entretanto) e toma lá um lugarzinho para fazer nada, é desta gentinha que a senhora que interpelou o Marcelo estava a falar. 340 face a 3000 euros, 4000 euros, 5000 euros mensais para o bolso dos avançados deste enorme polvo que é o aparelho do PS, e nem falo dos seniores…”

    e andas aqui a gastar o teu talento partilhando conhecimentos do foro íntimo, se mandasses isso por e-mail para o ministério público é que era obra, aposto que eram todos presos nas chegadas do aeroporto de lisboa e até seres indemnizado pelos favores sexuais que a tua família prestou antes da gonorreia.

  8. — o juramento de hipocrates é para salvar vidas e não para relatórios manhosos a justificar o injustificável: não fomos lá porque aquilo não cumpria as normas. a soldado que não luta por medo de morrer chama-se cobarde e desertor ao que foge. o que é que ainda não percebeste? —

    Não percebi o seguinte : porque ainda chamais herói ao pateta Alegre que foi um desertor e ao ministro desertor Barreto, ministro da lavoura do bochechas, outro refractário e desertor .

    — onde é que isso se vende? todos os partidos e associações independentes anti-partido representam povo revoltado que ambiciona mudar o regime a seu favor e é o que se faz ou tenta fazer com eleições democráticas cada 4 anos ou menos, caso o governo caia. incitações ao povo para se revoltar e mudar o regime feitas por um presidente da república —

    Ai é, a cada quatro anos com a alternância ( mudança de partido no poder ) muda o regime ? Estou esclarecido.
    Onde é que se vende : na secção de perdidos e achados. Quando o número de lesados com o regabofe da “cooperativa socialista” for em numero tal que se torne insuportável e simultaneamente os militares estiverem reduzidos ao salário mínimo, vais ver como elas mordem .

  9. O protesto é sempre salutar em Democracia. Que é aliás o único sistema político que não só o autoriza como até o incentiva, como é o caso da nossa Constituição na secção direitos, liberdades e garantias. Acontece que qualquer protesto ruidoso per si, sem qualquer rasto de coerência política e muito perto de alguma banha da cobra que anda por aí, deixa de ser protesto e passa a barulho. Que basicamente foi ao que a cidadã histérica em causa se prestou na Feira do Livro do Porto quando emboscou literalmente o PR. Barulho a que um PR nunca devia passar bilhete. Delirando com uma estrutura do Estado que felizmente não existe em Portugal e misturando propositadamente ou não rendimentos decorrentes de qualquer atividade em nome individual com o ordenado mínimo e/ou medidas de apoio à economia e/ou prestações sociais no meio de uma pandemia?!

    E no fim do dia resta saber a quem se prestou a cidadã pobrezinha, sempre de smarthphone muito “baratinho” em punho? Quem verdadeiramente armadilhou o Célinho e a Constituição Portuguesa no Porto? E porque é que o pantomineiro de Belém se mostrou tão prestável – perante uma verborreia de quem ainda hoje não aceita um governo e uma maioria parlamentar perfeitamente legítimos – ao ponto de cair na luta político-partidária, que extravasa completamente a função do PR? São sobretudo estas duas perguntas que interessa ver esclarecidas depois do show off na feira. Além da clara violação da Constituição pelo mais alto Magistrado da Nação que jamais deve ser esquecida claro. E julgo que passadas as primeiras 24 horas, pelo bruá de uns e sobretudo pelo silêncio cúmplice e confrangedor de outros, já podíamos retirar as primeiras conclusões.

  10. Os lares não são um problema de hoje e muito menos da pandemia. Onde a ministra já tinha tido toda a razão e basta olhar para os números. Os portugueses e outros. Os lares são mais uma prova, se preciso ainda fosse, que quando se entrega a saúde aos privados só beneficiam alguns. Muito poucos. Há muito poucos lares que cumprem a lei em Portugal. Mesmo entre os legalizados. Da mesma forma que há muito poucos infantários privados. Sobretudo no meio de uma pandemia como nunca conhecemos. O país – e o modo de vida ocidental, na sua esmagadora maioria – não olha para os problemas dos velhos com olhos de ver há décadas. Às vezes mais por ideologia e outras vezes, sobretudo depois do crash, também por falta de recursos. Que a tragédia anunciada de Reguengos tenha ao menos servido para mudar alguma coisa de concreto no que aos direitos dos velhos e até mais nas grandes urbes, diz respeito. E a mudança não diz só respeito ao Estado mas a todos. Em vez da gincana político partidária e corporativa que pariu.

    Quanto ao que o PM chamou em off a alguns médicos num caso muito concreto e no meio de uma pandemia, não poderia chamar outra coisa. Já em relação ao que uma conversa em off gerou…

  11. Esta situação faz-me lembrar aquela em que Antonio Costa foi em Outubro de 2019 abordado e questionado por Joaquim Elias que se afirmava como eleitor “relutante” do PS, mas era afinal ex-autarca pelo CDS-PP.
    O (manhoso) Elias acusava Costa de estar de férias na altura dos incêndios de 2017 num tom agressivo e de intencional provocação.

    No fundo há pessoas que vendo que podem ter uma plateia encenam e montam teatralizações e cenas circense.
    Marcelo devia ter cortado logo a hipótese da sra ter espaço para a peixeirada.

  12. “ Que a tragédia anunciada de Reguengos tenha ao menos servido para mudar alguma coisa de concreto”

    Não serviu para mudar nada . O cacique local que é do PS acumula os cargos de presidente da camara, presidente da fundação (lar) onde se deu a tragédia e comandante dos bombeiros . São os três únicos empregadores do sítio. Quem tem emprego e o quer conservar tem que estar calado e quem quizer vir a ter emprego, calado terá que estar . É esta a tragédia da merda da democracia que temos, que não só destruiu a indústria a pesca a agricultura e o comércio, – restando apenas o improdutivo sector terciário com os empregos na banca – que tínhamos como nada de novo criou, apenas gerou miseria, desespero, e desemprego-dependência, figurando agora o estado como quase único empregador, em suma, aquilo, e era pouco que se gastava com o sector abolido do regime velho – polícia politica e eventualmente uns trocos para a legião – vai agora para o gigantesco sector do estado – seja central, seja local, seja o partidário-subsidiado, seja o para-central com o sector estatal do estado, seja os parasitarismos satélites, quais sejam tachos nos museus, fundações, teatros, artes perfomativas, ditas animação cultural e por aí adiante, um estado gigantesco sugador do dinheiro dos contribuintes – os que pagam os impostos – e não esquecer que também o pateta do autarca de pedrogão é do ps, pois que antes da tragédia era do psd e mudou para o ps.

    “Os lares são mais uma prova, se preciso ainda fosse, que quando se entrega a saúde aos privados só beneficiam alguns”

    O lar para onde eu queria ir, se tivesse dinheiro para tanto e o dono não estivesse tremido, que é propriedade do montepio e um lar de luxo, foi o que maior numero de infectados teve, foi um espectacular número de residentes e vários em empregados, portanto isso é conversa com a chancela do seu “habitual rigor factual”.
    Já estive internado várias vezes em hospitais privados e não é nada de especial, apenas o conforto de ser ter um quarto individual, o que é bom em termos de privacidade e sossego . Quanto ao resto, é caro e também há desleixo e tudo o mais que de errado pode ocorrer num hospital público.

  13. 1 – Não se remedeia um problema com décadas de um dia para o outro. Sobretudo um problema global das sociedades de consumo ocidentais num país pobre. Com o Estado a actuar agora, forte e feio no meio de uma pandemia era pior a emenda que o soneto. Mas como já disse aqui o problema dos lares é um problema de todos, demasiado complexo e para o qual além de não ter agora muito tempo, também não é o timing certo. Que em Portugal passa pela sociedade, pelas famílias, pela dimensão social que muitas empresas perderam entretanto, pela desertificação de um mundo rural com séculos de evolução – como mais uma vez também já referi aqui – onde conviviam alegremente várias gerações que tudo integravam e onde a maior parte dos velhos acabava por passar os últimos dias em casa junto da família, como todos preferimos. Em Portugal, como em todo o lado, há bons e maus lares. E o que está mal nunca se corrigirá senão mudarmos quase por completo o nosso modo de vida entretanto. Quem pensa que o problema dos lares resolve-se todo com mais fiscalizações nunca falou com um velho.

    O que eu referi foi o problema de saúde associado e a forma como a Segurança Social e a Saúde em Portugal acordaram tarde para, por exemplo, a Rede de Cuidados Continuados Integrados. Entre muitos outros. Nenhum país tem a responsabilidade de construir residências ou resorts para as pessoas mais velhas. Nem para os mais novos. Que além de muita gente que vai retirar das camas necessárias dos Hospitais, também vai ajudar muitos com várias demências, Alzheimer e Parkinson, hoje em residências seniores vulgares, onde até chegam a penalizar pessoas sem qualquer demência. Quanto mais cuidados mais adequados para os próprios. E ninguém como eu aqui defende mais o SNS. Porque temos um bom SNS. O problema é que podíamos fazer muito mais com o mesmo dinheiro. Ainda agora saíram os números que dizem que metade das receitas da saúde privada são transferências do Estado. E a outra metade são ADSE e mais alguns subsistemas. Sem as quais não havia uma unidade de saúde privada em Portugal. Mas como há sempre muitos reformados que vêem os programas das Glórias e pensam que todos os reformados com reformas de €300 têm um plano de saúde privado…

    2 – O que aconteceu em Reguengos actualmente pode acontecer em qualquer lar, por melhores condições. Em qualquer país europeu. Basta pensar que quem trabalha lá também tem família e vai todos os dias a casa. E essa parte da grande teia de interesses não passa de mais uma generalização populista. De demagogos que só vêem florestas. Se há um corrupto o país só pode ser todo corrupto. Ou sabões como Barreto que dizem que Portugal não é racista porque as Instituições não são racistas?! Sobre os portugueses é que não diz nada. Porventura porque não deve estar a ver nenhum país com uma Constituição racista. Qual é o problema de uma autarquia deitar mão e resolver um problema local? Para quem como eu defende a regionalização, nenhum. Em Portugal há bons e maus autarcas, boas e más autarquias. Ou do presidente ter mais um cargo por inerência? Muitas vezes as redes até geram sinergias e são benéficas para os munícipes. Quase tudo o que pode parecer mau à primeira vista também pode ser uma coisa boa. Por isso é que a Justiça julga caso a caso e não generalidades bafientas. O que se passou no lar em Reguengos foi que estamos a viver uma pandemia para a qual ainda faltam muitas respostas, os lares albergam a faixa etária mais sensível e para cúmulo alguns médicos ainda se recusaram a ir ao lar de borla no meio de uma pandemia. Porque o lar era mais um gancho que já tinham há muito tempo. Mas como no meio da pandemia saiu um decreto e bem para proteger os velhotes, que obrigava os médicos de família a irem aos lares… E ponto final em Reguengos.

    3 – Não foi a Democracia Portuguesa que alienou o sector primário todo, muito do sector secundário e muito do SNS em prol mais uma vez do negócio. Que eu recorde nunca vi nenhum programa eleitoral do Cavaco com tais propostas. Alguma parte, quanto muito a democracia da UE para colocar cá os excedentes. Mas ainda há tolos que acham que a UE nos dá esmolas. Idiotas que não sabem o que é uma União, políticas comunitárias e políticas de coesão ou medidas compensatórias.

    4- Sobre a saúde privada versus saúde pública ainda há pouco tempo aqui comentei a reacção do SAMS a um surto versus a reacção de uma USF muito perto perante um surto idêntico e ao mesmo tempo. Portanto também não sou eu que tenho por hábito tecer loas aqui à saúde privada.

    5 – Finalmente também aconteceu num lar de “luxo”. Satisfeito?

  14. Bom.
    Começando pelo fim : pergunta-me se fico satisfeito por ter ocorrido enorme contaminação num lar privado, um lar de luxo .
    Meu caro P, eu não fico satisfeito com o mal dos outros .
    Aliás, estranho a pergunta, oriunda de quem passa a vida a criticar os privados . Pela lógica, quem deveria ter ficado satisfeito, seria você.
    Quanto ao resto :
    Tudo espremido dá obvialidades como “há bons e maus lares” e por aí fora .
    Tudo o que escreveu contém incursões e digressões por vários temas, e em todos os casos, escreve obvialidades.

    Redes integradas de cuidados é vago, falta dizer como é feito, composição, como funciona, quem paga etc. E também é coisa que nao vejo implementada em país algum. Uma utopia, em suma.
    A ADSE é autosuficiente, gera lucros e alguns especialistas já disseram que podiam ser construídos hospitais de raíz privativos para contribuintes da ADSE. E também disseram que a ADSE podia entrar com fundos próprios e ficar como parceira no capital das sociedade de saúde privadas, vulgo hospitais privados . Na semana seguinte, já estavam uns outros “especialistas” a dizer que “estava em riscos a subsistência” do sistema, caso não fossem tomadas medidas . Vá lá perceber esta trampa . Quanto ao Conselho de não-sei-quê, que é um órgão que nem sei se consultivo, se deliberativo, é composto por um grupos de artolas, uns oriundos da CGTP, outros da pseudo-sindical UGT, afilhados do inepto João Proença . Dizem uma e outra coisa, ou nada, porque na verdade nada sebem nem sabem o que dizem, são meros tachos, principescamente pagos.
    É uma pandilha oriunda dos sindicatos, gosta de protagonismo .
    O snr. Sócrates fez o favor de passar a ADSE, de quotização obrigatória para sistemas de saúde, para sistema facultativo . Quem achou que estavam a ficar muito caros os descontos, saiu e foi para os seguros de saúde privados, quem quiz ficar, ficou . Mas perdeu o direito de abater os descontos no IRS . Já o SAMS, que não é auto-suficiente, e dá prejuizo, é subsidiado pelo Estado, é considerado desconto obrigatório, e portanto, pode ser abatido no IRS .
    Certa vez, Passos Coelho foi questionado por um repórter sobre a pertinência/inoportunidade de manter os descontos da ADSE tão altos, quando o sistema já era mais que lucrativo e auto-suficiente . Passos respondeu : “ pois é, mas a ADME, nao é ! “
    Como ???
    E que tem a ver o sistema dos funcionários civis do Estado, com o sistema dos militares ?
    Se o sistema dos militares era deficiente e gerava prejuizos ao Estado, é simples, que procedesse ao aumento dos descontos aos militares !
    Agora colocar os civis com a ADSE a pagar as despesas de saúde da tropa, da GNR, e talvez até da polícia, para não incomodar os snr do quadro permanente, não me parece nada correcto .
    Acresce que os hospitais privados que conheço, e conheço mais o grupo LUZ, está pejado de familiares de militares e GNR que não querem ser tratados nos respectivos hospitais, por veterinários militares, digo, médicos e enfermeiros com divisas nos ombros.
    O Ministério da Saúde fez um protocolo com o Ministério da Defesa para que utentes do SNS pudessem ser operados nos hispitais militares . Li num jornal, que nenhuma operação foi jamais efectuada, porque se os militares fogem para os hospitais privados, por maioria de razão, os civis não quererão ficar nas mãos dos veterinários de dragonas nos ombros.
    Tenho a agradecer ao Marcelo Caetano ( Salazar não queria saber de benesses sociais porque implicavam despesa ) por ter criado a ADSE, suportando o Estado 60% e o beneficiário 40 %, tenho a mandar phoder a D. Leoner Beleza por ter revertido as comparticipações, passando o Estado a comparticipar em 40% e o utente a suportar 60%, com o produto da poupança tendo enchido os bolsos do irmão Zézé Beleza e do secretário de Estado Costa Freire, tenho a mandar rephoder o snr. Sócrates por ter passado o sistema a facultativo, artimanha que visava essencialmente impedir que a quotização anual fosse abatida no IRS ( deve ter sido num dos PEC’s antes do 4 ) tenho a mandar re-rephoder o snr. Teixeira dos Santos, por ter colocado os pensionistas ( que antes estavam isentos de descontos para a ADSE ) a descontar 14 meses, repito, 14 meses, quando os do activo descontam apenas 12 meses e tenho a mandar rephoder à quinta potência o snr. Passos Coelho, por ter tacitamente assumido que era altura de baixar a alta taxa de desconto, porém, impunha-se não o fazer para manter a “solidariedade parasitária “ pondo os civis a descontar para os militares do QP.

  15. esta merda virou confessionário e muro das lamentações dos traumas no bago de arroz pensante do reformado das finanças causados pelos títulos do correio da manhã.

  16. O paneleiro avençado e funcionários partidário ( funcionário público-partidário admitido sem concurso, parasita que só faz cera, sem regulamento disciplinar, e usufruidor de principesco ordenado ) vem apoucar funcionários públicos integros que cumprem todas as regras da decência em termos de normalidade de admissão, trabalho, e respeito pelo ordem e disciplina, vai gozando, vai, cabrão, que vai-te acabar a cantina socialista, filho da puta !

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