O Impossível acontece: Durão Barroso foi quase mais parvo que Ribeiro e Castro

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Há experiências enternecedoras: recentemente estive na Hemeroteca para folhear alguns jornais e tropecei no “Independente” de 27 de Janeiro de 1995, em que se publicava um artigo do camarada “Abel” (Durão Barroso), retirado do “Luta Popular” de 2 de Maio de 1975.
A singela peça tem como título: “A Vida e Obra de Estaline”. É preciso notar que o texto foi escrito há 30 anos, mas que na altura José Manuel Durão Barroso tinha mais de cinco anos de idade (pelo menos de idade legal) e uma formação que ultrapassava largamente a infantil. E, embora a redacção deste escrito teórico o pareça indiciar, não está provado que Durão Barroso tenha descoberto as pastilhas ou que tomasse regularmente ácidos.
Feitas estas advertências aos leitores, cá ficam alguns excertos deste documento histórico que espelha algumas das características intelectuais do actual presidente da Comissão Europeia.
“ Onde quer que estejamos mal se pronuncie a palavra ESTALINE (Nota do redactor (eu): o autor escreve quase sempre o pseudónimo de Josef Dugladovitch em maiúsculas) logo um poderoso campo magnético (sic) isola à direita toda a espécie de oportunistas, unindo ferreamente à esquerda os verdadeiros comunistas e os autênticos revolucionários.
Esta é uma das teses fundamentais da directiva do nosso movimento “QUE VIVA ESTALINE!”. Essa directiva é uma contribuição enorme (NR: não consigo ver mesmo nenhuma maior, talvez os Himalaias) ao património científico do Marxismo-Leninismo-Maoismo. (…)
O camarada Saldanha Sanches é que não se demarca dos oportunistas, nem pouco mais ou menos não resistiu à contraprova do campo magnético (NR: uma espécie de “o algodão não engana”); mal se falou em ESTALINE começou a hesitar, titubeou, hesitou, indo cair no campo da contra-revolução, arrastado pelo poderoso campo magnético de que fala o Comité Lenine na sua Directiva. (…)
E isso acontece porque a camarada Gina (NR: parece que não é a das revistas) não ama Estaline (NR: talvez seja a das revistas) e está contra a linha política do MRPP.
E isso porque na sua crítica não toma as posições face a ESTALINE; fala dos “erros” de forma aparentemente correcta mas não diz que o camarada ESTALINE não cometeu erros estando implícito que admite que os cometeu (NR: a pontuação à Saramago é de Durão Barroso) . A camarada Gina não resistiu também à prova do campo magnético. Tentou cair no meio e foi cair ao lado dos oportunistas. E é talvez por isso que na sua crítica não se refere a esta questão, não diz que a questão de ESTALINE é a pedra de toque que demarca os Comunistas dos oportunistas.
A CAMARADA Gina faz a crítica por descargo de consciência. Não se “lembrou” que quando criticamos os outros não podemos cair nos mesmos erros que eles e por isso não estudou pacientemente a directiva “QUE VIVA ESTALINE!”.
A posição da camarada Gina é a posição (NR: é definitivamente a das revistas) daqueles que erguem a bandeira de ESTALINE para partir a cabeça dos que defendem Estaline, daqueles que sob a capa de defenderem ESTALINE, atacam-no. E Gina ataca-o porque não defende (NR: “estar vivo é o contrário de estar morto”). (…)
Devemos varrê-las do nosso seio (NR: o do Barroso) implacavelmente, “agarrar o touro pelos cornos” e não fazer tentativas hesitantes pelo flanco, tal é a posição dos Comunistas (NR: Fica por explicar qual é a posição do touro em relação aos comunistas e aos “deserdados” do campo magnético: os comunistas agarram os cornos e os outros seguram o rabo? ou pelo contrário empurram o touro? e “no meio” onde é que fica a “camarada Gina”?).
Dizer que ESTALINE foi um eminente dirigente proletário e não cometeu erros e não dizer que há erros de 1ª espécie e erros de 2ª tal é a nossa posição.” (…)
“Eu próprio não ousei criticar o camarada Saldanha Sanches, não dei à directiva “Que Viva Estaline” a enorme importância que ela tem, o que é uma manifestação oportunista e cobarde de quem não ama Estaline, de quem não defende intransigentemente os princípios do Marxismo-Leninismo-Maoismo. Por tudo isto, desde já me autocritico (NR: as chibatadas e flagelações eram à quarta feira) manifestando o desejo de ir contra a corrente e defender a vida, a obra e a actividade do grande Estaline não pactuando com todos os ataques – directos ou camuflados – que foram feitos ao grande Estaline.”

23 thoughts on “O Impossível acontece: Durão Barroso foi quase mais parvo que Ribeiro e Castro”

  1. O filho do lulu, o tal Abel, é um poço de surpresas. E, como ele diz, um homem bafejado pela boa (estrela) da sorte…

  2. Nuno,

    é lamentável que procures desacreditar a Revolução e o Grande Chefe Estaline – may the grace of God be upon his soul – tirando da algibeira as fracas palavras besuntadas na imprensa por um dos seus piores e mais medíocres cronistas.

  3. Está de volta o grande Nuno Tito de Morais Ramos de Almeida… Este achado no entanto deixa à margarida espaço para te dar uma bicada…

    Mas o importante é entendermo-nos…

    Já agora que falas no avante, ali mais em baixo, o que pensas da acusação, do Casanova ao Louça, na edição desta semana…

    E poupa-nos ao Alemão…

  4. Indústria nos cárceres dos EUA: negócio lucrativo ou nova forma de escravidão?

    OS organismos de direitos humanos, políticos e sociais estão denunciando o que eles chamam de uma nova forma de exploração desumana nos Estados Unidos, onde asseguram que há uma população carcerária de cerca de 2 milhões e cuja maioria, negros e hispânicos, trabalha nas indústrias por uns tostões. Para os magnatas que investiram nestas indústrias, o achado é como um tesouro.

    Ali não fazem greves, não têm que pagar seguro de desemprego, férias, nem trabalho compensativo. Os presos trabalham a tempo integral, não têm dificuldades para chegar a tempo ao trabalho ou faltar por algum problema familiar. Ainda mais, se não lhes convêm o pagamento de 25 centavos por hora e se recusam a trabalhar, são encerrados em celas solitárias.

    Há aproximadamente no país dois milhões de réus nos cárceres estaduais, federais e privados.

    Segundo o California Prison Focus, “nenhuma sociedade na história da humanidade jamais encarcerou tantos cidadãos”.

    As cifras apontam que os EUA encarceraram mais pessoas que um país qualquer: mais meio milhão que a China, país que tem mais cinco vezes a população dos Estados Unidos.

    As estatísticas indicam que os EUA tem 25% de todos os presos do mundo, mas apenas 5% da população mundial.

    A população carcerária aumentou de 300 mil, em 1972, para 2 milhões, em 2000. Em 1990, era de um milhão. Há dez anos, somente havia cinco cárceres privados no país com 2 mil reclusos.

    Presentemente, há 100, com 62 mil presos. Espera-se que para a próxima década o número de réus atinja 360 mil, segundo informes.

    O que aconteceu nestes dez últimos anos? Por que aumentou o número de presos? “A contratação privada de reclusos para trabalhar fomenta incentivos para encarcerar pessoas. As cadeias dependem dessas rendas. Os acionistas de corporações que lucram com o trabalho dos presos manobram para lhes alargar as penas e estender o tempo de trabalho.

    O sistema nutre-se a si próprio”, salienta um estudo do Partido Trabalhista Progressista que acusa a Indústria de Cárceres de ser “uma cópia da Alemanha nazista em relação ao trabalho escravagista forçado e aos campos de concentração”.

    O Complexo Industrial de Cárceres é uma das indústrias de maior crescimento nos EUA e seus investimentos estão no Wall Street.

    “Esta indústria multimilionária tem suas exposições comerciais, convenções, sites, catálogos, para fazer pedidos por correio e internet. Além do mais, faz campanhas diretas de anúncios, companhias de arquitetura, companhias de construção, casas de investidores de Wall Street, companhias de serviço de encanadores, companhias provedoras de alimentos, de coletes à prova de bala, celas acolchoadas de diversas cores”.

    Segundo Left Business Observer, a Indústria Federal de Cárceres produz 100% dos capacetes militares, porta-munições, coletes blindados, carteiras de identidade, camisas e calças, barracas e coldres, cantis.

    Além do material de guerra, os trabalhadores das penitenciárias produzem 98% do mercado interno para serviços de montagem de aparelhos, 93% das pinturas e pincéis dos pintores, 92% dos serviços de montagem de fogões, 46% das armaduras, 36% dos utensílios domésticos, 30% dos fones de ouvido e alto-falantes, 21% da mobília de escritório. Partes de aviões, material médico e muito mais: até criação de cachorros adestrados para serem guias de cegos.

    De acordo com a denúncia de organismos dos Direitos Humanos, os fatores que fazem aumentar os lucros dos que investem no Complexo Industrial de Cárceres são os seguintes:

    – Encarceramento de criminosos não violentos e longas penas de prisão por posse de pequenas quantidades de entorpecentes. A lei federal impõe cinco anos de prisão sem direito à liberdade condicional por posse de 5g de crack ou 3 onças e meia de heroína e 10 anos por posse de menos de duas onças de pedra-cocaína ou crack. Para impor uma pena de cinco anos, a pessoa deve ter 500 gramas de cocaína em pó, isto é, mais 100 vezes do que a quantidade de cocaína pela mesma sanção.

    A imensa maioria dos que usam cocaína é branca, da classe média ou alta. Os que mais usam crack são os negros e os latinos. No Texas, alguém pode ser condenado a dois anos de prisão por posse de quatro onças de maconha. Cá em Nova York, a lei antidroga, promulgada em 1973 por Nelson Rockefeller, estabelece de 15 anos à prisão perpétua por posse de quatro onças de qualquer entorpecente.

    – A promulgação em 13 estados das “três strikes” (prisão perpétua, ao ser condenado por três crimes) levou a que se construíssem mais 20 penitenciárias. Um dos casos mais relevantes é um preso que, ao roubar um carro e duas bicicletas foi condenado a três penas de prisão de 25 anos.

    – Alongamento das penas.

    – Promulgação de leis que impõem penas mínimas, sem importarem as circunstâncias

    – Grande extensão do trabalho dos réus, cujos lucros geram incentivos para encarcerar mais pessoas, por períodos longos.

    – Alongamento das sanções aos presos.

    A origem do trabalho dos presos está no fim da escravidão, depois da Guerra Civil de 1861, quando um sistema de “renda de presos” foi introduzido para manter a tradição da escravatura.

    Os escravos libertados foram culpados de descumprir suas obrigações como parceiros (produziam a terra do patrão e recebiam, em troca, uma parte da colheita) ou de pequenos roubos — que freqüentemente não eram provados — e então eram “alugados” para o trabalho no algodão, nas minas e construir ferrovias.

    Em Geórgia, desde 1870 até 1910, a força de trabalho contratada de 88% dos réus era negra. No Alabama, 93% dos mineiros “alugados” eram negros. No Mississipi, uma enorme quinta de prisioneiros, semelhante às antigas fazendas escravagistas, substituiu o padrão de alugar presos. A infame fazenda Parchman existiu até 1972.

    Depois da Guerra Civil, as leis de Jim Crow de segregação racial foram impostas em todos os estados, sendo decretada a segregação nas escolas, moradias, casamentos e em muitas outras esferas da vida. “Hoje, novas leis profundamente racistas impõem o trabalho escravo e oficinas onde predomina a fome, mediante o Complexo Industrial de Cárceres”, segundo analisou o Left Business Observer.

    Quem investe? Pelo menos 37 estados já legalizaram o contrato de trabalho dos prisioneiros de corporações privadas que fazem suas operações dentro das penitenciárias estatais.

    Na relação de empresas-cientes aparecem as principais corporações dos EUA: IBM, Boeing, Motorola, Microsoft, AT&T, Wiewlwaa, Texas Instrument, Dell, Compaq, Honeywell, Hewlett-Packard, Nortel, Lucent Technologies, 3Com, Intel, Northem Telecom, TWA, Nordstrom, Revon, Macy’, Pierre Cardin, Target Stores e outras.

    Todas essas empresas andam entusiasmadas com o boom econômico derivado do trabalho dos prisioneiros.

    Entre 1980 e 1994, os lucros cresceram de US$ 392 milhões para US$ 1,31 bilhão. Os presos que trabalham no cárcere do estado recebem, em regra, o mínimo do pagamento, mas nalguns estados, como Colorado, os salários são de US$ 2.00 por hora.

    Contudo, nas penitenciárias privadas pagam 17 centavos por hora, de seis horas diárias de trabalho, sendo o salário de US$ 20 por mês. No cárcere CCA, em Tennessee, pagam salário máximo, isto é, 50 centavos por hora no trabalho classificado como “highly skilled positions” (posição altamente qualificada).

    Portanto, não espanta que os prisioneiros considerem uma generosidade os salários nos cárceres federais. “Ali, a gente pode receber US$ 1.2 por hora e trabalhar oito horas diárias e às vezes, mais horas. A gente pode mandar para casa até US$ 200 ou 300 cada mês”.

    Graças ao trabalho nos cárceres, os EUA são novamente uma atração para os investimentos em empregos que apenas eram concebidos para o Terceiro Mundo.

    Uma companhia que operava numa montadora do México, findou lá seus trabalhos e a transferiu para a penitenciária estatal de San Quenton, na Califórnia.

    No Texas, uma fábrica demitiu seus 150 empregados e contratou os serviços dos operários-réus do cárcere privado em Lockhart, Texas, lugar onde se montam também circuitos de teclados para companhias como a IBM e a Compaq.

    O representante do estado de Oregon, Kevin Mannix, há pouco, instou a Nike a levar sua produção na Indonésia para seu estado natal, indicando aos sapateiros que “não haverá custos de transporte.
    Oferecemos-lhes um emprego competitivo do cárcere (aqui)”.

    A privatização dos cárceres chegou ao apogeu em 1980, durante os governos de Ronald Reagan e Bush pai, mas alcançou o máximo crescimento em 1990, durante a administração de Bill Clinton, quando as ações em Wall Street se vendiam a toda hora.

    O programa de Clinton para reduzir a força de trabalho federal provocou que o Departamento de Justiça aceitasse como contrato corporações de cárceres privados, o encarceramento de trabalhadores indocumentados e prisioneiros considerados muito perigosos.

    Os cárceres privados representam o setor mais pujante do complexo industrial de cárceres. Por volta de 18 corporações custodiam 10 mil presos em 27 estados. As duas maiores são a Corporação Correcional da América (CCA) e a Wackenhunt, que controlam 75%. Um cárcere privado recebe uma quantidade de dinheiro de cada prisioneiro, independentemente de quanto custa manter o preso.

    De acordo com o administrador de cárceres privados da Virgínia, Rusell Boraas, o “segredo de operar a baixo custo é dispor de um número mínimo de guardas vigiando o maior número de presos”.

    A CCA tem um cárcere supermoderno em Lawrenceville, Virgínia, onde cinco guardas de dia e dois à noite vigiam 750 réus. Nos cárceres privados, podem-se reduzir as penas por “bom comportamento”, mas se alguém transgride as normas, acrescentam-se 30 dias à sentença, isto é, mais lucros para a CCA.

    Conforme uma pesquisa sobre os cárceres em Novo México, se revelou que as mulheres presas da CCA perderam “o bom comportamento” em média mais oito vezes do que nos cárceres estatais.

    Há tantos lucros que agora surgiu um novo negócio: importação de presos com longas penas, isto é, os criminosos piores. Quando o juiz federal determinou que era uma punição cruel e incomum que estivessem superlotados os cárceres, a CCA assinou acordos com os vereadores de condados pobres para construir novos cárceres e partilhar os ganhos.

    Segundo o Atlantic Monthly (dezembro de 1998), este programa foi apoiado por investidores de Merrill-Lynch, Shearson-Lehman, American Express e Allstate e a operação se espalhou pela área rural do Texas. A governadora Ann Richards imitou o exemplo de Mario Cuomo em Nova York e construiu tantas penitenciárias estatais que invadiu o mercado, diminuindo os lucros das privadas.

    Em face de que uma lei assinada por Clinton, em 1996 — que pôs fim às supervisões e decisões da corte — ocasionou amontoamento e violência e incerteza dentro dos cárceres, as corporações dos cárceres privados no Texas contataram outros estados cujas penitenciárias estavam superlotadas, oferecendo-lhes o serviço de “renda de cela” nos cárceres da CCA nos pequenos povoados do Texas. A comissão do comprador de camas é de US$ 2.50 a 5.50 em cada dia. O condado recebe US$ 1.50 de cada réu.

    Os 87% dos 125 mil presos federais são criminosos não violentos. Considera-se que mais de metade dos 623 mil réus de cárceres municipais ou dos condados são inocentes dos crimes que lhe imputam. Deles, a maioria está à espera de julgamento. Dois terços partes de um milhão de reclusos estatais cometeram delitos não violentos. Os 16% dos dois milhões de presos padecem alguma doença mental.

    (www.granma-cu/portugues)

  5. Terror é terror, tanto em Londres
    quanto em Cuba

    POR JIM DEFEDE
    (Do The Miami Herald)

    OS corpos ainda eram tirados dos entulhos, quando a representante Ileana Ros-Lehtinen fez depoimentos condenando o que chamou de «bárbaro» atentado terrorista em Londres.

    «O fato de matar pessoas inocentes é insidioso e demonstra o total desrespeito dos terroristas à humanidade», disse a republicana de Miami. «Os que perpetraram essa ação inescrupulosa devem saber que nossa determinação para combater o terrorismo é firme e que não faremos concessão nenhuma perante tamanho crime».

    Palavras fortes.

    Mas onde estava o repúdio da congressista quando defendeu Luis Posada Carriles, um homem que se gabava de ser autor de ações terroristas à bomba em hotéis de Havana, onde morreu um turista italiano, mesmo que consideram que fez explodir um avião cubano?

    Onde é que está sua vontade de «combater o terrorismo» quando, há dois anos, pediu à presidenta do Panamá a liberdade de Pedro Remón, Guillermo Novo e Gaspar Jiménez?

    Esses homens, juntamente com Posada, foram condenados no Panamá ao porem em perigo a segurança pública, acusação devida a um complô para destruir com explosivos um centro universitário que Fidel Castro visitaria.

    Ros-Lehtinen e seus colegas representantes Lincoln e Mario Díaz-Balart, escreveram à presidenta panamenha Mireya Moscoso e lhe pediram que perdoasse os quatro homens. E num dos seus últimos gestos, antes de deixar a presidência, Moscoso fez a vontade deles.

    Ros Lehtinen e os Díaz-Balart defenderam a carta, recém-revelada no Panamá, em que se afirma que os quatro homens foram detidos «sob circunstâncias e procedimentos legalmente questionáveis».

    Ros Lehtinen aspira, presentemente, a ser a próxima presidenta do Comitê das Relações Internacionais da Câmara, o qual a tornaria numa das figuras principais do Congresso quanto à política exterior e à guerra mundial contra o terrorismo.

    Mas, qual a autoridade moral que ela pode dar a esse cargo, quando presta ajuda a indivíduos que muitos consideram terroristas?

    Remón, por exemplo, declarou-se culpado de fazer explodir a legação cubana, em Nova York, em 1986.

    Novo, membro do violento grupo anti-Castro Omega-7, foi convicto em 1976 do assassinato do diplomata chileno Orlando Letelier. O veredicto foi revogado por apelação.

    Jiménez e outro homem cumpriram seis anos de prisão, depois de tentarem seqüestrar um diplomata cubano no México e matarem, em seu lugar, seu guarda-costas. Os promotores julgaram também Jiménez por colocar uma bomba no carro do comentarista de rádio Emilio Milián, o qual perdeu ambas as pernas por causa da explosão. Um novo promotor anulou o veredicto, referindo que havia problemas com uma testemunha.

    E finalmente Posada.

    Quão diferente é colocar bombas em hotéis e restaurantes de Havana do que nos metrôs de Londres?

    Posada, que nega ter feito explodir o avião cubano, gabou-se frente à imprensa dos atentados à bomba nos hotéis de Havana.

    Quando suas fanfarrices ocasionaram problemas aos advogados de defesa de Miami, retratou-se. Hoje, já não mais discute o assunto das bombas. Queria falar com Ros Lehtinen. Na sexta-feira 8, de manhã, liguei para seu secretário de imprensa e expliquei-lhe exatamente o assunto. Disse-me que tencionaria novamente tratar do assunto comigo, mas não o escutei mais, nem a congressista, apesar das várias ligações que fiz.

    O empenho de Ros Lehtinen a favor destes quatro homens não devia supreender ninguém. Quando se candidatou para o Congresso, pela primeira vez, veio acompanhado de outro militante cubano, Orlando Bosch, conseguindo assim ser eleita.

    Mas quem vence eleições nalguma localidade de Miami, é pura hipocrisia em outra parte qualquer.

    Ou você acredita que o terrorismo é bárbaro ou não. Ou você acredita que os que perpetram tais ações desrespeitam a humanidade ou não .

    A nobreza de sua causa não poder ser um pretexto para o terror, pois todo terrorista acredita que o que faz está certo. Ora, a única maneira de combater o terrorismo é enfrentando todas suas formas e não só quando seja politicamente conveniente.

  6. Oh José Tim poupar-nos-ia tempo e, provavelmente, pouparia dinheiro a si próprio se, oferecesse essa “magnifica obra” dos tempos modernos a cada um de nós… e depois já poderia ir à sua vida, mais descansado porque se, eventualmente o meu carro perder os travões eu já teria uma “cunha” para o auxiliar…

    Se lhe faz bem, espero que sim, continue…

  7. Caro José.

    Num livro de que apenas conheço a capa certamente que haverá mais passagens igualmente interessantes…

    Por isso deixo-lhe uma sugestão… e que tal uma partilha do mesmo em fasciculos num qualquer blog gerido, superiormente é claro, por vossa excelência…

    Bom Natal…
    E que Cristo o faça perceber que o amor ainda o pode fazer acreditar na igualdade…

  8. Caro João passei pelo sitio do Avante e li o artigo do Sr José Casanova.
    A acusação é grave.

    Talvez hoje já haja comentários do Nuno sobre esta questão.
    Bom natal, com muitos livros no sapatinho.

  9. Caro João e Manuel,
    Não conheço o texto que supostamente teria plagiado Louçã, mas atendendo à seriedade intelectual,política e gramatical dos últimos textos do Casanova sou compelido a afirmar que o autor tinha dito que o Bush era mau, e o Louçã também. Mas é apenas preconceito meu.
    Em todo o caso, o meu preconceito é bastante menor que o do Casanova, que acha que o Louçã não passa de um plagiador. E parece que há uma chusma de plagiadores: não há iniciativa do PCP que não seja violentamente roubada, parece até que o Spartacus plagiou a actual direcção do PCP sobre a luta contra a exploração; e o Marx (outro tipo que copia algumas – muito poucas – passagens do programa do PCP) por afirmar num testo seu que “não é marxista” arrisca-se a ir à Comissão de Controlo e Quadros.

  10. masainda ha merda desta no meu pais? qual sera o taxo destes reciclados quetipo de dvd, tekevisao plasma daalgo aos pobresquando lhe estendem a mao n acredito……….

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