O esplendor da ignorância numa página da «Sábado»

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Estive no Castelo de São Jorge numa feira «alternativa» e deram-me a revista Sábado, edição de 10-5-2007, depois de ter votado num concurso para apurar a melhor fotografia do seu «stand». Até aqui tudo bem.

Depois a coisa azedou. Descobri na página 14 do caderno «Primeira escolha» um artigo de divulgação com o sugestivo título de «Um bar de poetas». Segundo a jornalista Catarina Serra Lopes, a «livraria-bar» fica junto ao elevador da Bica. Passo a citar: «Daí a criação de A Da Mariquinhas, inaugurada, com ironia, a 1 de Novembro, Dia de Finados, um dia apropriado para abrir uma livraria de poesia visto que a maioria dos poetas já morreu». Mas não se trata de ironia; é apenas ignorância. Ignorância esplendorosa, pois se atreve a vestir a capa da ironia.

O que os proprietários não sabem (nem a jornalista) é que a «comemoração de todos os fiéis defuntos» ocorre de facto em 2 de Novembro e não a 1 de Novembro. Nessa data surge outra festa, de conteúdo muito diferente – a festa de todos os santos. Trata-se de uma das festas maiores da Igreja. Chamar-lhe «Dia de Finados» é um erro crasso. No estado actual das coisas não se pode esperar que um agente cultural (ou o jornalista que o entrevista) conheçam a história da Igreja, mas aqui trata-se de uma questão de calendário civil. Qualquer agenda lhe dirá que o dia 1 de Novembro é o de Todos os Santos e não o Dia de Finados.

Que não saibam o que é o amicto, a alva, o cordão, o manípulo, a estola, a casula, o cálice, a patena, o corporal, o sanguinho, o véu, o turíbulo ou a naveta – vá que não vá. Passa. Agora chamar Dia de Finados ao Dia de Todos os Santos é mesmo o esplendor da ignorância. Ou, como dizia o Jô Soares – Esta juventude é um espanto!

José do Carmo Francisco

29 thoughts on “O esplendor da ignorância numa página da «Sábado»”

  1. Não tendo lido o dito artigo, posso apenas supor que se referia explicitamente à festividade católica. Pelo menos para merecer tamanha crítica, só pode!

    Uma coisa é a celebração conforme consta do calendário da Igreja, outra a efeméride pré-cristã que se mantém, ainda hoje, se bem que num formato mais “light” e popularizado.

    O Dia de Los Muertos, celebração popular mexicana, é nos dias 1 e 2 de Novembro e tem uma origem azteca e mesoamericana, não católica. Não é caso único, também o festival irlandês de Samhain era mais ou menos pela mesma altura e também exigia que se prestasse honras aos antepassados. A Igreja Católica esteve muito longe de ser original nestas coisas, por isso não é de admirar que haja festividades que, não sendo suas de origem, lhe escapem às mui cristãs celebrações oficiais.

    Sinceramente, não sei onde está a gafe – ou “erro crasso”, se quiser exagerar – se num artigo de revista, se numa entrada de um blogue que mais parece um sermão de um padre para quem só existe o seu calendário litúrgico.

  2. O helicóptero anda nas nuvens, como é de seu natural.
    Está certo tudo quanto diz.
    Mas continua errado e displicente o trabalho da profissional em causa.
    Ou o relativismo também já chega aí?

  3. Este Héliocoptero (Anonymous, leia bem, embora a pronúncia seja já problemática) não é parvo. Já aqui lhe reenviei para o blogue, cheio de Galiza e sensibilidade. E que a Igreja – amedrontada, como sempre – cristianizou muita coisa selvagem e desviante, também confere.

    Agora, esta origem azteca de duas festas cristãs de remotas raízes medievais é do mais puro pós-modernismo, para chamar-lhe uma coisa bonita.

  4. Quelle est l’origine de la Toussaint?

    La Toussaint (1er novembre) nous vient des Celtes (1000 ans av. J.C.). A cette époque, l’année comportait deux saisons, l’été et l’hiver. Le 1er novembre correspondait au début de l’année comme notre premier de l’an actuel. On fêtait le Samain (en irlandais “fin de l’été”), nouvel an celtique, au cours duquel on se rassemblait pour des cérémonies, des jeux et des festins.
    C’était aussi la fête des morts, plutôt de la communication entre vivants et morts. La nuit, les tombes étaient ouvertes. Les deux mondes, visible et invisible, communiquaient. Cette tradition a perduré très longtemps. Elle a donné naissance à la fête d’Halloween dans les pays anglo-saxons, jour où les morts, représentés par la citrouille évidée dans laquelle on met une chandelle, viennent taquiner les vivants.
    Au début de l’Eglise, les Chrétiens ont célébré chaque année l’anniversaire de la mort des différents martyrs. A Rome, à partir du VIème siècle, cette fête fut célébrée le 13 mai. Beaucoup de pèlerins venaient à Rome et à cette époque de l’année, le ravitaillement était difficile, les moissons n’ayant pas encore eu lieu. A partir du XVIème siècle, l’Eglise choisit le 1er novembre: Il était tout simplement plus facile, début novembre, de procurer de la nourriture aux pèlerins.

    http://www.obseques-liberte.com/faq/questions-diverses-Origine-Toussaint.html

    A confusão de Héliocoptero pode ter surgido de informações como esta, que interpretou mal (ou demasiado bem):

    La tout saint est une fête pour se souvenir des morts le 1er et le 2 novembre, mais dans les villes andines, les gens font des appels aux «ajayus» (esprits) des défunts. Les communautés aymaras, avant que les espagnoles soient arrivés, ils avaient l’habitude de sortir des tombes les morts pour bien les habiller et pour danser et boire avec eux, c’était une fête de décédés comme de vivants, mais quand la religion catholique est arrivée, ces pratiques ont changé, ils ont dû enterrer leurs morts derrière les églises ou dans des endroits appelés « cimetière ». Toutefois, ces nouvelles pratiques n’ont pas changé les croyances de nos ancêtres qui ont continué à conserver leur vision propre de la relation entre les vivants et des morts. La fête de la tout saint a souffert beaucoup de transformations pendant notre histoire, produites par le choc culturel, la religion et la domination coloniale. La célébration de la tout saint n’est pas le même d’autrefois, mais la pratique culturelle et l’esprit de la fête reste vivant.

    http://www.afbolivia.org/espanol/cahiers_alliance/numero_7.pdf

  5. Héliocoptero:
    Os seus voos devem ser tão altos que não o deixam ver o que se passa na Terra!
    Quando fala numa “efeméride pré-cristã que se mantém”, relacionada com os dias 1 e 2 de Novembro, a que se refere, exactamente? Diz também: “…outra coisa é a celebração conforme consta do calendário da Igreja”. Em que ficamos, meu caro?
    Não estamos no México nem na Irlanda. Estamos em Portugal, onde vigora um calendário civil e religioso. Daí, ser um “erro crasso” o que a tal articulista escreveu. José do Carmo Francisco tem toda a razão.
    “A Igreja Católica esteve muito longe de ser original nestas coisas”, comenta você. Com certeza! A Igreja Católica limitou-se a adoptar e a cristianizar as celebrações pagãs pré-existentes! Agora uma coisa é certa: o dia 1 de Novembro é dedicado a Todos os Santos, enquanto o dia 2 de Novembro celebra o dia dos Fiéis Defuntos! Isto em Portugal como nos restantes países Europeus e, até, na própria América Latina. São festividades de cariz universal, com datas coincidentes.
    As celebrações da Igreja reflectem, tão-só, a sobreposição de festas cristãs a festas gentílicas pré-existentes, portanto, assentes em antiquíssimos cultos que o cristianismo perfilhou e santificou. Não teve escolha quanto à “originalidade”…
    Nos primeiros séculos da era cristã, o culto de louvor aos santos resumia-se, unicamente, aos mártires. No início do século VII (609), quando o papa Bonifácio IV recebe e santifica a propriedade do Panteão do Campo de Júpiter (ou de Marte), toma a iniciativa de que este seja dedicado à Virgem Maria e a todos os cristãos já canonizados.
    Enquanto não se procedeu à sua beatificação, eram adorados no Panteão romano o Sol e os cinco planetas até aí conhecidos, símbolos dos deuses pagãos.
    Um ano depois, a 13 de Maio, para assinalar essa dedicação, celebra-se a primeira festa litúrgica em comemoração de todos os santos em geral. A data, primitivamente chamada Nossa Senhora dos Mártires, foi comemorada neste dia, com um ofício próprio, durante mais de dois séculos. Por volta de 737 passa a ser incluída no cânone da missa uma alocução dedicada a todos os santos.
    Em 741 Gregório III manda erigir na Basílica de São Pedro, em Roma, uma capela dedicada a todos os mártires, dando maior impulso à Festa de Todos os Santos. No século IX (835), a data desta festa religiosa é fixada no dia 1 de Novembro pelo papa Gregório IV. A partir de 837, por decreto real de Luís I, rei de França, a data da festividade torna-se universal.
    Entre 1025 e 1030, o abade de Cluny (Santo Odilon), junta, no seu mosteiro, em França, às celebrações em louvor dos santos algumas orações em favor dos defuntos. Esta introdução, estende-se aos demais mosteiros da ordem beneditina e depois a toda a Igreja. A inovação leva, mais tarde, a que se proceda à separação das duas datas, vindo o dia 1 de Novembro a ser consagrado a Todos os Santos da Igreja Católica, enquanto o dia 2 de Novembro passou a ser dedicado, exclusivamente, aos Fiéis Defuntos.
    Em 1915, por concessão de Bento XV, através da bula Incruentum, foi autorizado a todos os sacerdotes da Igreja Católica a celebração, no dia 2 de Novembro, de três missas pelos Fiéis Defuntos, enquanto o papa Leão XIII estende a concessão a toda a Igreja.
    E aqui fica um resumo das duas datas. Para que não cometa, como a articulista, mais “erros crassos”…E, já agora, não desdenhe dos “padres” que assinam posts.

  6. Passo a citar do seguinte artigo: http://www.public.iastate.edu/~rjsalvad/scmfaq/muertos.html

    “The original celebration can be traced to many Mesoamerican native traditions, such as the festivities held during the Aztec month of Miccailhuitontli, ritually presided by the “Lady of the Dead” (Mictecacihuatl), and dedicated to children and the dead. In the Aztec calendar, this ritual fell roughly at the end of the Gregorian month of July and the beginning of August, but in the postconquest era it was moved by Spanish priests so that it coincided with the Christian holiday of All Hallows Eve (in Spanish: “Día de Todos Santos.”) This was a vain effort to transform the observance from a profane to a Christian celebration. The result is that Mexicans now celebrate the day of the dead during the first two days of November, rather than at the beginning of summer. But remember the dead they still do, and the modern festivity is characterized by the traditional Mexican blend of ancient aboriginal and introduced Christian features.”

    Sucede, portanto, que no México os mortos são também celebrados a 1 de Novembro, por muito que a Igreja queira que seja só no dia 2. Neste como noutros casos, há um desfasamento entre o que Roma quer que se faça e o que as populações, por tradição anterior, insistem em fazer. Trata-se de uma celebração de origem pré-cristã, posteriormente cristianizada e que mantém, não obstante, práticas que escapam ao rigor da disciplina católica. Felizmente! Tal como o Samhain, aliás, que resiste em práticas que fogem ao calendário da Igreja, para quem os finados, pelos vistos, é só no dia 2.

    Se tem dificuldade em aceitar o facto de alguém, em Portugal, usar uma referência estrangeira numa revista, então talvez o problema seja de quem critique e não de quem escreveu o artigo em causa. Por via das dúvidas, talvez fosse bom perguntar à autora se ela se estava a referir à celebração portuguesa ou à mexicana antes de a acusá-la de “erro crasso”. Ou se era uma referência geral que qualquer pessoa com uma mentalidade menos clerical interpretaria à luz da prática comum de ritos aos mortos entre a noite de 31 de Outubro e 2 de Novembro. Práticas universais, sem dúvida, motivo pelo qual a referência no dito artigo devia, por ventura, ter uma leitura menos centrada num umbigo católico português.

    E desdenho certamente de “padres” para quem o seu calendário litúrgico parece ser o único com legitimidade ao ponto de se acusar outros de cometerem “erros crassos” por não referiram as efemérides conforme manda a rígida ortodoxia católica.

  7. Caro Héliocoptero,

    Não percebo o seu exacto ponto de vista – salvo na atitude anticlerical a ele subjacente, e que compartilho.

    Se você mantém que tanto 1 como 2 de Novembro são «Dia dos Mortos», e que essa era uma circunstância pré-colombiana, porreiro. É capaz de ser verdade. Não sou eu que o discuto.

    Se você pretende lembrar que a Igreja Católica trucidou, séculos a fio, costumes a ela alheios e os incorporou ao seu calendário, porreiro, também. Nada é mais verdadeiro.

    Mas se você julga que a Igreja Católica começou a honrar os mortos, a 1 ou 2 de Novembro, ou quando calhe, porque esse era um costume pré-colombiano, aí está a História (católica ou não) para lhe recordar que se engana. A festa católica está documentada com séculos de avanço aos contactos com os americanos.

  8. Este reparo do vendedor de peixe podre de Sesimbra é, de facto, completamente idiota e não digno de se perder tempo com ele. Foguetes a mais para arraial tão pequeno. Qualquer “padre” normal ter-se-ia contentado com um sermão ou nota de duas linhas.. Mas ele, não senhora, escreve um ensaio sobre isso, como se estivesse a relatar a final do campeonato do mundo. Que desgosto terá este meco reformado tido com os colegas da indústria que durante tantos anos lhe pôs o pãozinho na boca e lhe proporcionou tantos desafios de futebol à borliu?

  9. Aqui e ali o Héliocoptero conseguiu ir buscar “inspiração” ao meu comentário. Mas não tenha receio. Não vou fazer queixa à SPA de contrafacção…
    Tenho a acrescentar (se é que merece a pena, depois do comentário que lhe dirigi), que o seu tão apregoado “festival irlandês de Samhain” não é mais do que o sinónimo actual do conhecido Halloween!
    Samhain, na língua celta, quer dizer “final do Verão”. Ora, o Halloween que se ritualiza hoje, tem a ver com a “Noite das Bruxas”, com feitiçarias, bruxos, mágicas e afins…As coisas mudam, meu caro. Talvez. Talvez no Samhaim da Irlanda, por tempos remotos, associassem os mortos ao tal festival…
    Quanto ao México, é fixação, não será? Por acaso, tenho amigos no México (mesmo mexicanos). Na Irlanda é que não. Mas sempre quero dizer-lhe que o ritual da celebração dos mortos levar-nos-ia a uma conversa muito, mas muitíssimo longa.
    Apenas adianto que o culto dos mortos (antes do dia 2 de Novembro) era feito pelos Romanos nos primeiros 12 dias do mês de Fevereiro (nome que provém de Febro, deus dos mortos) nas festas chamadas Februais (tempo de purificação e de expiações). Nestas cerimónias fúnebres em memória dos familiares falecidos acendiam, à noite, fogueiras e depositavam tochas a arder em redor das sepulturas. Os rituais eram designados “februare” ou “februorun” (da palavra purificação).
    Na mesma altura tinham lugar banquetes rituais sobre as campas, sendo colocadas nas sepulturas oferendas de natureza alimentar consagradas às almas.
    Estas celebrações representavam, também elas, por sua vez, resquícios de cultos naturalistas de deuses ou espíritos da vegetação, mais remotos ainda, que perduram um pouco por todo o mundo, associados às festividades cíclicas actuais, religiosas ou profanas. Mesmo no Natal vamos encontrar cerimónias relacionadas com o culto dos mortos, vindas da Antiguidade, ligadas a rituais pagãos efectuados no solstício do Inverno.
    Por outro lado, nunca ouviu dizer “Em Roma, sê romano”? Por isso é que a articulista, estando em Portugal, sendo portuguesa (Catarina Serra Lopes), escrevendo em português numa revista portuguesa chamada “Sábado”, só tinha que fornecer aos leitores portugueses uma informação correcta. Nada mais. Por mim, enfim, desculpo-lhe a ignorância…
    Quanto aos mortos, são lembrados no México, na Irlanda ou em qualquer outra parte do mundo desde que os vivos assim o queiram. Mesmo sem a ida ao cemitério no dia 2 de Novembro. Lembre-se disso. E, por agora, basta. De resto, o FV tem toda a razão. E o JCF também, como já disse.

    Aeroplano: e se levantar voo e for dar uma volta…sem regresso?

  10. Querida Soledade,

    Que ricas viagens que você faz com ajuda de dedo e cuspo às enciclopédias católicas. Confesso que nunca aprendi tanto na minha vida sobre calendários. E, a partir de hoje. que ninguém me venha dizer que é só de cágados e rãs palradoras que você percebe.

    Mas será a senhorita capaz de garantir a alguém com a educada idade de ir para a tropa que todas essas coisitas que andou a ler aconteceram realmente? Duvido. Quando a vejo citar passos “históricos” com fervor quase religioso e muita solidariedade filial, apetece-me perguntar-lhe se saberá quantos originais (livros ou documentos) realmente existem HOJE em museus, bibliotecas, ou arcas sagradas de tempos religiosos, que provam as coisas que você chuta toda convencida.

    Se não sabe (que é o mais certo) então aproveite e gaste 40 euritos e compre os dois livros de Anataloy Fomenko, ainda à venda no Amazon-com. Apresse-se, porque a Super-Inquisição está a chegar. Talvez que as aldrabices históricas da “antiguidade” que você cita, expostas por Fomenko com muito brilho, ciência e perspicácia, a ajudem, a si, senhorita de nariz arrebitado, a compreender as dos tempos mais modernos. Ou de ontem.

    “Sem regresso” não foi comigo. Se fosse, teria nalgada garantida, sua autoritária.

  11. Em resposta ao Fernando Venâncio,

    O que eu estou a querer dizer com isto tudo é que o texto citado neste blogue que critica o dito artigo de revista é ridiculo por tornar um detalhe mínimo numa grande calamidade. Ninguém se deu ao trabalho de perguntar à jornalista se ela estava a fazer uma referência à data oficial da liturgia católica ou a outra menos fixa. O autor da critica entendeu imediatamente a referência num sentido estrito de ortodoxia católica e nem sequer terá considerado a possibilidade de a autora estar a falar da prática de outro credo ou a fazer uma referência mais geral ao culto aos mortos entre os dia 31 de Outubro e 2 de Novembro. Limitou-se simplesmente a criticar mediante um calendário saído do Vaticano e mais nada. As referênias que fiz às celebrações mexicanas e celta foram precisamente para ilustrar que há mais “Dias dos Finados” para lá do da liturgia católica.

    Quanto à personagem que dá pelo sobrenome de Martinho que deu à Costa – infelizmente não naufragou – obrigado por referir a História das minhas próprias práticas pagãs. Não me disse nada que eu não soubesse já. Infelizmente, fora o alimentarem-lhe o ego intelectual, não lhe servem de muito para o que está em discussão, uma vez que não retiram o ridiculo à critica ao referido artigo de revista. Porque se em “Roma sê romano” e tendo o mundo de hoje em comum com a Roma antiga a diversidade de práticas e costumes, há referências que devem ser lidas de um modo bem mais aberto do que a ideia pacóvia de que em Portugal só se menciona coisas portuguesas.

  12. dirigível:
    Com a “educada” idade, diz você!? Ninguém diria…Não parece nada! E tem tão mau perder…
    Rapazinho (?) a palavra “nalgada” era para mim? Nesse caso, faz parte da claque organizada e desordeira de algum clube de futebol e também não gosta dos “moranguitos”… É isso? “Autoritária”? Nunca disseram ao menino (?) que não deve chamar nomes feios às pessoas porque Deus castiga? Talvez os seus pais ainda estejam a tempo de “dirigir-lhe” uns bons tabefes para ensinar-lhe a saber comportar-se. Já a formiga tem catarro, não querem ver!?
    Outra coisa: não costumo “frequentar” o Amazon-com. Não faço compras na Internet Shop.
    E aprenda a escrever o nome do seu autor favorito (!!!): não é Anataloy, mas Anatoloy (ou Anatoly) – o tal Fomenko que me parece ser daqueles que costumam “anunciar o fim do mundo”…
    E, agora, basta mesmo!

  13. Héliocoptero,

    Pela parte que me toca, tem absoluta razão. E também eu acho o autor do post, aqui e ali, um tanto abrupto. E também eu me pergunto que contas terá ele a ajustar.

  14. Por vezes há um tom, aqui no Aspirina, que nenhuma mitologia explica.
    E que a Igreja, a tal, não pôde ir copiar aos pagãos.
    Mas vale quanto pesa!

  15. Querida Soledade,

    Se me quiser dar “uns bons tabefes” marcamos hora num motel à sua escolha e aproveitamos para falar do tal Fomenko. Digo desde já que provavelmente, e tendo em atenção ao que escreveu, lhe vou tapar a cara com a almofada, para poder controlar o vómito, e poder dar a “nalgada” que prometi.

  16. esta senhora soledade é muito nariz empinado mas como os tempos são outros, nalgadas e tabefes só virtuais. será por isso que noto tão exaltação, só por causa dos finados, perdão, dos muertos? já agora, que viva el mexico!

  17. Querida Soledade,

    Ainda você estava na chocha da prima já eu tinha uma ideia bastante precisa de como escrever Anatoly. E Anatólias, também, que são as mulheres deles por casamentos arranjados. E comecei tarde, que é o mais bonito. Mas quem é que lhe vai meter entre duas das suas sinapses palreiras e tresloucadas de que realmente é assim? Passo, portanto, às deduções. Pois: este seu comentário é um belíssimo exemplo do escritorismo de bairro que infesta a intelectualidade saloia entre o Sado e o Mondego com pretensões à fama nobelística, mais que não seja por aproximação. Como você está agora no Algarve a chupar gelados MAGNUM uns atrás dos outros, fica com uma “chance” razoável de fugir a essa tendência. Aproveite.

    E é isso, os gajos como o Fomenko (com mais canudos científicos que você seria capaz de enrolar num dia) auguram, de facto, o “fim do mundo”. Não se desfaça dessa opinião de palerma com saias. Pobrecita de si, tão acostumada ao D. quixote e às cotovias e a outros nomes giros… e à papelaria do Sr. Barros que encomenda qualquer livro autorizado pelas massonarias tripeiras e alfacinhas. Tal como as escriturárias que começaram a remar no tempo das marias lamas icónicas, você, além de não pescar uma nem querer vir a pescar nada por correspondência na Internet, persiste em não incomodar-se em saber em que águas anda a nadar. Enfim, a boga, peixe modesto e sem ambições, também tem direito à vida.

    Deixo-a, por isso, entregue à útil tarefa de corrigir os erros e lapsos dos autores deste blogue e dos jornalistas ignorantes, mas fico apostolicamente esperando pelo milagre de que um dia a senhora acorde a meio da noite e olhe para as estrelas com o jeito e a intenção que elas merecem e lhe pedem.. Não sou pessimista, mas, não sei bem porquê, pressinto que isso só irá acontecer quando o seu primeiro neto nascer. E olhe que isso não a abona nada em tempos de Internet.

    Nota: Esse “Dirigivel” das 02.46 não tem nada a ver comigo. É uma zeppelin provocador. Portanto, nada de confusões.

  18. E pronto! A prosápia fanfarrona lusitana, sobretudo atrás do reposteiro, acaba sempre nisto.
    Que fazer? – já o outro perguntava!

  19. Ó amigo DIRIGIVEL não achas que tens exagerado no teu palavreado com pinceladas pseudo intelectuais venenosas, ofensivas e a tresandar a despeito? Olha que ela – a Soledade – tem-tas dito boas. Aguenta,pá! Se não ainda és atingido com algum míssil telecomandado no focinho.

  20. Rafael dos Santos

    Rafael ?? Que nome tão foleiro! Você deveria ser proibido de assinar com esse nome de cigano. Fique sabendo que eu aguento-o a si e à Soledade ao mesmo tempo.

  21. RAFAEL, pintor italiano, autor dos afrescos das salas do Vaticano; RAFAEL Alberti, poeta espanhol, Prémio Nobel da Literatura (1980); RAFAEL Bordalo Pinheiro, caricaturista e escultor português… Chega? Há mais…

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