Luís Amaro – Um poeta discreto

A revista Alentejo – Terra Mãe publica-se em Évora e, no seu recente número 6, relativo ao primeiro trimestre de 2007, inclui três páginas de homenagem a Luís Amaro. Até aqui tudo bem.

A primeira página inclui um perfil biográfico: «Nascido em Aljustrel em 1923, Francisco Luís Amaro começou a escrever aos 12 anos em jornais alentejanos, veio para Lisboa no Outono de 1941 e nunca mais de lá saiu. A sua obra poética é breve mas intensa.». A segunda página reproduz a capa do volume Diário Íntimo de Luís Amaro na recente edição da Editora «& etc», além de da bibliografia total: livros, revistas e trabalhos desenvolvidos na revista Colóquio Letras. A terceira página tem uma foto de Urbano Tavares Rodrigues e o seu depoimento que começa assim: «Sou amigo do Luís Amaro desde sempre. Sempre foi um homem muito cordial, sempre disposto a ajudar alguém, de uma grande generosidade e, ao ler este livro, fiquei comovido e muito feliz.» Até aqui tudo bem, mas a partir daqui tudo mal.

É que a fotografia que acompanha este trabalho assinado por Emília Freire tem a ilustrá-lo uma fotografia de Manuel Poppe. Demorei algum tempo a descobrir de quem era a foto trocada. Tinha uma ideia, mas não tinha a certeza. Foi num exemplar do Jornal de Notícias que vi a mesma foto ao lado da coluna de opinião «O outro lado», assinada por Manuel Poppe.

Será caso para dizer: Luís Amaro é discreto, mas não ao ponto de se diluir na sombra das páginas de uma revista…

José do Carmo Francisco

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