Iberia según Don José

Era inevitável. Até o sisudo El País se péla por uma destas.

E há um inquérito: ¿Qué le parece unir España y Portugal, como dice Saramago?

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AZUL Estupendo, ganaríamos 10 millones de habitantes e igual tendríamos alguna opción en el Mundial de fútbol.
CINZA Fatal, a los portugueses les costó ser independientes y les va muy bien como están.
BEIGE Me da igual, pero pasar a llamarse “íberos” da grima.

Siga o desarollo da encuesta aqui. E divirta-se. Enquanto o Cristiano for nosso.

20 thoughts on “Iberia según Don José”

  1. Eu sei que isto é sobre Portugal e Espanha… mas e se a Madeira não gosta desta união e se torna independente? Para quem fica o Cristiano?

  2. Que país, que alma, que…1640 foi porque alguma nobralhada ficou insatisfeita com benesses que não teve…tudo o mais é conversa.O povo povinho tem sido bem fodido ao longo da nossa história.Lamento,mas sendo os meus pais de Vilar Formoso, foi mesmo azar não ter nascido em Fuentes…expliquem-me lá pq é que 10 milhões de pessoas não se conseguem governar….saudções ibéricas e futuras…
    Morfeu

  3. Ó Hugo, o Cristiano é tanto “teu” ou “nosso” como o Scholes ou o Kanu ou as nossas províncias ultramarinas. Não te iludas. Portugal não é nada, nem em futebol. Independência para Campo de Ourique, já!

  4. Pouco tempo antes de morrer, Mário Ventura escreveu-me a propósito do Saramago ter mandado apagar as dedicatórias às pessoas que o receberam em casa e lhe contaram as histórias de «Levantado do chão»: «Meu caro esta criatura não pára de nos surpreender». Agora vejo no Diário de Notícias que o «fotógrafo de Estaline» considera inevitável a integração de Portugal em Espanha. Lá porque ele se integrou, com a mulher e os cunhados a filtrarem as chamadas telefónicas e o resto, julga que o país o vai seguir. Já não há pachorra…

  5. E verdade Claudia, uma pouca vergonha, deviam mas era ir todos para o Campo Pequeno para serem entregues ao Filipe II.

  6. Também nem tanto. Eu tenho sangue da D.Brites a correr nas minhas veias. Defendo o território nacional até morrer se for necessário. Pero no soy mala con mis vecinos. A mi me gusta la cordialidad.

  7. Meus caros. O problema não é Don Saramago dizer ou falar sobre o assunto.A tese em discussão será mt mais profunda, mas, de profundidade não está este rincão provido.Portugal é Lisboa e o resto é paisagem, como se dizia antigamente.Quanto ao Saramago não misturem o homem com a questão.De qualquer forma é um nobel, o segundo que eu saiba.E por aqui vamos ficando, uns bem, outros mal, outros assim assim, sem esforço de pensamento, encostados a uma História naufragada…Saúde

    Ps.Como prova da ingovernabilidade de mts Portugas -lisboetas – notável o comentário de Anonymous.A lei vale alguma coisa para os Lisboetas?…enfim
    Morfeu

  8. Quando os catalães e os bascos , lutam por se verem livres da tutela de Madrid.

    Quando os galegos, tentam uma aproximação ao norte de Portugal, como afirmação da sua diferença e da sua autonomia.

    Vem José Saramago, deslumbrado pela atenção que lhe dedicam os médias espanhois, com mais uma insanidade.

    O caminho de Portugal terá de ser feito, com os restantes povos europeus, na sua diferença, na sua diversidade, e na sua independencia.

    O resto é efeitos do calor….

  9. Grande pachecada, meu! Acho que me posso permitir este comentário, com quem trata as opiniões dos outros de “insanidade” para baixo. Prefiro uma (ou mesmo meia) “insanidade” do Saramago a trinta pachecadas das tuas.

    Entre catalães e bascos predomina a gente sensata, que não quer a independência. Ainda agora o presidente socialista da Generalitat declarou que nunca atingiu 20% a percentagem dos catalães que apoia a independência!!! Nas Vascongadas a percentagem é semelhante, apesar do terror com que tentam por os outros a pensar como eles. Que me dizes a isto, Pacheco?

  10. Eu recomendaria às padeiras de Aljubarrota de serviço um pouco mais de compostura. Leio toda a entrevista de José Saramago e não encontro nela qualquer sinal manifesto de militância iberista. Ou de desprezo pela história, ou a alma, ou a liberdade pátrias. Ou de encantamento pessoal com a ideia de integração de Portugal com a Espanha. Ele não refere sequer a sua inevitabilidade.
    Apenas uma tal perspectiva, que ele acha que virá a acontecer, não o assusta nem o incomoda. Em face do que vê e analisa, nas condições que a sua cabeça congemina, considera que isso virá a acontecer, e fica à espera de que a história faça o seu trabalho. E ela fa-lo-á, independentemente das nossas excitações.
    Injuriar o José Saramago por falar nisso, é coisa que não surpreende nem o próprio. Virar a cara à realidade é pecha nossa antiga.
    Pô-lo a dizer o que ele não disse, também é moeda corrente entre nós.
    Já chamar a terreiro o ‘fotógrafo de Estaline’ e outras infantilidades é coisa que vai além da expectativa.
    Há tempos andou aqui no blogue uma sondagem qualquer, que dava 30% de portugueses abertos à perspectiva da integração com a Espanha. Isso não demonstra nada, claro, dá apenas um ar do tempo.
    O tempo dos proteccionismos aduaneiros acabou, como sabemos.
    Nos últimos 30 anos, com dinheiro e autonomia e liberdade a rodos, as elites dirigentes que os portugueses foram capazes de gerar são as que estão à vista. Com os resultados conhecidos.
    A 50 Km da fronteira, muito do comércio doméstico dos portugueses é feito com os espanhóis.
    Se os alemães deixarem de nos mandar fundos, metade de nós deixa de tomar o pequeno-almoço, sem contar agora aqueles que já o não tomam.
    E contemos outra vez os conjurados restauradores, para sabermos ao certo quantos foram os patriotas. Descontando o rei Bragança, que esse já sabemos que só lá foi puxado pelas orelhas.
    Argumentemos, pois, se o quisermos fazer, já que o José Saramago nos põe a questão à frente. Mas façamo-lo com trambelhos. Porque, como diz Morfeu, o problema não são as falas dele, o problema são as realidades.
    Fique dito que não sou iberista, nem aprecio a fanfarronada castelhana.

  11. Só para encerrar a minha actuação, devo dizer que me dei ao trabalho, pq sou extremamente ignorante acerca do vertente assunto, de ir ao Google, constantando a existência de 27.000+- referências ao assunto.Aí caro Morfeu, toca a aprender alguma coisa sobre o assunto…
    Um abraço atodos em nome do contraditório
    Morfeu

  12. O desejo de independencia dos bascos é muito superior aos 20%, passe nas vacongadas alguns meses , e verá….

    Na Catalunha só quem não conhece o que são na realidade os jogos entre o Barcelona e o Real Madrid, pode dizer isso.

    Mas eu prefiro as pachecadas, sem sombra de nacionalismo serôdio, mas orgulhoso de ser português, do que as Saramagadas, vindas de um autor de um grande romance o Memorial, mas que perdeu a sensatez, e se deixou deslumbrar, qual pacóvio, pelo interesse que os jornais MADRILENOS, e algumas figuras da inteligentsia espanhola lhe dedicaram.

    Admiro a obra , abomino o homem….

  13. Amigos Espanhois e Portugueses, eu sou Brasileiro que esta morando na Espanha.
    As relaçoes dos naturais ou descendentes dos dois paises no Brasil, é muito boa e penso que se acontecer seria muito beneficiosa para os dois povos.
    Tambem penso que seria uma guia para a uniao dos paises da AMERICA-LATINA que começaram uma relaçao económica com o MERCOSUL (Brasil, Argentina, Uruguay, Paraguai, e o Chile associado )
    Na verdade sao muito parecidos no seu jeito, tanto que no Brasil nao da para perceber as diferenças.

    Tchao…um abraço para todo o mundo.

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