22 thoughts on “E tu, Castro?”

  1. Não vejo o que há a festejar na morte de um ancião que nunca chegou a prestar contas nem da sua traição, nem dos incontáveis mortos e torturados, nem das riquezas adquirida à socapa.

  2. Luis,

    Na impossibilidade técnica de um julgamento – dentro de toda a legalidade que ele espezinhou – resta o pequeno alívio de o mundo se livrar da sombra dele.

  3. O que incomoda a esquerda, é que por cada ditador da Direita há um muito pior na Esquerda. Pinochet matou três mil, Castro já vai nos trinta mil; Pinochet saiu vivo do Poder, Castro não sairá nem morto; Chavez prepara-se para afundar a Venezuela no caos; Hitler matou 20 milhões, Estaline matou 100 milhões; em termos de Ditaduras e mortos, a esuqreda será sempre a recordita!

    Bom post senhor Fernando Venâncio. Ao do senhor Luis ninguém ligou, ao seu a Esquerda apareceu logo raivosa, porque lhe incomoda a verdade!

  4. Não consigo festejar a morte. Nem mesmo a de Pinochet. Porque não consigo achar que a morte seja um sucedâneo sequer simbólico da justiça, que é sobretudo reparação e em alguma medida castigo, mas não se confunde nem se cruza com a vingança.

    Eu tinha 21 anos em 11 de Setembro de 1973, e sei o que o golpe de estado no Chile pôde ferir em quem, vivendo no Portugal de então, não podia saber o que iria acontecer no seu país meses depois.

    Claro que não condeno quem agora dança nas ruas de Santiago, mas, de facto, não me sinto convidado para o fazer. Nem autorizado, já que não pode haver em mim a dor que rebenta nos que ali dançam.

    Sejamos lúcidos: se não fosse Pinochet, outro seria (não é assim, Sr. Kissinger?). (É uma chatice esta coisa de se ter de atribuir à História, que é responsabilidade de todos, o que mais nos apetece, porque mais cómodo, imputar à “maldade” de um só de nós. De nós, repito.)

    E tentemos ser certeiros: que tal falarmos do Tribunal Penal Internacional, que tal prepararmo-nos para festejar o dia em que ele se torne um efectivo instrumento de dissuasão?

    Quanto a Pinochet, só não posso desejar “paz à sua alma” porque não acredito em almas, e, se acreditasse, não poderia acreditar que ela pudesse ter paz. E não se trata de perdoar, porque não sou, obviamente, competente para o fazer; nem de esquecer, isso nunca.

    (Quanto à referência a Fidel Castro, denota, em todo o caso, um certo mau gosto; e, se eu tivesse de concluir que se insere no percurso recente de alguma esquerda que gosta de nadar de costas sobre os seus antigos afectos, acharia que é obscena.)

    Finalmente: não sei se consegui acrescentar alguma coisa ao que o Luís Rainha disse em duas linhas.

  5. Afixe e Sdm,

    Também eu, em momentos de distracção, sou um romântico de esquerda. Depois, acordo, e recordo-me de que todas as ditaduras são fascistas.

    Mas – e por isso também – não me verão chorar com os lobos em Miami.

  6. A esquerda clássica – cuja identidade actualmente não passa de um mito- é incapaz de ver a vida a cores. A realidade esquerdista é sempre em dois tons: preto e branco.
    Pretos os fascistas; brancos os antifascistas.

    É por isso que aplaudo este postal.
    Ditadores não são apenas os que nos perseguem. São também os que apoiamos para perseguir outros…que nos desagradam.

  7. Mas já não subscrevo que “todas as ditaduras são fascistas”.
    Não porque não concorde com a essência do dito, mas apenas porque a palavra “fascista” tem sido (ab)usada, para a generalização de uma autêntica novilíngua que manipula a semântica, emprestando significados diabolizantes e simplificadores a realidades que o não são de todo.
    Diria então, que issi equivale ao uso de expressões primárias, no sentido em que dantes se dizia que alguém era anticomunista primário.
    O uso indiscriminado da palavra fascismo foi ampliado pela propaganda comunista, ou seja pelos “antifascistas” encartados e reconhecidos pela comunidade de esquerda.
    E assim, até houve um tempo em que um empresário de construção civil era um autêntico fascista se passeasse de carro de luxo.
    Isso foi há trinta anos, mas a evolução semântica nada mudou.

    Como “fascismo” existem outras palavras cuja desconstrução se impõe fazer urgentemente.

  8. E como provocação ( com boa intenção, a de discutir…) permito-me dizer que a palavra fascismo é o fetiche da esquerda que não se sabe bem o que é, “mas ela sabe”.

  9. José,

    O fascismo rouba-te a alma. Faz-te ter vergonha de existir. Pensa e decide por ti, e quer que o saibas.

    A cor, essa, é para distracção dos casuístas.

  10. Não acho que o “fascismo” me roube a alma.
    Uma simples palavra nunca roubará a alma seja a quem for.
    E é esse o problema: quererem reduzir o fascismo à palavra “fascismo” e querer meter lá dentro o que lá não cabe.

    Inventem-se outras palavras para dar cor ao mal, porque este não se reduz a uma simples e muito menos à “fascismo”.

    O “ovo da serpente” serve muito melhor…por exemplo e quer dizer a mesmíssima coisa.

  11. 100.000.000 o José Estaline ???!!!…..

    Minha amiga deve estar a pensar no euro milhões….

    O Sabujo do Menem corrupto até á medula, a elogiar o ditador, estão bem um para o outro.

  12. A discussão parou. Espero que não seja por mal entendidos.

    Eu não fui, não sou e nunca serei fascista, na acepção que tenho do termo.

    Toda a violência sobre os outros e que os faça sofrer me incomoda e suscita sentimento de rejeição. Toda.

    Se associarmos, como alguns pretendem, fascismo a violência personalizada, por causas políticas, teremos que convir que a palavra se deve estender e associar a uma outra: social, para dar “social-fascismo”.

    Será por isso que se costuma dizer que os extremos se tocam?

  13. não sei a que festa se refere e muito menos quem é esse Castro que lhe suscita tão escamoteados desejos…

    o seu hermético desabafo teve um efeito desatador de línguas, proporcionando a visão dos dentes afiados dos cães de pacotilha que, desprovidos de ideais humanizantes, ladram inquietos, respondendo à chamada do que entrevêem ser uma provocação de mau gosto.

    do Manuel Godinho, esperava mais contenção, mais dignidade.

    dos cães, esperava que ladrassem, ou mordessem, obviamente….

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