Do fundo da toca

Sócrates foi convincente e reforçou a ideia, mesmo em cidadãos que não são PS, de que é um grande político e o político de que Portugal precisa ― e ele é, seguramente, a última oportunidade para que isto venha a ter saída, enquanto país.

A não percepção disto, em nome da luta partidária, pura e dura, é um erro terrível, até porque quem o pratica não entende que se abriram as portas para o bota-abaixo total. A luta de interesses é enorme, o que está em jogo não é, por parte dos maiores críticos e urdidores de intrigas, o bem-estar do país mas sim a defesa, desesperada, dos muitos e muitos milhões que vão (estão indo) à vida.

Não se compreende a “surdez” perante coisas tão absurdas como um Joaquim Coimbra a dizer que achava que BI (de Banco Insular) queria dizer bilhete de identidade ― em plena Comissão da Assembleia da República, meus senhores! e sabendo que estava a ser filmado… ― que outro interveniente no processo diga da fuga de documentos em contentor na véspera da busca da PJ, and so on and on… E que não se veja nenhum órgão de CS a “investigar”, que não surjam fugas de informação, quebras de segredo de justiça, que Marcelo não largue uma palavra que seja sobre a matéria, que a Guedes não entre na matéria no seu “reputado” jornal de 6ª feira…mas que se continue, obtusivamente, a caça ao homem na figura do 1º Ministro…

Estamos num momento decisivo da nossa história ― em que, ou damos um passo em frente, ou nos deixamos ficar enredados na treta, num país da União Europeia onde presidentes de Câmara escolhem o 25 de Abril para inaugurar praças em homenagem a Salazar… E, em nome da razão, não vejo outra figura que seja capaz de levar isto avante que não seja José Sócrates. Por muito que não me agradem alguns tiques do senhor.

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Oferta do nosso amigo j.coelho

26 thoughts on “Do fundo da toca”

  1. A direita chafurda e a comunicação social suína que lhe é anexa há muito demonstram nervosismo exagerado e é natural que o desespero se acentue e evidencie com a aproximação do longo período eleitoral que aí vem. É de esperar que chova aí muito molho do grosso.

    A prova acaba de ser posta à vista: violência doméstica e cadastro na educação? Este pessoal está a perder as estribeiras.

    É indisfarçável que o primeiro ministro continua a não mostrar o mínimo desgaste e, isso sim doloroso, aparenta motivação para prosseguir o rumo que traçou. Doloroso porque finalmente desde que há democracia apareceu alguém com uma visão estratégica para esta pocilga.

    Ah pois é!… Quer se goste ou não das opções, finalmente alguém define áreas onde ainda se pode tentar produzir alguma coisa, quer sejam as renováveis ou as novas tecnologias ou a aeronáutica.

    Finalmente alguém decide investir alguma coisa na investigação e tenta inverter o percurso do nosso pornográfico sistema educativo substituindo o deboche corporativista por algum mérito e as masturbações intelectuais de muita ciência educativa por mais línguas, mais música e mais desporto para as crianças.

    Mas não é só. Transformar o país numa plataforma logística privilegiada de entrada na europa é uma evidência tal que devia permitir criminalizar a cegueira de anteriores governantes.

  2. Chega-me? Não! Pois claro que gostava que estivéssemos muito mais adiantados na investigação e exploração dos nossos recursos oceânicos. Pois claro que teria dado muito mais atenção ao ordenamento do território e à cultura para tirar inteiro partido do nosso superior potencial turístico. Pois claro…

    Mas como diz o ditado “Roma e Pavia…” e só um doido varrido pode pensar que abrindo frentes de batalha por todo o lado pode alguma vez ganhar a guerra.

    A verdade é que hoje discutimos se os médicos devem ou não prescrever pelo princípio activo mas esquecemos que o actual PM ainda mal tinha sentado o cu na cadeira do poder e já estava a confrontar monstruosos interesses comodamente instalados para defender os interesses dos consumidores.

    A questão “mas onde é que tu estavas no 25 de Abril” é de somenos nos dias que correm. Pertinente é perguntar o que é que a direita que nos governou fez do 25 de Abril para cá?

    Para além, claro, de injectar ferraris na indústria têxtil, jeeps tracção às quatro na agricultura, semear tapetes de betão que na altura era essencial e hoje cheira mal ou facilitar e promover condições para todo o tipo de falcatruas aqui ou em qualquer paraíso fiscal algures. Resta a privatização da educação, comunicação social e outros afins mas, infelizmente e não raras vezes, isso serviu apenas para branquear interesses ocultos.

    De realmente importante para o nosso desenvolvimento restou pouco da direita. Demasiadamente pouco. E é sobretudo por isso que a direita não consegue mais do que números sofríveis em toda e qualquer sondagem.

  3. Muito bem, tra.quinas. Já agora, não posso concordar mais com a tua indicação relativa aos recursos oceânicos. O actual Governo não foi por aí, restando saber se haverá alguma proposta eleitoral relativa ao assunto. Mas é – e bem mais do que o Atlântico, mas todo o universo da água – uma área onde Portugal poderia assumir um compromisso geracional para nos tornarmos numa potência mundial ao nível do conhecimento científico e criação de riqueza.

  4. Val, por uma vez estamos na vanguarda da Europa. Um estudo recente de que dou nota hoje mostra que a maioria de esquerda (PS com eventual maioria absoluta 20% de votos no BE CDU) em Portugal significa que a esquerda portuguesa venceu a batalha da credibilidade em que está mergulhada em diversos países europeus. Aqui: http://tinyurl.com/cg94su
    Abraço,
    Carlos

  5. O Primeiro Ministro José Sócrates foi igual a si próprio – BRILHANTE! – e terei muita pena se o PS não conseguir a maioria absoluta, porque é o país que perderá – e muito! Quando se ouve os comentários das oposições, esquerda e direita, à entrevista só há um adjectivo – FOLCLORE PARTIDÁRIO!
    E foi triste ver depois os vários jornalistas “comentadores” na TVI24, na RTPN e na SIC, a insistir no mesmo circuito do hipercriticismo, com honrosas excepções para o Peres Metelo e o Costa Pinto a tentarem mostrar um mínimo de objectividade, na análise.
    Claro que aspiramos a respostas perfeitas para resolver o caos que se instalou com esta crise. Mas dada a conjuntura nacional e internacional, o Governo está a fazer tudo o que é VIÁVEL fAZER! As oposições só apontam criticas destrutivas e caso a caso, mas não têm um programa completo alternativo. E depois o Sócrates é que é arrogante…e só navega à vista!
    Quanto ao caso “Freeport” é claro que neste momento já toda a gente entendeu que estão por trás interesses de vários sectores na destruição do PM e da maioria absoluta.

  6. Socrátes, esteve muito bem.

    Apesar da grave recessão que se vive a nivel mundial e de todas as campanhas de difamação, a sua coragem e determinação vão levar à definitiva derrota dos velhos rostos do passado, de influência cavaquista, com reminiscências Barrosistas, antigos apoiantes e hoje saudosistas da nefasta Administração Bush.

    25 de Abril sempre…

  7. pois eu também estou contente, vamos em frente,

    Pedro Hispano meu malandro, sempre foi verdade que depois de seres Papa demonstraste a impossibilidade da existência de Deus? Há que anos que ando para saber isso mas tinha deixado lá mais para a reforma. Só um tuga para fazer um desconchavo desses, envenenaram-te pois claro,

  8. Afinal a sapiência também se escreve com “Z”

    Zapiência…

    Pois, foi verdade, e tudo começou antes, com uma violenta campanha negra(He, He).

  9. Mais um momento SIC – “NUTÍCAS”. A inenarrável montagem sobre o debate parlamentar. A FIRMA está a atingir o desespero.

  10. jafonso, que achas de nos ofereceres um texto para publicar no 25 de Abril onde contasses a tua experiência no 25 de Abril de 74, ou o que te desse na real gana a propósito da data?

  11. tu simpático Pedro. Se não me engano concluíste que Deus era uma contradição e portanto vazio, usando o tertium non datur aristotélico. E tudo bem é um belo exercício dedutivo, mas recordo-te que a redução binária do signo estóico, que era ternário, é sempre uma redução; o terceiro incluído pode ser sempre formulado como nem a nem b, e designá-lo como um incorporal, como o lekton por exemplo. Foi por aqui que me safei daquela coisa tramada que me puseste e espero ter-te safado também se não fez-se o 25 de Abril para quê?

  12. Saindo da toca

    Revejo-me totalmente com o dito em O fundo da toca. Acrescento, se me permitem:

    1. O comportamento de Sócrates na entrevista do dia 20 de Abril foi excelente.

    2. O que mais me preocupa não é só Cavaco no tandem com F.Leite, nem Rangel e Cª, nem o casal Moniz da TVI, nem Cluny, Palma, Nogueira, Coimbra, Fernandes, Pacheco, Marcelo (e fiquemos por aqui).

    3. É sim e sobretudo a tolerância ou indiferença de tanta gente responsável que assiste sem nenhum sobressalto a este baile de máscaras hediondo da comunicação social (sobretudo TV), mais corporações (sobretudo as das fugas de informação), mais maximalistas de bancada (e por aí fora) que por analfabetismo endémico, venalidade sem pudor, vaidade sem vergonha, corrupção sem sinais exteriores, tudo isto com mansidão, miopia, assobio para o lado, piscar de olho catita, sem vergonha, sem remorso. Muito pior que os silvos estridentes e o dedinho espetado ou em forma de argolinha do doutor Rangel. É a complacência, o sono da razão, que, como se sabe, engendra monstros, como Goya dizia.

    4. É sintomático que quem não tem ideias, nem estratégia, nem sequer, muitas vezes, identificação com o projecto Europeu, torça a natureza e o carácter das próximas eleições europeias. As que se destinam ao nosso parlamento devem debater assuntos centrados em Portugal (sem perder de vista tudo aquilo que nos liga à Europa e ao Mundo). Para o Parlamento Europeu os assuntos centrais são os de nível Europeu (sem esquecer aquilo que, a nível nacional, é a razão de ser da UE e o que, globalmente, a condiciona). Aquilo a que assistimos, na passada segunda-feira, no primeiro debate sobre as Europeias, foi um triste retrato da nossa oposição, mais interessada em silenciar Vital M., inegavelmente muitíssimo preparado sobre a matéria. Só Miguel Portas, quando se não evanesceu no populismo, me pareceu destacar-se positivamente.

    O debate confundiu-se, lamentavelmente, com algumas cenas de Pim-Pam-Pum que tanto tem desprestigiado o nosso Parlamento. O campeão neste divertido jôgo foi o azougado deputado do CDS-PP. O Vice foi, irreprimível de traquinice, o do PSD (com todo o respeito, uma espécie de Pincha Malaquias, talvez haja quem se lembre).

    5. Caso Ana Gomes e Elisa Ferreira:penso que é um caso muito interessante para tentar separar o trigo do joio. Concorrem (e dizem-nos antes) a dois lugares: deputadas europeias e, nas eleições seguintes, Presidentes de duas importantes Câmaras. Será isto desonesto? Falta de transparência? Mistificação junto de quem vota? Vejamos se é assim.

    Coloco-me na posição do cidadão eleitor que quer decidir em consciência. Acrescento que nem tenho filiação partidária nem conheço pessoalmente qualquer das candidatas.

    Isso não quer dizer que não tenha, igualmente como cidadão eleitor, a melhor das opiniões sobre ambas, achando que é um privilégio (para mim e para o meu país) poder vir a contar com elas ou para um, ou para o outro cargo. No entanto, não divinizo. Ambas têm limitações. Que expõem (Ana Gomes fá-lo à outrance). Nem generalizo: outros candidatos, ou elas próprias, podem, previsivelmente, não preencher bem outros tipos de cargos. E também admito, necessariamente, que haja diferentes pontos de vista: os de quem considere que só para um dos cargos serviriam. Nesse caso o penalizado seria o PS que fez esta gestão. Acima de tudo: analise-se, daqui a um ano, a coerência de quem agora ataca e grita “agarra que é ladrão…”. E já agora, visitem por favor o blogue Causa Nossa para se deliciarem com o que diz Ana Gomes e o que encontrou, vasculhando na AR, acerca da coerência de quem a atacou…

    6. Já agora. Sabiam que ontem fez cem anos Rita Levy-Montalcini, Prémio Nobel da Medicina, Senadora italiana, perseguida pelo nazismo, lutadora pelos direitos das mulheres, professora, investigadora, conferencista, etc.?

  13. Tra.quinas toca num ponto importante, o da nossa relação com o mar, com a exploração dos nossos recursos oceânicos. Com raras excepções, é matéria que não tem interessado os governos, coisa estranha num país que se diz de marinheiros e que se meteu pelo mar adentro no séc.15.
    E, no entanto, temos a maior Zona Exclusiva Económica da Europa e andamos a trabalhar para a aumentar. O que lá temos? Ouve-se por vezes que não há lá nada de especial, pouco peixe – mas os espanhóis adoram estar lá, fainando, à volta dos Açores.. e não acredito que seja para dar banho à minhoca..
    Os noruegueses, depois do 25A, quiseram trabalhar connosco, até nos ofereceram um navio de investigação, o “Noruega”; claro que teriam os seus interesses
    , mas enfim, ficámos com o navio e tarefas conjuntas “viste-las”.. Depois disso, deu-nos assim um arrufo e fomos comprar um caco velho aos franceses, o “Capricórnio”, também para investigação, o navio já conhecera melhores dias, de pouco serviu.
    Do Instituto de Investigação das Pescas e do Mar – que tem um belo edificio ali em Algés – pouco se sabe. Está lá e pronto.
    Fiscalização das nossas extensas águas? A Armada nunca se sentiu – ou nunca a deixaram – com vocação para o efeito. Colocou durante anos 2 patrulhas nos Açores e 1 na Madeira, que traziam muita história para contar na luta contra os mares da zona, substituiram-nos por corvetas que também não eram o que fazia falta – e que outras marinhas têm, há muitos anos: patrulhas oceânicos à maneira.
    O Paulinho das feiras desfez o quebranto, encomendando 12 navios, dos tais oceânicos, aos Estaleiros de Viana do Castelo..Azar, estão os dois primeiros ainda em construção, com um atraso de mais de dois anos sobre as datas de entrega..
    A Força Aérea, para compor o boneco, foi numa de imitação; tinha uns Aviocar de curto raio de acção, tem P3 Orion – especialistas em luta antisubmarina – e há pouco recebeu um modelo maior, primeiro de um lote, também da CASA espanhola; vamos ver o que fazem com eles.
    Dito de outra maneira – as FA’s têm queda para a NATO, fiscalização faz-se o que se pode,nas sobras..
    A Marinha de Comércio com o fim do império, meteu baixa, hoje não temos navios-tanque (a SOPONATA foi à vida) nem graneleiros (transporte de cereais) que permitam o abastecimento do país, com unidades nacionais, em tempo de crise (como a do Suez, nos anos 50)
    A Marinha de Pesca também entregou atestado, a então CEE pagou o abate de embarcações para modernizar a frota, os rapazes do sector (com raras excepções) meteram os maravedis ao bolso e passaram a pescar de…guindaste.
    Entretanto, em 1972, franceses e americanos acharam que era altura de começar a ver o que havia no fundo do mar (já sabiam mais sobre a Lua..) e lançaram o Projecto FAMOUS (French-American Mid-Ocean Undersea Study). Foram até aos Açores e até 74 fizeram 60 mergulhos, a 2.000 milhas de profundidade, com batiscáfos e submersíveis numa zona 200 milhas a Sudoeste de S.Miguel. Para além dos conhecimentos cientificos adquiridos, viram que havia minério a dar com um pau lá nas profundezas – só em manganês, os nódulos existentes dariam, na altura, para aumentar em 1/3 a produção mundial..
    Certo, à época não havia tecnologia para lá chegar com facilidade – mas já passaram mais de 30 anos e a evolução não para. Estaremos despertos para o caso?
    O porto de Lisboa, salvo para os navios de cruzeiro, está quase às moscas, a ideia da Lisboa das duas margens é isso mesmo, uma ideia..Meteu-se um terminal de contentores na Rocha/Alcântara – no meio da cidade, ó deuses! – mas como a asnear somos os maiores, está a ampliar-se o espaço. E um dos belos edificios que lá estava “já era” – um imóvel que daria para um multiusos de muitas estrelas, se entregue a gente com imaginação.
    Mas.. o estuário do Tejo continua a ser um dos melhores da Europa, à espera..
    O porto de Sines é outra cena: vai ser..não vai ser..o porto de entrada na fachada atlântica..Não desemburra. É mais uma espera.
    Ah, e não temos Guarda Costeira, ao contrário de quase todos os países da Europa com orla maritima.. (basta ir a Espanha, Vigo, Corunha, San Sebastian, Cádiz, Málaga, etc,para ver os navios da GC,pintados de vermelho, acostados, à espera de emergências)
    A Guarda Costeira integra todos os meios necessários para garantir a segurança e auxilio a quem anda no mar ou está na costa, com navios, aviões e helicópteros próprios.
    Em Portugal, não, não há GC..Mas temos a Protecção Civil, a Marinha, a Força Aérea, o Instituto de Socorros a Náufragos, todos com tarefas próprias. Se há um problema, a Marinha dá um navio – navio de guerra – a Força Aérea manda uma das suas aeronaves – aviões ou helicópteros militares – o Inst. de Soc. a Náuf. manda uma embarcação própria e os bombeiros também respondem à chamada, claro..
    Como é natural, com tanto organismo a contactar para responder a uma emergência, as coisas nem sempre correm bem..Mas então, por que não se faz como os outros? Simples: cresciam almirantes, generais e outras patentes várias, e enfim, é chato desocupar o pessoal..
    Faltaria falar em aquacultura, em aproveitamento da energia das marés, em turismo no mar, em defesa da orla maritima, em coordenação destas coisas
    todas..mas não quero aborrecer.

  14. Tão triste não é J. Coelho? Mas fizeste bem em escrever porque o Valupi não esquece, alguém vai ter que ser a memória do futuro.

    Para mim simbolicamente ficou tudo à vista no cavaquismo com os imensos subsídios para arrancar oliveiras e pôr eucaliptal. Trocar o óleo sagrado do símbolo da paz com mercado garantido por uma espécie invasora, exótica e acoplada a uma das indústrias mais poluentes do ambiente, na altura, mostrava bem o horizonte estratégico de quem nos governava. Christos, em grego, quer dizer apenas o ungido com o óleo sagrado. Idem para o abate da frota de pesca.

    La belle Mota está hoje repimpada na Gulbenkian, quem sabe fá-las, né? O sétimo selo.

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