Dê-lhes rijo, Arquitecto!

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Hoje, no «Sol», escreve José António Saraiva, o director, a propósito do Iberismo
e de Saramago:

«A classe média portuguesa olha para o enorme desenvolvimento que a
Espanha registou nas últimas décadas, compara-o com o marasmo português
e conclui: integrados na Espanha seríamos mais prósperos, mais ricos e
mais felizes.
Ora, é uma ilusão pensar assim.
Basta olhar para o que aconteceu em muitas empresas portuguesas que
foram compradas por espanhóis: a investigação deixou de ser feita em
Portugal e passou a ser feita em Espanha, os quadros superiores
portugueses foram substituídos por espanhóis nos lugares-chave, os
portugueses ficaram em posição subalterna e acabaram por se sentir
estranhos no seu próprio país.»

«Quando Saramago disse que a integração na Espanha é inevitável,
estava implicitamente a dizer que os portugueses não têm vontade de
continuar a ser independentes (ao contrário dos bascos ou dos catalães,
que no próprio dia em que o franquismo caiu ressuscitaram os seus
valores).
Portugal poderá perder a independência.
Mas só se os portugueses quiserem.
Daí que a posição mole, distraída, desinteressada, capitulacionista
ou abertamente anti-nacionalista da esquerda portuguesa seja um mau
sinal.»

Com um obrigado ao Carlos Luna.

30 thoughts on “Dê-lhes rijo, Arquitecto!”

  1. Ana,

    Desejo-te muitos anos de vida. Vais deitar a questão pelos olhos e dizer, vezes sem fim, «até quando?».

    Não é uma vida invejável?

  2. Depois do Madrinha, faltava cé o acaciano arquitecto que nunca projectou nada. Mas tá bem, antes isso do que chamar-lhe jornalista. O rapaz continua a simular singeleza de espírito e a cultivar a falsa forma silogística, truques que no Expresso tanto elogio lhe renderam de leitores de mais de 90 anos. O bilhetezinho chauvinista do homem está tão repleto de falácias lógicas que até dá tonturas. E no fim aproveita para atirar o “capitulacionismo” de D. José Zaramago para as costas da “esquerda portuguesa”, que há que defender a imagem conservadora do Sol. Apetece-me chamar-lhe cretino de direita!

    Ai, pai que pra isto criaste um filho! O pai era mais estagiado em Paris, mas também era chauvinista, diga-se. Será que o filho também vai acabar como o pai, a elogiar o Salazar enquanto lhe mudam as fraldas?

  3. Ó Nikita,

    O pai do Saraiva foi um comunista quando usava fraldas, um pirolito de ideias também muito bebido pelo Alegre e que tu esqueceste de nos contar quando falaste das “traições” dele.

    Para tornar esta conversa mais clara: E tu, o que é que és ou que é que foste?

  4. “E tu, o que é que és ou que é que foste?”

    Esta Nikita hoje está sob marcação cerrada …

  5. Ouvido hoje na Antena 1:

    “Colombo, esse grande navegador que podia ter entrado na selecção nacional”.

    O Colombo e o futebol sempre foram temas queridos dos chauvinistas lusos. Um dia ainda faço uma lista dos vícios mentais dos naxionalistas tugas. Não podem faltar a Galiza, o hóquei em patins e o Velasquez – que era português (e iberista…) sim senhor.

  6. Tem então o homem certo à sua frente, o Arquitecto Acácio (não confundir com o Grande Arquitecto, que joga no clube rival).

  7. óh Nikita:
    mais um que distorceu o que o treinador disse; esta malta que faz do futebol política é tramada, ´podiam ficar-se por ser teimosos que nem asnos, mas não, insistem em ser estúpidos;
    sendo assim,
    passamos a ter no team, para esta época no quadrado do miolo central, como ensinou e muito bem o Gabriel Alves:
    Venâncio, Saraiva e esse tal de Carlos Luna,
    falta contratar um, quem achas que poderá ser?

  8. Ó Falacioso, eu não penso nem nunca pensei que o poeta Alegre tenha traído o PCP. Apenas saiu, e bem, como eu teria saído se, por engano, lá tivesse entrado (coisa que nunca fiz, sou um russo de Paris). Só para a Mafia e os estalinistas é que sair é igual a trair.

    Ele traiu, por exemplo, os amigos cujas mulheres namorou às escondidas, “tás a ver”? Depois traiu o partido dele (que não é o meu) quando se candidatou contra Soares. Traiu também noutras coisas que agora não interessa enumerar. É um traidor nato, cheio de vento e vaidade. Parece que só está no PS por conveniências familiares, adiantou aqui alguém. Mas se calhar é maledicência.

  9. Ó Nikita Bacana lá da Martinica,

    Torno a colocar-te a pergunta que já te fizeram e à qual não te dignaste responder nem sequer com subterfúgios: de que plataforma ideológica ou filosófica lançaste esses peidos estrangulados de ataques ao Alegre – e agora ao Saraiva que cá não está e ao que está mas ninguem sabe se graças a Deus ou à Efigénia da Grande Chafarica?

    Já agora, a D. Carmen pode ajudar-te, passando o flabelo refrescante sobre as pestanitas enquanto o D. José não chega.

  10. Ó Nikita,

    Então tu, um gajo que se ofende com as aventuras de peixotas, putas e grafonolas, usa o conselheiro Acácio para malbaratar os seus oponentes? Olha se fosses urinar!

    Eu não sei a que partido pertences, mas olha que há muitos filósofos e ideólogos de esquerda que andaram a meter as pilas por tudo o que era buraco -amigo ou inimigo! Só falta é ganhares coragem para que eu possa dar-te um exemplo ou dois.
    Qual é o heroi favorito no teu catecismo sem pecados apostólicos no baixo-ventre?

  11. O chauvinista luso (coisa tão feia!) pergunta qual é a nossa plataforma ideológica ou filosófica, acrescentando à pergunta algumas expressões mal-cheirosas que lhe são doentio apanágio. Lamentamos confessar-lhe, e a vocês companheiros de infortúnio por tabela, que não temos herói, nem partido, nem plataforma, nem catecismo, nem tribo, nem paneleiro. Também não andamos a meter a nossa pila nem a de ninguém nos sítios em que ele costuma meter a dele. Somos uma pessoa singular, talvez, pois usamos a nossa própria cabeça para secretarmos ideias e pensamentos, e nunca estivemos associado a nenhuma irmandade, convento ou quadrilha. Sastisfeito?

  12. Quer dizer que Fernando Benáncio disse que a Nikita mandou uns “peidos estrangulados de ataques ao Alegre”?!

    Ai que a minha vida nunca mais vai ser a mesma.

    Um senhor tão composto, apanha-se sob o diáfano manto do anonimato e é isto! Não há direito!

    Vou ter que mandar investigar esta questão a fundo, vou já mandar as manas galhetas recolher os I Pês de onde estes comentários estão a ser feitos. Não há direito.

  13. Estimado Marquês,

    A hora iscatológica, dixe boxê? Num xei, meu. Isto bai é por fajes.

    Finíssima Porteira,

    Como sempre você engana-se. Mas lá que o Luso lha aplicou duro e feio…

    Agora essa do «senhor composto»! Está visto. Temos de nos encontrar.

  14. Quando se vê os empresários do compromisso Portugal, venderem alegremente aos espanhóis as suas empresas.

    Empresários que são apoiantes declarados de Cavaco Silva e do PSD, só por parodia o Saraiva dirá que é a esquerda que é anti-nacionalista.

  15. oh minha quetzalcoatl dum carago, então anda aqui o dragão de pau feito e bolsa de gelo na cabeça, e tu fote dar uma pinocada ao Reino Unido? A gente perdoa essa, à conta de umas histórias antigas, mas vê lá se vens dar um beijoca ao dragão que ele está com febre, pá. Senão dou-te com o laser e as turquesas até faíscam.

  16. “Quando se vê os empresários do compromisso Portugal, venderem alegremente aos espanhóis as suas empresas.”

    Eu acho uma graça a este pessoal. Eu acho que se nós olhassemos de forma mais descomprometida para a questão dos centros de decisão talvez o país fosse mais desenvolvido.

    A autoeuropa é da volkswagen que é uma marca alemã, mas é das melhores coisas que aconteceu ao país.

    Eu não defendo que se venda o país a Espanha (se assumirmos essa posição vamos ter que o vender a preço de saldo) mas acho que nós temos que aprender a olhar para os Espanhois de forma mais racional. É bom lembrar que para alguns de nós um dos mitos fundadores da nação é a agressão a Espanha.

  17. O Compromisso Portugal parece que é financiado por 0,0001 % do valor das chamadas feitas através de certo operador de telemóvel. Será verdade?

  18. Uma das perguntas que eu me faria, se for português, é:

    Para além das cifras macroeconómicas, qual esta a ser o impacto do medre da economia espanhola na população?

    Quando eu marchei da Galiza, a gente que saia das faculdades estava a procurar trabalho. Hoje quase todos encontraram emprego, mas, com excepção do que se converteram em funcionários, todos em condições muito precárias, com contratos intestáveis, salários muito baixos e fora das suas respectivas áreas de formação/competência.

    Faria-me ainda outra pergunta:

    E homogénea a distribuição territorial da riqueza no Estado Espanhol? Ou ainda, onde se concentram os investimentos públicos e privados?

    Bom, fundamentalmente em duas zonas geográficas:

    1)Primeiro e muito principalmente Madrid. Sobre tudo durante e depois do governo do Sr. Aznar, começou uma politica fortemente “centralista” no plano económico, seguindo o modelo Francês (por oposição ao alemão, por exemplo), mas sem se preocupar do “equilíbrio territorial”. Semelha que a Espanha é Madrid e o demais é terra conquistada.
    2)Segundo, na fronteira com a França. Assim, as Comunidades mais prosperas depois de Madrid são o País Basco, Navarra, Catalunha, Valência e as Ilhas Baleares. Com mais peso dos investimentos públicos na área mediterrânea que, para além disso, beneficia-se do turismo.

    A maioria das outras regiões estão a sofrer um processo de despovoamento que dura já décadas e uma crise económica perpétua.

    Deixo o corolário para os iberistas, onde é que encaixaria Portugal neste esquema?

  19. Para o Miró:
    ate’ porque em Portugal a distribuição de população e de riqueza é totalmente homogénea.

    E mais, a emigração de portugueses para Espanha para ganhar os tais salários baixos, com contratos precários, não existe de todo.

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