Da raiva

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(Imagem gamada ao “Da Literatura”, o texto é só para justificar).

Falta raiva à política portuguesa. Estamos num país de falinhas mansas, em que todos aceitamos os pequenos insultos e as repetidas injustiças diárias, com um ar de destino complacente. Há anos que as nossas vidas pioram, e nós incorporamos o triste fado, como se de um caminho imutável se tratasse. Somos colaboracionistas do nosso próprio falhanço, da nossa total miséria, porque não conseguimos ter a coragem de dizer não.
Vivemos, independentemente do resultado destas eleições, em pleno rotativismo sovaquista (uma espécie de Sócrates com Cavaco). O país está na merda, mas os eleitores insistem em votar nos seus carrascos. Há quem garanta, como um aventurado apoiante de Cavaco, que Portugal está à beira do abismo e que o Professor é a nossa tábua de salvação. Resta saber o que faz uma tábua junto a um precipício: prancha de saltos?

6 thoughts on “Da raiva”

  1. Exactamente por isso há muito que não voto em fdp nenhum, já que usam o voto como arma legitimadora para se manterem no poder.
    Há que mudar! O luxo de ter um PR custa-nos 6 milhões de contos por ano. O senhor que agora deixa Belém gastou-nos 60 milhões de contos, e deu-nos zero de mais valias. Vamos continuar a mantê-lo enquanto viver. Estes são os políticos que emergem do povo que somos.

  2. OK, Komissar, o que é que tu achas que devemos fazer, para alem de dizer que isto está tudo na merda, pedir mais dinheiro emprestado aos barões do costume e repetir a podridão da história dos últimos 100 anos?

    Abre os olhos, menino. A verdade está acima das ideologias. Toma um calmante e aprende a ser verdadeiramente independente. O futuro está na denúncia. Começa por aqui. Quando Salazar morreu tinha duzentos e tal contos no banco e umas ruinas no Vimieiro que valiam mais 100. Compara isto como salário do mais bem pago ministro socialista ou do cavaquista que o vier substituir. Se isto não te causa asco, então estás condenado a viver como um imbecil politico até aos fins dos teus dias.

  3. Inspirado talvez nest post acabei de ouvir o Louçã na SIC a perguntar: “não sei se ele (Cavaco) sabe fazer surf sobre o precipício”.

    Mas quem começou a campanha a marcar Cavaco (na Madeira), acaba hoje a marcar o Garcia Pereira em Chelas? Se isto é uma campanha em crescendo vou ali e já venho…

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