Concurso Gargalhadas de Betão

Eu, a namorada e o gato Negri estamos a promover um concurso para os leitores do Aspirina B.
O objectivo é saber quem é o colunista mais hilariante da imprensa portuguesa.
Seguindo o exemplo dos Globos de Ouro, dos Óscares, da Farinha Amparo e de outros eventos de grande nível, o “Gargalhadas de Betão” é um concurso transparente, em que se vota em nomes que o júri nacional (eu, o gato e a namorada) previamente pensou. Aos outros elementos do Blog será permitido – a democracia assim o exige – que acrescentem sucintamente as razões da nossa escolha. Já aqui derramo (linda palavra) a lista dos meus eleitos : João Carlos Espada, pela insistência; José António Saraiva, pelas memórias; João César das Neves, por respirar; e Pedro Strech, pelo artigo no Público (“A marcha dos Pinguins”). Não resisto em transcrever uma longa passagem deste belo exemplar de prosa (não é possível reabilitar os electrochoques???):
“Como pinguins, amamos.
Incondicionalmente percorremos a vida, caminhamos o frio a gelar-nos o coração, os ossos, a vida suspensa, sem rumo
Quando o branco quer dizer solidão, ora felizes na descoberta do outro
Quando chega o momento de saber que és tu, sim, não pode haver engano:
Por ti fiz todas a distância de dias e de noites persistentemente, por ti cheguei quase ao desespero (NR: nós também se esta coisa continua), até que, por fim te encontrei. E, depois como pinguins dançamos, do corpo solta-se um calor que é só nosso, rompem abraços
E, de repente, tudo é alegria, certeza, festa que desejamos não acabe nunca até que a alma se prenda
Definitivamente pela marca inesquecível de um no outro.
Como é possível tanto amor depois de um extremo cansaço (NR: Doping?).
E como pinguins, perguntamo-nos ainda: Sim, afinal o que seria de nós
se um não tivesse realmente o outro?
E como resposta tarde, de novo espera o tempo de esse amor florir e com ele a vontade de escrever:” (E O TEXTO CONTINUA SEMPRE ASSIM DURANTE MAIS 66 LINHAS).

5 thoughts on “Concurso Gargalhadas de Betão”

  1. Devem estar a brincar: pela minha saudinha, o texto saiu no “Público” de sexta feira. Agora não tenho resistência para passar a coisa toda à mão, dado que os tipos do dito pasquim não permitem aceder sem pagar.

  2. Meu: pertences à esquerda festiva, logo, devias estar mais preparado para a galhofa alheia. Claro que estamos a brincar…

  3. Isso escreveu o Pedro Strech propriamente dito?! No Público de quando?
    Para falar a sério, aqui que ninguém nos ouve, eu já andava a desconfiar… ( mas o rapaz não fuma nada, aquilo é menino concebido sem pecado, se não ainda pensávamos que eram coisas estranhas…)

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