Bazar

O livro está ali no escaparate, “traduzido para mais de dez línguas”. Serão doze, uma vintena? As mais são apenas dialectos?
Conheço bem o romance, li-o mais do que uma vez. É um edifício robusto, construído à moda antiga. Andam-lhe águas no telhado, e tem algumas rachas nas paredes. Mas não se gasta nos umbiguismos correntes, nem nos enfada a cabeça. Um leitor sem exigências de ouvido toma-o por sinfonia e dedica-lhe o serão. Não admira a trigésima edição.
Já “traduzido para mais de dez línguas”, que parte da humanidade andará privada dele?

Jorge Carvalheira

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