15 thoughts on “Aspirinas”

  1. Muito obrigada pela simpatia, Valupi. Não tenho blogue, mas se um destes dias me meter nessa aventura prometo que aviso. :)

  2. MFerrer, gostei de ler o seu post, é óbvio que concordamos. Mas não sei se percebi o seu comentário, só concorda comigo depois ter escrito o seu texto a 24 de Fevereiro? Aposto que se me tivesse lido a 22, quando fiz o comentário, teria concordado logo, certo? :)

  3. Vega9000, declaro-te oficialmente o comentador mais simpático deste blogue e arredores.
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    Tubarão, seu sabidão.
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    guida, nós é que agradecemos as tuas ofertas.

  4. Val:
    Obrigado pela distinção. O que me fez enviar o texto nesse dia e não hoje, data do acontecimento, foi ao ver que as imagens e as entrevistas feitas pelos entrevistadores eram no sentido de deitar gasolina no fogo. Sei que há um descontentamento dos órgãos de informação mas, nunca os vi numa manifestação a manifestar-se contra a sua precariedade. Vejo-os várias vezes a insurgirem-se contra o trabalho infantil. O que acho bem. Mas quando são eles a produzir espectáculos com essas mesmas crianças tudo está bem. Aí não é trabalho infantil. São programas de entretimento.
    O que me enraivece é vê-los a colaborar até altas horas da madrugada e não se insurgirem contra este facto. O que essas crianças padecem para serem vistos na televisão e terem uns minutos de fama. Aqui os pais não criticam. Se fosse que tivessem de estar umas horas numa aula assistida caía o Carmo e a Trindade. Depois faz-me pena ver as lágrimas das crianças por não atingirem os seus objectivos. Julgam que todos os dias nascem Cristianos Ronaldos! As dos pais são lágrimas de crocodilo.
    É vê-los em programas em que as chamadas telefónicas têm de ser pagas para se ganhar um prémio e anunciam que dão esse prémio com todo o gosto. Parece que o dinheiro sai dos bolsos deles – apresentadores – e não dos incautos que estão a enganar. Pena não haver uma entidade que regule esta barbaridade.
    Depois foi a maneira como alguns da geração à rasca falaram das suas condições. Não discuto as suas pretensões mas, intitularem-se como a geração mais desprotegida pelos governos, acho pretensão a mais. Dizem que tem de viver em casa dos pais porque não tem possibilidades para pagarem uma renda de casa. Mas ainda têm uns pais que lhes podem valer nesse sentido.
    Na minha geração, aqui na aldeia, as famílias eram compostas por inúmeros filhos e com intervalo de dois anos entre eles, as casas eram pequenas, com um quarto ou dois e ali tinham de dormir doze pessoas, incluindo os pais, não tinham casa de banho, tomava-se banho uma ou duas vezes por semana, água aquecida numa panela que depois era deitada numa bacia grande e ali nos lavávamos. Bacio, vulgo pote, debaixo da cama que quando tínhamos necessidade de fazermos as nossas necessidades eram colocadas debaixo da cama e sofríamos o odor dessas mesmas necessidades. Não havia electricidade, desenrascávamos com o candeeiro a petróleo, televisão e rádio só se fossem a pilhas mas, para se ter uma televisão, quem a podia ter? Hoje na maioria dos lares é uma em cada aposento!
    Falam de não arranjarem trabalho. Com as tecnologias que existem alguma coisa tinha de padecer. Se se inventam máquinas que fazem o trabalho que quatro ou mais trabalhadores eram precisos para fazerem esse mesmo trabalho, é evidente que diminui o número de trabalhadores e o preço desse artigo, temos mais acesso a adquirir esse artigo mas, vai originar desemprego. Ou queremos ter sol na eira e chuva no naval ao mesmo tempo? Lembro-me das minhas irmãs acabarem os estudos, quarta classe, e irem para criadas de servirem, para o Porto ou outras cidades. Vinham a casa duas vezes põe ano, Páscoa e Natal. Além do pouco que ganhavam, era menos uma boca a comer e mais espaço para se dormir. As camas eram coabitadas com quatro pessoas, duas para a cabeceira e as duas para os pés, como se dizia.
    Também ouvi algumas pessoas dizer que não tinham onde deixar os filhos. Se não trabalham porque precisam de deixar os filhos entregues a outras pessoas. Quando era criança eu e os meus irmãos desenrascávamos, olhávamos uns pelos outros, a minha mãe para aumentar o pecúlio ia dar dias para fora, como era usual dizer-se, e nós amanhávamo-nos como calhava. A vida era mesmo isso.
    Tinha mais para dizer. A vida nessa altura era difícil mas, sei reconhecer que as outras gerações anteriores à minha ainda sofreram mais. Por isso achar que deve ser dado o seu a seu dono.

  5. Obrigada, Valupi, que querido. Não tenho blogue, não tenho vida para isso, pelo menos por enquanto. Tudo o que escrevo é mais do domínio do instantâneo. És uma grande fonte de inspiração, é o que é!
    Até muito breve, nos comentários, porque parece que temos uma crise política que todos por aqui vamos adorar acompanhar…

  6. bom, a minha barriguinha quer lanchar e vou levar o bolo para mim e para Val. mas deixo cinco fatias porque não sou egoísta (uma dela é para ti, Penélope – apesar da tua indelicadeza perante a minha delicadeza e a que sobra fica para quem, com gosto, a quiser levar). :-)

  7. O Vega pode ser oficialmente o mais simpático, de facto é muito simpático, mas uma pessoa lê estes comentários e transbordam simpatia. :)

    Fica para mim, Sinhã, obrigada. :)

    Não chegas nada atrasada, mdsol, um grande schuack também para ti. :)

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