Alternada/Contínua

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AC/DC: a guerra sem quartel que, na transição entre os séculos XIX e XX, opôs Thomas Edison a Nikola Tesla. A corrente contínua, defendida por Edison, acabaria por sair derrotada: com a tecnologia da altura, o seu transporte a longas distâncias implicava perdas incomportáveis. No outro canto do ringue, estava a Westinghouse Electric Co, armada com o trabalho do genial e misterioso Tesla, cientista de origem sérvia e reputação quase sobre-humana. Sabendo-se condenado à derrota, Edison recorreu a alguns golpes publicitários para persuadir o público dos riscos que a corrente alternada representaria: passando pela execução de animais e pelo patrocínio da primeira cadeira eléctrica. No domínio circense, Tesla também não esteve mal, encenado apresentações em que servia de condutor humano para acender lâmpadas. Apesar do desenlace que o aproveitamento hidroeléctrico do Niagara trouxe, só em 2005 é que se apagou o último sistema de distribuição pública de corrente contínua: em Manhattan muitos elevadores continuaram até então a usar os antigos circuitos de Edison. Ironicamente, sabe-se hoje que a corrente alternada de baixa frequência facilita a indução de fibrilhação ventricular, sendo assim um pouco mais perigosa.

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