19 thoughts on “A Um Deus Desconhecido”

  1. A solução Alcochete evita, pelo menos, indemnizações das arábias aos habituais especuladores e aos ladrões.
    E se for tecnicamente tão afinada como a ironia de FV, vou já à missa do ignoto deus volante.

  2. A minha rua e a Travessa do Possolo são diariamente sobrevoadas por muitos motores ruidosos… A Ota espera-os, sossegada.
    Benditos sejam os deuses!

  3. Sílvia,

    Exactamente porque a sua rua e a Travessa do Possolo apanham com o ruído é que os deuses pensam poder soprar de Alcochete. Sim, os aviões aterram contra o vento.

    Só não sei que faz a Ota nesta história.

  4. O que o Fernando queria era um aeroporto em Mértola, para aterrar em casa.
    Mas está bem livre disso! Há dez milhões de indígenas residentes com prioridade!

  5. Sim, Fernando, é melhor que eles esgotem as dúvidas e as más-línguas.
    Mas explica-me, para além da proximidade a Mértola (eu sei que estou a ser mázinha) o que vês a favor de Alcochete em detrimento da Ota?

  6. Anonymous,

    A ideia de que Mértola pudesse um dia ser a minha casa deixa-me nostálgico. Mas dispensaria sempre aeronaves.

    Sininho,

    A ideia de que, na Margem Sul, podem estender-se duas Otas, e ainda sobrar espaço, encanta-me.

    Não sei porquê. Talvez por eu olhar a dinheiro. Que depois sobraria, para umas extravagâncias. Como melhores serviços de saúde, melhor ensino, mais teatro. Compõe tu o cabaz.

  7. Fernando,

    Magníficas, as iguarias do teu cabaz… e que me ofereces para eu guarnecer!

    Sabendo eu que vives num país de exímios urbanistas, não te causa nenhuma estranheza que a batalha seja: um (Ota) contra muitos (Poceirão, Faias, Rio Frio, Alcochete)?
    Esta sopa de pedra não contém as tuas iguarias, suspeito.

    Pode ser que o TGV resolva este conflito marginal.

  8. Sininho,

    A dispersão das alternativas não é um mal em si. Para dar-te um exemplo da minha profissão: uma língua regional dispersa-se quase sempre em dialectos, enquanto que a língua do estado tem um padrão.

    Um caso concreto, extra-europeu mas próximo: em Marrocos, no nosso querido Marrocos, o poder serve-se do árabe, deixando em dispersão (não permitindo a padronização) do berbere, de longe a língua mais falada no país.

    É próprio da linguagem do poder (por exemplo, linguístico) chamar «sopa de pedra» a variedades que ele, exactamente, não deixa padronizar. Em casos mais perversos, incentiva-a. Ela vai servir-lhe de argumento.

    Sempre que o poder intervém, a luta é essa: a de «um» contra «muitos». A culpa, claro, é dos «muitos»… A razão é, sempre, a do «um».

    Tu interiorizaste a linguagem do poder. Não te sabia tão perversa.

  9. (portanto pessoal, se eu conseguir vir a ser um tigre-budista que tenho aqui na parede – já sabem:

    – esperem por um dia histórico, que eles andam todos em comemorações e cefaleias

    – baratinam-se os assessores e eles telefonam aos ministros; como eles nunca sabem muito bem o que disseram no dia anterior, telefonam aos chefes…

    – estes nadam nas comemorações e no meio da confusão dizem que o melhor então é adiar 6 meses

    e nascem soluções como cogumelos

    Eu vou pelos nomes

    Não faço idéia onde é, mas Faias é bonito. A faia é uma árvore linda, tem muitas no parque da Pena e também há no Norte. Na Primavera os rebentos novos têm folhinhas que têm uma orla de pêlo que filtra os raios de luz e fica tudo aos risquinhos por ali baixo.

    O problema é que não se deve fazer confusão, a faia é a Fagus sylvatica, mas lá no Faial (e na Madeira) chamam faia à Myrica faia e por cá chamam faia ao choupo branco, Populus alba.

    Aquelas faias devem ser choupos!)

  10. Fernando,

    41 Horas (que isto em dias contabilizava menos) para voltar aqui, a esta tua casa, dizer-te que não tenho arcaboiço para a resposta que me deste (ou seja, levei com a pedra…)
    Agradeço-te a franqueza. Motiva à reflexão.

    Py

    ;-)

  11. Fernando, podias se calhar revêr o epíteto que colaste à Sininho, acho que não é isso, ela é uma entusiasmada da Ota mas é porque estudou o assunto.

    Eu então, completamente diletante, gosto das faias por causa do nome.

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