«Os pequenos pides do PS»

Na última página do «Público» de hoje, o cronista Vasco Pulido Valente expõe o que se passou recentemente no Centro de Saúde de Vieira do Minho, e rememora o caso Charrua. Suponho os detalhes conhecidos. Reproduzo a segunda parte da crónica do historiador.

A moral da história é simples: o PS, que os portugueses se habituaram a ver como o defensor da liberdade e da democracia, não passa hoje de um partido intolerante e persecutório, que age por denúncia (aqui como na DREN) e tem uma rede potencial de esbirros, pronta a punir e a liquidar qualquer português por puro delito de opinião. Pior ainda, personagens como Correia de Campos colaboram pessoalmente nesta lamentável empresa de intimidação. Não admira. Nem o eng. Sócrates nem o dr. Cavaco manifestamente compreendem que a repressão da dissidência e da crítica começa a corromper o regime e torna inevitável o futuro “saneamento” dos “saneadores”. O silêncio de cima encoraja o miserável trabalho de baixo. Em Portugal, a colaboração do Estado com os pequenos pides do PS já não é uma vergonha.

7 thoughts on “«Os pequenos pides do PS»”

  1. e’ como diz a ana: bufos. sempre houve. mal de quem e’ e de quem encoraja. onde trabalho aconteceu varias vezes, antes de socrates, depois de socrates. o que e’ preciso e’ que os visados protestem, recorram, nao baixem os bracos, como se de fatalidade de um regime nao-livre se tratasse.

  2. Bufos? Informadores?
    Pois estes só existem porque alguém os encoraja e lhes dá razão.
    Dizer mal do vizinho é um desporto nacional.
    Denunciar o vizinho, o amigo e o colega de trabalho???? Claro. A policia de costuimes está atenta e agradece.
    Este governo não é promiscuo, mas arisco e juizinho…muito juizinho, enquanto não começa o medo… o tal ….tenham muito medo!!!!

  3. Trinta e três anos depois de mais de quarenta de hábitos pidescos e de bufarias, ainda não perdemos o jeito! Só há bufos porque há quem esteja disponível para acolher os dislates. Haja fé, que um dia isto muda, assim o queiramos.

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