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We Like What Experts Like – and What Is Expensive
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Arquivo mensal: Dezembro 2016
Já dizia alguém: mulher não vota
Ataque de tesão genuíno ou planeado?
Já tem quase dois anos, mas só o descobri agora. As duas pessoas visíveis no vídeo abaixo, que talvez alguns dos milhões de leitores deste blogue conheçam de ouvir falar, estão a ter um genuíno ataque de tesão ou planearam a cena? Num dos mais falsos formatos televisivos, onde a realidade está ao serviço do espectáculo, será que a falsidade inerente foi a condição necessária para a verdade aparente?
Asfixia da honestidade intelectual
Paulo Rangel – o tal supino estadista e insigne patriota que foi para Estrasburgo berrar que Portugal já não era um Estado de direito porque lhe tinha chegado às orelhas a calúnia de que Sócrates tinha feito com que uma crónica doentia do Crespo não fosse publicada no JN, ocorrendo este número chungopatético no país do império Balsemão, da TVI do casal Moniz e do Marcelo, da RTP da Judite e do José Rodrigues dos Santos, do Sol do alucinado, da Renascença da Igreja, do DN do Marcelino e da brigada laranja ao tempo, da TSF do Baldaia, do i do Martim Avillez e da Cofina da indústria da calúnia – resolveu botar faladura sobre o sistema eleitoral norte-americano. Tinha umas lições para dar ao povoléu, confessa, especialmente a uns quantos que manifestam “mau perder”. Se alguém tiver uma pista acerca de quem seja essa gente a que se refere, tenho no bolso 10 euros para entrega como prémio.
Pois este passarão cometeu a proeza de escrever 5 962 caracteres, mais espaços, sem que alguma vez tenha sequer mencionado ao de leve este curiosíssimo facto: nas 5 ocasiões em que nos EUA o voto popular foi superior para o candidato perdedor, perdeu um candidato Democrata (na primeira ocasião, há factores específicos a ter em conta para legitimar essa afirmação, fique a nota). Para o que agora importa, a diferença de votos a favor de Hillary vai nos dois milhões e meio nesta altura do campeonato. Eis o contexto em que o Rangel sentiu um súbito afã para desvalorizar essa diferença. Ora, ter apagado da sua exposição a disfuncionalidade eleitoral que penaliza os candidatos presidenciais do Partido Democrata permite-lhe despejar um caudal de sofismas onde uma solução engendrada no século XVIII passa por monumento à democracia contemporânea. Tudo areia para os olhos do leitor. A lógica federalista invocada mantém o seu pleno sentido para a constituição do Senado, dando-lhe o justo papel de contrabalanço entre o Congresso e a Presidência, mas deixa de fazer sentido quando se usa para defender a falta de proporcionalidade dentro de cada Estado para se constituir o Colégio Eleitoral. É a manutenção do sistema maioritário que está a causar uma perversão eleitoral cuja origem é demográfica. E essa perversão não é democrática nem liberal porra nenhuma. Igualmente não encontramos sequer uma vírgula no texto a respeito das acções Republicanas que visam dificultar o acesso ao voto para diminuir a participação eleitoral das diferentes minorias. É que as coisas estão ligadas.
A chave para mais um exercício falacioso do Rangel inventor da “asfixia democrática” está nesta frase: "[os EUA] Não são, portanto, uma moderníssima democracia iliberal, de tipo jacobino, onde a vontade da maioria se expressa acrítica ou caprichosamente." Que é como quem diz, “Se pudesse, acabava com essa cambada de jacobinos que andam para aí acriticamente e cheios de caprichos a votarem em eleições livres. Fodam-se todos e viva o Trump!”


