Paulo Portas e António José Seguro almoçaram juntos, na quinta-feira, 2 de agosto, por iniciativa do ministro dos Negócios Estrangeiros. Um encontro rodeado da maior discrição e que nenhuma das partes confirma ou desmente.
O almoço aconteceu no Palácio das Necessidades, sede do ministério. Na ementa da conversa estiveram os temas incontornáveis da agenda nacional e internacional: a crise europeia, o programa de austeridade português, a execução das contas públicas deste ano e a preparação do Orçamento do Estado para 2013. Apesar da tensão que tem marcado as relações entre o Governo e o PS, no encontro “não se terão fechado portas”, apurou o Expresso.
Para Portas, é fundamental manter contactos regulares com o PS e assegurar que os socialistas não se afastam do consenso nacional em torno do programa de ajustamento. Uma postura que, nota a direcção do PS, contrasta com o tom de agressividade que tem sido adoptado pelo primeiro-ministro e pelo PSD.
Arquivo mensal: Agosto 2012
Feeling Good
Queres por cima ou queres por baixo?
Marcelino pan y vino
O Marcelino é uma das figuras políticas que tenho proveito em observar porque ele representa o poder triunfante, usando o DN sem qualquer pudor como uma arma de combate eleitoral e um veículo de influência social ao serviço dos interesses do passismo. E o que é o passismo? É a decadência soberba, a vaidade venenosa, o cinismo como método e programa. O passismo é o cavaquismo sem Cavaco e sem o baronato laranja, apenas com a arraia-miúda dos quadros filiados e a mixórdia dos atrevidos com os fanáticos. Cavaquismo e passismo comungam numa retórica de ataque ao Estado, aos partidos e aos “políticos”. Trabalham com as dinâmicas psicossociológicas da iliteracia, da pobreza e do envelhecimento da população. Limitam a sua produção intelectual à redução da política ao moralismo, ao lançamento de campanhas de assassinato de carácter e à produção de ambientes de medo irracional quando estão na oposição através dos meios de comunicação social que dominam. Vejamos um exemplo desta lógica:
Repare-se como ele fala das PPP sem nada explicar, apenas se preocupando em confundir, difamar e sofismar. Agita o fantasma populista de haver nesses acordos roubalheiras à descarada, grotescas violações da Lei, da moral, da ética, dos interesses públicos e do mero bom senso, mas sem apresentar prova ou indício seja do que for. É como se as instituições estruturantes do regime – onde se incluem o Parlamento, o Ministério Público e os Tribunais – tivessem sido coniventes com essa dilapidação porque também receberam a sua parte ou porque as forças em acção eram tão poderosas e tenebrosas que escapavam ao controlo do Estado de direito. Qualquer militante do PCP, qualquer publicista do BE, qualquer activista de uma qualquer organização de extrema-direita, e, claro, qualquer operacional do PSD e CDS, se juntaria ao Marcelino neste deboche sórdido cantando e rindo, para depois saírem à rua todos juntos de tochas na mão, paus, facas e cordas para perseguir e apanhar essas diabólicas PPP com que os socialistas, maioritariamente os socialistas, especialmente os socialistas, espalharam a fome, as doenças e a miséria.
Mas o melhor para se conhecer a fibra do animal está neste singelo passe de mágica com que fecha a prosa:
Este caminho que desagua nas PPP, no BPN, no Freeport, e por aí adiante, só tem a ver com a forma como os partidos, essenciais ao funcionamento de democracia tal qual a entendemos, têm feito parte do problema.
Cá está o método em acção: (i) as PPP são equivalentes ao BPN, ou seja, se no BPN já sabemos que estamos perante altíssima roubalheira, então as PPP são mais do mesmo ou pior; (ii) o BPN é equivalente às PPP, ou seja, é algo que já se fez noutro lado, pelos do outro lado, logo não tem sequer carácter de excepção; (iii) as PPP e o BPN pertencem ao mesmo grupo de formidáveis crimes a que pertence o Freeport, ou seja, aquilo do Freeport, digam lá os tribunais e as evidências o que disserem, foi mesmo corrupção que encheu os bolsos a Sócrates e a outros governantes ou dirigentes socialistas.
O que aparece embrulhado num inane lamento contra um regime democrático que tem partidos cheios dos piores vícios é, visto pelo efeito pretendido no leitor, um apelo ao cidadão para se afastar da vida política dada a quantidade de monstros e sujidade à solta nessas águas. Quão melhor termos Passos e Relvas a assumir o pesado fardo da governação, enfrentando os bandidos das PPP e do Freeport com a sua imaculada bondade e o seu heróico combate em nome do povo, suspiram os espaços em branco nos textos do Marcelino.
Revolution through evolution
As Women’s Status Rises, So Do Literary ‘Shes’
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Growing Up Grateful Gives Teens Multiple Mental Health Benefits
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Race May Play Significant Role in Presidential Election, Survey Finds
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Scientists Discover the Truth Behind Colbert’s ‘Truthiness’
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The Economic Cost of Increased Temperatures: Warming Episodes Hurt Poor Countries and Limit Long-Term Growth
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Pupil Dilation Reveals Sexual Orientation in New Study
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Lying Less Linked to Better Health
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Why Bronze Medalists Are Happier Than Silver Winners
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Dating: Why it Really Is a Numbers Game
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Weight Training Linked to Reduced Risk of Type 2 Diabetes
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The Psychology of Heroism: Why Some People Leap in Front of Bullets
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Daily Aspirin Usage Linked to Lower Cancer Mortality
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Making People Happy Can Be Better Motivator Than Higher Pay for Workers
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Student Scores Improve if Teachers Given Incentives Upfront
Exactissimamente
Não há subornados, apenas suborno*
Para se ficar com uma ideia clara do caso dos submarinos – cronologia, envolvidos, suspeitos, condenados, dúvidas, certezas, notícias ao longo do tempo, recomendo a leitura deste relato exaustivo.
Se o Ministério Público continua a dizer que a investigação prossegue, mesmo após o arquivamento do processo contra Ayala, o advogado e representante do Estado nas negociações, como se compreende que nem uma perguntinha tenha sido feita ao então Ministro da Defesa Paulo Portas sobre o paradeiro de documentos importantes?
Sondemos
Privilégios da Igreja
As fundações católicas – não as religiosas, mas as católicas – foram excluídas da avaliação ordenada pelo governo. Todavia, ao abrigo da lei n.º 1 de 2012, o censo abrangeria TODAS as fundações nacionais ou estrangeiras que actuam em Portugal, “com vista a avaliar o respectivo custo/benefício e viabilidade financeira e decidir sobre a sua manutenção ou extinção, sobre a continuação, redução ou cessação dos apoios financeiros concedidos, bem como sobre a manutenção ou cancelamento do estatuto de utilidade pública” (art.º 1.º). O governo interpretou a lei à sua maneira, declarando que as fundações católicas não eram abrangidas pelo censo.
As fundações católicas gozam em Portugal de um estatuto privilegiado em relação a todas as outras fundações públicas ou privadas, incluindo as de outras religiões, pois só a Igreja católica decide sobre a sua criação e extinção e aprova soberanamente os seus estatutos. Quando uma fundação católica faz o seu registo no Instituto Nacional de Registos, não há mais nenhum procedimento de reconhecimento a cumprir. A Concordata de 1940 garante que a personalidade jurídica da fundação católica é automaticamente reconhecida pelo Estado. Isto não quer obviamente dizer que as fundações não tenham de actuar de acordo com o direito português.
Se bem me lembro
Se bem me lembro, PSD e CDS andaram de 2008 a 2011 a dizer que o Governo de Sócrates falsificava contas e relatórios para esconder buracos gigantescos, por um lado, e tomava decisões catastróficas que deixariam as futuras gerações penhoradas para além da sua capacidade de pagamento dessas despesas.
Se bem me lembro, PSD e CDS garantiram que os problemas de Portugal até às 20 horas do dia 5 de Junho do ano passado não tinham origem em qualquer abalozinho na economia mundial, muito menos numa crise da Zona Euro, antes as nossas dificuldades de financiamento resultavam exclusivamente da apreciação moral que os mercados faziam sobre a biografia e personalidade desse português de nome José Sócrates.
Se bem me lembro, PSD e CDS declararam ser urgente que esse Governo de facínoras e dementes fosse substituído pela gente séria, pois só a gente séria poderia salvar Portugal do abismo com as suas continhas já todas bem feitinhas e com a sua seriedade exemplar, a tal seriedade que os mercados em poucos meses estariam inevitavelmente a premiar e aplaudir.
As coisas de que um gajo se lembra quando se lembra de pulhas.
Já agora, vale a pena pensar nisto
A religião, enquanto fonte de consolo, constitui um obstáculo à verdadeira fé: neste sentido, o ateísmo constitui uma purificação. Devo ser ateia com a parte de mim mesma que não é feita para Deus. Entre os homens cuja parte sobrenatural não está desperta, os ateus têm razão e os crentes não.
in A GRAVIDADE E A GRAÇA, Simone Weil
Fundação Casamento Perfeito
A Fundação PortoGaia, também conhecida por Fundação Meneses-Pintinho ou Fundação Casamento Perfeito, foi criada pelo edil de Vila Nova de Gaia, Luís Filipe Meneses, como um trampolim para a conquista da Câmara Municipal do Porto, hoje ainda dominada pelo seu rival no seio da laranja, Rui Rio.
Através da Fundação PortoGaia e com dinheiro do Orçamento de Estado, foi pago o Centro de Estágio do Futebol Clube do Porto, agremiação desportiva que nem sequer é do concelho de Vila Nova de Gaia. O Centro de Estágio do Futebol Clube do Porto, como todos os dias é referido na comunicação social, e que inclui o Estádio Luís Filipe Meneses, foi pago pelo Estado central e é administrado pela proprietária, a Câmara de Vila Nova de Gaia, mas chama-se oficialmente “Centro de Formação Desportiva de Olival-Crestuma”. Os valores recebidos do Estado pela Fundação PortoGaia em 2008-2010 totalizam 4,2 milhões (e de 2002 a 2008?), mas o valor do património em 2010 é só de 2,2 milhões. Não faço ideia de quanto o FCP paga à Câmara pela utilização do seu Centro de Estágio, nem o inquérito às fundações o revela. O relatório do governo acredita que o Centro de Estágio tem 156.185 “utentes ou beneficiários ou destinatários”, número que deve ser a população do concelho de Vila Nova de Gaia menos os bebés de tenra idade, os acamados e os que já morreram, acrescidos dos 85 jogadores de futebol do FCP.
Na lista ontem divulgada de algumas fundações que estão ameaçadas de dissolução pelo governo, não figura a Fundação PortoGaia. Parece que os inquiridores não encontraram quaisquer ligações da Fundação a José Sócrates, Mário Soares ou Maria Barroso.
A teoria da evolução talvez não esteja absolutamente correcta
Capucho diz que os talibãs tomaram conta disto
O social-democrata António Capucho comparou a intenção do Governo em extinguir a Fundação Paula Rego com os tiros dos talibã contra os budas de Bamyan, no Afeganistão, há uma década atrás.
Em declarações à TSF, este ex-presidente da câmara de Cascais entende que esta proposta do Governo é uma «selvajaria tão grave como os talibã a deitarem abaixo com tiros de morteiro as estátuas do buda».
O ponto a que isto chegou: até Capucho está chocado com o populismo deste Governo
Mais um que foi mandriar para Londres
Pináculo da silly season
Lembra-te
ASAP is poison
“Funny how everything is high priority until you actually have to prioritize things.”
ASAP is essentially implied when requesting anything of anybody. Adding ASAP to everything puts every request at the same level, which means nothing is actually at a high priority. Then everything that hasn’t been ASAP’ed eventually becomes unimportant, and ASAP becomes a prerequisite for getting anything done. Reserve your ASAP’s for actual emergencies and avoid a “boy who cried wolf” situation.
E Passos, deixa passar este claro apelo à guerra?
Lembrando que existe uma crise de dívidas soberanas na Europa, que não afeta apenas Portugal, Passos Coelho sublinhou que “se o BCE tivesse por função resolver o problema dos países indisciplinados, imprimindo mais euros, pura e simplesmente esse seria um péssimo sinal”. No seu entender, tal atuação faria passar a mensagem de que não seria necessário rigor nem disciplina orçamental, porque o BCE imprimiria mais moeda.
“Na Europa isso já aconteceu há largas dezenas de anos e a Europa viveu uma guerra muito forte por causa disso”, afirmou
Passos Coelho, preocupado com a guerra em Novembro de 2011
(1) A situação excecional e de verdadeira emergência a que chegámos reclama do Banco Central Europeu (BCE) uma intervenção ampla e previsível no mercado da dívida soberana dos países solventes que enfrentam problemas de liquidez e a disponibilidade para uma intervenção ilimitada no mercado secundário;
(…)
E porque não o BCE começar a aplicar já aos títulos da dívida pública da Irlanda e de Portugal a orientação anunciada pelo seu Presidente?
Cavaco Silva, disposto a arriscar a guerra para salvar o governo PSD em Agosto de 2012
Paula Rego prá rua!
O governo quer acabar com a Fundação Paula Rego em Cascais, dizem hoje os jornais. Ora aí está uma medida que se impunha. De facto, para que serve aquela coisada, que sugou ao Estado 1 milhão em três anos? Uma maluca anónima qualquer chamada Paula Rego, que deve ser de esquerda, se não mesmo socialista, doou à Fundação umas bonecadas mal pintadas que estão expostas na “Casa das Histórias” (raio de nome) e decerto ninguém vai visitar. Por isso é que a Fundação digitalizou as obras dela e as quer expor online, para nos obrigar a conhecê-las. Só à força, realmente! Não haverá por aí artistas melhores, jovens talentos a despontar que nas suas obras retratem o imparável desenvolvimento do país desde que Passos chegou ao leme?
Excelente é a Fundação Social Democrata da Madeira, instituída por benfeitores anónimos (ocultar a mão que dá é uma alta virtude moral) e cujo património aumentou de 50 mil euros em 1992 para 13 milhões hoje em dia. Não recebe nem nunca recebeu um tostão de apoios públicos (tirando a isenção de IMI relativa a um património de 3,8 milhões de euros) porque não precisa. O seu presidente é o honesto Alberto João, que não deve nada a ninguém. A sede da fundação foi quase de borla, por ser para ele. A FSDM em 2007 deu cabazes alimentares a carenciados e em 2010 atribuiu dezenas de bolsas de estudo que só ainda não foram pagas aos estudantes beneficiados porque a filantrópica instituição tinha de momento outras prioridades, como a aquisição da Herdade do Chão de Lagoa onde se realizam as festas de Alberto João. O dinamismo da fundação revela-se bem na cooperação contabilística que mantém com uma empresa sediada no mesmo local da Fundação, a Sermaquipa SA, que esse aldrabão do José Manuel Coelho diz que se destina a facturação paralela e financiamento de campanhas eleitorais, bem como a lavar dinheiro e a receber donativos dos emigrantes e das empresas de construção, nomeadamente através dos off-shores. É tudo mentira. A Fundação só quer é criar um museu na casa onde Alberto João nasceu e viveu até aos 30 anos, para ali se recriar o ambiente em que decorreu a infância e juventude daquele que é o querido líder desde 1978 e para ali ficar exposta toda a grande colecção de magníficas medalhas comemorativas, quer nacionais, quer estrangeiras, que lhe foram sendo oferecidas durante mais de trinta anos de sacrifício pessoal pelo bem da sua pátria.
Um dia tinha que ser. Não demorou muito
O diretor do jornal i, que aqui destaco a título de exemplo, está com saudades de um primeiro-ministro digno desse nome. Não há outra maneira de interpretar a sua prosa de hoje. Em editorial, lamenta não saber de que vive José Sócrates. Lamenta tão só e apenas isso. De resto, era perfeito. O que não surpreende. Aos poucos lá vão chegando.



