Portas, o divisor previdente

Não fazendo aqui a análise de tudo o que se passou durante a discussão e votação da moção de censura ao Governo da autoria do PCP, houve um momento determinante acerca do estado do Governo que vale a pena reter.
Se a intervenção principal do nº um da coligação mereceu ovação de pé por parte de ambas as bancadas apoiantes, o mesmo não sucedeu com a intervenção final do nº dois, Paulo Portas.
Este, assistindo a um debate esperado em que o PSD ataca PCP e, depois de uma intervenção brilhante de Pedro Silva Pereira, pergunta, com elevação, pela voz de um Deputado sem argumentos, se tal verbo teria chegado de “uma mesa de Paris”; assistindo a um debate em que o PCP, igual a 1975, exercendo o direito de censurar um Governo de direita, ataca o PS que nos livrou há quase 40 anos de uma ditadura comunista – uma dor; Paulo Portas opta por outra via.
E foi simples: subiu à tribuna e explicou que estávamos perante uma moção de censura. Depois explicou a sua legitimidade e deu exemplos de como já tinha sido protagonista de várias. Daqui partiu para os custos que se devem pesar quando se opta por esta via. Percebeu que sendo o PCP o autor da moção era ao PCP e a mais ninguém que se deveria dirigir. Analisou o percurso e testou num juízo de prognose as soluções do PCP – o desastre. Retirou ao PCP o monopólio das preocupações sociais e aqui deu-se o seu passo mais estratégico:
Citou medidas sociais deste Governo, apenas de Ministérios do CDS. Medidas sociais, note-se.
Já vinha começando o distanciamento do CDS/Paulo Portas do PSD/Passos/Gaspar/Relvas. Porque o futuro a Deus pertence, e hoje viu-se mais uma jogada, serena no tom, nesse sentido.
Portas é inteligente e acaba o discurso com o PSD sentado.
Como queria.

Um primeiro-ministro à espera de ordens

A grande, e única, bandeira deste Governo é o cumprimento do memorando de entendimento, sendo que o principal objectivo é cumprir a meta do défice. Do ponto de vista do Governo, essa meta justifica toda a austeridade que nos foi imposta. Pois bem, perante a derrapagem da execução orçamental e o falhanço mais que certo no cumprimento da meta do défice, o primeiro-ministro diz, e repete, que é muito cedo para anunciar mais medidas de austeridade. Cedo? Não se percebe, está à espera de quê? Os iluminados que nos governam desejaram ardentemente a vinda do FMI e companhia, para eles a sua vinda só pecou por tardia, ou seja, os portugueses deviam ter levado a injecção de austeridade muito mais cedo. Será que mudaram de ideias? Não. Para mudar de ideias é preciso tê-las e quanto à austeridade, Passos Coelho até diz que se for necessário adoptará novas medidas, o problema é que não é ele que decide se é ou não necessário. Quando as ordens vindas do exterior eram para impor austeridade, o Governo até foi além do que lhe exigiam, mas o Mundo não mudava só no tempo do anterior Governo, continua a mudar a grande velocidade e a verdade é que a receita da austeridade já teve mais adeptos. Portanto, não massacrem o nosso pobre primeiro-ministro com questões a que ele não sabe responder. Cobardemente, limita-se a fazer o que lhe mandam, e ainda ninguém lhe deu essas ordens.

Apatia, uma vocação secular nesta terra

A apatia que tem surpreendido comentadores e políticos, ao arrepio das constantes ameaças e profecias catastrofistas que inundaram o espaço público de 2008 a 5 Junho 2011, é a prova suprema de que os ajustamentos impostos pela Alemanha poderiam estar agora a ser feitos sem troika e com inteligência social e económica. Presidente da República e PSD, se não se regessem por uma estrita lógica de conquista do poder pelo poder, teriam aceitado proteger Portugal e os portugueses numa altura de crise histórica para a Europa em vez de aproveitarem as circunstâncias internacionais para lançarem a política de terra queimada que nos trouxe exactamente a esta situação estupidamente desgraçada: aumento descontrolado do desemprego e falhanço orçamental depois do esbulho colossal sobre a classe média e os pobres.

A apatia é tão mais desconcertante quanto ela ocorre apesar do logro – nunca antes visto – que foram as campanhas eleitorais do PSD e CDS. Nada de nada do que inscreveram nos seus programas eleitorais e caudalosas promessas está a ser feito, precisamente ao contrário: levaram a carga fiscal para além do imaginável, apregoam o empobrecimento, convidam os nativos a saírem do País, não fizeram qualquer reforma, vendem as jóias do Estado ao desbarato e falharam a execução orçamental para 2012.Vítor Gaspar, cuja imagem de marca era a de uma pretensa superioridade técnica apolítica, está rapidamente a aproximar-se do prestígio intelectual do Álvaro.

Qual a explicação para este baixar de braços e de cabeças? Uma delas continua a estar na comunicação social, que não faz campanhas de assassinato de carácter contra os actuais governantes nem alimenta agora uma legião de comentadores cuja única função era manter altas as labaredas do protesto, do pessimismo e do medo. A outra está na cegueira do PCP e do BE, invariavelmente ocupados só com os seus rebanhos, o que implica manterem o tiro ao PS como actividade quotidiana. E a última está na estratégia, ou falta dela, de Seguro, alguém que veio para a liderança do PS sem que se saiba para quê. Tal enigma causa profunda desorientação a militantes e simpatizantes, e causa profundo asco ao cidadão apaixonado pela cidade.

Revolution through evolution

Scandal of mental illness: only 25% of people in need get help
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Power of Playtime: Single Mothers Can Reduce Stress by Playing, Engaging With Children
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Why (Almost) All of Us Cheat and Steal
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Sun Exposure and Sun-Sensitive Skin Type Decreased Risk for Pancreatic Cancer
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Belief in Hell, According to International Data, Is Associated With Reduced Crime
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Hotel Rooms House Bountiful Bacteria
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Blogging Relieves Stress On New Mothers
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Giving Makes Young Children Happy

Living Alone Associated With Higher Risk of Mortality, Cardiovascular Death
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Confusion Can Be Beneficial for Learning
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Study: No-Fat, Low-Fat Dressings Don’t Get Most Nutrients out of Salads
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How Stress Can Boost Immune System
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For Happiness In Life, Respect Matters More Than Money

Sermão de Domingo de tolos

Gaspar 11:12  – E a austeridade excessiva gerou recessão, que gerou menos receita, que gerou mais défice, que gerou mais austeridade, que gerou mais recessão, que gerou menos receita, que gerou mais défice, que gerou mais austeridade, que gerou mais recessão, que gerou menos receita, que gerou mais défice. E Gaspar olhou para a  devastação que tinha causado na terra dos ímpios, e viu que era que a receita era boa. Pois era a palavra dos senhores, e estes expressavam júbilo em cada visita.

Tiro à demagogia

1. Madeira e continente. É muito comum ouvir-se, dos direitolas e não só, que Portugal não se pode queixar da postura da Alemanha em relação a nós e aos países do sul em geral, quando, em relação à Madeira, nós próprios nos comportamos agora de igual maneira e não compreenderíamos que assim não fosse. Para quem vende tal hipotética semelhança, pergunto: qual o papel do continente na definição das políticas da Madeira nos últimos 38 anos? Acaso o Governo da República lhes impôs, por exemplo, a destruição de culturas ou das pescas? Haveria reuniões regulares, por exemplo, conselhos insulo-metropolitanos, para decidir das ajudas, das prioridades ou, mais recentemente, das formas de combate à crise internacional? Uma mera miniatura de um PEC que fosse? Quais as contrapartidas para o continente dos fundos nacionais atribuídos? Em que medida se harmonizavam as práticas do arquipélago com as do continente, como acontecia entre este e a Europa? É ou não é a primeira vez que o continente está a ser responsabilizado pelas finanças da Madeira? A Madeira recebia ou não fundos europeus como região ultraperiférica? Qual a semelhança entre o escrutínio feito às contas da República e o feito às da Madeira, região jardinistamente autónoma? Quem, no continente, escondeu de Bruxelas faturas no valor de 8000 M€?

2. Europa. Schäuble, ministro das Finanças alemão, anda a dizer que deviam ser transferidas mais competências, ou seja, mais poder para Bruxelas. Eis o que diz: “Até agora, os Estados-membros da Europa tiveram quase sempre a última palavra. Isso não pode continuar”. Última palavra, só a deles, claro. Compreendemos porquê. Fartos de que lhes seja colocada nos ombros toda a responsabilidade pela resolução da crise do euro (chama-se a isso os ossos do ofício de quem decide de facto), os alemães, também para não serem acusados de serem os maus da fita e os donos da Europa, querem a aparência de que são outros a decidir e, sobretudo, que não é apenas o dinheiro deles que entra. Mas, admitindo que são sinceros e que até quereriam em Bruxelas um governo eleito por todos os europeus, alguém acredita que aceitariam cumprir ordens de Bruxelas se as considerassem contrárias aos seus interesses? Aliás, admitiriam sequer um presidente europeu que não fosse alemão ou sua marioneta? Transferir poderes para Bruxelas? Sim, mas no esquema do BCE, onde são eles que mandam.

3. Perdão da dívida. Moreira da Silva, vice-presidente e coordenador político do PSD, mostrando-se adepto de toda a austeridade e do máximo agravamento da dívida possíveis, afirmou: “Se amanhã a ‘troika’ perdoasse toda a dívida” a Portugal “nem assim os problemas estariam resolvidos”, porque o país tem “outros défices estruturais”. Na fase a que chegámos, quase concordo. Difícil consertar o país agora. Com a economia e o comércio quase totalmente destruídos, os jovens mais qualificados ausentes em melhores paragens, o poder de compra em mínimos históricos, investidores estrangeiros sem objeto do tipo não chinês em que investir e o crédito interno totalmente ameaçado, de facto, mais dívida menos dívida até pode ser considerado irrelevante. Mas não seria, se tivesse havido o cuidado de manter o país a funcionar, nem que tal implicasse divergências com os credores, lembrando-lhes, justamente, que, assim, nunca irão reaver o seu dinheiro. Mas vejamos as soluções propostas pela personagem, com um foco especial na sua distinta lata: “O desafio passa por reformas estruturais e investimento seletivos na área do conhecimento, da política industrial e da economia verde”. Pára tudo! Estamos perante um génio. Como é que Sócrates não se lembrou de tal coisa?

“Aquilo que aconteceu durante um período longo em Portugal deu origem a problemas estruturais, nós somos um dos países da União Europeia com maiores desigualdades sociais, com maior dependência energética, com menores competências ao nível da leitura, das ciências e matemática, o país com maior abandono escolar, com uma dependência alimentar elevada”, assinalou.
Chega. Com todos estes indicadores a agravarem-se graças às políticas que defendem e aplicam, anunciei tiros, mas este tipo de demagogia só mesmo à bomba.

Sim, é tempo de dizer basta

Deram-me no Metro um folheto do PCP onde no cabeçalho se lê com letras garrafais:

É tempo de dizer basta!

Aparentemente, andam para aí a aplicar um Pacto de Agressão que está a “infernizar a vida dos trabalhadores e do povo” e a “afundar o país”. O papel descreve com eloquência moscovita os males que o PCP detecta e denuncia cheio de entusiasmo. São coisas terríveis, catastróficas, as quais terão misteriosamente escapado aos sábios do materialismo dialéctico, daí terem os comunistas contribuído com o seu voto para que o tal pacto de abatesse com fúria bestial sobre nós. Mas o PCP tem uma solução e um recado. A solução é a “política patriótica e de esquerda”, a qual irá resolver todos os nossos problemas presentes e futuros assim que começar a ser executada pelo Jerónimo e restantes índios. O recado é o seguinte:

Os que, como o PS, se escondem atrás da conversa sobre uma alegada “oportunidade” ou “crise política” mais não fazem do que confessar o seu apoio à obra de destruição desta governo e desta política.

Pronto, está dado o recado. E já podemos fazer uma súmula. Portanto, estamos no Inferno, o PS confessa os seus pecados e o que está a fazer falta é uma injecção de patriotismo. Muito bem.

Desde o 25 de Novembro que o PCP anda a dizer que já basta. E é verdade, já passou tempo suficiente para que bastasse e os comunistas se decidissem: ou partem para a luta armada ou aceitam viver em democracia.

Cria a legenda perfeita para esta foto e ganha prémios

A melhor legenda ganhará uma camisola com a frase “Eu se fosse parente de Sócrates escondia que era parente dele” e ainda um conjunto de 10 links para as mais sérias, elevadas e verdadeiras declarações de Relvas que a Internet conserva como prova da sua admirável vocação de estadista e como supino exemplo moral, ético, deontológico e cívico para esfregar nas trombas da pérfida e criminosa xuxaria.

Pequena entrevista ao “Ensino Magazine”

Especialista como é em assuntos constitucionais, acha que a Lei Fundamental, a tal que os políticos juram quando tomam posse, tem sofrido muitos atropelos?

Às vezes, por isso é que existe o Tribunal Constitucional (TC) e os recursos de constitucionalidade. O TC faz muito mais do que apreciar leis que vêm da AR e do governo. Os atropelos existem, mas não a um ritmo diário. Quando se legisla deve-se fazê-lo o mais próximo possível da mensagem constitucional e acho que essa tendência se está a perder. Era praxe não legislar de forma retroactiva, ou pelo menos não o fazer de forma repetida, era praxe ter atenção ao princípio da segurança jurídica, ao princípio das tutelas das expectativas, etc. A forma como se esmagam direitos adquiridos é um exemplo de que o espírito da Constituição está a desaparecer. A lei do enriquecimento ilícito, promovida pela maioria, era, do meu ponto de vista, a tentativa de fazer o crime mais “pidesco” que alguma vez tive conhecimento desde que me lembro de ter consciência jurídica. (NDR: O Tribunal Constitucional chumbou em Abril o diploma que criava o crime de enriquecimento ilícito porque entendeu que eram violados os princípios constitucionais da presunção da inocência e da determinabilidade do tipo legal).

Quando fala em esmagamento dos direitos adquiridos refere-se ao corte nos subsídios e às alterações nas leis laborais. Podemos falar num retrocesso nos direitos adquiridos?
Há uma forma de legislar que vem contrariando a principiologia constitucional. E isso aflige-me, muito. Um cidadão tem a percepção que o seu contrato de trabalho não vale nada em termos de segurança, comparado, por exemplo, com um contrato feito pela Lusoponte. São ambos contratos, simplesmente um é feito por uma grande empresa e é intocável, enquanto o vínculo do cidadão comum é alvo de tudo e mais alguma coisa. É inadmissível à luz da dignidade humana que se trate com tremendas cautelas o contrato com uma grande empresa, e tudo o que diz respeito às pessoas seja tratado a pontapé. Os cidadãos sentem que têm menos valor do que o pilar de uma ponte.

Em que outros domínios se espraia a sua intervenção enquanto deputada?
Tenho muitas preocupações e vários projectos de lei na cabeça. Para começar, dar voz às pessoas que estão desesperadas e fazer ecoar esse lamento no Hemiciclo. É preciso arrepiar caminho no rumo de desvalorização da pessoa humana que está a ser tomado. Inverter o discurso asséptico e que usa palavras disfarçadas para esconder a dura realidade. Urge também alterar a parte discursiva e o modo como se faz oposição, denunciando o aproveitamento da crise e do memorando da troika, para fazer de nós uma espécie de laboratório experimental de uma certa ideologia. A Justiça é também uma área que me causa inquietação. Creio que a ministra está a ir atrás de um novelo de lã que se chama corporativismo.

Na totalidade, aqui

E a que distância do par se poderá dançar?

No jornal Público de hoje, lê-se, e quase não se acredita, que, para cortar com a visão quadrada que os jovens têm da Igreja, criaram-se as “cristotecas”, para lhes proporcionarem um convívio cristão, sem bebidas alcoólicas. A ideia, como facilmente suspeitaríamos, surgiu no Brasil, terra da igreja Maná e de outras igualmente hipnóticas e verdadeiros nichos de mercado.

Continuando por esta extraordinária notícia adentro, lê-se que “a cristoteca desenrola-se num espaço que inclui uma pista de dança (a primeira experiência, em Portugal, é (where else) em Fátima), mas não esquece a oração e a evangelização e tem entrada gratuita”. Abre às 20h00 com uma missa.

Nas palavras de Vanessa Bueri, missionária brasileira da organização criadora, (atenção, picante) “durante a noite será feita «a evangelização corpo a corpo»”. Uau! Mas atenção, não é o que pensam. Consiste no seguinte: “Abordamos os jovens enquanto eles dançam e se divertem, para poder falar um pouco de Deus com eles”. (Hum, não será para controlar o contacto ou, digamos, pôr água na fervura?)

Mas Vanessa, decerto partilhando do espírito da maior parte dos jovens, é francamente noctívaga e, assim, para ela, o único senão da iniciativa é “o facto de o local ter de encerrar à meia-noite e meia, correndo-se o risco de os jovens irem divertir-se o resto da noite para as discotecas convencionais”. Sem problemas, Vanessa contra-ataca com esta: “é preciso proporcionar uma experiência de tal maneira intensa que os jovens não tenham vontade de ir para outros espaços de diversão”. (Oh la la!)

Diz ainda o jornal que “no seu sítio na internet, a Aliança de Misericórdia diz que ao criar o conceito de «cristoteca», a ideia é «sermos mais espertos que o mal”. E mais: “Ao não oferecer bebidas alcoólicas, nem drogas, muito menos a promiscuidade (lá está), e levantando a bandeira do namoro com seriedade e santidade (será “sexo antes do casamento, não”?), a organização acredita que está a atrair o jovem para aquilo que o seduz.” Só que, depois do isco lançado, o programa prevê um desvio dececionante da rota convencional (eventualmente promíscua para Vanessa) para (Oh…) “levá-lo a conhecer Jesus”. Bom, haja alguém que o conheça. Desejo a todos as maiores venturas e que ninguém ouse perverter este santo projeto.

Apontamentos de futebol

Não posso deixar de admirar quem domina bem bolas de futebol, sobretudo em corrida. Uma vez fiz uma experiência numa equipa mista de colegas e fiquei sem compreender como é possível. Felizmente que, para quem gosta de desporto como eu, existem outras modalidades, como a ginástica ou o ténis. Dito isto, vi o jogo de ontem e achei que os rapazes trocaram muito bem a bola, que os outros quase nem lhe tocaram e que as chamadas oportunidades de golo foram mais que muitas. Porém, todavia:

1. Seria muito conveniente que a seleção treinasse com balizas mais pequenas. Assim, quando chegassem ao terreno de jogo, era impossível não acertarem.

2. Seria também conveniente que alguém fizesse exercícios de preparação mental com os avançados, de modo a capacitarem-nos de que têm mais tempo do que pensam para chutar em frente da baliza.

3. A camisa do Paulo Bento não é bonita. Tem à frente duas costuras em V. Porquê?

Vitória por 1 a 0 sobre uma das mais fracas equipas num torneio de futebol que vai a meio

Por ocasião do apuramento para as meias-finais do Campeonato Europeu de Futebol, quero felicitar a Seleção Nacional pelo resultado alcançado, que é motivo de regozijo e orgulho para Portugal e os Portugueses.

Demonstrando desportivismo, determinação e vontade de vencer, os elementos da nossa Seleção voltaram a provar que, nos momentos mais difíceis, os Portugueses se agigantam e superam os grandes desafios que lhes são colocados.

Aos jogadores, equipa técnica e dirigentes da Federação Portuguesa de Futebol, desejo a continuação, na próxima fase do EURO 2012, dos sucessos já alcançados até aqui, que dignificam o futebol português e contribuem para a projeção internacional do país.

Do mesmo indivíduo que se recusou a comentar os resultados do PISA 2010

Perguntas simples

Não sendo a ERC um tribunal, não deveria então esquecer a problemática da obtenção de prova em supostos ilícitos e concentrar-se em chegar a conclusões a partir dos factos estabelecidos pelas partes e tidos como inaceitáveis?

Ética em pó com sabor a laranja

A ERC produziu um relatório que é absolutamente esclarecedor

Francisca Almeida, vice-presidente da bancada social-democrata

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[…] reconhece-se que a atuação do ministro nos telefonemas trocados com os responsáveis editoriais, usando de um tom exaltado e ameaçando deixar de falar pessoalmente com o Público, poderá ser objeto de um juízo negativo no plano ético e institucional, o que aqui se assinala, ainda que não caiba à ERC pronunciar-se sobre tal juízo.

Magno lavar de mãos