Gargalhada da semana

“Devo dizer a Vossa Excelência que a mentira e a ofensa não são o caminho para a resolução dos graves problemas que temos de enfrentar. A desconsideração, o ataque sustentado em factos pessoais, que aliás nem sequer são verdadeiros, não são toleráveis na luta política e institucional. Essa forma de agir é censurável e ofende os princípios éticos da nossa democracia”, prosseguiu Paula Teixeira da Cruz.

Fonte

Vinte Linhas 686

Kiki Lima – entre a esperança e o futuro

Num tempo e num mundo de grandes confusões e de pequenas perspectivas, o que este quadro de Kiki Lima nos propõe é algo insólito porque novo, inesperado e surpreendente.

Percebe-se o envolvimento. O homem velho está pregado ao sofá a olhar a televisão, o homem de meia-idade está pregado ao emprego instável, faz tudo para o não perder.

A menina é o tamanho de todas as esperanças e a janela de todos os futuros.

Do passado sobeja apenas o par de sapatos do pai, o pequeno ponto de ligação entre a geração da menina e a geração interior.

O futuro está nas suas mãos cheias de verde, na vontade convocada da menina, entre água e terra, entre as duas cores – a do vestido e a do horizonte.

As mãos da menina desenham os dias da esperança e o som do futuro, uma canção que se ouve – primeiro como rumor e depois como gramática de harmonia. É uma canção com palavras capazes de fazer acreditar e uma melodia que não se esquece facilmente.

É um caminho novo, não tem sinais nem rotas definidas, só os sapatos são antigos, tudo na menina e no seu olhar tem peso específico e é luminoso.

Ela avança em direcção ao futuro por um caminho de esperança. A cor das suas mãos é o verde e nada a detém. A esperança tem uma gramática que lhe é inerente no seu peso e espessura porque está articulada com um novo tempo que está a chegar.

Olho a menina. Os seus passos, entre a lentidão e a firmeza, são uma poderosa alegria convocada, uma praia azul onde o iodo faz milagres, uma terra nova onde o passado não tem lugar e só o futuro se justifica nos caminhos da manhã.

(Des)governados por quem?

Antecipando-se à Itália e à Grécia na colocação de um tecnocrata (contabilista) à frente do executivo, Portugal, para efeitos práticos, é governado por Vítor Gaspar. Primeiro (pela boca de Passos e de Relvas), havia abertura para discutir um dos subsídios; uns dias mais tarde, nem pensar. Depois, havia abertura para excluir a restauração da subida do IVA para o escalão mais alto; Gaspar veio ontem dizer que não, por não ser um sector exportador (!). Outros et ceteras terão presumivelmente levado nega de Gaspar (isto, admitindo que, apesar de neoliberal, Passos tem mesmo assim veleidades a fazer alguma política).
Cavaco admite ter-se conformado com a renitência do governo em introduzir mais justiça no orçamento e Rui Rio e outros PSD da linha não neo-liberal também não têm grandes hipóteses de ter algum ganho de causa com as suas intervenções.
Portugal tem assim o seu destino totalmente entregue a um ex-funcionário do Banco de Portugal, segundo penso destacado no BCE, perito em deves e haveres, adepto de uma determinada teoria económica e intransigente (e contidamente radiante) na sua aplicação.
Com todos os indicadores a agravarem-se e ameaças de que estas medidas podem não ser suficientes para cumprir a meta do défice em 2013, não sei, sinceramente, o que vai ser deste governo (de governos destes, a bem dizer) e, pior ainda, deste país. A União Europeia, completamente indiferente ao empobrecimento das populações do sul, tudo fará para segurar por aqui Vítor Gaspar, cuja função é totalmente consonante com a de Papademos e, agora, de Mario Monti. Creio até que Merkel considerará as próximas eleições nesses países um enorme contratempo, que melhor seria se fosse evitado.
Ainda se com isso enriquecêssemos, nos educassem, nos civilizassem, tais personagens seriam bem-vindos. Para nos destruírem ou nos mandarem emigrar, evidentemente que não são!
Estamos, portanto, a assistir a uma ocupação, versão século XXI, por interpostas pessoas. Haverá os colaboracionistas, já estão até nos seus postos; mas haverá também, espero eu, o Maquis.

Em vez de perder tempo a discutir almofadas, mostrando-se igualmente subjugado aos ditames de Vítor Gaspar e de uma União Europeia incompetente e egoista, o PS faria melhor em discutir seriamente uma alternativa a este triste fado e ter coragem de a assumir. A verdade é que está tudo mal desde o princípio: o modo torpe como este governo chegou ao poder, a política da UE, as condições da “ajuda”, a estória do ir mais longe, as ocultações de Jardim e a protecção do governo e respectivas consequências no défice, este orçamento, enfim, tudo. Não há nada que se aproveite.

Enigmas de arrebimbomalho

Bem sabemos que Sócrates tinha um plano a seis anos para levar Islândia, Grécia, Irlanda e Portugal à bancarrota. Pelo meio, faria do afastamento de Moura Guedes da TVI a sua missão na Terra, nem que para tal tivesse de meter cunhas ao Rei de Espanha, diria mal do Crespo em voz alta nos buffets finórios da gente séria e lançaria uma mega-operação de controlo da comunicação social através desses paus-mandados aparvalhados e corruptos que dão pelos nomes de Zeinal Bava e Henrique Granadeiro. Podia não ser o melhor plano do mundo, mas também não era mau de todo e, como os jornalistas honestos não se cansaram de repetir, foi concretizado com estrondoso sucesso na sua maior parte.

O enigma é este: como é que depois desta trabalheira insana Sócrates ainda teve pachorra para afundar a Itália?

João Duque (o chefão), António Ribeiro Cristóvão, Eduardo Cintra Torres, José Manuel Fernandes, Manuel José Damásio, Manuel Villaverde Cabral e Manuela Franco

Relvas entregou o destino da RTP a este grupo de individualidades:

João Duque (o chefão), Felisbela Lopes, António Ribeiro Cristóvão, Eduardo Cintra Torres, Francisco Sarsfield Cabral, João do Amaral, José Manuel Fernandes, Manuel José Damásio, Manuel Villaverde Cabral e Manuela Franco.

Do grupo original, saltaram fora Felisbela Lopes, Francisco Sarsfield Cabral e João do Amaral. Pelo que o seguinte grupo de individualidades vai amanhã apresentar a sua visão do que deve ser o serviço público de televisão:

João Duque (o chefão), António Ribeiro Cristóvão, Eduardo Cintra Torres, José Manuel Fernandes, Manuel José Damásio, Manuel Villaverde Cabral e Manuela Franco.

Ora, façamos aqui uma pausa introspectiva para nos interrogarmos: que será previsível sair de um grupo chefiado por João Duque e onde botam faladura António Ribeiro Cristóvão, Eduardo Cintra Torres, José Manuel Fernandes, Manuel José Damásio, Manuel Villaverde Cabral e Manuela Franco?

Eu, que falhei a admissão num curso rápido de bruxaria, apostava que estas individualidades vão dar mais uma prova de serem iguais a si próprias, apresentando propostas coerentes com o seu percurso, defendendo ideias em sintonia com os seus valores, harmonizando a responsabilidade neles delegada com as convicções mais estimadas naquelas cabeças. Assim, se se confirmar que estas individualidades querem acabar com a informação da RTP, alegando que ela é manipulada ou manipulável, e também varrer para fora do ecrã a ideologicamente perigosa RTP Memória, teremos de congratular Passos Coelho e Miguel Relvas.

De facto, se a ideia é a de transformar a imprensa portuguesa num imenso Correio da Manhã, não me ocorre nada melhor do que deixar a RTP nas mãos de João Duque (o chefão), António Ribeiro Cristóvão, Eduardo Cintra Torres, José Manuel Fernandes, Manuel José Damásio, Manuel Villaverde Cabral e Manuela Franco.

Vinte Linhas 685

As gralhas de Romana Petri e as outras (imagem de Carlos Silveira – A Horta antiga)

No livro «Que paisagem apagarás» de Urbano Bettencourt na página 20 pode ler-se «Quando me despedi de Johnson, ele falava ainda nos seus projectos, com um entusiasmo a que já não era totalmente alheia a garrafa de aguardente de figo posta à nossa disposição pelo senhor Amílcar (Romana Petri talvez preferisse um copinho de angélica como ela tontamente insiste em escrever).

A palavra correcta é angelica (com acento de pronúncia no «i») mas a senhora não compreende tal como não percebe a diferença entre sapateia e sapateira. Passadas algumas horas li um livro com algumas gralhas parecidas com as de Romana Petri. Vejamos algumas que não sabemos se são da autora se da revisora do livro:

Não se pode chamar bisavó a um homem, é bem bisavô. Não se pode escrever que as oliveiras são regadas, é absurdo. Não se pode confundir Coimbra com Canha – a localidade de Águas de Moura fica entre Setúbal e Canha. Não se pode escrever o povo aluiu, é bem o povo afluiu. Não se pode escrever Draco; o nome é bem Drago. Não se pode confundir opinião abalizada (competente) com avalizada (aval numa letra descontada).

Não se pode confundir o dia soalheiro (sol) com solarengo (de solar). Não se pode esquecer o itálico em sui generis. Não se pode esquecer que as bombas são usadas nos poços para tirar água, as outras bombas são da guerra. Os títulos dos livros e os nomes dos jornais devem aparecer em itálico.

Fiquemos por aqui. Dizem os pessimistas que um livro sem gralhas é como um jardim sem flores. Mas será mesmo?

Gregos corruptos guiando os seus Porsches

Muito se falou sobre esta publicação do Telegraph, segundo a qual os gregos, esses corruptos, teriam mais Porsches Cayenne no país do que pessoas a declarar rendimentos de 50.000 Euros por ano, sendo Larissa a capital mundial do referido carro. Tem como base este artigo  (PDF) publicado no Bulletin of the Economics Research Institute da Universidade de Warwick de um economista grego, Herakles Polemarchakis, que foi conselheiro económico de Papandreou, o que lhe dá à primeira vista uma credibilidade acima dos habituais rumores publicados um pouco por todo o lado. É uma pessoa séria e respeitada, com artigos publicados, não?

Pegando nessa curiosa estatistica, a minha primeira ideia era então fazer um post sobre como os gregos gastavam à tripa-forra ao mesmo tempo que os alemães ganhavam também à tripa-forra com os gastos dos gregos, tudo rematado com uma bela liçãozinha de moral sobre como os que ganham dinheiro andam a desancar os tipos que lhes deram dinheiro a ganhar. O problema é que, como não gosto de citar jornais a seco, pelo desagradável hábito que estes têm de mentir inventar distorcer não investigar e validar  os “factos” que publicam, resolvi investigar um pouco o assunto e – surpresa – a historieta contada pelo respeitável economista/conselheiro/professor não tem ponta por onde se lhe pegue. Por isso, vamos aos factos, baseados desta vez na realidade:

Continuar a lerGregos corruptos guiando os seus Porsches

Good food for good thought

We all have personal stories about who we are and what the world is like. These stories aren’t necessarily conscious, but they are the narratives by which we live our lives. Many of us have healthy, optimistic stories that serve us well. But sometimes, people develop pessimistic stories and get caught in self-defeating thinking cycles, whereby they assume the worst and, as a result, cope poorly. The question then becomes how to help people revise their negative stories.

One approach is psychotherapy. Cognitive behavioral therapy (CBT), for example, which is designed to identify and change people’s negative thinking patterns about themselves and the social world. CBT is an effective way of helping people, especially those with serious problems such as depression or anxiety disorders.

But social psychologists have discovered another approach that is simpler and can help people with less serious problems. I call this “story editing,” because people are encouraged to edit their personal stories in beneficial ways. There are a variety of ways of doing this. In one, called “story prompting,” people are given information that suggests a new way of interpreting their situation. This is particularly effective when people haven’t settled on the narrative they will tell about what is happening to them.

For example, I did a study with first-year college students who were not doing well academically. They were at risk of adopting a negative, self-defeating thinking pattern in which they blamed themselves and concluded that they weren’t “college material.” We randomly divided the students into two groups. One group got information indicating that many people do poorly their first year but do better after they learn the ropes, and watched videotaped interviews of upperclass students who reinforced this message. The idea was to encourage students to change how they interpreted their own academic difficulties, redirecting them away from the negative, self-defeating idea that they weren’t cut out for college, to a more positive interpretation that they needed to learn how to do better. It worked: This group of students, compared to the control group (who got no information), achieved better grades the next semester and were less likely to drop out of college.

How to Improve Your Life with Story Editing

Nem vai nem racha, que sufoco!

Começámos a ouvi-la com a Grécia e a Irlanda, continuámos a ouvi-la em relação a nós, agora ouvimo-la de novo (em qualquer rádio de qualquer língua europeia, é só escolher), numa sonoridade mais dramática, em relação à Itália e também à França e à Bélgica.
A frase “É preciso acalmar os mercados (ou a variante “conquistar a confiança dos mercados)” já não se aguenta! Assim como já não se aguentam perguntas como “E acha que a demissão de […escolha você] irá acalmar os mercados?” ou “E estas medidas, serão suficientes para acalmar os mercados?”

Por mim, já chega. Estou farta. É que nem o pai morre, nem a gente almoça! Um após outro, os países vão sucumbindo à investida das ditas bestas. Vamos para a guerra?

A verdade é que os mercados não se acalmam. Nenhum dos países europeus forçados à austeridade profunda conseguiu ainda acalmar mercado algum, quanto mais conquistar a sua confiança. Mais referendo, menos referendo, mais demissão menos demissão, mais eleições menos eleições, mais contágio menos contágio, mais compasso de espera menos compasso de espera, trocas de governos de esquerda por direita e de direita por esquerda, os juros continuam teimosamente a subir e nem a turbulência amaina nem a crise, muito menos, se resolve. Com juros a 20% e a subir, quando vai Portugal conseguir financiar-se no mercado? No euro, nem daqui a 50 anos!

Quando tudo estiver de rastos, será preciso a especulação chegar à Alemanha?

Alemanha que, entretanto, olha tudo isto do alto do seu pedestal (por enquanto), possivelmente esfregando as mãos de contente por, por um lado, ter a oportunidade de usar um chicote ao fim de décadas de abstinência (estou a ser mazinha), e, por outro, por tudo se estar a conjugar para dispor de um manancial de países de mão-de-obra barata à sua volta ou muito perto. Como se já não lhe bastassem a Roménia os restantes países do antigo bloco soviético. Mérito deles, sem dúvida, que bem aproveitaram as ajudas que tiveram no pós-guerra, e da sua situação geográfica, mas…

mas … não sei porquê, parece-me que já estivemos mais longe de um conflito aqui na velha Europa… Com tanta humilhação (o que é isto de ditar a pergunta do referendo aos gregos?) e perda de soberania, alguns povos (conto com eles, e que inveja tenho deles) não se ensaiarão muito para mandar tudo às urtigas e que se lixe Wall Street e a bolsa de Frankfurt!

Na Madeira há almofadas

Conhecidos os resultados das eleições na Madeira, e dadas as circunstâncias, houve quem pensasse que a partir dali tudo seria diferente, que se estava perante o fim de um ciclo, que o Alberto João iria finalmente baixar a bolinha (como se isso fosse possível), que provavelmente nem terminaria o mandato. Obviamente, estavam enganados. Após um período de descanso, Alberto João tira as dúvidas a todos, informa que vai manter-se no cargo até ao fim do mandato e que a austeridade na Madeira não será diferente da do resto do País. Mas para que não restem quaisquer dúvidas acerca de quem manda na Madeira ainda se dá ao luxo de dar tolerância de ponto aos funcionários públicos para que possam assistir à sua tomada de posse. Ele bem avisou, durante a campanha, que tudo correria melhor aos madeirenses com um Governo PSD no continente. Como provocação não está mal. Só falta, no discurso de tomada de posse, perguntar ao Governo, ao ministro Álvaro, por exemplo, que gosta tanto de pontes e feriados, se já sabe quanto custará ao País a cerimónia que terá lugar hoje às cinco da tarde.

Um livro por semana 261

«Linha de cabeceira – contos de Futebol» de Pedro Gomes

Manuel Pedro Gomes (n. 1941) foi jogador do Sporting Clube de Portugal ao longo de 17 anos e conquistou 3 Taças de Portugal, 3 Campeonatos Nacionais e uma Taça das Taças. Além do SCP treinou várias outras equipas: Académica, Oriental, Farense, Marítimo, União de Leiria, Os Belenenses e Rio Ave.

Ao publicar estes 11 contos de Futebol, estreia-se numa actividade diferente e embora a capa anuncie «Doping – Sexo – Corrupção» estas histórias também integram coragem, honestidade e esperança. Afirma o autor na pagina 45 «O futebol não se aprende nos livros» mas é pelo livro que passa a sua mensagem ao recordar histórias passadas. Por exemplo esta: «Quando um dos melhores presidentes que já tivemos te abordou, questionando-te se ao colocar-lhe juniores na equipa, os seniores correriam o risco de desmoralizar, podias ter evitado a resposta seca de que ele estava a passar-te um atestado de incompetência psicológica e de acrescentar: «Se o presidente queria ser treinador não precisava ter-me contratado».

Ou então esta: «A comunicação social é uma empresa e como tal visa o lucro, as notícias são direccionadas a um público-alvo que compra e lê o que lhe interessa. Os jornais são o biberão que alimenta o ego infantil e clubista dos fanáticos leitores. Nesta sociedade mercantilista é mais importante uma fofoca da vida do clube afecto aos sócios compradores que um feito notável a nível internacional de outro clube, cujos adeptos não compram esse jornal. Esta política economicista não está interessada em entrevistar aqueles que não vendem e quem não está na ribalta é completamente ignorado.» O herói do conto ouve uma adversativa séria: «Deves ir longe com esse cândido conceito de vida». Mas a história já circula por aí…

(Editora: Padrões Culturais, Capa: Nuno Pedro e Fernando Pedro Silva Gomes)

Como é que foi mesmo que chegámos aqui?

“Mais do que nunca, nós precisamos de manter um espírito de unidade e de abertura ao compromisso. É fundamental que haja um consenso na área política e um consenso na área social para que Portugal consiga vencer os problemas que tem à sua frente com custos que não sejam demasiado elevados”, defendeu o Presidente da República, que falava aos jornalistas à margem de uma deslocação ao concelho de Sintra.

“Eu espero bem que os países nossos parceiros na União Europeia, mas também o Fundo Monetário Internacional, o Banco Central Europeu, a Comissão, entendam que é da maior importância ajudar um país que está a fazer um esforço imenso para cumprir os compromissos que assumiu, honrar a sua palavra, que não quer a redução da sua dívida externa, porque isso seria de facto dramático para Portugal, e quer honrar os compromissos que assumiu no passado para com os credores”, afirmou.

3 de Novembro

«Considero da maior importância que a propósito do Orçamento do Estado ocorra na Assembleia da República um diálogo frutuoso, construtivo, que permita alcançar entendimentos de modo a melhorar a proposta apresentada pelo Governo», considerou.

Cavaco Silva adiantou ainda que esta premissa é importante para «criar um ambiente social menos negativo e para que possamos ultrapassar todos os problemas que temos, em particular o desiquilíbrio nas contas públicas, mas também o excesso de endividamento externo sem custos insuportáveis para alguma parte da nossa população».

6 de Novembro

__

Cavaco está nas suas sete quintas. Domina agora a cena sem qualquer rival, até pode aparecer como o líder da oposição que junta os aflitos da direita e da esquerda, o grande pastor do Povo agitando o cajado contra os lobos. E das ovelhas que vão sendo devoradas em quantidades crescentes acena que muita culpa terão, que são ovelhas tresmalhadas. Como é que chegámos aqui? Portugal foi obrigado a pedir um empréstimo de emergência sob condições economicamente radicais e altamente penalizadoras da qualidade de vida da população porque toda a oposição e o Presidente da República consideraram que um Governo com apenas 3 meses de execução do seu Orçamento não devia continuar a executá-lo nem a adaptá-lo aos acontecimentos externos. Esse Orçamento tinha sido acordado com o PSD, que o tornou ainda mais austero, e obteve a promulgação de Belém. Estávamos nas vésperas das eleições presidenciais aquando da sua negociação e o plano era só um: garantida a reeleição de Cavaco, Sócrates seria derrubado na primeira oportunidade. Política da terra queimada, o frágil País perdido na tempestade económica e financeira internacional que se fodesse.

Continuar a lerComo é que foi mesmo que chegámos aqui?

A nossa saúde e a da indústria farmacêutica

Segundo um antigo laureado com o prémio Nobel de Medicina, Richard Roberts, a investigação de drogas pára onde começa a doença crónica. Não há investimento em drogas que curem definitivamente, porque não são rentáveis. É possível. Haverá algo de verdade no que diz.

Leia aqui a entrevista (em espanhol)

No entanto, consciente de que tanto os investigadores como os dirigentes dos grandes laboratórios farmacêuticos, assim como os membros das suas famílias, também podem tornar-se diabéticos ou cancerosos ou tuberculosos, etc., tendo por isso interesse em ser curados, como levar a sério 100% do que diz o doutor Roberts?

Dedicado ao maradona

Texto encontrado na caixa de comentários disto:

mk741 said: Before I critique the review, good on GT for reviewing the PC version. Anyways, my thoughts on the review itself; 1. I guarantee GT won’t take such a condescending attitude towards MW3’s campaign/ story (you especially won’t hear the its a story we’ve all heard before line). They’ll probably call MW3’s campaign a fun ride, or some shit. Let’s be honest with ourselves here: While it’s clear Battlefield lacks anything of real narrative interest to their campaigns, MW3’s story will be nothing more than a mindless Michael Baysplosion fest with all powerful America taking down insert foreign nation here with a mindblowingly stupid twist at the end. There will also be vain attempts to be edgy with over the top violence in the cutscenes (insert silly torture scene here) that only impress little boys and dialogue that even Michael Bay would scoff at. It happened in MW2. It happened in World at War. It happened in Black Ops. The pattern ain’t changing for MW3. Can you enjoy COD’s storytelling? By all means. But is it realistically any better than what Battlefield churns out? Nope. 2. I hate when reviewers do this. They die while playing the game, and think it’s the game’s fault/ a design flaw. Simply sucking at a game is your own fault. To whoever reviewed BF3, you died. Sorry, but it’s simply because you did something wrong. Not the game’s faults. YOURS. Games are designed to be a trial and error process, and if you fault a game for not approaching it correctly (i.e. running into open fire and expecting to kill everyone), you should evaluate how you review games, or just stop reviewing games all together. Through the act of dieing, you learn from your mistakes and subsequently improve as a player. Common fucking sense here. Sorry I sound mad, but really can’t stand when reviewing do this (especially considering they’re grown ass men, and not a 10 year old whose never played a video game before). Also I was confused at the complaining over the more open levels. In a world where most modern FPS campaigns are designed like a straight line with no exploration, more open levels in the campaign sounds like a welcome change. 3. If GT themselves label it one of the greatest looking games of all time, I would think they’d have given it a 10 in the visual department. It deserves it anyhow when it’s handed that kind of compliment. I mean if BF3 doesn’t deserve a 10 in the visual department… then what does? We are dealing with a game that’s literally has next-gen visuals. 4. Highlighting the learning curve and teamwork elements in a negative light. Look, will some people be put off my dieing constantly when they first get online? Probably. I got annoyed when I got my ass handed to me constantly in BC2 when I first got on. And when I pick up my copy of BF3, I expect to be completely owned on my first couple MP playthroughs (actually probably more than just a couple…). But in my eyes, a game that delivers instant gratification to it’s player is infinitely worse than a game with a steep learning curve. We should appreciate the fact that succeeding at BF3 requires actual skill and dedication (not just being a lone wolf, finding a place to camp, and racking up a kill streak) and asks the player to use some basic form of strategy/ teamwork. Case in point, do you expect to get on SFIV (without ever playing it) and expect to own everyone? Nope. You’ll probably rack up 10 straight losses. But losing is a part of any real competition, and losing is a key part in becoming a winner. You have to start at the bottom, and work your way up to the top. This is a fact of life, applicable to a lot of things beyond gaming. And remember, you’re only a real loser if you quit. All that being said, a 5 hr campaign is disappointing, but it’s clear that the SP has never been the focus of big FPS’s this gen, and I’m pretty sure some will immediately jump online, and maybe not even touch the BF3’s SP. The co-op missions look alright (people will probably give em a couple playthroughs), but again seem simply overshadowed by the monstrously awesome looking multiplayer. It’s frankly all about the multiplayer and visuals, and in that regard, BF3 looks to deliver.