Optimismo, pois claro. Não olhes é para baixo…

Os europeus não conseguem convencer o resto do mundo que a matemática é uma questão de retórica. Os americanos brincam com fósforos no meio de um lago de gasolina. E as agências de rating, mais atentas depois de trocarem os óculos escuros por uns graduados, descobriram que a China tem tapetes com umas coisas lá debaixo.

Dito isto, continuo optimista. Os europeus vão acabar por fazer o que tem que ser feito de má vontade, como habitual – é dar tempo para conseguirem arranjar uma linguagem que dê a entender precisamente o contrário do que acordarem. Os americanos arranjam um compromisso às 23:59 do ultimo dia de negociações, também como habitualmente, e para o ano recomeçam. E os chineses censuram as agências de rating, ou arranjam um tapete maior.

Mas que isto está um barril de pólvora, lá isso está.

Debate fechadinho

A candidatura de Seguro insistia nos três debates: um em cada uma das maiores federações – Lisboa e Porto -, em princípio apenas para os militantes (e por isso fechado a jornalistas), e outro organizado por um canal de televisão.

Além de Lisboa e Porto, Francisco Assis pretendia debates com António José Seguro em duas outras grandes federações, Braga e Coimbra, numa televisão e uma rádio. Como se mantinha oimpasse, candidatura de Assis, sabe o PÚBLICO, prometeu uma resposta até ao fim do dia de ontem, o que aconteceu já depois das 22h.

Fonte

Parece que muito a custo se arrancaram três debates públicos a António José Seguro, que, ao que parece também, só na presença da “família” se sente à vontade e protegido. Como se o partido e as ideias do seu futuro secretário-geral não interessassem ao país. Tem razão Assis. Como se compreende que, nas televisões, apenas um canal de cabo, a SIC-N, acolha um frente-a-frente? E como se compreende que não haja qualquer debate a dois nas rádios? O que teme Seguro? Ainda não ganhou nenhuma liderança e já se mostra tímido. O PS existe para governar o país segundo determinadas linhas ideológicas e, para isso, deve mostrar aos portugueses as linhas que se encontram neste momento em confronto no partido, não é uma espécie de grupo de teatro experimental na sua pior acepção, aquela em que se despreza por completo o público.

Impressionar no emprego, brilhar nos jantares, seduzir em festas

The Greek Mental-Health Crisis: As Economy Implodes, Depression and Suicide Rates Soar
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Revealing Information in the Information Age
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Using Fear to Guide Smart Investments
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Terrorists Get Better with Practice: New Mathematical Model Shows How Fatal Attacks Escalate Over Time
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Researchers Can Predict Future Actions from Human Brain Activity
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Can Entrepreneurship Be Taught? Yes, According To Researchers
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Takeoffs and Landings Cause More Precipitation Near Airports
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Did Vitamin D Deficiency Contribute to Mozart’s and Mahler’s Deaths?

Vinte Linhas 636

Improviso na Matriz de Mação (a António Colaço)

No inesperado do tempo moderno chega uma notícia de música antiga, séculos de memória no desenho do seu som cheio, forte e envolvente.

O trabalho do organista é feito de impulsos, força e tenacidade mas resulta de invisíveis lágrimas, longos pesadelos e muito sangue pisado.

Seja na Matriz de Mação, seja na Sé de Évora, seja na Basílica dos Mártires ou na Catedral de São Paulo em Londres, seja lá onde for que defronte o seu desafio de melodias a nascer, o organista defronta uma memória de sons acumulada em mais de quarenta anos de prática. Entre as teclas, os botões e os pedais, muitas vezes lidando com peças originais com centenas de anos de idade, o organista é um navegador forçado a tomar decisões em pequenas fracções de tempo

O organista é o discreto pastor do som, esse rebanho disperso pelo horizonte sem fim do campo e da serra onde nem as pedras nem o cão podem ajudar. Apenas os dedos, ágeis, firmes e certeiros, transmitem às teclas brancas e negras uma gramática de sons que levanta a melodia do rés da terra para o azul do céu.

Tal como na oração (ou no poema) há neste gesto um ligar de novo, uma liturgia secreta que ninguém desvenda mas que todos podem ouvir. E, ouvindo, o tempo fica diferente com inesperadas e novas coordenadas, com felizes e longos encontros.

Esta é uma música antiga e moderna (ao mesmo tempo) que não agride, não distrai, não cansa porque, pelo contrário, a sua melodia afirmativa, solene e determinada, traz aos ouvidos de quem recebe o seu usufruto um intervalo de paz, de alegria e de júbilo.

Da capacidade de regeneração da política

“Tenho a honra de anunciar que recebi há momentos a confirmação do dr. Fernando Nobre de que aceita o convite que lhe dirigi para ser, na próxima legislatura, o candidato do PSD a presidente da Assembleia da República. Desta forma o Dr. Fernando Nobre aceita integrar, como independente, as listas de candidatos a deputados do PSD, encabeçando a lista pelo distrito de Lisboa”, confirmou Pedro Passos Coelho na sua página no Facebook.

O líder do PSD justifica a escolha do ex-candidato à Presidência da República argumentando que os resultados que Nobre conseguiu nas últimas eleições mostram que “existe um segmento expressivo de portugueses que acreditam na capacidade de regeneração da política”.

Fonte

Vinte Linhas 635

«Morangos com veneno» – a propósito da segunda morte

Entra pela televisão pequena da cozinha a segunda morte daquilo a que eu chamo a geração «Morangos com veneno». Outros lhe chamam «Morangos com açúcar» mas eu sempre chamei «Morangos com veneno». Outra coisa não posso chamar a uma gentinha que vê na televisão um miúdo com uma prancha de surf na mão esquerda e um copo de gin tónico na mão direita E pensa que a vida real é isso. Um gentinha que dá um beijo ao fim de dois minutos de ter sido apresentada a outra gentinha num bar de uma praia. E pensa que a realidade é isso, esse beijo dado dois minutos depois da apresentação, sem esquecer a prancha de surf e o copo de gin tónico. E pensa que a realidade real é isso, essa mistura de aventura e de imponderabilidade num lugar onde ninguém é responsável por nada mas onde tudo pode acontecer. A felicidade pode acontecer sem motivos, sem encontro, sem esforço, sem generosidade, apenas por acaso, apenas porque o filme é assim. Uma geração que já empurrou a professora porque não percebe que o telemóvel tem que estar desligado durante uma aula, é uma geração que nunca ouvirá o grito das meninas do Jô Soares «Não ponha o insecticida na salada!» porque eles não ouvem nada. A não ser os seus telemóveis. Eles continuam a pensar que os morangos que a televisão lhes serve todos os dias são acompanhados com açúcar mas na verdade são morangos com veneno. Tudo aquilo é venenoso. Jô Soares no programa «Viva o Gordo! Abaixo o regime!» quer colocar insecticida na salada porque descobre que o que dizem na TV é uma mentira. Os meninos que empurram as professoras por causa dos telemóveis não percebem que a TV é uma mentira e o mal é que já não vão a tempo de perceber.

Como era? Poupar nos ministérios, falar verdade, não apresentar medidas extraordinárias a não ser em circunstâncias extraordinárias

Passos Coelho ainda é um amador preocupante e, talvez, para bem de todos, o choque com a realidade que se chama Estado (que ele por vezes confunde com país) atenue a sua visão de uma pátria inexistente.

Em primeiro lugar, proclamou orgulhoso que teria 10 ministérios, não sabendo que tal implicaria fazer novas orgânicas, em lei, uma trabalheira, donde ter passado a uma redução de ministros que acumulam ministérios monstruosos, o que não significa nada em termos orçamentais, antes significando um pesadelo de gestão para os empossados.

Temos então menos ministros, mas trinta e tal secretários de estado, como é evidente, não sendo de excluir que surjam sub-secretários de estado, e temos inevitavelmente adjuntos que amparam o castelo de cartas.

Em segundo lugar, na apresentação do programa de governo, lá estava o PM a anunciar orgulhoso o fim dos governadores civis, esses inúteis que todos os portugueses querem no lixo. Ainda ninguém lhe explicou que os GC são uma exigência constitucional.

Em terceiro lugar, lembram-se quando nos últimos anos apareciam números surpresa, não do INE, mas de todas as instituições habilitadas par os ditar?  O que sucedia? A oposição e um exército de comentadores alinhados no ódio e não no contraditório democrático a Sócrates apelidavam-no de mentiroso, de “faltar à verdade”, de já conhecer os números das instituições internacionais que os cuspiam ao ritmo da crise. Sócrates reagia à realidade e lá estava o ódio, o ataque, o sem número de adjectivos.

Com Passos, tudo é veludo. Abraça o INE e os respectivos números para o primeiro trimestre, depois de todo este tempo de escrutínio das contas por parte das instituições nacionais e sobretudo por parte da troika e toca a criar um imposto extraordinário sem ter demonstrado que não havia alternativa ao mesmo.

Adjectivos?

Zero.

Ódio?

Zero. E ainda bem. Ainda bem que esta oposição se atira ao que discorda com argumentos e não com uma inexplicável estratégia de ódio pessoal.

Nem mesmo quando não se fala verdade. Ouvir Passos e Portas dizerem que o imposto não afecta os mais pobres, os que recebem o salário mínimo nacional, é aflitivo. Por que não dizer que afecta todas as classes sociais, incluindo os mais pobres – quem ganha 483 Euros é rico? – mas que se estabeleceu a fronteira no salário mínimo? Não queriam tanto falar verdade?

A verdade, essa coisa tramada.

Finalmente, esta gente é dada a eufemismos. Quem recebe o subsídio de desemprego ou o RSI vai trabalhar, assim tipo trabalho para a comunidade ou voluntário, para simplificar. Por outras palavras, chama-se escravatura. Os meus amigos que recebem o RSI e que passam o dia à procura de emprego, até porque o RSI é transitório, agora vão trabalhar para o Estado, sei lá, talvez a varrer ruas por oitenta e tal euros.

Eles sabem poupar.

“She was a hooker”

Under oath, she told the grand jury that indicted Strauss-Kahn that she cowered in fear after the attack in the hallway on the 28th floor of the Sofitel New York hotel until he had left the room — and then immediately notified her supervisors.

In fact, embarrassed prosecutors disclosed yesterday, “she proceeded to clean a nearby room and then returned to Suite 2806” — the alleged crime scene — “and began to clean that suite before she reported the incident.”

Fonte com link a outra fonte

Perante o que agora se conhece, e que deixa a competência de Cy Vance muito em causa, Strauss-Kahn pode ficar completamente limpo. É claro que a “tara” não lhe vai passar e, pior, é agora conhecida em todo o planeta.
E a camareira? Irá haver quem a olhe com compreensão – mulher pobre, coitada, faz pela vida. O mundo é injusto. E quem a olhe como uma reles pega, que arma uma trama monumental, arruína a carreira de um homem e deveria, ela sim, ir presa.

Conhecendo nós a moral pública americana, estou curiosa em saber o que irá decidir o “prosecutor” de Nova Iorque 1) para salvar a face, 2) para não deixar de tirar partido do caso para dar um sinal à sociedade de que “abusos sexuais” não serão tolerados (mesmo que disso não se trate) e 3) para reparar a terrível injustiça feita a DSK, se é que isso importa.

O patrão do povo

“O povo tem a legitimidade, porque o poder reside no povo. E não é perante uma maioria que tem, de facto, legitimidade institucional para governar que o povo português pode ser esbulhado da defesa dos seus direitos, dos seus interesses, em conformidade com esse poder que a Constituição da República determina. É sempre o povo que tem a última palavra. Sempre, mas sempre”, argumentou o secretário-geral do PCP.

Fonte

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Já agora, será alguém capaz de traduzir estas declarações? Não será demasiado óbvio que, apesar da forma trôpega como lhe saiu, Jerónimo está a dizer que a legitimidade do Parlamento e do Governo é inferior à legitimidade daqueles que ele vai colocar a marchar nas ruas?

Um livro por semana 245

«Vida e obra de Fernando Pessoa» de João Gaspar Simões

Este volume é a sétima edição do já clássico livro de João Gaspar Simões (1903-1987) estudando a obra e a vida de Fernando Pessoa (1888-1935) que sobre o assunto escreveu: «a minha vida gira em torno da minha obra literária – boa ou má, que seja, ou possa ser». A tarefa do autor não é fácil: escrever em 1949, 14 anos apenas depois da sua morte, «o drama de uma existência em cujos bastidores, ocultamente, durante quarenta e sete anos, se foi estruturando a obra que havia de ser o laço imortal que prenderia à Terra esse ser cuja Pátria não era, em verdade, deste mundo». Para tal recorreu ao testemunho de amigos, parentes, conhecidos, familiares, patrões, camaradas e criados de café. O livro chegou a chamar-se «Explicação de Fernando Pessoa» e refere que o poeta da Ode Marítima nasceu entre «uma das nossas igrejas mais tipicamente lisboetas e o nosso primeiro teatro lírico». Anos depois esse lugar surge numa quadra: «Ó sino da minha aldeia / Dolente na tarde calma / Cada tua badalada / Soa dentro da minha alma». Vencedor em Durban do Queen Victoria Memorial Prize no valor de 7 libras para o melhor ensaio em inglês, o jovem aluno escolhe livros de John Keats, Alfred Tennyson, Ben Johnson e Edgar Allan Poe. Vamos encontrá-lo em 1915 numa divisória sem janela da Leitaria Alentejana do senhor Sengo na Rua Almirante Barroso nº 12. Trabalhava então como correspondente na casa A. Xavier Pinto & Cia ao Campo das Cebolas nº 43 para onde seguia a sua correspondência: Cortes Rodrigues, Mário de Sá-Carneiro e Revista A Águia. Em 23-6-1915 escreve a Cortes Rodrigues um bilhete: «É uma circunstância violenta e aflitiva. V. pode emprestar-me cinco mil réis até ao dia 1 do mês que vem(1 de Julho)?» A sua experiência como jornalista em O Jornal(Crónica da vida que passa) termina abruptamente por causa de um artigo onde se refere aos chauffeurs de Lisboa. A obra de Fernando Pessoa afinal só começou a viver quando o autor morreu no Hospital Francês, em pleno coração do Bairro Alto. São 671 páginas para perceber com Gaspar Simões o «drama em gente» de Fernando Pessoa.

(Editora: Bonecos Rebeldes, Capa: Adolfo Rodriguez Castañé)

Ainda falta muito? (e outros assuntos)

1. A líder transitória – mas até quando? até Setembro? – da bancada parlamentar do PS deve rapidamente dar lugar a alguém definitivo, mais aguerrido. É que o governo começou desde cedo a proporcionar matéria para questionamento (a chamada “malhação”). Não deveria, portanto, haver tempo a perder.

2. Não tenho visto muita televisão, mas vou passando por lá. Não verifico que esteja a ser dada importância às eleições no PS. Hello, canais! Trata-se do maior partido da oposição. Mais depressa do que se pensa este governo perde apoio popular e há que saber quem está do outro lado. Estamos todos lembrados do período eleitoral no PSD: dia sim, dia não, lá estavam ou o Paulo Rangel, ou o Aguiar Branco ou o Passos a ser entrevistados. Estou em crer que os portugueses gostariam de conhecer melhor o que têm Seguro e Assis a dizer e como o dizem. Eu própria também estou!

3. Ouço pessoas ligadas ao PS dizer que o Seguro “sabe ouvir as bases” e “sabe atrair quadros”. Quanto aos quadros, passo, porque temo curto-circuito na minha mioleira se procurar descortinar de que maneira Seguro atrairia o que quer que fosse fora daquelas federações. Quanto a ouvir as bases, eu não digo que não ouça. A questão é se o que dizem merece ser ouvido, e se não deveriam antes elas próprias ouvir o que alguém inteligente e atento lhes terá para explicar sobre actualidade política e sobre a encruzilhada em que se encontra a esquerda (e o mundo em geral, em que a direita também não escapa). E a questão é também se o que as bases dizem, pressupondo que há alguma unanimidade nisso, é passível de ser tido em conta num programa de governo para o país na hora actual. Em suma, mesmo na hipótese de Seguro poder ser eleito por ser bases-“friendly”, não interessará mais ao PS ter como líder alguém carismático e lutador, com propósitos novos, que conquiste os portugueses em geral? Os chamados “quadros” aproximar-se-ão se virem credibilidade e determinação em alguém.

Vinte Linhas 634

Dissertação breve para um sinal no rosto

Os dermatologistas usam os termos da sua especialidade (papiloma séssil) mas eu aplico as palavras dos leigos – sinal, verruga, cravo. Vejo no teu rosto uma projecção do relevo e do clima. Os cabelos, soltos pelo vento, são prenúncio de tempestade. Os olhos, focos de luz e de escuridão, produzem em certas condições de pressão e humidade, breves aguaceiros de lágrimas. Ou na mágoa sufocada ou no júbilo a explodir. Uma especial meteorologia, sem boletins, expectativas ou valores. Vejo no teu sinal no rosto uma bandeira de ternura. Como se numa batalha, avançasse entre tambores e clarins, uma companhia de soldados invisíveis e silenciosos. Há no sinal no rosto um apelo de romaria e de oração. Vejo à volta do seu perímetro uma filarmónica rural, o pó nos sapatos dos músicos, o sol a rasgar tiros de luz nos instrumentos de metal, a procissão a acabar num cortejo de oferendas. No poema, como na oração, procura-se juntar de novo dois mundos separados pela distância, pela noite e pela morte. O teu sinal no rosto liga a geografia à emoção e inscreve, num quotidiano cinzento, uma ruptura de cores vivas, sons harmoniosos, caminhos abertos, horizontes rasgados até ao azul do mar. No poema ouve-se a música das ondas do mar, de sete em sete, na sua caligrafia de espuma, no seu ritmo de Natureza. Que é muito diferente da Cultura, com seus códigos e sinais, suas técnicas e segredos. Um sinal no rosto é uma consequência da Natureza que nenhum Atlas do Corpo pode explicar. A ternura traduzida em palavras frágeis numa elegia de poucas linhas, é já questão de Cultura. Entre a Natureza e a Cultura, um sinal no rosto convoca toda a alegria escondida na cidade e invoca o mais puro som do mar.

Thriller internacional – outros contornos?

Esta história chegou-me um dia antes das últimas notícias da libertação de DSK. Pode ou não ser verdade. Que Omar foi preso, foi. Talvez mereça a pena acompanhar as próximas notícias.

“Na manhã de 14 Maio, o dia em que foi preso, Dominique Strauss-Kahn (DSK) tinha sido aconselhado pelos serviços secretos franceses (DGSE) a abandonar os EUA e regressar rapidamente à Europa, descartando-se do telemóvel para evitar que pudesse ser localizado. A delicadeza da informação secreta que lhe tinha sido entregue por agentes “d…elatores” da CIA justificava tal precaução.
Strauss-Kahn tinha viajado para os Estados Unidos para clarificar as razões que levavam os norte-americanos a protelar continuamente o pagamento devido ao FMI de quase 200 toneladas de ouro. A dívida, com pagamento acordado há vários anos, advém de ajustes no sistema monetário – “Special Drawing Rights” (SDR’s).
As preocupações do FMI sobre o pagamento norte-americano ter-se-iam avolumado recentemente. Nesta viagem Strauss-Kahn estaria na posse de informação relevante que indiciava que o ouro em questão já não existe nos cofres fortes de Fort Knox nem no NY Federal Reserve Bank.

Mas Strauss-Kahn terá cometido um erro fatal: ligou para o hotel, já da plataforma de embarque, pedindo que o telefone lhe fosse enviado para Paris, o que permitiu aos serviços secretos americanos agir nos últimos minutos. O resto dos factos são do conhecimento público.
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Chilrear

Há uma discussão por essa esquerda fora sobre que postura tem que ter o PS agora que está na oposição. Sobretudo, alguma irritação por este post do Miguel Abrantes. O PS não deve, escrevem, cair no mesmo “erro” do PSD e adoptar uma linguagem de ataque pessoal, todas as posições do partido devem ter em conta, antes de mais, o “interesse do país” e uma postura “ética”, “responsável” e de “grande dignidade”. Porque, como se sabe, cada vez que alguém na esquerda faz um ataque injusto ou violento, um passarinho deixa de cantar.

Está bem, eu percebo, fica bem dizer que se concorda, que sim senhor, assim é que deve ser a politica, com elevação e ética. É pena é ser mentira. Não é, nunca foi, nem deve ser. O que há, isso sim, é um compromisso sobre certas linhas que não devem ser ultrapassadas no combate politico, conforme a cultura e tradição do país. Nos EUA, família e religião pessoal fazem parte do discurso, e como tal são utilizados como munição, com uma naturalidade impensável por cá, para usar o exemplo mais conhecido. Nos países nórdicos, que não sigo nem de perto nem de longe mas de menção obrigatória, segundo a regra exemplun Sven, creio que não há grande tradição de campanhas pessoais difamatórias, nem elas são bem aceites pelo eleitorado, pelo que o incentivo para as utilizar é reduzido. Não há vantagem, e a vantagem é tudo em politica.

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