Mau Maria. Afinal em que é que ficamos?

O primeiro-ministro anunciou hoje que o Governo vai apresentar até ao final de agosto um conjunto de medidas de contenção para colmatar o «desvio» de cerca de «dois mil milhões de euros» encontrados nas contas públicas.”

Fonte

Porque é que isto me cheira a “pensando melhor, vamos levar para a frente esta boca dos 2000 milhões”?
O ministro das Finanças não referiu qualquer desvio deste calibre. A Troika não o detectou. Será que as críticas ao carácter preventivo do imposto extraordinário levam agora Passos a encontrar uma justificação a posteriori para a aplicação do imposto e, eventualmente, outras medidas que aí vêm, como encerramento de serviços e despedimentos?
O Expresso dava a notícia dos 2000 M€ em título, mas, como já é prática habitual, no desenvolvimento da mesma, a jornalista apenas se fundamenta em afirmações do PM, segundo as quais “se tudo continuasse como até agora, havia expectativas fundadas de chegar ao final do ano com um desvio de 2,1 a 2,3 mil milhões de euros”. Esta frase é bastante ambígua. Expliquem-se de uma vez por todas, se fazem favor.

Vilões e heróis

Tem existido um curioso paralelo entre as situações políticas norte-americana e portuguesa. Lá como cá, a direita entrou em modo furioso de assassinato de carácter contra líderes de fortíssimo carisma. Obama e Sócrates foram atacados com campanhas moralistas, desvairadamente hipócritas e conspiradoras, que tinham como único intento diabolizar a sua credibilidade pessoal. O debate não se fez principalmente pela discussão entre modelos alternativos de condução e gestão da sociedade, primado da política, mas com calúnias e boicotes à execução governativa, o reino do vale tudo e da luta cega pelo poder.

Agora, no impasse para aumentar o limite da dívida externa dos Estados Unidos, estamos perante um análogo da crise portuguesa à volta do PEC 4. Também por aqui apareceram manifestações de espanto pela possibilidade de se poderem agravar as já desgraçadas condições económicas por via de uma crise política artificial e evitável, com todas as consequências funestas que a recusa do plano aprovado e aplaudido pela Europa iria inevitavelmente trazer. Pensava-se que a racionalidade prevaleceria, e que as maiores entidades económicas privadas (grandes empresários e grandes bancos) teriam poder fáctico para levar o PSD a sentar-se na mesa das negociações. O mesmo estão alguns a dizer nos EUA neste momento, não concebendo um cenário de bancarrota por não lhes ser sequer imaginável que a Corporate America aceite ficar calada e quieta a ver a falência a chegar. Contudo, em Portugal o plano foi precisamente o de apostar tudo na radicalização dos perigos económicos, levando até ao limite a mentira de responsabilizar o Governo – e, em especial, Sócrates – pelas condições de financiamento internacionais e as mazelas no emprego causadas pela crise económica mundial. Para a dupla Cavaco-PSD, havia decisivos ganhos na degradação do prestígio de Portugal e subsequentes prejuízos para todos os agentes económicos nacionais: porem as manápulas e a bocarra no pote. O mesmo estão também alguns a antecipar no braço-de-ferro entre Obama e os Republicanos, onde a crise financeira pode ser o golpe fatal para desacreditar por completo Obama perante o eleitorado, impedindo de vez a sua reeleição.

Quando se conhecem os partidos por dentro, e a nossa direita é nisto uma cópia da direita americana, fica-se com uma visão clara do que divide o PSD e o PS: enquanto para o primeiro a obtenção do poder justifica o uso de todos os meios, celebrando-se as pulhices lançadas ao adversário como brilhantes jogadas no tabuleiro, no PS tal cinismo intelectualmente estéril não é possível porque a sua base eleitoral mantém-se política e civicamente idealista.

Isso faz com que, no seu ethos, as oposições à direita tendam a ser vis e as governações à esquerda heróicas.

E se a Antártida era isto…

…como seria a paisagem por aqui?

Não resisti a mostrar esta imagem para dar a sonhar a quem esteja na praia, com desejos de que o faça com o prazer acrescido de quem vive um privilégio.

Segundo os últimos estudos da professora Jane Francis da universidade de Leeds, há 55 milhões de anos, o pólo Sul, para nós o continente gelado, era um local extremamente agradável para se viver, uma zona tropical, onde habitavam mamíferos, como castores e outros. A equipa chegou a esta conclusão depois de, num projecto de perfuração e com a ajuda de tecnologias de satélite, ter encontrado sedimentos de pólen de plantas que só florescem nos trópicos. As quantidades astronómicas de CO2 presentes na atmosfera durante milhões de anos são a explicação. Clima e dióxido de carbono, definitivamente, não se largam. E o que provocou a existência de uma quantidade astronómica de CO2 (1000 ppm (partes por milhão)) na atmosfera de então? O Guardian foi a Edimburgo saber e disse-nos.

Felizmente para nós, o tempo geocósmico é lento. Os cientistas são, no entanto, unânimes a dizerem que estamos a acelerar perigosamente os ciclos climatológicos.

Um livro por semana 246

«Novo Dicionário do Calão» de Afonso Praça

Afonso Praça (1939-2001) passou desde 1961 pelos jornais Diário de Lisboa, República, Diário de Moçambique, O Jornal, O Sete e O Bisnau e pelas revistas Flama, Vida Mundial e Visão. Foi, segundo António Valdemar, «um dos mais notáveis jornalistas da sua geração». Este dicionário de 285 páginas começa em «a abrasar» (andar muito depressa) e termina em «zurrapa» (vinho ordinário) e tornou-se (segundo Regina Louro) «um livro de referência para tradutores, professores, alunos, jornalistas e cidadãos curiosos» embora (segundo Sara Belo Luís) se possa também considerar «um pequeno manual para o melhor insulto».

Um dos aspectos mais curiosos deste dicionário é o facto de o seu autor integrar nos verbetes citações de diversos escritores. Uns serão menos canónicos como José Vilhena, Luís Campos ou o Pad-Zé de Coimbra. Outros são autores de culto como Vitorino Nemésio, Urbano Tavares Rodrigues, Trindade Coelho, Natália Correia, Luís Pacheco, Júlio César Machado, José Cardoso Pires, Fialho de Almeida, Fernando Assis Pacheco, Eça de Queirós, Dinis Machado, Camilo Castelo Branco, António Lobo Antunes, Aquilino Ribeiro e Alves Redol.

Uma das palavras mais difíceis é «cena» (situação ou acontecimento) e daí a transcrição da entrevista dum elemento do grupo Family: «E a cena da cor? A cena de haver bumbos a rappar? «É normal, é normal porque … a cena que se ouvia lá, a maior parte são os negros que fazem, e então é muito mais fácil haver mais negros a ouvir a cena do que brancos a ouvir… Eu já ouvi muita cena «os negros é que sabem, o que é que é», «os negros é que sabem rappar», não é assim, tás a ver? Tu podes ser branco e perceberes da cena e sentires a cena da mesma maneira».

(Editora: Casa das Letras, Actualização: Cláudia Almeida, Pedro Dias de almeida e Rodrigo Dias, Capa: Maria Amorim, Revisão: Ayala Monteiro)

Impressionar no emprego, brilhar nos jantares, seduzir em festas

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Amor de bancada

É pelos teus olhos que eu vejo o jogo
De ti eu não sei praticamente nada
O teu olhar tem a força dum fogo
Aceso por mim neste lugar da bancada

Debruço-me também na luz da tua idade
Para ver melhor o tempo de jogo a correr
Nos degraus em que repousa esta saudade
Encontro o teu inesperado corpo de mulher

No Verão protejo-te com nuvens de papel
Que só eu vejo porque também só eu imagino
Ponho-te nos bolsos rebuçados alteia e mel
E disfarço os meus anos num olhar de menino

No Inverno são para ti os primeiros pingos
Neste monte dos nossos pequenos vendavais
No ano inteiro vejo-te apenas alguns domingos
E nas poucas quartas-feiras internacionais

No roteiro deste sentimento imaginário
Saímos deste poema como do jogo – cansados
E sonho com alterações ao nosso calendário
No grande silêncio dos teus lábios fechados

Haverá margem?

A comunicação de ontem do nosso Ministro das Finanças suscita-me uma série de questões sobre política actual que conviria discutir com a máxima abertura. Para além do estilo inédito do novo governante, acabado de chegar da “Europa”, e do qual se gosta ou não ou, se não se gosta, até se pode considerar encobridor de uma certa crueldade, ele não deixa de ser um liberal, imbuído de um forte espírito privatizador e apologista de um capitalismo totalmente transfronteiras. No fundo, aceita de bom grado, se é que não advoga, a perda de independência. “O capital não tem fronteiras” parece ser a sua casa. Aparentemente, mas só do seu ponto de vista, está em total consonância com a corrente política actualmente dominante nas países europeus, maioritariamente de direita. Chamo, no entanto, a atenção para o facto de os principais dirigentes europeus, ao contrário do senhor Ministro, serem altamente zelosos e protectores dos interesses dos seus países, acima de tudo.

Ora eu pergunto se haverá, se haveria, margem, neste momento, para um governo de esquerda num país da zona Euro? Se haveria margem, por exemplo, para um José Sócrates, com uma visão mais “soberana” do país e directrizes de desenvolvimento próprias. Penso que seria difícil. Em sede do Conselho Europeu seria sempre visto como um pária. Ou então, para satisfazer os ditames dos seus parceiros europeus mais ricos, seria sempre visto como um traidor pelos seus eleitores em Portugal. Uma questão na qual o PS deverá reflectir.

O tal governo económico que muitos acham indispensável existir para dar estabilidade ao euro não poderá nunca ser separado de uma visão politico-ideológica para a Europa no seu conjunto. Enquanto os países com mais peso tiverem governos de orientação neo-liberal, um país com um governo de esquerda será sempre mal visto. E o curioso é que os próprios cidadãos desse país entenderão que terão mais interesse em votar em partidos da linha dominante na Europa. Tudo pensado, verão nisso uma vantagem. Veja-se o que acontece neste momento em Portugal. A maioria acata pacificamente as decisões desta espécie de “delegação” do governo federal da Alemanha. Será isto uma ante-câmara de um governo europeu? Não estará o eleitorado a ser instruído para vender a sua autonomia e identidade em troco de paz e pão?

Dear Jean

No dia 11 de Julho, o primeiro-ministro grego, George Papandreou, escreveu uma carta a Jean Claude Junker, carta essa que creio que será lembrada como um dos ponto de viragem desta crise. É também um documento hilariante, pela maneira magnífica como a linguagem oficial é usada para, essencialmente, mandar a União Europeia e as suas soluções à merda. O documento oficial está disponível aqui, mas isto é tão bom que faço uma transcrição comentada:

Continuar a lerDear Jean

O bom Louçã

O meu Ministro favorito, neste arranque do Governo, é Vítor Gaspar. Porque é impossível não gostar de um gajo que se apresenta com esta humildade, genuinidade e boa onda. Não que tenha alguma preferência por essas características naquela função, mas, por acreditar que o homem é mesmo assim, espero que assim se mantenha apesar do desgaste que vai sofrer. Vejam-se também estas vénias à japonesa, algo que já nem no Japão se usa, e a ingenuidade desarmante perante uma pergunta irónica de um jornalista. São modos, cognições e linguagens corporais típicos de quem passou a vida em gabinetes de estudo por vocação e com proveito, sem caganças.

Ontem fiquei a gostar ainda mais, muito mais, deste cabrão. A sua versão lost in translation da tonteira calamitosa de Passos mostra que há ali um lado de maquiavélica sofisticação que pode aparecer quando menos se espera. Temos político.

Balada do Largo do Rato

(a Fernando Marques)

Largo do Rato tão velho
Onde chegava sozinho
Poupava pelo conselho
Dado no fim do caminho

Descia a pé toda a rua
Do alto das Amoreiras
Parece que continua
Na atitude e maneiras

Poupança de três tostões
Hoje sem equivalente
Continua a haver razões
Nas ideias desta gente

Vinha da Rua do Ouro
E jantava a todo o gás
Cada livro um tesouro
O Curso era ser capaz

Fosse na Veiga Beirão
Ou na Patrício Prazeres
Estudar era a paixão
Labirinto de saberes

Fixo agora o momento
Na memória virtual
Está o carro São Bento
Estrela-Príncipe Real

E o do Conde Redondo
O que passa e o que fica
Resguardo onde escondo
O cinco vai para Benfica

Ou um 24 para o Chile
Sai do Carmo pontual
Leva um «Canto Civil»
E quer mudar Portugal

Largo do Rato tão novo
Todos os dias procuro
Nove ruas onde o povo
Parte em busca do futuro

Um sonho para o BE

Sem Louçã, o que será o BE? Alguém imagina a manta de retalhos entregue ao Fazenda? Ninguém, a começar pelo próprio. Seria Pureza a solução? Seria, mas para o partido definhar sem excessos retóricos, com um vagido e meio sorriso. Aparecerá algum daqueles maluquinhos que só fizeram merda atrás de merda ao dirigirem a estratégia da campanha de Alegre, nem conseguindo os mínimos de conquistar o eleitorado do PS, quanto mais obrigarem a múmia de Boliqueime a uma 2ª volta? Serão estes os mesmos que decidiram não se coligarem com o PS para as autárquicas em 2009, assim levando o BE a desaparecer do mapa alfacinha? Serão ainda estes os mesmos que decidiram apresentar uma moção de censura ao Governo só para mostrarem que eram mais comunas do que os comunas? Ou todos eles apenas obedecem ao génio napoleónico de Louçã para todo o sempre na frente russa? Estará a Ana Drago em condições de superar o ontológico machismo da maltósia da extrema-esquerda? Nem pensar nisso, pois para além de ser uma chavala é ainda uma chavala. Ou alguém imagina que as estrelas mediáticas, Oliveira e Amaral Dias, no frenesim da sua produção industrial de opiniões superficiais e sectárias, têm algum voto na matéria sequer para influenciar os acontecimentos? Sequer o amigo Rui Tavares acredita nisso.

O meu sonho é o de ver o BE a ser coordenado pela Helena Pinto. Sou fã desta pessoa que tanto tem contribuído para a minha boa disposição. E a possibilidade de se vencer o inimigo através do riso é real, atenção, tendo já sido testada com sucesso pelos Monty Python nos idos de 70.

A sétima trombeta

O facto de Inês Serra Lopes continuar a ser chamada à televisão para largar sentenças a respeito da actualidade política entra na categoria do mistério. E tal acontecer na RTP, para onde vai parte dos meus impostos, convence-me de estarmos muito, muito, muito perto do fim do mundo.

Pois esta luminária, este paradigma falante da rectidão e bons costumes, esteve ontem na RTP-N a rir-se do Assis e da sua proposta de abrir o PS à sociedade, enquanto louvava Seguro pela qualidade do seu marketing.

Em condições normais, isto chegaria para decidir o páreo.

Colossal verdade

O PSD de Passos fez uma campanha desmiolada para as legislativas, repleta de episódios onde os erros grotescos, como a cooptação de Nobre, e as bacoradas nojentas, como algumas afirmações de Catroga e Relvas, deixaram o País incrédulo. Por aí, o partido continuou o desastre que se iniciou com a fuga de Barroso e devorou quatro líderes até 2010. Esperava-se era que o circo desmontasse a tenda e só voltasse nas próximas eleições.

Afinal, o que se está a passar com o escabroso desvio colossal fica como o retrato de um estado de amadorismo, ou de pura inconsciência, onde se revelam culturas política e executiva assustadoras. É especialmente importante registar as declarações de Frasquilho, porque são insultuosas até para a sua inteligência.

Mas que esperar de quem usou a bandeira da verdade como projecto político? Segundo os manuais de psicologia, os autores espirituais e a experiência popular consagrada ao longo dos séculos, esperemos colossal hipocrisia, colossal cinismo e colossais mentiras.

Vinte Linhas 642

Bairro Alto pior que o Gabão

Esta factura é sinal de um mal que atacou o Bairro Alto nos últimos tempos. Moro aqui desde Dezembro de 1976 e o ano passado comprei um automóvel. Oito dias depois, um grupo de estudantes Erasmus deitou uma rapariga em cima do tejadilho. Por causa disso passei parte do Verão sem o meu automóvel usando um similar, emprestado pela Citroen. Agora estamos perante o fenómeno das garrafas de cerveja – das de litro. No passado dia 5 descobri um furo na roda dianteira esquerda do meu automóvel. Ele estava estacionado na Rua Diário de Notícias e o furo, como me explicaram na Casa dos Pneus de S. Marta, foi feito por uma garrafa das grandes. O golpe foi tão profundo que não pôde ser arranjado. Fui obrigado a pagar um novo como atesta a factura. Um amigo meu, que já trabalhou em Libreville, diz que isto está pior que no Gabão. Qualquer parvo depois de beber uma garrafa de cerveja de litro resolve urinar contra o primeiro automóvel que lhe aparece à frente. Os bares ilegais são do tamanho das casas de banho – por isso não podem ter casa de banho. O grande problema do Bairro Alto é o consumo de bebidas alcoólicas na rua. Depois de beber partem as garrafas de litro. A seguir é o barulho que não deixa as pessoas descansar. Não existe fiscalização das horas de fecho dos bares ilegais. Os bares legais cumprem; os ilegais não cumprem mas não são punidos. Um trambolho mais agressivo disse esta pérola ao administrador do condomínio do prédio onde «gere» um bar ilegal: «Eu pago a minha renda ao senhorio e posso fazer o que quiser!». É esta sensação de impunidade que deve acabar, a factura é um exemplo do que não deve acontecer. Sem desprimor para o Gabão.

Os limites da igualdade

Graduating students from the school were preparing to dance for Madeleine Onne, then head of the Royal Opera, in the hopes of getting a job. The students – and many more in the Swedish dance world along with them – were shocked when none of them were deemed to be good enough. Sweden’s ballet education had deteriorated to a level where the dancers couldn’t be employed by the country’s main institution for classical dance, and the contracts went to foreign dancers instead. How had it come to this?

Uma lição sueca.

Como se fosse possível

FMI critica debate público na Europa sobre nova ajuda à Grécia

O Fundo Monetário Internacional (FMI) diz que o debate na zona euro sobre a ajuda adicional à Grécia e a participação dos credores privados no segundo pacote de resgate é um «enorme problema» à geração de confiança na economia helénica.

Fonte

Esta é boa. Não é que eu não admire os «mercados» e os especuladores pelo bem que fazem à sociedade, mas então agora os analistas, comentadores, economistas, simples cidadãos, políticos, etc. não podem discutir, adivinhar, vaticinar, defender, criticar ou chafurdar no novo pacote de ajuda à Grécia? Ou a Portugal, ou à Irlanda! Pretenderiam mantê-lo em segredo? Esta gente passa-se.
A menos que queiram dizer que, como os decisores não se entendem, o melhor é calarem-se. Pois… Veja lá se consegue, Madame Lagarde. Teremos que contratar o Assange? É que a pressão da opinião pública e publicada perante a cacofonia que por aí vai pode ser uma maneira de dar um pontapé para a frente nesta Europa.