“O primeiro-ministro anunciou hoje que o Governo vai apresentar até ao final de agosto um conjunto de medidas de contenção para colmatar o «desvio» de cerca de «dois mil milhões de euros» encontrados nas contas públicas.”
Porque é que isto me cheira a “pensando melhor, vamos levar para a frente esta boca dos 2000 milhões”?
O ministro das Finanças não referiu qualquer desvio deste calibre. A Troika não o detectou. Será que as críticas ao carácter preventivo do imposto extraordinário levam agora Passos a encontrar uma justificação a posteriori para a aplicação do imposto e, eventualmente, outras medidas que aí vêm, como encerramento de serviços e despedimentos?
O Expresso dava a notícia dos 2000 M€ em título, mas, como já é prática habitual, no desenvolvimento da mesma, a jornalista apenas se fundamenta em afirmações do PM, segundo as quais “se tudo continuasse como até agora, havia expectativas fundadas de chegar ao final do ano com um desvio de 2,1 a 2,3 mil milhões de euros”. Esta frase é bastante ambígua. Expliquem-se de uma vez por todas, se fazem favor.




