Arquivo mensal: Julho 2011
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Os Príncipes do ferro-velho
Olhe vizinha, os meus primos franceses já se foram embora. Não sabe? São os netos da minha prima que é francesa e viveu em Portugal em 1971 e conheceu o meu primo na Ericeira. Pedi-lhe uma fotografia mas a revelação ficou para mais tarde. Até hoje. Os dois miúdos diabólicos são netos dela, e meus primos em terceiro grau. O meu marido chama-lhe os príncipes do ferro-velho porque se portam como se fosse príncipes mas são uns pobres mal-educados, uns tristes. Logo no dia em que chegaram, fomos busca-los ao Aeroporto e deixaram a porta do carro aberta. O meu marido não percebeu e andou com o automóvel de marcha atrás devagarinho e bateu logo num carro estacionado. Por acaso era de uma pessoa aqui da rua e como já tinha outras pancadas não houve problema. Os gajos devem julgar que são alguém. Não fecham a porta dos automóveis e não usam a escova do piaçaba na casa de banho. Não sei se pensam mas se pensam julgam-se alguém superior e o inferior vem atrás para limpar a porcaria deles. Fomos ao Museu da Marinha e a minha prima comprou algumas recordações – livros, miniaturas, t-shirts. Estava tudo num saco plástico e depois de comprar pastéis de Belém fomos para uma esplanada. Explicamos aos dois que a Avó ia comprar sumos de fruta para acompanhar os pastéis. O mais pequeno de um momento para o outro desapareceu no meio daquelas oliveiras entre a estrada e a linha do eléctrico. O meu marido ficou aflito e pediu ao mais velho para ir à procura do pequeno. Minutos depois apareceu com ele mas o puto não queria vir. Perguntada a Avó o que é que passaria pela cabeça do que fugiu numa cidade que não conhece e de uma mesa onde a esperava, respondeu ela: São crianças não pensam. No regresso no passeio a Belém ele bateu com o carro num pilarete. Vinha nervoso com os miúdos que são diabólicos e ele já não tem idade para aturar estes príncipes do ferro-velho.
Cabeças de amendoim
The irony of the situation at the moment, with markets opening tomorrow morning, is that the biggest threat to the world financial system comes from a few rightwing nutters in the American Congress rather than the eurozone.
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Há uns quatro meses, ainda o nosso Presidente da República só tinha cabeça para a promoção de sobressaltos cívicos, os principais responsáveis da União Europeia, do Banco Central Europeu, do FMI e de variados países com alguma importância (dos EUA à China, passando pelo Brasil e Alemanha), faziam abertos apelos ao consenso político em Portugal para se evitar o pedido de ajuda externa. Ninguém o queria, a começar pela Europa que o via como factor de agravamento radical do perigo sistémico já instaurado com os casos da Grécia e Irlanda e a acabar no Governo de então, o qual avisou clara e insistentemente que tal desfecho era a pior de todas as alternativas possíveis.
Ninguém o queria? Um grupo de irredutíveis cavaquistas passados não queria outra coisa. Apostaram em antecipar o que tinham previsto para Setembro e Outubro, receando que o Governo obtivesse cada vez melhores resultados orçamentais e tendo ficado assustados com uma manchete do Expresso: FMI já não vem. Ora, um mês após a tomada de posse do novo Governo, é evidente que as medidas adoptadas nos PEC I, II e III estão a dar suficientes/bons/excelentes (é à escolha do freguês) resultados sob o ponto de vista da redução das despesas, aumento das receitas e racionalização dos custos do Estado. E agora já se pode dizer, sem passar por avençado do Gabinete de Sócrates, que as medidas em causa não poderiam dar resultados imediatos logo em 2010, sendo que sempre se soube que o início de 2011 seria o período para descobrir se Portugal escapava ao destino de gregos e irlandeses. Pois bem, todos os números que têm saído confirmam aquilo que a minha vizinha do 4º andar se fartou de repetir: a decisão de chumbar o PEC IV, e assim provocar eleições, empobreceu e fragilizou muito mais um país já empobrecido e fragilizado por duas crises internacionais avassaladoras e indomáveis. A luta pelo poder, embora democraticamente legítima, foi ostensivamente contra o interesse nacional, apenas para proveito dos grupos ligados aos actuais governantes.
Os EUA confrontam-se com a mesma dilacerante constatação: um dos seus partidos prefere arrastar o país para colossais prejuízos se tal servir para atingir o adversário. O que Vince Cable, um inglês que talvez não seja socrático, diz da direita americana é, mutatis mutandis, o que há para dizer da direita portuguesa.
Tanta mansidão
O que se está a passar com a reestruturação da administração da Caixa Geral de Depósitos, já devidamente criticada por Pedro Santos Guerreiro, que lhe chama um Albergue Espanhol, e outros comentadores da imprensa, devia merecer a mais contundente crítica da oposição, PS incluído. Mas não ouvi até agora uma única palavra partidária oficial sobre isso. Ontem, com a polémica já instalada na imprensa, no Telejornal ouvi zero sobre o assunto. Ocorreu-me até que o princípio do “respeitinho” que a privatização da RTP está à porta é o que agora dita os alinhamentos.
De acordo com o que tenho lido, todos os quadrantes do governo designaram um seu representante para a nova administração da CGD, o Presidente da República também e os interesses privados ligados ao PSD idem. Conflitos de interesses parece haver vários – desde escritórios de advogados de que são clientes grandes grupos económicos até administradores de empresas da área da saúde. Trata-se de um assalto ao tacho demasiado ostensivo para se deixar passar em claro. A Caixa é um banco público e os seus dirigentes são pagos com dinheiro dos contribuintes. Passos Coelho, que apregoou extrema contenção e combate às clientelas, não se ensaiou duas vezes para aumentar com elementos da sua confiança política, a que nunca chamará “boys”, o número de membros do Conselho de Administração do banco do Estado. Irão estes gestores/administradores preparar o terreno para a privatização? Colher os últimos frutos enquanto é tempo?
Gostaria de ver o governo confrontado com as perguntas incómodas que se impõem. Seria fundamental para começo de “conversa”. A táctica deste governo parece ser a do silêncio até onde for possível. Nunca mais se ouviram Álvaro ou Assunção. Gaspar só interveio mais uma vez depois da célebre conferência de imprensa que anunciou a sobretaxa do IRS. E outra vez, com a solenidade de uma leitura. O ministro da Saúde anda desaparecido, em retiro certamente. Passos não se ouve. Dir-se-ia que toda esta gente teme ser confrontada com perguntas. Mas lá vão cumprindo a praxis habitual. Uma oposição forte precisa-se. Seguro acaba de ser eleito Secretário-Geral do PS e, no seu jeito manso, declarou-se em público amigo pessoal de Passos. Amigo, amigo, portanto. A parte do provérbio que reza “negócios à parte” não convence. Tenho as mais fundamentadas dúvidas sobre a sua capacidade para confrontar este governo com a devida acutilância e desde já.
JPP – o velho bolchevista que renasceu liberal
Com essa acusação, Pacheco, um fulano vulgarmente tido por culto e inteligente, revelou uma vez mais a sua alma de denunciante e provocador policiesco. Teria dado um bom quadro policial, com a sua tendência patológica para a recolha de informação política. Se hoje houvesse uma polícia fascistóide (não estamos livres disso), ele seria o encarregado ideal da vigilância da blogosfera. Daria também um bom analista de escutas telefónicas, para o que já revelou vocação.
Note-se que Pacheco começou a sua carreira de inquiridor e inquisidor como marxista-leninista, e dos mais tinhosos no seu dogmatismo ideológico. Ler hoje os seus virulentos escritos doutrinários da primeira metade dos anos 70 é algo de fantasticamente hilariante, para quem tenha humor e estômago. É conhecido que por esses anos o mangas recomendava que se queimassem certos livros considerados burgueses, como foi o caso de uma obra do professor António José Saraiva. Grande intelectual este Pacheco, guarda-vermelho incendiário nas horas vagas… Nunca lhe passou o tique, diga-se, embora surja agora disfarçado de liberal.
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Português, língua de campeões
No neuropatológico mundo das artes marciais mistas, Anderson Silva é o mais criativo, o mais espectacular e o mais convencido dos lutadores. Este brasileiro de 36 anos anda a dar porrada em todos os que lhe aparecem à frente desde finais dos anos 90, e a ganhar muito dinheiro por isso no circuito internacional, continuando sem se render ao inglês.
Neste combate, disputado em Fevereiro, Anderson fez algo nunca antes visto em competições profissionais para choque doloroso do seu compatriota e adversário. Mas não é por esse brilharete técnico que trago o vídeo, é antes pelo brilho do seu orgulho em falar na nossa língua no meio dos gringos.
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«Bumbo» – uma palavra que pode ter escapado a Afonso Praça
Ainda a propósito do livro «Dicionário do calão» de Afonso Praça, referido no «aspirinab» há tempos, ficou por mencionar um pormenor que pode ter escapado ao autor. No verbete da palavra «cena» refere-se a expressão «bumbos a rappar» mas a palavra «bumbo» não surge no dicionário com verbete próprio.
No dicionário da Sociedade de Língua Portuguesa, coordenado por José Pedro Machado, a palavra «bumbo» tem um sentido diferente do que surge no verbete do livro de Afonso Praça: «selha alta em que expõe à venda o peixe no mercado da lota». Ora o que poderia ser impresso no Dicionário do calão seria algo como isto: «bumbo» – rapaz preto ou negro. A origem do uso pode estar no facto de em Angola se utilizar a palavra «bumbar» para designar o acto de trabalhar. Logo o «bumbo» será o trabalhador e, num certo sentido, o escravo do trabalho. Existe a expressão «trabalhei como um negro» para se referir «trabalhei muito». Um outro sentido pode estar associado à palavra «bumbo». A expressão «bumbar» significa «sovar, espancar» e «bumba» designa «pancadaria ou tunda». O contexto faz lembrar os versos de uma canção de Angola:
«Fuba podre, peixe podre,
pano ruim, cinquenta angolares
porrada se refilares»
Enquanto fui redactor efectivo do jornal Sporting de 1997 a 2006 ouvi muitas vezes a pergunta a jogadores «leoninos», muitos deles negros, nestes termos: «Quem é aquele bumbo numero sete deles?» Era eu que tinha a constituição das equipas…
O quê? Outro SMS?
“António Nogueira Leite, que acaba de ser eleito administrador da Caixa Geral de Depósitos, demonstrou-se surpreendido por não aparecer no comunicado da CGD como vice-presidente do banco, avança o Diário Económico.
Que nervoseira, não é, Dr. Nogueira Leite? Da lista de cargos que lhe propuseram e que o imaginamos a recusar com ar displicente, este era o primeiro a agradar-lhe mesmo…
(Um aparte: apesar do jornalista nos contar que se DEMONSTROU surpreendido, nós compreendemos que se tenha mostrado surpreendido)
“Questionado sobre a composição da próxima Comissão Executiva da CGD, à margem do IX Fórum da Banca e Mercado de Capitais, em Lisboa, Faria de Oliveira disse que “ainda não está decidido o modelo da nova liderança nem quantos vice-presidentes terá. Mas provavelmente Nogueira Leite será vice-presidente da instituição”.
Nervoseira agravada: “provavelmente”? Que desprezo por tão brilhante personalidade…!
Novo acordo ortográfico
É curioso ver as alterações de linguagem na blogosfera de direita, e não só, agora que chegou finalmente a sua vez de ir ao pote. Para simplificar, aqui fica um breve dicionário, para quem não seja jornalista ou a quem não tenha chegado o memorando:
| Onde se escrevia | Deverá escrever-se |
| Boys | Assessores |
| Propagandista | Profissional de comunicação |
| Nomeações | Convites |
| Sofreguidão | Aceite com muita honra |
| Gamela do estado | Serviço público |
| Incompetencia | Benefício da dúvida |
| Lambe-botas | Rendido à visão de Passos Coelho |
| Familiar de | Curriculum impressionante / provas dadas |
| Páraquedista | Voz independente |
| Crise nacional |
Crise da zona Euro |
| Crise (agravar da) | Estado em que encontrámos o país |
| Abrantes | Gente para quem a antiga grafia ainda se aplica |
| Jornalista de coragem | Assalariado do patrão com interesses ocultos |
| Dessassombrado | Ressabiado |
| Crítico | Aquele que esperava ser convidado |
| Ilegalidades | Delírios risíveis |
| Projectos megalómanos | Investimentos geradores de emprego (a partir de 2012) |
Como todos os acordos anteriores, este é meramente temporário e passível de revisão assim que as condições mudarem, prevendo-se o retorno à velha grafia assim que o Partido Socialista regressar ao poder.
Pacheco, o assessor da mentira
Pacheco Pereira e Adelino Maltez eram duas figuras que respeitava e admirava intelectualmente enquanto representantes de uma certa independência romântica. Ambos me pareciam genuínos na sua missão crítica, cultores de uma isenção moldada pelas convicções e sustentada na boa-fé. Isto durou até meados de 2008. No presente, depois de constatar o seu sectarismo e silêncios imperdoáveis num dos períodos políticos mais definidores da nossa História recente, vejo-os como fraudes, exemplos da mediocridade da nossa elite.
Todavia, não há comparação entre eles no que respeita à respectiva influência mediática e danos políticos causados. Adelino Maltez contenta-se com o seu papel de Avô Cantigas da análise política, servindo comentários professorais no estilo e irrelevantes no conteúdo. O seu Portugal é lírico e literário, um fantasma barroco sem substância sociológica. Já Pacheco tem sido o mais ubíquo dos publicistas, servindo-se da comunicação social para se valorizar partidariamente e do partido para se valorizar na indústria da opinião. É um monstro bicéfalo, joga com as brancas e as pretas ao mesmo tempo. Os seus números de oposição interna – primeiro a Santana, depois a Menezes, agora a Passos – são instrumentais para garantir o necessário protagonismo no mercado da política-espectáculo. E a sua perseguição a Sócrates, num crescendo de ódio e obsessão que durou 3 anos, levou-o ao ponto de conspurcar a Assembleia da República pela consulta das escutas judicialmente ilícitas e politicamente infames feitas ao então primeiro-ministro. Pacheco Pereira, quando se tornou num conselheiro privilegiado de Ferreira Leite para as eleições de 2009, alinhou com o zelo dos fanáticos na estratégia de Belém para caluniar o Governo PS. O descontrolo emocional que exibiu durante tanto tempo prova que acreditou estar mesmo num duelo pessoal com Sócrates, sentindo-se cada vez mais despeitado e furibundo com a bonomia indiferente que recebia em troca.
Coisas que podem acontecer
Gravidade à esquerda
A eleição de Seguro poderá ser um trunfo para Louçã, servindo para justificar a viabilidade da sua messiânica esquerda grande agora que a direita foi derrotada dentro do PS e, assim, evitando ter de sair do trono e do palco.
Louçã é o simétrico perfeito de Portas, tal como Seguro o é de Passos. A quadratura do círculo para o vazio do novo ciclo tem os protagonistas ideais. E Seguro e Louçã já estiveram juntos na estratégia de se oporem ao Governo maioritário do PS, juntos nos ataques a Sócrates e juntos na condução da segunda candidatura de Alegre, esta precedida de boicotes vários do poeta que chegou a ameaçar dissidência e formação de novo partido enquanto participava em acções do BE. Há um caldo comum, feito de cinismo visceral e delírios de grandeza, que faz com que se atraiam num frenesim da pior retórica que a esquerda é capaz de expelir.
Grande celebração do 1º mês do novo Governo!
Ah, que alívio, que alegria, voltarmos a ver o nosso querido Presidente da República todo sorridente, todo babadinho, ao receber o Primeiro-Ministro no Palácio de Belém, esse reduto inexpugnável da gente séria. Ah, como este desamparado país estava carente dessa harmonia e cordialidade, dessa elevação. É que nada consegue ultrapassar os magníficos exemplos que a gente séria tem para dar ao povoléu desde que a dita esteja rodeada também por gente séria e não pela escumalha dos mentirosos. Os mentirosos, ainda por cima, e só para piorar o que já era mau, não têm transparência. Não têm porque estão sujos e são sujos. E são ratos. E são porcos. Pode um porco ser transparente? Nunca, nem mesmo se transformado em fiambre para ser exaustivamente fatiado até ficar finíssimo. O porco é um animal muito opaco, muito diferente da gente séria.
O novo Governo atingiu na sexta-feira o seu 1º mês em funções. Não será exagero dizer que o País, apenas 30 dias passados sob a iluminada e virtuosa direcção da gente séria, está irreconhecível tantas as radicais alterações introduzidas. Agora, já temos um Chefe de Estado que sabe do que se passa na Europa, por exemplo, tendo acabado a asfixia democrática que o impedia de ter acesso às notícias vindas do estrangeiro. Temos autarcas que passaram a aceitar portagens onde antes prometiam barricadas, outro exemplo de conversão súbita e milagrosa. E chegámos ao ponto de ver o início da operação que vai conduzir ao anúncio de que o TGV não irá parar porra nenhuma, vai é continuar e acelerar que o dinheirinho não é para desperdiçar.
Celebrando este momento de salvação nacional pela gente séria, queremos saber qual é a obra do Governo que melhor representa a sua essência e espírito. Ajuda-nos a descobrir.
Impressionar no emprego, brilhar nos jantares, seduzir em festas
The brain holds on to false facts, even after they have been retracted
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Women may be warned of partners’ violent pasts under new ‘Clare’s Law’
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Non-Africans Are Part Neanderthal, Genetic Research Shows
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Fewer Verbs and Nouns in Financial Reporting Could Predict Stock Market Bubble, Study Shows
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Personality Plays Role in Body Weight: Impulsivity Strongest Predictor of Obesity
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Evolution of the Evolutionarily Minded
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Lessons from the Financial Crisis: What’s Good for One Organization Can Topple an Entire Industry
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Unhappy People Avoid Eye Contact – New Research
Parelhas
A democracia entre a loucura e o ódio
Há quem faça uma leitura legitimadora do terrorismo de bandeira islâmica, vendo nele a resposta assimétrica ao poder militar das potências ocidentais e suas políticas de apoio a Israel ou intervenção bélica em países muçulmanos. Para estes psicopatas, o 11 de Setembro foi um golpe dado no coração do inimigo. Simbolicamente, na dimensão da propaganda, celebra-se nesse evento o facto de a América ter sido mortalmente atingida quando as torres do World Trade Center ficaram em chamas e ruíram. E aceita-se o elemento alegadamente religioso dos terroristas como se fosse apenas uma característica étnica secundária numa devoção internacionalista contra um inimigo comum.
Acontece que o 11 de Setembro foi um ataque contra a democracia, não tendo nenhum outro objectivo. É a democracia – que no plano social e cultural traz consigo a promoção dos direitos humanos e por eles está disposta a todos os esforços e sacrifícios – o alvo final para as patologias de tipologia ditatorial, venham elas de esquerda ou direita, sejam de invocação teocrática ou estritamente seculares. Os direitos humanos alteram as relações de poder, colidindo com forças instintivas e identitárias que se sabem ameaçadas de extinção perante as novas hierarquias de valor. Os conflitos resultantes são terreno fértil para a iniciativa, recrutamento e condicionamento de indivíduos mentalmente doentes, socialmente alienados e cognitivamente disfuncionais.
Os ataques na Noruega terão sido causados por noruegueses, nada tendo a ver com o terrorismo de bandeira islâmica. Essa informação está a causar um curioso efeito de anti-clímax, como se assim já não fossem tão graves. Ora, é precisamente ao contrário. Significa que a democracia está a ser atacada por aqueles que mais desfrutam dela, que a conhecem desde que nasceram. Significa que a ignorância do que está em causa não entra sequer na equação, aumentando a loucura ou o ódio dos que longamente planearam esta meticulosa acção.
Mas o ódio é sempre uma forma de loucura.
Insulina
Esta caneta de insulina
Com que escrevo ao fim do dia
Não me dá e nem me ensina
Como desenhar a poesia
Num só registo uma verdade
Mudar o destino da doença
Por cima do rumor da cidade
Um livro marca a diferença
E descem de forma repentina
Os valores do açúcar em jejum
No sorriso de Ana Cristina
Se liga o privado ao comum
Rua do Salitre à esquina
Lá onde a dor fica vencida
Uma caneta de insulina
Muda de todo a minha vida
Prémio Nobel da falta de vergonha na cara
“A Europa superou as suas hesitações, assumiu as suas responsabilidades e tomou as decisões que se impunham perante a gravidade das ameaças que a Zona Euro enfrenta. Os líderes europeus compreenderam finalmente os sinais de alerta sobre os riscos que atingiam o próprio projeto de integração europeia. Em causa não estavam apenas alguns países da zona euro. Em causa estava o futuro do próprio projeto da moeda única”, escreve o chefe de Estado.
A Noruega aqui tão perto
O ataque em Oslo é gravíssimo, e não só pelas mortes, feridos e destruição. Trata-se de um atentado de simbolismo equivalente ao do 11 de Setembro, escolhendo-se como alvo os representantes da soberania norueguesa. Mas é também grave pela fragilidade que expõe quanto à segurança da Noruega, desde os serviços secretos à prevenção policial.
Good food for good thought
With access to pornography easier than ever before, politicians and scientists alike have renewed their interest in deciphering its psychological effects. Certainly pornography addiction or overconsumption seems to cause relationship problems [see “Sex in Bits and Bytes” by Hal Arkowitz and Scott O. Lilienfeld; Scientific American Mind, July/August 2010]. But what about the more casual exposure typical of most porn users? Contrary to what many people believe, recent research shows that moderate pornography consumption does not make users more aggressive, promote sexism or harm relationships. If anything, some researchers suggest, exposure to pornography might make some people less likely to commit sexual crimes.
Does Porn Harm Women?
The most common concern about pornography is that it indirectly hurts women by encouraging sexism, raising sexual expectations and thereby harming relationships. Some people worry that it might even incite violence against women. The data, however, do not support these claims. “There’s absolutely no evidence that pornography does anything negative,” says Milton Diamond, director of the Pacific Center for Sex and Society at the University of Hawaii at Manoa. “It’s a moral issue, not a factual issue.”

