Algo não bate certo nesta história – que será?

No dia 20 de Outubro de 2010, quarta-feira, pelas 18h30m, foi apresentado o livro Os Donos de Portugal – 100 anos de poder económico (1910-2010), da autoria de Jorge Costa, Luís Fazenda, Cecília Honório, Francisco Louçã e Fernando Rosas.

No dia 23 de Março de 2011, quarta-feira, pelas coiso e tal, o BE aliou-se aos partidos que defendem os interesses dos Donos de Portugal para correr com aquele, o único, que lhes fazia frente e os assustava ao ponto de terem utilizado todos os meios, só faltando o militar, para o derrubar, castigar, anular e apagar.

No dia 5 de Junho de 2011, domingo, pela noitinha, os Donos de Portugal celebravam à gargalhada o sucesso do plano que lhes tinha entregue o poder absoluto para os próximos anos e faziam brindes onde os nomes Louçã e Jerónimo eram aclamados em delírio.

Impressionar no emprego, seduzir em festas, brilhar nos jantares

Recent Financial Crisis Rooted in Politics of Creditworthiness, New Study Contends
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New Website Puts Focus on Metal Theft, a Serious but Underexplored Global Crime Problem
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Social Life and Mobility Are Keys to Quality of Life in Old Age
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Neurons Created Directly From Skin Cells Of Humans
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How Beliefs On Global Warming Are Mistakenly Influenced By Daily Temperature
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Toronto couple defend move to keep baby’s sex secret
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Want To Solve A Problem? Don’t Just Use Your Brain, But Your Body Too
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Depression: Not Just for Adults
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Eating Dirt Can Be Good for the Belly, Researchers Find
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Color Red Increases the Speed and Strength of Reactions
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Study Links Empathy, Self-Esteem, and Autonomy With Increased Sexual Enjoyment

Vinte Linhas 623

Alguém sabe do livro «Lembranças sobre a felicidade de Portugal»?

Este texto é um apelo a todos os leitores do Blog e às suas hiperligações pessoais – ou seja amigos, familiares e conhecidos.

Gostava que alguém me dissesse onde posso encontrar o livro «Lembranças sobre a felicidade de Portugal» da autoria de José António da Silva Rebelo que nasceu em 1779 (Santa Catarina) e morreu em 1846 (Almagreira).

O meu interesse pelo livro é puramente pessoal: gostava de conhecer o livro publicado em 1828 por um conterrâneo meu. Sei que o senhor foi administrador da Casa Pia de Lisboa e, mais tarde, Bispo de Bragança e Miranda.

A minha terra tem mais escritores como Faustino do Rego e Manuel de Moraes mas o primeiro publicou em 1525 e o segundo em 1735. Estão mais longe e os livros também. Agora o século XIX foi, podemos dizer, anteontem.

Durante muitos anos passei a correr debaixo do seu retrato a óleo na sacristia da igreja matriz de Santa Catarina, a caminho da casa da minha avó onde havia brasas para colocar no turíbulo. Eu era o menino que levava na mão a naveta do incenso nas procissões da padroeira, debaixo do pálio que nos defendia do sol de trovoada ou da chuva de molha-tolos. Era outro o tempo.

Foi preciso saber algo mais sobre o Bispo da minha terra para poder hoje aspirar a conhecer o seu livro datado de 1828. Esse livro chama-se «Lembranças sobre a felicidade de Portugal» e eu peço a ajuda de todos os leitores para o localizar.

Por favor ajudem-me a encontrar este livro do meu conterrâneo. É um favor. Fico desde já muito agradecido a todos.

Para que queres uma boca tão grande, crocodilo?

Independentemente da distorção nos cadernos eleitorais causada pela ineficiência com que são actualizados – e cuja causa para tal será sórdida e a merecer intervenção urgente das autoridades – levando a valores de abstenção hipertrofiados, estas eleições legislativas registaram uma baixíssima participação face às graves incógnitas do momento económico, social e político. O problema da elevada abstenção discute-se em Portugal desde os anos 90, ou até finais de 80, passada a efusiva participação no período após o 25 de Abril e a progressiva constatação do fenómeno. Há várias explicações ao dispor nas ciências sociais, descrevendo e ilustrando a inevitabilidade de tal afastamento eleitoral dos cidadãos nas sociedades que vão amadurecendo o seu regime democrático, mas há também um peculiar factor que teve influência decisiva neste 5 de Junho: a promoção, nalguns casos com consequências epidemiológicas, de uma cultura populista anti-políticos e anti-partidos.

Quem alimentou esses sentimentos de ódio e pulsões pessimistas, destrutivas e catastrofistas estava na oposição à direita, tendo obtido o apoio passivo e activo da oposição da extrema-esquerda. O objectivo foi o de sempre: desgastar e boicotar o Governo apenas porque… era o Governo! Manter elevado o estado de insatisfação popular surgia como o mínimo dos mínimos – ou a essência mesma – do que estes partidos consideravam dever ser o exercício opositor. Ao mesmo tempo, porque nem tudo é racional embora seja racionalizável, a liderança reformista e carismática de Sócrates ia acumulando inimigos e desvairados desejos e juras de vingança. O caldo de ódio que se despejou na multidão também embriagava os cozinheiros, cada vez mais catatónicos na sua imobilizadora impotência e nos frenéticos delírios conspirativos e persecutórios. No pináculo desta vaga raivosa, e num assomo de irresponsabilidade demente, assistimos boquiabertos ao espantoso momento em que um Presidente da República, no Parlamento e em acto solene de investidura, maldisse a classe política, pediu suspeitos sobressaltos cívicos e legitimou uma manifestação que tinha nascido envolta em ambiguidades várias que sugeriam o repúdio radical dos partidos e do regime, a qual se temia pudesse originar actos de violência.

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Um livro por semana 237

«Nos trilhos da Pedagogia» de Joaquim Carreira Tapadinhas

A partir dos 50 anos da Escola Industrial e Comercial do Montijo (hoje Escola Jorge Peixinho) o autor revisita a história da educação no concelho e, como indica o subtítulo do livro, a época abrangida vai de 1772 a 2008. São quatro os segmentos temporais do trabalho: 1772-1910 (do Marquês de Pombal à Monarquia), 1910-1926 (República), 1926-1974 (Ditadura Militar e Estado Novo) e 1974-2008 (do 25 de Abril a 2008).

Em 1772 as primeiras escolas públicas criadas pelo Marquês de Pombal nesta zona (Aldeia Galega, Canha e Alcochete) eram pagas pelo Subsídio Literário – 1 real por cada canada de vinho. As dificuldades são óbvias neste período: em 1909 uma acta da vereação do município refere que «a instrução oficial é deficientíssima e a percentagem de analfabetos é pavorosa e formidável».

Com a República, numa terra já com dez mil habitantes, surgem algumas alterações e no final do ano lectivo de 1910 -1911 os exames do 2º grau já puderam ser realizados na sede do concelho. Em 1926 uma das primeiras medidas do Governo é extinguir as escolas primárias superiores passando a escolaridade obrigatória para três classes. O «Livro único» dizia: «Na família o chefe é o Pai, na escola o chefe é o Mestre; no Estado o chefe é o governo». Apoiado pelos presidentes dos municípios de Alcochete e da Moita, José da Silva Leite pede ao ministro da Educação Nacional a criação da Escola Comercial e Industrial do Montijo que nasce em 1957. De 6 professores, 3 administrativos e 4 auxiliares no início, tem hoje 168 professores, 2 psicólogas, 14 administrativos e 39 auxiliares. De 106 alunos em 1957 passou para 1633 em 2008.

Fecho este livro indispensável ao conhecimento da história do Montijo com uma nota comovida: a minha escola de 1957 a 1960 está na página 255 deste livro.

(Edição: Câmara Municipal do Montijo, Capa: Eduardo Martins, Prefácio: Luís Graça, Nota: Maria Amélia Antunes, Comentário: António Castel-Branco)

Parabéns, Isabel!

A Isabel Moreira foi eleita para o Parlamento, como independente nas listas do PS por Lisboa. Sem qualquer desprimor para com os restantes deputados de todos os partidos, a quem devemos agradecer à partida a entrega das suas melhores competências para nos representarem na sede da democracia, é óbvio que a Assembleia da República acaba de fazer uma excelente contratação.

Sorte a nossa, felicidades para ela.

O bom amigo da direita

Nunca vimos um Louçã tão à rasca como aquele que veio anunciar não se sabe o quê no discurso da varridela do BE, tal como a Joana Amaral Dias tinha profetizado. E deixou esta frase:

Quero dizer aos nossos amigos e adversários que se aprende sempre mais com as derrotas do que com as vitórias.

A minha curiosidade não consegue ser maior: que poderá esta mula megalómana aprender?

Não estará na altura de mudar qualquer coisinha?

O líder do PCP considerou que a CDU obteve um resultado que «constitui uma inequívoca consolidação da expressão eleitoral que nos últimos anos vem registando».

«Este resultado representa um factor de estímulo, mas também de reforço daquela força que se assume como a mais sólida, coerente e determinada na defesa dos direitos dos trabalhadores, juventude e interesses populares.»

Fonte

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Jerónimo declara-se estimulado por constatar que o PCP está cada vez mais na mesma. E estar na mesma implica manter aquela força que se assume como a mais sólida, coerente e determinada na defesa dos direitos dos trabalhadores, juventude e interesses populares abaixo dos 8% e bem atrás dos partidos que atacam esses direitos e espalham desgraças às pazadas. Ora, que leva o bom Jerónimo, e magníficos camaradas, a querer que os trabalhadores, a juventude e os interesses populares tenham tão fracos defensores e representantes? Já agora, valia a pena pensar nisto, como diria o padre Dâmaso.

Entretanto, o PCP averbou mais uma grande vitória: conquistaram um deputado em Faro, coisa que não acontecia há 20 anos. Ena! Viva! Uau! Isso, para além de assinalar o iminente fim do capitalismo, são péssimas notícias para a troika, a qual já não pode ir descansada a banhos aos Algarves. De Vila Real de Santo António ao Cabo de São Vicente, Jerónimo promete que agora é que a luta vai aquecer. Em especial, no Verão.

O voo da águia

Portas fez um discurso sombrio, pesado, não conseguindo esconder um doloroso sentimento de derrota face às expectativas criadas, alimentadas e acreditadas. Aquele azedume calado de quem ganhou o segundo prémio e acha injusto que por tão pouco, dois ou três pontos percentuais, acabe por perder tanto, quase tudo.

A campanha eleitoral do CDS para as próximas eleições começou nesta noite.

És enorme, Sócrates!

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Compare-se o discurso de derrota e despedida de Sócrates com os de Cavaco na noite da vitória e na tomada de posse. Um sai sem um pingo de ressentimento, depois da maior campanha de assassinato de carácter e golpadas mediático-judiciais que este país regista na sua História, o outro pediu que se denunciassem os nomes daqueles que ousaram falar do seu enriquecimento através de um grupo financeiro criminoso criado por amigos seus e homens da sua confiança política. Um ama Portugal, o outro odeia portugueses.

São dois mundos. E não se podem habitar ao mesmo tempo.

A Avenida da Liberdade não cabe no Rossio

A manifestação “Geração à Rasca” reuniu, segundo organizadores e propagandistas, 200 ou 300 mil participantes; até mais, sabe-se lá. Mas vamos admitir, para efeitos especulativos, que teve só 100 mil, coitadinha, esse número redondo que se transformou no mínimo dos mínimos para manifestações na Avenida contra o Governo. Agora levemos 10% dessa maralha para o Rossio, sob o patrocínio de outra marca: “Democracia Verdadeira Já”. Não chega para encher a praça se ficarem de pé, mas eles trazem tendas e sacos-cama. Vão ficar por ali durante uns dias a deliberar. Com surpresa, descobrem que não cabem lá todos. 10 mil galfarros a dormir e habitarem no mesmo espaço nem na Praça do Comércio e adjacências se conseguiriam aconchegar. Resolvem ficar uns poucos e voltarem os restantes no dia seguinte de manhã para darem início à democracia verdadeira logo pela fresca, quiçá também sonhando com uma política de verdade ao chegarem ao fim da tarde. Questões logísticas: mesmo que só estejam presentes 10% dos 10 000 previstos, e todos tiverem algo para dizer numa média de três minutos para cada intervenção, quantas horas demorará até conseguirem decidir uma simples ordem de trabalhos diária para a revolução?

O grupo de tontos que invadiu o Rossio – sem a minha autorização ou consulta – tem estado entretido a revelar aos lisboetas em que consiste o seu peculiar tipo de loucura. E consiste nisto: acham que a democracia corresponde à gestão da comunidade por todos, sem instituições mediadoras e sem representantes. Eis o que escrevem no seu manifesto e tentaram realizar:

Pretendemos assumir o controlo das nossas vidas e intervir efectivamente em todos os processos da vida política, social e económica. Estamos a fazê-lo, hoje, nas assembleias populares reunidas. Apelamos a todas as pessoas que se juntem, nas ruas, nas praças, em cada esquina, sob a sombra de cada estátua, para que, unidas e unidos, possamos mudar de vez as regras viciadas deste jogo.

Isto é só o início. As ruas são nossas.

Eles não explicam como é que dos múltiplos encontros nas esquinas e nas sombras das estátuas se passa para a mudança das regras seja lá de que jogo for, mas deixam muito clara a apetência para intervir efectivamente em todos os processos da vida política, social e económica. Deixemos de lado a vaga suspeita de que intervir em todos os processos da vida política já fosse suficiente para os deixar estafados só de pensar no tempo que lhes ocuparia a tarefa até aos fim dos seus dias, quanto mais também estender a ambição à vida social e económica, coisa que nem os deuses do Olimpo, apesar de completamente chanfrados dos cornos, tentaram. Fiquemos apenas com a expressão: intervir efectivamente.

Se por intervir efectivamente se entende a privatização das ruas, que eles reclamam serem suas, haja alguém que explique a estes tiranetes de merda que a democracia começou na Grécia precisamente quando se abriram vias públicas que permitiram o livre trânsito entre Atenas e os aglomerados populacionais dispersos pela Ática. Por essas estradas passariam os representantes de todo o povo a caminho da assembleia em Atenas. Se estes gregos que criaram a democracia viessem a Lisboa ver o que pretendem fazer em seu nome, fugiriam enojados do Rossio a correr pela Avenida da Liberdade acima.

Entrelinhas

Joana Amaral Dias – talvez o melhor par de mamas da política nacional se excluirmos o Carlos Abreu Amorim – deu uma entrevista onde deixa duas revelações:

1ª – Que se identifica com Ferreira Leite no desejo de afastar Sócrates mesmo que isso implique ver um desqualificado qualquer como primeiro-ministro.

2ª – Que está na altura de Louçã arrumar as botas e entregar a chave da casa ao José Manuel Pureza.

Espera, não foi bem isto que ela disse?… Pois devia ter dito.

Domingo de votos

 

 

Por um dia, não interessa quem és, quanto vales, o que fazes, onde chegaste, que poder tens. Por um dia, a opinião que depositas na urna é tão válida como a de um poderoso, a de um simples, a de um mestre, a de um rico , a de um remediado, a de um intelectual, a de um analfabeto. Por um dia, não és mais que os outros, e também não és menos. Por um dia, a sociedade relembra-te o que és e frequentemente esqueces: igual.

Bom voto.

Para ir reflectindo até ao fecho das urnas

Aí está um fenómeno que vai ser estudado daqui a uns tempos. O ódio a Sócrates. O ódio patológico ao melhor primeiro ministro que Portugal teve desde que me lembro, já lá vão uns anos – e a minha memória é boa. O ódio escabroso orquestrado pela campanha ad hominem mais peçonhenta de que há memória em Portugal. Ódio da direita e ódio da esquerda. Sócrates só pode ter estado no caminho certo!

Queria ver essas múmias televangelistas da extrema esquerda a lidar com responsabilidades de governo durante uma singela semanita. Uma semana negra, a caminho da guerra civil!

E esses laranjas sequiosos do poder que lhes escapa há tantos anos? Se tivessem vencido Sócrates, que teriam eles feito com a crise financeira internacional que assolou o país? Teriam previsto tudo desde 2005, teriam cancelado as obras públicas, congelado os salários e despedido 100.000 funcionários públicos, não é? Como teriam explicado ao país, em 2006 ou 2008, as medidas de combate à crise que em 2010 se tornaram necessárias? Bem, a Manuela Ferreira Leite sempre disse que não havia crise nenhuma, era tudo culpa do odiado Sócrates.

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Não faltes à festa da consagração!

Os direitolas já entraram em celebração antecipada e preparam-se para uma bebedeira monumental neste domingo, regada a champanhe do mais caro, senhores generosos a distribuírem charutos e esfuziantes abraços, senhoras aprumadas a cantar à janela acenando a quem passa. Culminará numa cerimónia em que queimarão fotos e bonecos de Sócrates, de olhos fechados, mãos dadas, mergulhados num sepulcral silêncio. Logo depois, começa o bacanal, que durará até ao Sol nascer, onde dançarão nus fazendo um círculo por cima das cinzas, largando urros, espumando da boca e fustigando levemente as nádegas do parceiro da frente (ou parceira, que eles não são esquisitos) com alecrim aos molhos.

Entretanto, na prosaica realidade, está tudo em aberto. Os indecisos serão decisivos, como sempre, e não necessariamente a favor do africanista de Massamá. Numa outra frente, Portas poderá deixar a laranja bem amarga. E se Louçã não tiver estancado o êxodo daqueles que enganou em 2009, o PS será substancialmente reforçado. Basta que PSD e CDS não tenham maioria no Parlamento para que se instale uma homérica confusão e a vitória de Passos seja de Pirro. Caso o PS, por mais improvável que pareça, ganhe as eleições, então assistiremos a suicídios em massa da boa e séria gente da direita. Certos locais emblemáticos do País, como a Lapa e a Quinta da Marinha, correriam o risco de ficarem desabitados durante décadas.

O ódio a Sócrates, que se prepara para explodir numa incontrolável catarse, será a sua consagração absoluta, a entronização no plano do mito. E a garantia de, pelo menos, mais 10 anos a defender Portugal. Desta vez, instalado no palácio que andou a espiar, o cabrão.