Aviso aos pacientes: este blogue é antianalgésico, pirético e inflamatório. Em caso de agravamento dos sintomas, escreva aos enfermeiros de plantão. Apenas para administração interna; o fabricante não se responsabiliza por usos incorrectos deste fármaco.



Olharmos a linguagem do corpo como recomenda José Gil. Meta-linguagem que chega a ter códigos; flutuantes, culturais, icónicos. Mas não é só isso. Dizes. No que dizes está o teu pensamento, mas só és inteiro no pensamento de alguém. No teu és apenas muito pouco de ti.
Se te olho, te vejo, ganho o gesto. Revelação tua e no que te trai. Louise Bourgeois explicava, numa entrevista, como se equilibrava o domínio discursivo da jornalista com tudo aquilo que ela mesma captava e transmitia através da visão e respectiva cultura.
Ele falava comigo. Observava o movimento das bochechas, os olhos sem se atreverem a fixar-se em mim. As mãos dele agitavam-se, esfregou a face, nervoso. Eu descrevia para mim e pensava como tudo o que acontece é diferente do imaginável. Dizia ser eu aquela em quem pensava quando via uma nuvem e eu perguntava-me como podia ele confundir todas as nuvens que eram só tuas.
A acção tinha qualquer coisa incaracterística da vigília. Assistia como se inevitável, sem decisões. E havia ainda a ausência de tempo. Como um narrador externo, falava sempre contigo. E isto? Não é linguagem. Não sei o que vale. Valor talvez nem seja, valendo tudo para mim.
O teu rosto, sempre o teu rosto. E então entraste-me devagar e ficaste quieto a crescer. A encher-me as medidas. Não quero vir-me, guardo a tesão. Não sei o que seja. Mas vale um gesto.


  1. 1

    vou lendo debaixo para cima: paulo portas, manuel alegre, o caso charrua …!?… ora aqui está uma boa aragem neste blog foxtrotter, perdão, fossofter

  2. 2 Vulpes derrelicted
  3. 3 Anónimo
  4. 4 João Pedro da Costa

    Eufigénio? És tu? Bons olhos te vejam pá! Está tudo nice contigo?

    (A Susana, de facto, é a única coisa que se aproveita neste blogue: eu sou uma besta, o meu primo Valupi é um inane e o Venâncio é um inconsequente. Foi uma bela jogada nossa termos contratado a Susaninha, não foi? Ah, e ficamos com a piscina da Soledade, que tem muita pinta.)

  5. 5 Eufigénio

    ‘tás bem JPC? pronto, tu também és uma bela aragem aqui.

    (agora disso de soledades, piscinas, IP’s e comentadores surrealistas é que não percebo nada, e curiosamente não faço tensões de entender. eu nesta altura é mesmo mais praia)

    não devias ter desmascarado o meu nickname. estava aqui com um heterónimo que pretendia, com o evoluir dos comentários, enaltecer a ortografia do comentário do “Zé”

  6. 6

    (mas a susana não é a que tem uma irmã troll que ameaça distribuir galhetas por toda a gente? também não há-de ter bons genes)

  7. 7 catarina distribuição de galhetas sa

    (eu é mesmo mais bolos, como sabes, Zé, mas viste bem o sucesso que tiveram as galhetas? :D)

  8. 8 João Pedro da Costa

    Eufigénio: fazer parte do Asprina B é uma experiência absolutamente iniciática: faz baixar os níveis de glicemia, aumenta os níveis de enforfina e, claro, é do mais hilariante que há porque temos os melhores comentadores do mundo: são genuinamente caceteiros e alguns deles até conseguem ter razão (um gajo nunca admite isso, claro, e é um verdadeiro desafio arranjar argumentos falaciosos para desarmar essa malta). E depois, ainda dá para treinar o vernáculo e a arte do insulto. Um verdadeiro programa para uma vida activa e saudável, é o que é. As galhetas da catarina são um extra muito bem-vindo é claro.

  9. 9 Fox-softer

    Zé,
    Já viste? Muito mais soft, a prima da prima.

    Vulpes,
    Ficaste bem na foto.

    Anonymous,
    Obrigada por providenciares um link de tão difícil acesso.

    João Pedro,
    Essa de sonegarem a piscina é de um insuportável machismo.

    Eufigénio,
    O teu primo já aí esteve.

    Zé, as galhetas não são para toda a gente, a Catarina é muito selectiva.

    Catarina,
    Foram umas galhetas finas e estaladiças, aposto.

  10. 10 Inigma

    JPC,
    Há muito tempo que ninguem dizia no aspirina umas verdades tão verdadeiras como as que disseste. Porque vocês com o treino da arte do insulto, já começam a ser tão patéticos…
    Claro que nunca o admitirão, mas tambám não é minha função fazer com que o façam.
    Insulto; vexame; falta de seriedade e meninos grandes a mais parecerem putos, há de tudo.
    Divirtam-se!

  11. 11 z

    raposa voadora, já tive uma a mamar-me num dedo, em Bali, mas tem um focinho bem giro:

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:Pteropus_vampyrus1.jpg

  12. 12 João Pedro da Costa

    Começamos a ser patéticos? Inigma, você é um palerma: somos patéticos há imenso tempo. Mas obrigado pelos votos de diversão. Isso tambám é importante.

  13. 13 Inigma

    JPC,
    Que idade tem?

  14. 14 Inigma

    JPC,
    Vou apresentar a sua candidatura a duas escolas: Uma de boas maneiras e educação, que lhe devem ter faltado quando era miúdo. Outra na “Fábrica de Escrita” a ver se ainda vai a tempo de aprender a escrever condignamente.
    Conhece a “Fábrica de Escrita”? Ou a sua ignância irá a ponto de não conhecer uma nem outra?!

  15. 15 Inigma

    Corrijo ignância, deve ler-se ignorância

  16. 16 João Pedro da Costa

    Tenho idade para ainda seguir os conselhos da minha mãezinha: não dar grandes confias a anónimos, sobretudo se fizerem perguntas pessoais e não perceberem as vicissitudes do HTML. Palerma palerma palerma palerma.

  17. 17 Inigma

    Já deve ser contágio…

  18. 18 João Pedro da Costa

    Corrigo palerma, deve ler-se palerma.

  19. 19 Inigma

    Conseguiu fazer-me rir…
    Também bateu com o pé no chão?
    Não, não e não.

  20. 20 Inigma

    Estou quase, quase a gostar de si, de tão tonto que é.

  21. 21 Inigma

    É tão infantil que mete dó, com esses ares de grande escritor.
    Xau Durma bem

  22. 22 IP1

    É um saltitãozito de corda, este costinha

  23. 23 João Pedro da Costa

    Inigma: tens aí um problema de confronto de personalidades. Houve aí um momento (belo e banhado pelo luar) em que quase quase gostou de mim. Depois, bastou-lhe 4 minutos para dizer que metia dó e resolver ir dormir. Como é que conhece tão bem a minha vida sentimental?

    IP1: oh, you’re just saying that…

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