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	<title>Comentários em: UM OLHAR SOBRE A PAISAGEM: AS CASAS</title>
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	<pubDate>Tue, 02 Dec 2008 11:52:26 +0000</pubDate>
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		<title>Por: Anónimo</title>
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		<dc:creator>Anónimo</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 May 2007 14:34:00 +0000</pubDate>
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		<description>o texto do post é uma charopada.
Este que transcrevo vale para as casas, guardo outro para o campo

"As casas respiram. Podemos ouvi-las durante a noite. Têm um movimento soturno e imperceptível sob a secura da noite. Breves ruídos que despistam, o estalar das madeiras, as horas num relógio escondido. Mas não se trata disso. É a respiração das casas que nos suportam, a nós homens, mas possuem uma vida independente, muito densa. Acendi a luz e pus-me a ler. Um capítulo sobre as estátuas gigantes da Ilha da Páscoa que têm uma pedra vermelha sobre a cabeça. Estas pedras vermelhas parecem significar a cor amarela dos cabelos... Merda. Vou fumar para a janela. Passo a noite assim. Até que a madrugada começa a vir do rio. Sobe devagar pelas coisas como uma grande língua fria. Aparecem as casas, o miradoiro, a torre. Vejo então, muito vivo na palidez da madrugada, o bloco junto à igreja, com as suas escadas incompletas que se interrompem uns três metros abaixo da soleira da porta descolorida, entre os umbrais suspensos no espaço. Que é isto? A escada fica a meio percurso entre uma espécie de pátio, com montículos de arbustos rasteiros, e a porta que não dá entrada para sítio nenhum. E ei-lo, a esse último degrau, insólito, parado no ar: pura alucinação. Não era possível chegar à porta trepando pelas escadas. Mas se lá chegássemos, se nela batêssemos um dia inteiro, ninguém a abriria. Ou se a forçássemos, ficaríamos sob os velhos umbrais de pedra, com a vista para o rio, as casas, a cidade. As mesmas coisas que se vêem daqui, da janela. As mesmas que se veriam de qualquer parte. E o mais perturbante é que nem à porta chegaríamos, pois os degraus ficam muito abaixo da soleira. E, reparo, nem às escadas é possível ter acesso. Não se vê como alcançar o pátio de onde arrancam. Só o vento cego traz para ali a poeira invisível, ao longo dos meses, ano após ano, e nascem então esses arbustos inúteis. Os arbustos que parecem sofrer como um pensamento, sob a luz feroz, entre as cruéis linhas de pedra. Não sei nada. Atrevo-me a acender um novo cigarro. E o terror entra silenciosamente na minha vida."

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		<content:encoded><![CDATA[<p>o texto do post é uma charopada.<br />
Este que transcrevo vale para as casas, guardo outro para o campo</p>
<p>&#8220;As casas respiram. Podemos ouvi-las durante a noite. Têm um movimento soturno e imperceptível sob a secura da noite. Breves ruídos que despistam, o estalar das madeiras, as horas num relógio escondido. Mas não se trata disso. É a respiração das casas que nos suportam, a nós homens, mas possuem uma vida independente, muito densa. Acendi a luz e pus-me a ler. Um capítulo sobre as estátuas gigantes da Ilha da Páscoa que têm uma pedra vermelha sobre a cabeça. Estas pedras vermelhas parecem significar a cor amarela dos cabelos&#8230; Merda. Vou fumar para a janela. Passo a noite assim. Até que a madrugada começa a vir do rio. Sobe devagar pelas coisas como uma grande língua fria. Aparecem as casas, o miradoiro, a torre. Vejo então, muito vivo na palidez da madrugada, o bloco junto à igreja, com as suas escadas incompletas que se interrompem uns três metros abaixo da soleira da porta descolorida, entre os umbrais suspensos no espaço. Que é isto? A escada fica a meio percurso entre uma espécie de pátio, com montículos de arbustos rasteiros, e a porta que não dá entrada para sítio nenhum. E ei-lo, a esse último degrau, insólito, parado no ar: pura alucinação. Não era possível chegar à porta trepando pelas escadas. Mas se lá chegássemos, se nela batêssemos um dia inteiro, ninguém a abriria. Ou se a forçássemos, ficaríamos sob os velhos umbrais de pedra, com a vista para o rio, as casas, a cidade. As mesmas coisas que se vêem daqui, da janela. As mesmas que se veriam de qualquer parte. E o mais perturbante é que nem à porta chegaríamos, pois os degraus ficam muito abaixo da soleira. E, reparo, nem às escadas é possível ter acesso. Não se vê como alcançar o pátio de onde arrancam. Só o vento cego traz para ali a poeira invisível, ao longo dos meses, ano após ano, e nascem então esses arbustos inúteis. Os arbustos que parecem sofrer como um pensamento, sob a luz feroz, entre as cruéis linhas de pedra. Não sei nada. Atrevo-me a acender um novo cigarro. E o terror entra silenciosamente na minha vida.&#8221;</p>
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		<title>Por: sininho</title>
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		<dc:creator>sininho</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 May 2007 23:49:50 +0000</pubDate>
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		<description>Soledade
Obrigada pelo teu campo. Pelas cores e pelo movimento com que nos brindas.
As casas... Gosto de as ver em mutação, do tempo, dos gostos, da história, da evolução, de cada um que por lá passa. As casas são um festim! No campo ou na cidade.
O que elas me oferecem é o mote para um rabisco, fonte de inspiração.
Ou seja, para além de paisagem de campo são-no do meu coração.

Zé
Será que alguém já te sugeriu uma casa de campo? Serve-te. Aqui, tens por onde escolher.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Soledade<br />
Obrigada pelo teu campo. Pelas cores e pelo movimento com que nos brindas.<br />
As casas&#8230; Gosto de as ver em mutação, do tempo, dos gostos, da história, da evolução, de cada um que por lá passa. As casas são um festim! No campo ou na cidade.<br />
O que elas me oferecem é o mote para um rabisco, fonte de inspiração.<br />
Ou seja, para além de paisagem de campo são-no do meu coração.</p>
<p>Zé<br />
Será que alguém já te sugeriu uma casa de campo? Serve-te. Aqui, tens por onde escolher.</p>
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		<title>Por: Zé Ninguém</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/soledade-martinho-costa-visitas-antigas/um-olhar-sobre-a-paisagem-as-casas/#comment-17928</link>
		<dc:creator>Zé Ninguém</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 May 2007 23:28:10 +0000</pubDate>
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		<description>Dinheiro Fácil

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		<content:encoded><![CDATA[<p>Dinheiro Fácil</p>
<p><a href="http://absolutamenteninguem.blogspot.com/2007/05/taeg-no-sei-o-que.html" rel="nofollow">http://absolutamenteninguem.blogspot.com/2007/05/taeg-no-sei-o-que.html</a></p>
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		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/soledade-martinho-costa-visitas-antigas/um-olhar-sobre-a-paisagem-as-casas/#comment-17927</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 May 2007 19:53:08 +0000</pubDate>
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		<description>Lamento. A ingenuidade é mil vezes preferível à simplicidade. Porque a ingenuidade será sempre, mesmo que há muito esquecidos, um milagre.

O problema, no entanto, é meu. Um problema de dietas, pois.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Lamento. A ingenuidade é mil vezes preferível à simplicidade. Porque a ingenuidade será sempre, mesmo que há muito esquecidos, um milagre.</p>
<p>O problema, no entanto, é meu. Um problema de dietas, pois.</p>
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		<title>Por: Soledade Martinho Costa</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/soledade-martinho-costa-visitas-antigas/um-olhar-sobre-a-paisagem-as-casas/#comment-17926</link>
		<dc:creator>Soledade Martinho Costa</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 May 2007 18:31:27 +0000</pubDate>
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		<description>Eu não diria "ingenuidade", mas simplicidade. Na prosa os adjectivos não me incomodam se forem escassos. Na poesia, sim. Evito-os.
Adjectivos tão defendidos pelo meu amigo Baptista-Bastos...
Mas se, mesmo assim, gostou de ler, já me dou por feliz. O que não sou, propriamente, é o Banco Alimentar contra a Fome...
Um abraço.


</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não diria &#8220;ingenuidade&#8221;, mas simplicidade. Na prosa os adjectivos não me incomodam se forem escassos. Na poesia, sim. Evito-os.<br />
Adjectivos tão defendidos pelo meu amigo Baptista-Bastos&#8230;<br />
Mas se, mesmo assim, gostou de ler, já me dou por feliz. O que não sou, propriamente, é o Banco Alimentar contra a Fome&#8230;<br />
Um abraço.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/soledade-martinho-costa-visitas-antigas/um-olhar-sobre-a-paisagem-as-casas/#comment-17925</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 May 2007 16:48:45 +0000</pubDate>
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		<description>Esta ingenuidade pede mais engenho. Ou seja, o que é frágil só se mantém incólume de duas maneiras: com couraça ou descarnando-se até ao sangue vivo.

Aqui, temos adjectivos a mais, substância a menos. E, dito isto, acrescento que gostei de ler. Mas não me alimentei.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Esta ingenuidade pede mais engenho. Ou seja, o que é frágil só se mantém incólume de duas maneiras: com couraça ou descarnando-se até ao sangue vivo.</p>
<p>Aqui, temos adjectivos a mais, substância a menos. E, dito isto, acrescento que gostei de ler. Mas não me alimentei.</p>
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	<item>
		<title>Por: susana</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/soledade-martinho-costa-visitas-antigas/um-olhar-sobre-a-paisagem-as-casas/#comment-17924</link>
		<dc:creator>susana</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 May 2007 15:55:39 +0000</pubDate>
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		<description>pois olhe, gostei; gostei sobretudo da sua descrição do campo, afim à que eu faria, se soubesse.
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		<content:encoded><![CDATA[<p>pois olhe, gostei; gostei sobretudo da sua descrição do campo, afim à que eu faria, se soubesse.</p>
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