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seara.jpg

JUNHOFoge do sono
A lebre
Sem fomes
Nem amarras.

É Junho
Nas fogueiras
A arder
Em claridade.

Na boca
Das infusas
Há falas de ceifeiras

Desenha-se o restolho
No timbre das cigarras.

Soledade Martinho Costa


  1. 1 mark

    Finalmente o Verão à porta?
    «Junho nas fogueiras a arder em claridade…»

  2. 2 João Norte

    muito bonito este poema. Prova que tamanho não é qualidade.

  3. 3 Valupi

    Ora aqui está um suculento naco da nossa lusa lírica.

  4. 4 py

    Também gosto. parabéns.

  5. 5 Anónimo

    Eu também gostava de gostar.
    Mas, com todo o respeito pessoal pela autora, não sou sensível a emoções estéticas artificiais.
    O único elemento real, no universo do poema, aproveitou-o a ironia de mark: os fogos de verão.
    Do resto, nada existe, o que é uma pena.

  6. 6 musa

    O senhor Anonymous leu o poema de pernas para o ar. Por não ser sensível a emoções estéticas reais, confundiu “fogueiras de Junho aos 3 santos populares”, com fogos de Verão!
    Também gostei muito. Mais parabéns!

  7. 7 brigada do reumático

    Oh soledade! oh soledade! a ler, parece que tenho a boca cheia de favas

  8. 8 apolo

    Deixe lá, Musa, «os cães ladram e a caravana passa»…

  9. 9 Anónimo

    musa
    eu não confundi nada: nem comentei as fogueiras da tradição antiga; referi apenas a ironia de mark, certeiríssima, com os fogos de verão.
    É a única coisa real. O resto é idealizado. Já não existe em lado nenhum. É como falar de zagais e lobos maus. Hoje os bichos são criados a ração.

  10. 10 musa

    Quer dizer: já não há lebres (ou são criadas a ração?), portanto, já não abre o tempo da caça. Também não há ceifeiras, nem ceifas, nem trigo (como é que se fará o pão?). Não há bilhas com água para matar a sede (talvez nem haja água nas bilhas). Não há restolho e já não há cigarras…Senhor Anonymous, venha até ao Alentejo, ou é esquimó e vive no Pólo Norte? Com pessoas destas nem apetece fazer comentários, mas, enfim…

  11. 11 camponês

    mas não vá só ao Alentejo - que me desculpe a Musa. Vá ao Minho, à Beira Litoral, ao Ribatejo. Dê uma voltinha pelo País rural e real. Depois faça os seus “tão bem informados” comentários.
    Os zagais é que passaram a feitores. Agora que os
    lobos maus não existem! Não lê os jornais nem vê televisão? É um em cada canto…

  12. 12 camponês

    Brigada do reumático: naturalmente foram favas secas. Só podia. Vê lá se te engásgas! É mesmo dar pérolas a porcos… despeitados vá-se lá saber porquê…

  13. 13 brigada do reumático

    adoro favas, quanto a carne de porco não como. e o modernismo é movimento que já tem barbas. a soledade continua bucólica e muito, muito chata (parece-me que rimei, mas foi sem querer)

  14. 14 loureni fonseca

    ( ZAGAIS ): eram oetas ou guerrilheiros? li os poemas mas não consegui entender direito.

  15. 15 gil

    eu acho que vocemeces estao discutindo o que afinal o que conta é o poema

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