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	<title>Comentários em: Manda a lista de livros sff</title>
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	<pubDate>Fri, 09 Jan 2009 08:52:29 +0000</pubDate>
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		<title>Por: Lacenaire</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/nuno-ramos-de-almeida/manda-a-lista-de-livros-sff/#comment-3378</link>
		<dc:creator>Lacenaire</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Feb 2006 19:44:08 +0000</pubDate>
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		<description>Ora aqui está aquilo a que chamo ténis de mesa entre homens de fraca cultura.
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		<content:encoded><![CDATA[<p>Ora aqui está aquilo a que chamo ténis de mesa entre homens de fraca cultura.</p>
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		<title>Por: Nuno Ramos de Almeida</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/nuno-ramos-de-almeida/manda-a-lista-de-livros-sff/#comment-3377</link>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Jan 2006 11:21:38 +0000</pubDate>
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		<description>Excelente post! Sou sobretudo adepto do rátátá.
Agora seriamente, limitei-me a alertar o Henrique Raposo que a sua leitura e conhecimento dos marxistas (modernos, antigos e o próprio que afirmava, como sabes, que não era Marxista) era muito superficial. E recomendei-lhe a compra de dois dicionários: obras que dão sempre jeito, cá em casa há vários desde Aritmética até à Zoologia, passando por religiões como a psicanálise.
Estou ciente que o Felix Djerzinski era um péssimo proletário. Sobre esta "opção de classe" há uma anedota da época que conta que um diplomata soviético encontrou-se com o seu homólogo britânico que lhe confessou ser filhos de operários, e lembrou o soviético que ele tinha menos autoridade de falar sobre os operários, visto ser de origem nobre. O soviético sorriu e disse: "tem toda a razão, ambos traimos a nossa classe".
No meu caso pessoal, "neo"  não sou muito: caminho alegremente para jovem agricultor e tirando nos maunuais do Piskonov nunca detectei uma corrente única de pensamento marxista. E, também, não sei se a classe operária encabeça qualquer coisa, mas como dizia um marxista-leninista-pós-moderno (não sei se os hífenes estão ideologicamente correctos) apenas constato que é hoje mais fácil admitir que este planeta corre alegremente para a destruição do que as pessoas aceitarem que há necessidade de conseguir um modelo de sociedade radicalmente diferente.
Finalmente, devias saber, até porque te denominas Andronicus, que sem dor não há prazer...
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		<content:encoded><![CDATA[<p>Excelente post! Sou sobretudo adepto do rátátá.<br />
Agora seriamente, limitei-me a alertar o Henrique Raposo que a sua leitura e conhecimento dos marxistas (modernos, antigos e o próprio que afirmava, como sabes, que não era Marxista) era muito superficial. E recomendei-lhe a compra de dois dicionários: obras que dão sempre jeito, cá em casa há vários desde Aritmética até à Zoologia, passando por religiões como a psicanálise.<br />
Estou ciente que o Felix Djerzinski era um péssimo proletário. Sobre esta &#8220;opção de classe&#8221; há uma anedota da época que conta que um diplomata soviético encontrou-se com o seu homólogo britânico que lhe confessou ser filhos de operários, e lembrou o soviético que ele tinha menos autoridade de falar sobre os operários, visto ser de origem nobre. O soviético sorriu e disse: &#8220;tem toda a razão, ambos traimos a nossa classe&#8221;.<br />
No meu caso pessoal, &#8220;neo&#8221;  não sou muito: caminho alegremente para jovem agricultor e tirando nos maunuais do Piskonov nunca detectei uma corrente única de pensamento marxista. E, também, não sei se a classe operária encabeça qualquer coisa, mas como dizia um marxista-leninista-pós-moderno (não sei se os hífenes estão ideologicamente correctos) apenas constato que é hoje mais fácil admitir que este planeta corre alegremente para a destruição do que as pessoas aceitarem que há necessidade de conseguir um modelo de sociedade radicalmente diferente.<br />
Finalmente, devias saber, até porque te denominas Andronicus, que sem dor não há prazer&#8230;</p>
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		<title>Por: Andronicus</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/nuno-ramos-de-almeida/manda-a-lista-de-livros-sff/#comment-3376</link>
		<dc:creator>Andronicus</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Jan 2006 10:53:00 +0000</pubDate>
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		<description>Camarada Nuno,

Confesso que adorei a tua lição de marxismo ao Raposo, que é aliás o estado alma que de mim se apodera quanto leio muitas outras na mesmo estilo e humor de gente que não se cansa de martelar a vida inteira sem ser capaz de provar porra nenhuma de utilidade para a compreensão deste mundo. Se, como penso, e parece-me que já o disseste neste blogue,  és Marxista, também  não vejo muito bem por que é que discordas do homem quando ele fala de neo-marxismo. Então já se acabou com a liberdade de podermos admitir por exemplo que Cristo não era Deus, mas apenas um homem, de rever, de aceitar os pontos bons e deitar o resto no lixo, ou vice-versa? Mesmo assim, tendo presente a enorme dificuldade que se tem quando se quer saber um pouco daquilo que não existe de acordo contigo, é muito a medo que te pergunto: não serás, tu também,  um neo-marxista?  Diz-me que não e convidas-me a perguntar-te se estás disposto a seguir, ou a cumprir à risca, todos os ensinamentos do profeta, incluindo as famosas predições do Manifesto que ficaram nas águas de bacalhau que todos sabemos. Sabes o que quero dizer,  espectro do COMUNISMO, rátátá, rátátá.

Pensando bem, o melhor se calhar seria não te mandar esta opinião importuna. Mas já que comecei, acabo,  e ajudo-me da filosofia materialista ao alcance dos desiluminados. Elogios ao Marx e ao marxismo já tenho ouvido e lido de muita gente, incluindo grandes homens de estado ao serviço da tal Casa Branca de má reputação. De lordes, banqueiros, generais e até industriais socialistas está o mundo capitalista a abarrotar, constato com tristeza. O que não temos são operários de esquerda politicamente arregimentados sem remela nos olhos para repararem nestes senhores.

Esqueçamos, admirando,  essa descoberta fantástica da mais-valia que funcionou como uma lamparina a iluminar as vielas escuras dos cérebros dos operários explorados do século XIX. Coitados, nem eles, pobresitos,  faziam ideia do enorme segredo capitalista que os amarrava a salários de merda! Nem o suor, os calos, as doze horas de trabalho por dia e os filhos de 10 e onze anos a trabalharem ao seu lado. Veio Marx , fez-se a luz e nunca mais parámos de rezar.

E a minha reza é esta. Para mim,  Marx era, foi,  sobretudo da cintura para baixo,  tão bom quanto Cristo. Um comia a Madalena em várias posições e o outro não se ficava atrás com a sopeira quando a aristocrata com quem casou (aristocrata? sim, aristocrata, disse bem, até pensava que me tinha enganado, era o Trotsky é que era casado com a filha dum banqueiro) se sentia mal ou tinha dores de cabeça. Não me consta que qualquer deles tivesse procurado um trabalho regular que os habilitasse a inscreverem-se num sindicato desses tempos e ao mesmo tempo sustentar uma família numerosa. Sortudos filósofos. Há sempre gente rica com uma gamela na mão para os ajudar (dai as tuberculoses que afectam as criancinhas dos pais que não lhes ligam nenhum porque passam os dias a filosofar a melhor maneira de salvar a humanidade) e encorajá-los na histórica missão para que foram talhados ou convencidos ou iluminados. Serem judeus - a tal família das passeatas por todo o lado que não se livra da fama de ter criado o mesmo capitalismo que  muitos elementos dessa mesma famílias depois se propuzeram destruir com montes de conversa e barbaridades, espécie de trabalhar para o boneco - não faz abrir a boca a ninguem de espanto porque já  andamos a ser lembrados disso há muitos anos.  As religiões que nos têm incomodado vêm todas dessa banda ou dessa macieira.

E quem é? O Negri, tu ou o Marx que diz que a classe operária encabeça a luta contra contra o capitalismo? Pode encabeçar. Não duvido, hoje chove e amanhã faz chuva. Mas também não duvides que meu avô foi soberano dum país da Escandinávia e depois estùpidamente resolveu emigrar para Portugal, tanto assim que quando me corto a barbear ainda vejo uns laivos de azul no meu sangue. Se isto não te convence, vai dar uma vista de olhos à lista das figuras que compunham os órgãos da chefia politica e policial da ditadura incial do camarada Lenine e diz-me quantos operários é que lá vês. E depois conta-me. Estou aberto à reconversão sem dor.


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		<content:encoded><![CDATA[<p>Camarada Nuno,</p>
<p>Confesso que adorei a tua lição de marxismo ao Raposo, que é aliás o estado alma que de mim se apodera quanto leio muitas outras na mesmo estilo e humor de gente que não se cansa de martelar a vida inteira sem ser capaz de provar porra nenhuma de utilidade para a compreensão deste mundo. Se, como penso, e parece-me que já o disseste neste blogue,  és Marxista, também  não vejo muito bem por que é que discordas do homem quando ele fala de neo-marxismo. Então já se acabou com a liberdade de podermos admitir por exemplo que Cristo não era Deus, mas apenas um homem, de rever, de aceitar os pontos bons e deitar o resto no lixo, ou vice-versa? Mesmo assim, tendo presente a enorme dificuldade que se tem quando se quer saber um pouco daquilo que não existe de acordo contigo, é muito a medo que te pergunto: não serás, tu também,  um neo-marxista?  Diz-me que não e convidas-me a perguntar-te se estás disposto a seguir, ou a cumprir à risca, todos os ensinamentos do profeta, incluindo as famosas predições do Manifesto que ficaram nas águas de bacalhau que todos sabemos. Sabes o que quero dizer,  espectro do COMUNISMO, rátátá, rátátá.</p>
<p>Pensando bem, o melhor se calhar seria não te mandar esta opinião importuna. Mas já que comecei, acabo,  e ajudo-me da filosofia materialista ao alcance dos desiluminados. Elogios ao Marx e ao marxismo já tenho ouvido e lido de muita gente, incluindo grandes homens de estado ao serviço da tal Casa Branca de má reputação. De lordes, banqueiros, generais e até industriais socialistas está o mundo capitalista a abarrotar, constato com tristeza. O que não temos são operários de esquerda politicamente arregimentados sem remela nos olhos para repararem nestes senhores.</p>
<p>Esqueçamos, admirando,  essa descoberta fantástica da mais-valia que funcionou como uma lamparina a iluminar as vielas escuras dos cérebros dos operários explorados do século XIX. Coitados, nem eles, pobresitos,  faziam ideia do enorme segredo capitalista que os amarrava a salários de merda! Nem o suor, os calos, as doze horas de trabalho por dia e os filhos de 10 e onze anos a trabalharem ao seu lado. Veio Marx , fez-se a luz e nunca mais parámos de rezar.</p>
<p>E a minha reza é esta. Para mim,  Marx era, foi,  sobretudo da cintura para baixo,  tão bom quanto Cristo. Um comia a Madalena em várias posições e o outro não se ficava atrás com a sopeira quando a aristocrata com quem casou (aristocrata? sim, aristocrata, disse bem, até pensava que me tinha enganado, era o Trotsky é que era casado com a filha dum banqueiro) se sentia mal ou tinha dores de cabeça. Não me consta que qualquer deles tivesse procurado um trabalho regular que os habilitasse a inscreverem-se num sindicato desses tempos e ao mesmo tempo sustentar uma família numerosa. Sortudos filósofos. Há sempre gente rica com uma gamela na mão para os ajudar (dai as tuberculoses que afectam as criancinhas dos pais que não lhes ligam nenhum porque passam os dias a filosofar a melhor maneira de salvar a humanidade) e encorajá-los na histórica missão para que foram talhados ou convencidos ou iluminados. Serem judeus - a tal família das passeatas por todo o lado que não se livra da fama de ter criado o mesmo capitalismo que  muitos elementos dessa mesma famílias depois se propuzeram destruir com montes de conversa e barbaridades, espécie de trabalhar para o boneco - não faz abrir a boca a ninguem de espanto porque já  andamos a ser lembrados disso há muitos anos.  As religiões que nos têm incomodado vêm todas dessa banda ou dessa macieira.</p>
<p>E quem é? O Negri, tu ou o Marx que diz que a classe operária encabeça a luta contra contra o capitalismo? Pode encabeçar. Não duvido, hoje chove e amanhã faz chuva. Mas também não duvides que meu avô foi soberano dum país da Escandinávia e depois estùpidamente resolveu emigrar para Portugal, tanto assim que quando me corto a barbear ainda vejo uns laivos de azul no meu sangue. Se isto não te convence, vai dar uma vista de olhos à lista das figuras que compunham os órgãos da chefia politica e policial da ditadura incial do camarada Lenine e diz-me quantos operários é que lá vês. E depois conta-me. Estou aberto à reconversão sem dor.</p>
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		<title>Por: Rui Castro</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/nuno-ramos-de-almeida/manda-a-lista-de-livros-sff/#comment-3375</link>
		<dc:creator>Rui Castro</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Jan 2006 10:09:43 +0000</pubDate>
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		<description>É bonito de ver a defesa corporativa da classe! Unidos contra a Direita venceremos. Malandros!
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		<content:encoded><![CDATA[<p>É bonito de ver a defesa corporativa da classe! Unidos contra a Direita venceremos. Malandros!</p>
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		<title>Por: Luis Rainha</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/nuno-ramos-de-almeida/manda-a-lista-de-livros-sff/#comment-3374</link>
		<dc:creator>Luis Rainha</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Jan 2006 00:14:13 +0000</pubDate>
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		<description>Tens sorte. No outro dia, manifestei a minha &lt;a href="http://aspirinab.weblog.com.pt/2006/01/cadaveres_de_criancas_como_arm.html" rel="nofollow"&gt;sincera admiração&lt;/a&gt; pela forma como ele escolheu para “facto revelador de 2005” um evento que, a fazer fé no exército americano no Iraque, nem sequer aconteceu... e o bom Henrique não me respondeu.
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		<content:encoded><![CDATA[<p>Tens sorte. No outro dia, manifestei a minha <a href="http://aspirinab.weblog.com.pt/2006/01/cadaveres_de_criancas_como_arm.html" rel="nofollow">sincera admiração</a> pela forma como ele escolheu para “facto revelador de 2005” um evento que, a fazer fé no exército americano no Iraque, nem sequer aconteceu&#8230; e o bom Henrique não me respondeu.</p>
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