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Em entrevista ao DN, a propósito do lançamento do filme 20, 13 (estreia hoje), diz o realizador Joaquim Leitão:

«(…) acho que não temos nada que ter vergonha daquilo [Guerra Colonial]. Evidentemente que há episódios menos dignos, mas não há nenhuma guerra em que não haja episódios menos dignos (…)»

Para Joaquim Leitão só tenho uma palavra: Wiriamu.


  1. 1 a.pacheco

    Como diz o outro:

    Joaquim Leitão fala daquilo que não sabe,
    ou não sabe daquilo que fala.

    Se para promover o seu filmezinho, o realizador tem necessidade de dizer semelhante atoarda, é porque tem pouca confiança no produto, e pensa que com frases destas poderá levar ex-combatentes e familias ao cinema.

    Faz mal.

    Tratar a guerra colonial, nos seus PODRES, nos seus CRIMES, já há muito deveria ter sido feito, 30 anos é tempo suficiente para olhar-mos essa pagina da nossa história, sem medos, sem complexos, mas tambem sem iludir, os crimes que fomos capazes de cometer.

    Assumir sem medo, será a melhor forma de virar a pagina.

    Joaquim Leitão talvez por ser muito jovem , erra ao dizer aquilo que disse, encobrir, ignorar, justificar, glorificar, não é a melhor maneira de se fazer ficção sobres as guerras coloniais.

  2. 2 Emídio Fernando

    O que vale a Portugal é ter (ainda) bons historiadores que compensam os realizadores ignorantes. É o caso de Dalila Cabrita Mateus que lançou recentemente (mais) um livro. O “Memórias do colonialismo e da guerra” deveria ser obrigatório para quem tem pretensões de fazer filmes sobre a guerra colonial.

  3. 3 Anónimo

    O filme até nem é mau, descontando alguma deficiência na caracterização de espaços e cenários, que às vezes são pouco verosímeis.
    Não faz apologias, nem dum lado nem doutro. Mostra apenas, como é da sua função. Nem assume falsas epopeias, nem complexos ou vergonhas. Deixa portas abertas para o entendimento de que tudo aquilo é, ou era, insânia.
    Pareceu-me um objecto equilibrado, até na imagem colectiva que dá dos portugueses, figurantes daquilo.
    E sai dele um tal Marco Almeida, a reter.
    Em suma: de quanto há para dizer sobre o assunto, para lá do pouco que tem sido dito, este filme é um bom contributo.

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