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	<title>Comentários em: Um largo atordoado</title>
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	<pubDate>Wed, 03 Dec 2008 03:24:27 +0000</pubDate>
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		<title>Por: Anónimo</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/jorge-carvalheira/um-largo-atordoado/#comment-21568</link>
		<dc:creator>Anónimo</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Aug 2007 10:03:52 +0000</pubDate>
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		<description>Marco
Deixe-se de coisas, deixe de me comover!

Meu caro Daniel
Por mais que V. se gaste em generosidade, não me envaidecerá.

verbo saloio
Não sei se o seu Arquelino chupava, ou não chupava labregos, córregos e tetas de vacas. Se é o mesmo em quem estou a pensar, consta-me que era um vaidoso que passeava no Chiado, e que pôs uma bomba (terá posto?) que não chegou a rebentar a tempo. Ao certo, ao certo, sei apenas que aprendi a entendê-lo, ouvindo a minha avó.
Interroga-se V. se não serei eu mais um, que fala mas não chupa. Não quero deixá-lo nessa dúvida ingente. Eu nem falo, nem chupo. Não me ocupo com labregos, nem com tetas de vacas (sejam úberes, pronto!). Ocupo-me com coisas de que gosto, e que V. entende mal. Mas chupar, mesmo com molho, isso não.
Sossegue, pois, homem de Deus! E vá lendo, Arquelinos ou não, a ver se alisa as ideias enturvadas.

Valupi
Fazes bem em me lembrar as normas. Há tanto tempo a desrespeitá-las, já me tinha esquecido delas.
Não sei se consigo explicar-te porque é que as desrespeito. Sei apenas que a questão é comum a outros campos, de que te forneço exemplos.
Só raríssimamente concedo um discurso directo, sinto que não tem lugar num texto narrativo. E se encontro um trabalho em que ele abunda, não o leio.
Sou incapaz de usar um sinal de interrogação, um ponto e vírgula, um qualquer dois pontos. São úteis na linguagem comum. Mas narrar implica resolver essas questões, sem usar simplificações.
Maiuscular uma palavra qualquer significa dar estatuto ao conceito. E eu não o dou ao verão, nem ao inverno, por achar que o não merecem.
Quer dizer, um tipo constrói um casulo, mete-se lá dentro, e legisla. Não pode ser doutro modo!
Jorge Carvalheira



</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Marco<br />
Deixe-se de coisas, deixe de me comover!</p>
<p>Meu caro Daniel<br />
Por mais que V. se gaste em generosidade, não me envaidecerá.</p>
<p>verbo saloio<br />
Não sei se o seu Arquelino chupava, ou não chupava labregos, córregos e tetas de vacas. Se é o mesmo em quem estou a pensar, consta-me que era um vaidoso que passeava no Chiado, e que pôs uma bomba (terá posto?) que não chegou a rebentar a tempo. Ao certo, ao certo, sei apenas que aprendi a entendê-lo, ouvindo a minha avó.<br />
Interroga-se V. se não serei eu mais um, que fala mas não chupa. Não quero deixá-lo nessa dúvida ingente. Eu nem falo, nem chupo. Não me ocupo com labregos, nem com tetas de vacas (sejam úberes, pronto!). Ocupo-me com coisas de que gosto, e que V. entende mal. Mas chupar, mesmo com molho, isso não.<br />
Sossegue, pois, homem de Deus! E vá lendo, Arquelinos ou não, a ver se alisa as ideias enturvadas.</p>
<p>Valupi<br />
Fazes bem em me lembrar as normas. Há tanto tempo a desrespeitá-las, já me tinha esquecido delas.<br />
Não sei se consigo explicar-te porque é que as desrespeito. Sei apenas que a questão é comum a outros campos, de que te forneço exemplos.<br />
Só raríssimamente concedo um discurso directo, sinto que não tem lugar num texto narrativo. E se encontro um trabalho em que ele abunda, não o leio.<br />
Sou incapaz de usar um sinal de interrogação, um ponto e vírgula, um qualquer dois pontos. São úteis na linguagem comum. Mas narrar implica resolver essas questões, sem usar simplificações.<br />
Maiuscular uma palavra qualquer significa dar estatuto ao conceito. E eu não o dou ao verão, nem ao inverno, por achar que o não merecem.<br />
Quer dizer, um tipo constrói um casulo, mete-se lá dentro, e legisla. Não pode ser doutro modo!<br />
Jorge Carvalheira</p>
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		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/jorge-carvalheira/um-largo-atordoado/#comment-21567</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Aug 2007 11:44:45 +0000</pubDate>
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		<description>Estou aqui com uma curiosidade, que já vem de muito atrás: porque grafas "verão", a estação, assim em caixa baixa?
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Estou aqui com uma curiosidade, que já vem de muito atrás: porque grafas &#8220;verão&#8221;, a estação, assim em caixa baixa?</p>
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		<title>Por: Liga contra os exploradores do verbo saloio</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/jorge-carvalheira/um-largo-atordoado/#comment-21566</link>
		<dc:creator>Liga contra os exploradores do verbo saloio</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Aug 2007 11:04:57 +0000</pubDate>
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		<description>Agora o que resta sabermos é se ele é como o Arquelino Ribeiro que escrevia muito sobre a vida dos labregos, fragas córregos e úberes de vacas e não os chupava nem com molho de tomate!
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Agora o que resta sabermos é se ele é como o Arquelino Ribeiro que escrevia muito sobre a vida dos labregos, fragas córregos e úberes de vacas e não os chupava nem com molho de tomate!</p>
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	<item>
		<title>Por: Daniel de Sá</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/jorge-carvalheira/um-largo-atordoado/#comment-21565</link>
		<dc:creator>Daniel de Sá</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Aug 2007 23:16:02 +0000</pubDate>
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		<description>...mas este negrilho, ou muito me engano ou é uma homenagem ao Miguel Torga. O tal que ele tanto amava e que morreu cinco meses depois da sua morte. De qualquer modo, o texto é belo. Muito belo mesmo. O Jorge é um dos grandes prosadores "líricos" da Língua Portuguesa, não tenho dúvidas.
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		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230;mas este negrilho, ou muito me engano ou é uma homenagem ao Miguel Torga. O tal que ele tanto amava e que morreu cinco meses depois da sua morte. De qualquer modo, o texto é belo. Muito belo mesmo. O Jorge é um dos grandes prosadores &#8220;líricos&#8221; da Língua Portuguesa, não tenho dúvidas.</p>
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		<title>Por: marco aurélio</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/jorge-carvalheira/um-largo-atordoado/#comment-21564</link>
		<dc:creator>marco aurélio</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Aug 2007 22:01:18 +0000</pubDate>
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		<description>Lindíssimo texto.
Faltou só lembrar Aljubarrota. Caramba, é o verdadeiro «dia de Portugal» ...
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		<content:encoded><![CDATA[<p>Lindíssimo texto.<br />
Faltou só lembrar Aljubarrota. Caramba, é o verdadeiro «dia de Portugal» &#8230;</p>
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