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	<title>Comentários em: Portugal profundo - 4</title>
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	<pubDate>Fri, 29 Aug 2008 06:45:42 +0000</pubDate>
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		<title>Por: Jorge Carvalheira</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/jorge-carvalheira/portugal-profundo-4/#comment-11664</link>
		<dc:creator>Jorge Carvalheira</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Aug 2006 21:26:19 +0000</pubDate>
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		<description>Aragem:
Retribuo, em dobro, a gentileza.
Os textos, bem vê, cada um no seu lugar.
Este da feira é um relatório dorido. Duma certa vida que resiste, mesmo se condenada.
Já os comentários... tantas vezes se disfarçam de gente assombrações... que havemos de fazer?
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Aragem:<br />
Retribuo, em dobro, a gentileza.<br />
Os textos, bem vê, cada um no seu lugar.<br />
Este da feira é um relatório dorido. Duma certa vida que resiste, mesmo se condenada.<br />
Já os comentários&#8230; tantas vezes se disfarçam de gente assombrações&#8230; que havemos de fazer?</p>
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		<title>Por: aragem</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/jorge-carvalheira/portugal-profundo-4/#comment-11663</link>
		<dc:creator>aragem</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Aug 2006 18:17:08 +0000</pubDate>
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		<description>Arevo-me a fazer aqui a descrição duma feira da minha infância, que pese embora os anos que passaram ainda a recordo como se ontem tivesse tido lugar.
Era diferente daquela que descreve, Carvalheira.
Era uma feira em que se negociava de tudo. Vendia-se e comprava-se gado: porcos; vacas e cavalos. A carne destes tambem era vendida em pequenos cubículos pomposamente chamados de talhos. Era a mais barata. Às 6 da manhã já se fazia fila para a comprar. Era a carne dos pobres, exceptuando as miudezas de vaca: bofes, fígado, goela, etc., que hoje abundam nos pratos dos cães, outrora, nesses tempos, faziam com eles guisados os mais pobres. Mesmo ao lado vendiam-se socas com solas de pneu, para que a rudeza dos caminhos não desgastasse rapidamente o "calçado". Mais adiante umas roupas cuja origem se desconhecia por completo.
Umas alfaces, couve portuguesa e galega, repolho e espigos; o alho francês era à parte (legume de gente rica)salsa e cidreira aos molhos.
E para os fedelhos mais afortunados de quando em vez lá aparecia o vendedor de algodão doce branco, que as cores só muito mais tarde vieram a colori-lo.
Às 3 da tarde pouco restava a não ser umas folhas amarelecidas e excrementos de animais que logo de seguida os lavradores de perto apanhavam para ajudar ao adubo do campo.
Muito mais se poderia dizer, mas o tempo passou e a feira já é igual a todas as outras.
Era a feira da Triana
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Arevo-me a fazer aqui a descrição duma feira da minha infância, que pese embora os anos que passaram ainda a recordo como se ontem tivesse tido lugar.<br />
Era diferente daquela que descreve, Carvalheira.<br />
Era uma feira em que se negociava de tudo. Vendia-se e comprava-se gado: porcos; vacas e cavalos. A carne destes tambem era vendida em pequenos cubículos pomposamente chamados de talhos. Era a mais barata. Às 6 da manhã já se fazia fila para a comprar. Era a carne dos pobres, exceptuando as miudezas de vaca: bofes, fígado, goela, etc., que hoje abundam nos pratos dos cães, outrora, nesses tempos, faziam com eles guisados os mais pobres. Mesmo ao lado vendiam-se socas com solas de pneu, para que a rudeza dos caminhos não desgastasse rapidamente o &#8220;calçado&#8221;. Mais adiante umas roupas cuja origem se desconhecia por completo.<br />
Umas alfaces, couve portuguesa e galega, repolho e espigos; o alho francês era à parte (legume de gente rica)salsa e cidreira aos molhos.<br />
E para os fedelhos mais afortunados de quando em vez lá aparecia o vendedor de algodão doce branco, que as cores só muito mais tarde vieram a colori-lo.<br />
Às 3 da tarde pouco restava a não ser umas folhas amarelecidas e excrementos de animais que logo de seguida os lavradores de perto apanhavam para ajudar ao adubo do campo.<br />
Muito mais se poderia dizer, mas o tempo passou e a feira já é igual a todas as outras.<br />
Era a feira da Triana</p>
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	<item>
		<title>Por: aragem</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/jorge-carvalheira/portugal-profundo-4/#comment-11662</link>
		<dc:creator>aragem</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Aug 2006 11:37:24 +0000</pubDate>
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		<description>Sempre gosto de vir por aqui e ler textos seus. Não tenho por hábito criticar. Observo e sempre que há lugar, aprendo.
Tenho lido escritos seus de qualidade muito superior, como um texto postado recentement: "Falares de Homem".
Perdoe-me a obervação, mas parece-me que os ambientes de feira (não sabemos se este é aquele que melhor conhece, quem sabe desde que nasceu...)lhe sejam os mais benéficos.
E dar resposta ao Júlio!... Bem, não acha perca de tempo?! Bem, tambem é verdade que uma vez por outra devemos "descerregar a bílis..."
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre gosto de vir por aqui e ler textos seus. Não tenho por hábito criticar. Observo e sempre que há lugar, aprendo.<br />
Tenho lido escritos seus de qualidade muito superior, como um texto postado recentement: &#8220;Falares de Homem&#8221;.<br />
Perdoe-me a obervação, mas parece-me que os ambientes de feira (não sabemos se este é aquele que melhor conhece, quem sabe desde que nasceu&#8230;)lhe sejam os mais benéficos.<br />
E dar resposta ao Júlio!&#8230; Bem, não acha perca de tempo?! Bem, tambem é verdade que uma vez por outra devemos &#8220;descerregar a bílis&#8230;&#8221;</p>
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		<title>Por: Julio</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/jorge-carvalheira/portugal-profundo-4/#comment-11661</link>
		<dc:creator>Julio</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Aug 2006 15:20:02 +0000</pubDate>
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		<description>Riapa ? O que é isso? O nome de algum remédio que vocês tomam para a caganeira? E a Lili, a Caneças? Está lindo este Blog, cheio de bimbos!
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Riapa ? O que é isso? O nome de algum remédio que vocês tomam para a caganeira? E a Lili, a Caneças? Está lindo este Blog, cheio de bimbos!</p>
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		<title>Por: Fernando Venâncio</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/jorge-carvalheira/portugal-profundo-4/#comment-11660</link>
		<dc:creator>Fernando Venâncio</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Aug 2006 14:57:59 +0000</pubDate>
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		<description>A intervenção da estimável Lili veio desfazer qualquer dúvida minha. Tal como a «Lili», também o «Júlio» é riapa. Miserável, este trapaceiro! Mas o Luís tinha razão. Again.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A intervenção da estimável Lili veio desfazer qualquer dúvida minha. Tal como a «Lili», também o «Júlio» é riapa. Miserável, este trapaceiro! Mas o Luís tinha razão. Again.</p>
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	<item>
		<title>Por: Lili</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/jorge-carvalheira/portugal-profundo-4/#comment-11659</link>
		<dc:creator>Lili</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Aug 2006 13:48:57 +0000</pubDate>
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		<description>Eu sou uma senhora e não gosto de me meter nestas coisas de gentinha, mas enfim, cada um é para o que nasce e uma mulher como eu tem obrigações. Tenho muita pena do Jorge (nome de pobre)que escreve estas histórias de cordel no género "Simplesmente Maria". Tem uma linguagem do Seixal, ainda parece que vai com a mãe vender fruta. Ó rico, faça uma plástica, compre roupinhas de marca, mas deixe essa linguagem de esquerda carroceira que é tão pobrezinha. E o pior querido, não é ser pobre, é ser pobre e parecê-lo...


</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sou uma senhora e não gosto de me meter nestas coisas de gentinha, mas enfim, cada um é para o que nasce e uma mulher como eu tem obrigações. Tenho muita pena do Jorge (nome de pobre)que escreve estas histórias de cordel no género &#8220;Simplesmente Maria&#8221;. Tem uma linguagem do Seixal, ainda parece que vai com a mãe vender fruta. Ó rico, faça uma plástica, compre roupinhas de marca, mas deixe essa linguagem de esquerda carroceira que é tão pobrezinha. E o pior querido, não é ser pobre, é ser pobre e parecê-lo&#8230;</p>
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	<item>
		<title>Por: Jorge Carvalheira</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/jorge-carvalheira/portugal-profundo-4/#comment-11658</link>
		<dc:creator>Jorge Carvalheira</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Aug 2006 12:08:02 +0000</pubDate>
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		<description>Júlio:
Se V. fosse criatura de levar a sério, eu chamava-lhe uma besta.
Assim vou poupar o meu tempo.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Júlio:<br />
Se V. fosse criatura de levar a sério, eu chamava-lhe uma besta.<br />
Assim vou poupar o meu tempo.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernando Venâncio</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/jorge-carvalheira/portugal-profundo-4/#comment-11657</link>
		<dc:creator>Fernando Venâncio</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Aug 2006 05:06:40 +0000</pubDate>
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		<description>Julinho,

O querido é de grandes, profundas convicções. Mas acontece esta coisa inaudita: elas aparecem em frases singelas, decerto merecedoras de melhor entendimento nosso. Ah, porque é que não nascemos mais inteligentes!? E você mais compreeensivo.

</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Julinho,</p>
<p>O querido é de grandes, profundas convicções. Mas acontece esta coisa inaudita: elas aparecem em frases singelas, decerto merecedoras de melhor entendimento nosso. Ah, porque é que não nascemos mais inteligentes!? E você mais compreeensivo.</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: Julio</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/jorge-carvalheira/portugal-profundo-4/#comment-11656</link>
		<dc:creator>Julio</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Aug 2006 20:47:32 +0000</pubDate>
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		<description>Senhor Jorge Carvalheira

A sua linguagem faz-me lembrar a do anúncio skipp. Se há cantores Pimbas, também há escritores pimbas. E o senhor é um deles.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Senhor Jorge Carvalheira</p>
<p>A sua linguagem faz-me lembrar a do anúncio skipp. Se há cantores Pimbas, também há escritores pimbas. E o senhor é um deles.</p>
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	<item>
		<title>Por: py</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/jorge-carvalheira/portugal-profundo-4/#comment-11655</link>
		<dc:creator>py</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Aug 2006 18:31:07 +0000</pubDate>
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		<description>olha, poesia no seu melhor...

(tudo à batatada claro mas isso a gente já sabe do Asterix, faltam-nos os romanos...)

ora eu tinha fikado baralhado com umas deklarações do presidente do Irão, sobre o Delenda Israel, mas já me disseram que não era bem assim, e depois é o que se viu lá para os lados dos Cedrus...

E a minha barba é parecida com a dele.

Os meus romanos são os "arbustos" das américas, que gostam de assinar sentenças de morte, à falta de melhor

</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>olha, poesia no seu melhor&#8230;</p>
<p>(tudo à batatada claro mas isso a gente já sabe do Asterix, faltam-nos os romanos&#8230;)</p>
<p>ora eu tinha fikado baralhado com umas deklarações do presidente do Irão, sobre o Delenda Israel, mas já me disseram que não era bem assim, e depois é o que se viu lá para os lados dos Cedrus&#8230;</p>
<p>E a minha barba é parecida com a dele.</p>
<p>Os meus romanos são os &#8220;arbustos&#8221; das américas, que gostam de assinar sentenças de morte, à falta de melhor</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: pataphisico_azul</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/jorge-carvalheira/portugal-profundo-4/#comment-11654</link>
		<dc:creator>pataphisico_azul</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Aug 2006 16:16:01 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/portugal-profundo-4/#comment-11654</guid>
		<description>O menino foi à feira da Ladra? Eu também lá costumava ir, na minha juventude, tomar um café com o gajo que me tinha roubado o telemóvel na véspera.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O menino foi à feira da Ladra? Eu também lá costumava ir, na minha juventude, tomar um café com o gajo que me tinha roubado o telemóvel na véspera.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Jorge Carvalheira</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/jorge-carvalheira/portugal-profundo-4/#comment-11653</link>
		<dc:creator>Jorge Carvalheira</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Aug 2006 16:08:03 +0000</pubDate>
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		<description>Júlio:
Com todo o respeito, eu podia muito bem deixá-lo a falar sozinho. É o que faço ao cão, sempre que ele se põe com liberdades.
Mas uma caixa assim aberta como esta impõe obrigações, a quem entra e a quem sai. Abro, por isso, para mim uma excepção, e para si uma benesse. Aproveite-a.
Se eu escrevesse para vender produtos a cavalgaduras, dançava ao sabor dos seus caprichos. Ocupava-me da parte vaga, inventava umas intrigas em ambiente mundano, era mesmo capaz de ir masturbar-me atrás duma cortina, só para fazer tesão ao respeitável público, que V. tão bem exemplifica.
Mas acontece que eu não vendo produtos, nem venho aqui como quem vai à feira. Escrevo sobre aquilo a que dou importância no momento, e posso avaliar a qualidade estética do que lhe deixo, a si, na manjedoura. E quando tenho dúvidas, não é aos seus critérios que recorro.
Entendo muito bem que um certo povo, a si, lhe cause nojo, porque se lava pouco. Talvez porque você, podendo, o não ensinou a tomar banho.
Mas você não é obrigado a gostar, claro, ponha na borda do prato! Não faça é figuras tristes, a propósito e sem ele, pode alguém confundi-las com alarvice ou falta de chá.
E produzir os textos que você aqui encontra, não é como ir passar uma noite às meninas. Veja se percebe ao menos isso.

</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Júlio:<br />
Com todo o respeito, eu podia muito bem deixá-lo a falar sozinho. É o que faço ao cão, sempre que ele se põe com liberdades.<br />
Mas uma caixa assim aberta como esta impõe obrigações, a quem entra e a quem sai. Abro, por isso, para mim uma excepção, e para si uma benesse. Aproveite-a.<br />
Se eu escrevesse para vender produtos a cavalgaduras, dançava ao sabor dos seus caprichos. Ocupava-me da parte vaga, inventava umas intrigas em ambiente mundano, era mesmo capaz de ir masturbar-me atrás duma cortina, só para fazer tesão ao respeitável público, que V. tão bem exemplifica.<br />
Mas acontece que eu não vendo produtos, nem venho aqui como quem vai à feira. Escrevo sobre aquilo a que dou importância no momento, e posso avaliar a qualidade estética do que lhe deixo, a si, na manjedoura. E quando tenho dúvidas, não é aos seus critérios que recorro.<br />
Entendo muito bem que um certo povo, a si, lhe cause nojo, porque se lava pouco. Talvez porque você, podendo, o não ensinou a tomar banho.<br />
Mas você não é obrigado a gostar, claro, ponha na borda do prato! Não faça é figuras tristes, a propósito e sem ele, pode alguém confundi-las com alarvice ou falta de chá.<br />
E produzir os textos que você aqui encontra, não é como ir passar uma noite às meninas. Veja se percebe ao menos isso.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: UFO</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/jorge-carvalheira/portugal-profundo-4/#comment-11652</link>
		<dc:creator>UFO</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Aug 2006 15:21:47 +0000</pubDate>
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		<description>Ó Júlio, Alá é mesmo grande, porra!
Você desta vez conseguiu vir aqui sem deixar pontapés capitais na gramática!
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ó Júlio, Alá é mesmo grande, porra!<br />
Você desta vez conseguiu vir aqui sem deixar pontapés capitais na gramática!</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: manule maria</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/jorge-carvalheira/portugal-profundo-4/#comment-11651</link>
		<dc:creator>manule maria</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Aug 2006 21:49:33 +0000</pubDate>
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		<description>as feiras são mesmo assim: um viveiro de gentes... e no interior têm uma função de convívio social também. é nessas barraquinhas c
de comes ebebes que se encontram os amigos das terras vizinhas.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>as feiras são mesmo assim: um viveiro de gentes&#8230; e no interior têm uma função de convívio social também. é nessas barraquinhas c<br />
de comes ebebes que se encontram os amigos das terras vizinhas.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: uff!</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/jorge-carvalheira/portugal-profundo-4/#comment-11650</link>
		<dc:creator>uff!</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Aug 2006 16:52:14 +0000</pubDate>
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		<description>O curioso é que a marosca foi deslindada precisamente na véspera.Uff!
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O curioso é que a marosca foi deslindada precisamente na véspera.Uff!</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Benuron C</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/jorge-carvalheira/portugal-profundo-4/#comment-11649</link>
		<dc:creator>Benuron C</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Aug 2006 11:34:25 +0000</pubDate>
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		<description>Gsotei dos comentários do Aspirina B à minudência que se passou ontem nos aeroportos de todo o mundo.
Ficaram amuados??

</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gsotei dos comentários do Aspirina B à minudência que se passou ontem nos aeroportos de todo o mundo.<br />
Ficaram amuados??</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: António Oliveira</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/jorge-carvalheira/portugal-profundo-4/#comment-11648</link>
		<dc:creator>António Oliveira</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Aug 2006 11:26:01 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/portugal-profundo-4/#comment-11648</guid>
		<description>De facto as feiras são sempre uma fonte de inspiração para  vários campos. Não é por acaso que os políticos não perdem uma, mas acabam por sair de lá pouco inspirados, infelizmente. Mas para outros campos pode ser um centro de análise importante. Neste caso, houve arte e engenho. Gostei do conto. Continue.

</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>De facto as feiras são sempre uma fonte de inspiração para  vários campos. Não é por acaso que os políticos não perdem uma, mas acabam por sair de lá pouco inspirados, infelizmente. Mas para outros campos pode ser um centro de análise importante. Neste caso, houve arte e engenho. Gostei do conto. Continue.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lashna</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/jorge-carvalheira/portugal-profundo-4/#comment-11647</link>
		<dc:creator>Lashna</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Aug 2006 11:18:14 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/portugal-profundo-4/#comment-11647</guid>
		<description>Gosto muito de deambular pelas feiras, assumo completamente aquela fraqueza que é o observar os outros enquanto "enfeiram do bom e do barato". Não critico, só gosto de ver, acho que se aprende muito.
Devia haver um mestrado em Marketing de Rua, tipo Shopspotting ou algo assim. Não há anúncio que bata o "ó menina leve lá que foi roubado hoje do Corte Inglês" ou "é a camisa da moda, o Engº Socras tem uma igual".
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gosto muito de deambular pelas feiras, assumo completamente aquela fraqueza que é o observar os outros enquanto &#8220;enfeiram do bom e do barato&#8221;. Não critico, só gosto de ver, acho que se aprende muito.<br />
Devia haver um mestrado em Marketing de Rua, tipo Shopspotting ou algo assim. Não há anúncio que bata o &#8220;ó menina leve lá que foi roubado hoje do Corte Inglês&#8221; ou &#8220;é a camisa da moda, o Engº Socras tem uma igual&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: O Verdadeiro Escritor</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/jorge-carvalheira/portugal-profundo-4/#comment-11646</link>
		<dc:creator>O Verdadeiro Escritor</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Aug 2006 11:07:50 +0000</pubDate>
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		<description>Do alto da cidade de Évora, perto do templo romano, avistam-se as terras dispostas em seu redor: Arraiolos, Portel, Viana do Alentejo, Alcáçovas, Redondo, Azaruja...

Ontem à noite (eu não estive lá, mas sei que), quem lá estivesse à meia-noite, veria o que eu um dia vi e que considero um raro espetáculo: desde o centro da cidade e desde aqueles distantes pontos habitados da planície alentejana, fogo-de-artifício despontava no céu, desenhando jarros de flores no horizonte escuro.

É bonito. Não porque seja mais bonito do que este, ou menos bonito do que aquele, quem se fica por essas apreciações perde a completa vivência do que se vive seja em que instante for. É bonito porque, para além do que se vê, que sim, é bonito, aquele sincronismo de populações diferentes é fruto da vontade de populações diferentes em festejar um momento que os une desde as entranhas: o 25 de Abril!

Eu nunca o vivi, o primeiro 25 de Abril, não estava lá. Mas talvez não viveria de todo se não fosse esse dia. Falo a sério, pois talvez o meu pai nunca tivesse vindo do ultramar, talvez ficasse por lá, talvez não voltasse para quem voltou, talvez...

E quero festejá-lo com todas as pessoas, pois que essa festa que encontrei um dia em Évora foi a que mais me fez sentir que eu e todos os que estavam lá estavam a festejar o nosso país, aquilo que queremos fazer juntos, as razões pelas quais concordamos todos os dias (ainda que não o façamos conscientemente) que queremos estar aqui a fazer esta unidade de pessoas.

Mas, no sítio onde me encontro hoje, este festejo é ostracizado, ridicularizado, secundarizado a uma festa da flor que é feita com flores importadas da Holanda! Festa esta cheia de cor, beleza natural, mas vazia de conteúdo, oca de sentimento (excepto o muro da esperança, gosto do muro da esperança, acontece espontaneamente, surje belo). Mas aquela beleza em nada se liga ao que as pessoas que cantam canções de Abril sentem quando as cantam no 25 de Abril.

Sou Ser Humano, sou homem, sou filho, irmão, amante, pai. E sou português! E tudo isso conta, tudo isso tem valor! Pelo menos para mim tem.

Um dia, o meu pai, professor, explicava aos seus alunos do 3º cicloo conceito de orações principais e orações subordinadas, isto na gramática portuguesa. Porque subordinada pudesse ser uma palavra difícil, ele explicava como, por exemplo, no Governo Regional, os secretários regionais eram subordinados do Presidente do Governo Regional (ele, na altura, usou os nomes próprios das pessoas referidas). Simples exemplo, este, diria mesmo eficaz. Pois, por um tal exemplo, não sei porque voltas, uns dias depois uma colega e amiga dele ('por acaso' militante do partido no Governo) dizia-lhe, querendo dar-lhe uma achega e um conselho de amigo: amigo, "cuidado, que a PIDE ainda não acabou..." Decorria o ano de 1987...

Desta vez, não assino como costumo, não uso o meu nome própio, como demonstração da coação atroz e subreptícia que existe nesta Região (subreptícia é a palavra, cabal qualificadora, da coação e de quem a faz acontecer). Uma região que ainda por cima deve a sua "autonomia" ao 25 de Abril. Coação que provavelmente também existiria mesmo se aquele dia não tivesse acontecido como corajosamente aconteceu, pois que as pessoas que a fazem perdurar, também a procurariam e a fariam acontecer dentro da União Nacional.
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		<content:encoded><![CDATA[<p>Do alto da cidade de Évora, perto do templo romano, avistam-se as terras dispostas em seu redor: Arraiolos, Portel, Viana do Alentejo, Alcáçovas, Redondo, Azaruja&#8230;</p>
<p>Ontem à noite (eu não estive lá, mas sei que), quem lá estivesse à meia-noite, veria o que eu um dia vi e que considero um raro espetáculo: desde o centro da cidade e desde aqueles distantes pontos habitados da planície alentejana, fogo-de-artifício despontava no céu, desenhando jarros de flores no horizonte escuro.</p>
<p>É bonito. Não porque seja mais bonito do que este, ou menos bonito do que aquele, quem se fica por essas apreciações perde a completa vivência do que se vive seja em que instante for. É bonito porque, para além do que se vê, que sim, é bonito, aquele sincronismo de populações diferentes é fruto da vontade de populações diferentes em festejar um momento que os une desde as entranhas: o 25 de Abril!</p>
<p>Eu nunca o vivi, o primeiro 25 de Abril, não estava lá. Mas talvez não viveria de todo se não fosse esse dia. Falo a sério, pois talvez o meu pai nunca tivesse vindo do ultramar, talvez ficasse por lá, talvez não voltasse para quem voltou, talvez&#8230;</p>
<p>E quero festejá-lo com todas as pessoas, pois que essa festa que encontrei um dia em Évora foi a que mais me fez sentir que eu e todos os que estavam lá estavam a festejar o nosso país, aquilo que queremos fazer juntos, as razões pelas quais concordamos todos os dias (ainda que não o façamos conscientemente) que queremos estar aqui a fazer esta unidade de pessoas.</p>
<p>Mas, no sítio onde me encontro hoje, este festejo é ostracizado, ridicularizado, secundarizado a uma festa da flor que é feita com flores importadas da Holanda! Festa esta cheia de cor, beleza natural, mas vazia de conteúdo, oca de sentimento (excepto o muro da esperança, gosto do muro da esperança, acontece espontaneamente, surje belo). Mas aquela beleza em nada se liga ao que as pessoas que cantam canções de Abril sentem quando as cantam no 25 de Abril.</p>
<p>Sou Ser Humano, sou homem, sou filho, irmão, amante, pai. E sou português! E tudo isso conta, tudo isso tem valor! Pelo menos para mim tem.</p>
<p>Um dia, o meu pai, professor, explicava aos seus alunos do 3º cicloo conceito de orações principais e orações subordinadas, isto na gramática portuguesa. Porque subordinada pudesse ser uma palavra difícil, ele explicava como, por exemplo, no Governo Regional, os secretários regionais eram subordinados do Presidente do Governo Regional (ele, na altura, usou os nomes próprios das pessoas referidas). Simples exemplo, este, diria mesmo eficaz. Pois, por um tal exemplo, não sei porque voltas, uns dias depois uma colega e amiga dele (&#8217;por acaso&#8217; militante do partido no Governo) dizia-lhe, querendo dar-lhe uma achega e um conselho de amigo: amigo, &#8220;cuidado, que a PIDE ainda não acabou&#8230;&#8221; Decorria o ano de 1987&#8230;</p>
<p>Desta vez, não assino como costumo, não uso o meu nome própio, como demonstração da coação atroz e subreptícia que existe nesta Região (subreptícia é a palavra, cabal qualificadora, da coação e de quem a faz acontecer). Uma região que ainda por cima deve a sua &#8220;autonomia&#8221; ao 25 de Abril. Coação que provavelmente também existiria mesmo se aquele dia não tivesse acontecido como corajosamente aconteceu, pois que as pessoas que a fazem perdurar, também a procurariam e a fariam acontecer dentro da União Nacional.</p>
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		<title>Por: Julio</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/jorge-carvalheira/portugal-profundo-4/#comment-11645</link>
		<dc:creator>Julio</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Aug 2006 11:04:31 +0000</pubDate>
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		<description>Outra vez este escritor Pimba? Isto está a ficar muito foleiro!
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		<content:encoded><![CDATA[<p>Outra vez este escritor Pimba? Isto está a ficar muito foleiro!</p>
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