<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	>
<channel>
	<title>Comentários em: Crónica dum tempo</title>
	<atom:link href="http://aspirinab.com/visitas-antigas/jorge-carvalheira/cronica-dum-tempo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/jorge-carvalheira/cronica-dum-tempo/</link>
	<description></description>
	<pubDate>Wed, 03 Dec 2008 02:25:28 +0000</pubDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.6.2</generator>
		<item>
		<title>Por: Santos Costa</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/jorge-carvalheira/cronica-dum-tempo/#comment-22014</link>
		<dc:creator>Santos Costa</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Sep 2007 22:13:41 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/cronica-dum-tempo/#comment-22014</guid>
		<description>Caro Jorge
A mãe cadela pariu apressada mais um daqueles cachorros cegos, condenado a andar para aí a fazer figura de cão vadio. Apressada é um modo de dizer, pois o parto foi mais longo do que a cobrição e a cachorra arrastou uma prenhez suspeita – digo eu - pela falsa paternidade de sete ou oito cães vadios que lhe farejaram o traseiro. Brrrr!!!!
Serve este intróito para lhe dizer que, por alguns escaparates (poucos, por decisão minguada e a habitual tacanhez do autor), vai andar mais um livro da minha autoria, talvez como corolário de uma desfaçatez de que não vou abdicar nesta fase da vida.
Donde, então, a perplexidade?
Sequente à pergunta, segue a resposta: trata-se do livro que leva no título “O Padre Costa de Trancoso” e que, antes da sessão de apresentação, já se encontra sob os focos da mediática corporação de jornais e televisões, se bem que, pelas últimas, passou em nota de rodapé.
Para que ninguém chore lamúrias dos dinheiros injectados no livrinho de 168 páginas, saiu do meu bolso todo o custo da empreitada e a responsabilidade de o deixar ao deus-dará, com o sacerdote Varrão agarrado pela sotaina e pela bem avantajada ninhada de chorões ranhosos.
Jorge, se um livro é suposto ser “um filho”, há-de entender que ainda me faltam muitos para conseguir ombrear com o nosso sacerdote de Santa Maria de Guimarães, o qual, por minha escolha, foi transferido de armas e bagagens para a paróquia de S. Tiago.
De resto, o seu exemplar encontra-se guardado; seja a conveniência de ele ser “cego” e não poder conduzir quem o seja também.
Um abraço

</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Jorge<br />
A mãe cadela pariu apressada mais um daqueles cachorros cegos, condenado a andar para aí a fazer figura de cão vadio. Apressada é um modo de dizer, pois o parto foi mais longo do que a cobrição e a cachorra arrastou uma prenhez suspeita – digo eu - pela falsa paternidade de sete ou oito cães vadios que lhe farejaram o traseiro. Brrrr!!!!<br />
Serve este intróito para lhe dizer que, por alguns escaparates (poucos, por decisão minguada e a habitual tacanhez do autor), vai andar mais um livro da minha autoria, talvez como corolário de uma desfaçatez de que não vou abdicar nesta fase da vida.<br />
Donde, então, a perplexidade?<br />
Sequente à pergunta, segue a resposta: trata-se do livro que leva no título “O Padre Costa de Trancoso” e que, antes da sessão de apresentação, já se encontra sob os focos da mediática corporação de jornais e televisões, se bem que, pelas últimas, passou em nota de rodapé.<br />
Para que ninguém chore lamúrias dos dinheiros injectados no livrinho de 168 páginas, saiu do meu bolso todo o custo da empreitada e a responsabilidade de o deixar ao deus-dará, com o sacerdote Varrão agarrado pela sotaina e pela bem avantajada ninhada de chorões ranhosos.<br />
Jorge, se um livro é suposto ser “um filho”, há-de entender que ainda me faltam muitos para conseguir ombrear com o nosso sacerdote de Santa Maria de Guimarães, o qual, por minha escolha, foi transferido de armas e bagagens para a paróquia de S. Tiago.<br />
De resto, o seu exemplar encontra-se guardado; seja a conveniência de ele ser “cego” e não poder conduzir quem o seja também.<br />
Um abraço</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: JC</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/jorge-carvalheira/cronica-dum-tempo/#comment-22013</link>
		<dc:creator>JC</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Sep 2007 04:12:02 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/cronica-dum-tempo/#comment-22013</guid>
		<description>Santos Costa

A Corvos e a outras Aves, estou como diz o outro, é deixá-los poisar com sossego.
Para não virem à luz como os cachorros cegos, que as mães cadelas pariram apressadas. Depois andam aí a fazer figuras de urso, conforme já se tem visto.
E aceite-me este conselho. Em literatura, como noutras coisas, as melhores delícias são as delícias íntimas. O resto é fogo de vista.

Já a interrogação que o intriga, estou para mim que não será da sombra, que eu não sou nenhum carvalho negral.
Ou é charada, ou é alguém que nunca viu lobo pequeno, como dantes se dizia.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Santos Costa</p>
<p>A Corvos e a outras Aves, estou como diz o outro, é deixá-los poisar com sossego.<br />
Para não virem à luz como os cachorros cegos, que as mães cadelas pariram apressadas. Depois andam aí a fazer figuras de urso, conforme já se tem visto.<br />
E aceite-me este conselho. Em literatura, como noutras coisas, as melhores delícias são as delícias íntimas. O resto é fogo de vista.</p>
<p>Já a interrogação que o intriga, estou para mim que não será da sombra, que eu não sou nenhum carvalho negral.<br />
Ou é charada, ou é alguém que nunca viu lobo pequeno, como dantes se dizia.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Santos Costa</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/jorge-carvalheira/cronica-dum-tempo/#comment-22012</link>
		<dc:creator>Santos Costa</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Sep 2007 19:25:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/cronica-dum-tempo/#comment-22012</guid>
		<description>Texto estupendo, meu caro Jorge.
Para quando novo voo do Corvo, esse mensageiro que prometeu regressar - e o deve fazer, ainda que sob a forma de outra ave - e que fez as delícias da família e as minhas?
Também li o Cavaleiro Andante, o Mosquito e O Falcão, para além de Emilio Salgari, este trazido de barato nas carrinhas da Gulbenkian (que hoje perduram,como é o caso da empresa municipal que hoje as gere neste concelho). Julgo mesmo que, sem o assumirem, muitos dos que se julgam eruditos, fizeram o mesmo percurso literário, sem náuseas, sem constrangimentos bacocos e sem receios da lama que salpicaria a parentela na queda.
Sobre uma interrogação que antecede - e sem querer assumir o papel de causídico - suponho que o Amigo tem proporcionado sombra a algumas amibas e alforrecas, cujas se limitam a (não) suportar a criação de terceiros; porventura, sem que isto abra polémica, acobertadas pelo breu da profundidade oceânica do anonimato.
Até sempre, com um abraço
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Texto estupendo, meu caro Jorge.<br />
Para quando novo voo do Corvo, esse mensageiro que prometeu regressar - e o deve fazer, ainda que sob a forma de outra ave - e que fez as delícias da família e as minhas?<br />
Também li o Cavaleiro Andante, o Mosquito e O Falcão, para além de Emilio Salgari, este trazido de barato nas carrinhas da Gulbenkian (que hoje perduram,como é o caso da empresa municipal que hoje as gere neste concelho). Julgo mesmo que, sem o assumirem, muitos dos que se julgam eruditos, fizeram o mesmo percurso literário, sem náuseas, sem constrangimentos bacocos e sem receios da lama que salpicaria a parentela na queda.<br />
Sobre uma interrogação que antecede - e sem querer assumir o papel de causídico - suponho que o Amigo tem proporcionado sombra a algumas amibas e alforrecas, cujas se limitam a (não) suportar a criação de terceiros; porventura, sem que isto abra polémica, acobertadas pelo breu da profundidade oceânica do anonimato.<br />
Até sempre, com um abraço</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Anónimo</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/jorge-carvalheira/cronica-dum-tempo/#comment-22011</link>
		<dc:creator>Anónimo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Sep 2007 10:52:24 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/cronica-dum-tempo/#comment-22011</guid>
		<description>Ainda por cá anda? Humm...
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda por cá anda? Humm&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Daniel de Sá</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/jorge-carvalheira/cronica-dum-tempo/#comment-22010</link>
		<dc:creator>Daniel de Sá</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Sep 2007 23:32:27 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/cronica-dum-tempo/#comment-22010</guid>
		<description>Meuu Caro Jorge
Pois claro, também tinhas de ser da safra que amadureceu lendo o Cavaleiro Andante. E arrisco a tentativa de adivinhar, além do confessado Walter Scott, o que mais leste: Mark Twain, Emilio Salgari, Enid Blyton... e outros que tal.
Quanto à hora de levantar, ninguém bate é a minha hora de sair. Em teologia, as aulas no seminário diocesano de Valência começavam às nove e cinco. Com Direito Canónico, Deus do céu! Os alunos combonianos iam para lá de bicicleta, e, como era sempre a descer, eu quase que punha à prova a teoria da relatividade. Fazia uma curva de noventa graus ao entrar na estrada numa velocidade daquelas de Deus te livre. Mas um dia não livrou. Tinha sido aberta uma vala para não sei quê, e eu espalhei-me por causa do cascalho e da terra. Esfolei os dois joelhos e os dois cotovelos, além do casaco, que não sangrou. Cheguei mais tarde do que o costume. Pedi desculpa pelo facto, e um colega brasileiro explicou ao professor: "O Daniel sai lá de cima às nove e cinco para chegar aqui às nove e quatro."

</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Meuu Caro Jorge<br />
Pois claro, também tinhas de ser da safra que amadureceu lendo o Cavaleiro Andante. E arrisco a tentativa de adivinhar, além do confessado Walter Scott, o que mais leste: Mark Twain, Emilio Salgari, Enid Blyton&#8230; e outros que tal.<br />
Quanto à hora de levantar, ninguém bate é a minha hora de sair. Em teologia, as aulas no seminário diocesano de Valência começavam às nove e cinco. Com Direito Canónico, Deus do céu! Os alunos combonianos iam para lá de bicicleta, e, como era sempre a descer, eu quase que punha à prova a teoria da relatividade. Fazia uma curva de noventa graus ao entrar na estrada numa velocidade daquelas de Deus te livre. Mas um dia não livrou. Tinha sido aberta uma vala para não sei quê, e eu espalhei-me por causa do cascalho e da terra. Esfolei os dois joelhos e os dois cotovelos, além do casaco, que não sangrou. Cheguei mais tarde do que o costume. Pedi desculpa pelo facto, e um colega brasileiro explicou ao professor: &#8220;O Daniel sai lá de cima às nove e cinco para chegar aqui às nove e quatro.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>
