Aviso aos pacientes: este blogue é antianalgésico, pirético e inflamatório. Em caso de agravamento dos sintomas, escreva aos enfermeiros de plantão. Apenas para administração interna; o fabricante não se responsabiliza por usos incorrectos deste fármaco.



Leia-se «Ainda a crítica» aqui. Às vezes, as coisas podem ser vistas com esta limpidez.


  1. 1 Lola_Chupa

    Morte à Lurdes!…

    Lá vamos nós voltar ao teclado do costume.

    Portanto, é assim: eu já desconfiava muito da Dona Lurdes, mas perdi-lhe o respeito todo numa vez em que, na televisão, questionada por uma perguntadeira de serviço sobre o que lhe tinha, no seu sombrio anito de mandato, dado mais gozo, ela muito candidamente respondeu “que tinha sido aquele dia em que tinha feito uma “requisição” (draconiana) de todo o pessoal das escolas”, para assegurar a habitual palhaçada dos exames nacionais…
    Ora, já isso se me tinha varrido dos neurónios, mas voltou a entrar em plena força: estava ali, diante de mim, e defronte de mais uns quantos milhares de telespectadores, uma criatura, a falar de… prazer, e a assumir que, de todos os seus actos, o que lhe tinha dado mais… “prazer”, não tinha sido nenhuma reforma de fundo, a composição de um Cântico dos Cânticos, a atribuição de uma medalha de mérito de longa carreira, ou a abertura de uma unidade de ensino modelo,
    não,
    a pécora só tinha sentido a adrenalina subir-lhe através de uma coisa equivalente a um acto de ditadura militar, através de uma reacção desproporcionada, tomada, um dia, perante uma classe inteira profissional, que a não conhecia de lado nenhum, e, suponho, não queria conhecer.
    Ora, isso, em qualquer cartilha de roteiros de interiores chama-se “sadismo”, mesclado de histeria e paranóia, e foi então que me dei conta de que uma criatura, com o seu psiquismo e estátua interior emocional publicamente desiquilibrados, desempenhava funções de Estado, tinha poderes ministeriais e se gabava, em público, de um acto ridículo, anómalo e de contornos duvidosos.
    Recordei-me, igualmente, de quando me tinham falado dessa célebre, enfim…, para-requisição, ter imediatamente feito notar que ela tinha alguns pontos de teor anti-constitucional subjacente, já que, através de um mero documento, imanado de um simples gabinete ministerial, havia uma criatura, intitulada Ministra da Educação, que, por exemplo, se dava ao luxo de se sobrepor a decisões de gabinetes clínicos e juntas médicas, convocando para o dia tantos do tal, TODA a gente, independentemente do seu estado de saúde.
    Em qualquer outro sítio, um pouco acima do nosso Magreb, isto teria desencadeado uma chuva de recursos hierárquicos, pedidos de inquérito, e mesmo, acções desencadeadas em instâncias comunitárias.
    Por cá, enfim… nada, mas só me faltava ouvir essa… enfim… gaja, assumir que isso era o que mais PRAZER lhe tinha dado fazer…
    Cá para mim, que sou bastante imediatista nestas radiografias, disse logo para os meus fechos-éclair, “estás morta, filha…”, e está, e estaria, não fosse diariamente presentear-nos com mais um dos seus actos de nervosismo, qual Ferreira Leite do Largo Rosa, e o último deles é de bradar aos céus, e já corre por tudo quanto é lado e comentário.
    Reza a Lurdes que há não sei quantos tipos que são delegados sindicais, e ela acha que devia haver menos.
    Ora, as tácticas da Lurdes já eu conheço agora à légua, porque são um sub-produto de toda a táctica governamental engendrada na massa cinzenta de uma bicha histérica, campo que eu conheço razoavelmente bem, e os Portugueses também começaram a conhecer, por mera questão de hábito e repetição.
    Não sou sindicalista, prefiro as super-tostas mistas da Gare do Oriente a qualquer sindicato, mas uma coisa é certa: ao despejar, cá para fora, com um número ao calhas, a táctica habitual estava outra vez a ser utilizada: agarra-se num ramo de arbusto, põe-se-lhe a lupa em cima, e aquilo passa a ser mais importante do que toda a floresta dos verdadeiros problemas.
    Descontextualiza-se um número, coloca-se um tom alarmista em rodapé, despeja-se o caldinho nos megafones das televisões de serviço, o pacóvio ouve, sem pensar, conta ao vizinho, indigna-se, mobiliza-se contra a nova cabeça de turco, e a merda está toda feita.
    Clara, limpa e eficaz.
    Lurdes, permite-me que te trate por tu: sabes que eu gosto de ti, e que espero que brevemente substituas a Socratina como Primeira-Ministra — mulher por mulher, mais vale uma que tenha “esses colos” na parte da frente… — mas faz-me um pequeno favor: já que divulgaste os tais números dos sindicalistas, isso deu-me uma enorme tesão sociológica, e como eu sei que tu tens um cursos desses — acabado em 84, já ias tu nos teus 28 anos…, muito deves ter cabulado, repetido e copiado, filhota…, enfim, já que és… socióloga, faz-me um favor: chapa-me cá para fora com o exacto número de assessores dos gabinetes do teu e dos teus amigos Ministros, Secretários de Estado e equiparados, e quanto ganham, e eu amanhã prometo-te que vou consultar umas pessoas que conheço e te digo imdiatamente quantos podes dispensar, e quanto poupas ao Estado com essa dispensa.
    Por exemplo, se me disseres que são 600, eu digo-te que podes reduzir a vara para metade, e — milagre dos milagres — quem sabe se não tornar essa despesa toda numa décima da que era?…
    Prometes que o fazes, não prometes?…
    Deste teu sincero admirador, um xoxo… na xoxa.

  2. 2 Politikos

    Como diria o pessoal de O Gato: Mas onde é que ele está? Mas onde é que ele está? Mas onde é que ele está? Mas onde é que ele está?

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